SOCIOLOGIA DO COMEDIANTE

Este é o nome de um antigo livro do Jean Duvignaud.
 
Resolvi usá-lo como homenagem ao autor, no meu post de hoje.

José de Abreu por vezes comenta comigo que pessoas que o seguem reclamam que ele fala de política, quando tudo que elas querem saber é das fofocas da TV , ou do seu trabalho como ator.

Comigo também acontece o mesmo.

E muitos colegas e cidadãos mantém a posição de que fazem apenas seu trabalho. “Sou comediante. Faço piada. No resto eu não me meto.”

A partir desta premissa não teríamos política alguma, pois um gerente de banco dedicaria seu tempo apenas a administrar contas, um leiteiro apenas a entregar o leite, um açougueiro apenas a cortar a carne, uma aeromoça apenas a atender passageiros, e por aí iríamos.

É o que dizem do Tiririca: “É um palhaço, devia se limitar a ser palhaço.”

Acontece que cada trabalhador, em qualquer área, cada cidadão , é político, tem o direito e o dever de se meter em política sim, de ter sua opinião política que não se resume apenas ao voto secreto. Mas à prática da política. Ou seja , da vida em sociedade e do posicionamento diante dos fatos que afetam esta sociedade.

O que confundem é que necessariamente ninguém precisa ser um político profissional, mas isso não impede de exercitar sua opinião e sua prática política. Sobretudo aqueles que tem uma vida pública e que por isso são formadores de opinião.

É impossível no decorrer da vida de um cidadão que ele jamais seja chamado a dar sua opinião política sobre qualquer assunto.
E se não o fez até agora é porque está no ganho. Porque a hora que começar a perder vai transformar-se em ativo participante político.

E lembrar que a omissão e o silêncio não significam estar alheio, mas sim concordar e apoiar    os fatos e suas consequências.
Não existe o cidadão puro, que cuida apenas da sua vida. Sua vida está presa a normas e decisões políticas.
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• Ronaldo

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Quem sera o proximo meliante...digo, Ministro?

MAIS um ministro que deixa a Casa Civil debaixo de MAIS um escandalo fadado ao esquecimento.

1 - Ze Dirceu, Chefe de quadrilha do mensalao e mandante da morte de Celso Daniel;


2 - Dilma Roussef - escandalo do apagao, e do Dossie Ruth Cardoso e do Presidente do PSDB;


3 - Erenice Guerra - escandalo do favorecimento de filhos, marido e outros;


4 - Antonio Palocci Filho - escandalo da abertura
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CASAL NA PRESIDENCIA PAULO BERNARDO E GLEISI HOFFMAN

A presidente Dilma Rouseff acaba de confirmar o nome de Gleisi Hoffman (PT-PR) para assumir a Casa Civil no lugar de Pallocci. De família de origem alemã e catarinense, Gleisi é formada em Direito na Faculdade de Direito de Curitiba, com especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira. Esposa do político Paulo Bernardo, tem dois filhos. Seu primeiro matrimônio foi com o jornalista Neilor Toscan.
Integrante do PT desde 1989, ela foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul na gestão de Zeca do PT e secretária de Gestão Pública da prefeitura de Londrina. Compôs, em 2002, a equipe de transição de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, onde seria nomeada a diretora financeira da Itaipu Binacional. Ali permaneceu até início de 2006, ano em que disputaria seu primeiro cargo eletivo. Na disputa por uma vaga ao Senado Federal não obteve êxito apesar de expressiva votação.

Tornou-se presidente do PT no Paraná e, em 2008, candidatou-se à prefeitura de sua cidade natal, Curitiba, mas obteve o segundo lugar com 18,17% do votos.

Em 2010, disputou novamente o cargo de senadora, elegendo-se desta vez como a mais votada, juntamente com Roberto Requião.Gleisi também é lembreada pelo PT, para a próxima eleição ao  governo do Paraná em 2014.
Com a saída de Gleisi Hoffmann para assumir o cargo de ministra-chefe da Casa Civil, quem assume a vaga no Senado pelo Estado do Paraná é o advogado Sérgio de Souza, primeiro suplente.


Casado, com 40 anos de idade e natural de Ivaiporã, interior do Estado, ele é filiado ao PMDB e ligado ao ex-governador Orlando Pessuti, que, como vice-governador, assumiu o Estado durante o ano de 2010, quando o governador Roberto Requião saiu para disputar o Senado. 
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CENAS DA DITADURA - 06 - OS ÁRABES, A POLOP, OS MICHÊS E EU

Foragido desde a descoberta dos manifestos na minha casa, tinha que encontrar um aparelho onde esconder-me naqueles tempos.  

 Eu conhecia um sujeito, irmão de um grande humorista brasileiro amigo meu, já falecido.  Sabia que ele possuía uma casa na Rua Taylor , na Lapa. E que não tinha ele nenhum tipo de envolvimento com política. Era o lugar ideal. Insuspeito. Procurei-o , disse apenas que havia saído de casa e se podia ficar uns tempos lá. Tudo certo.


Fiz contato com a Polop que me dava assistência política e o equivalente a 2 cruzeiros por  dia. Este dinheiro dava para uma refeição diária. O resto eu me virava no possível. Um pão aqui, um arroz ali...


A casa ficava bem mais pra cima – a Taylor é uma ladeira. Mas era uma casa muito estranha: poucos móveis e muitos rapazes. Muitos. Dormiam lá, apenas. Ao acordar saíam e voltavam de madrugada.  Pude observar com o correr dos dias que muitos tomavam drogas em comprimidos. Só então percebi  que meu amigo tão simpático ,e  eu tão ingênuo, era cafetão de michês masculinos, e  a casa servia de dormitório para eles, já que ficava bem próxima à Cinelândia, “point” ideal àquela época.


Pinóquio percebera que havia caído no Circo do Stromboli!


Mas, que jeito?  Se não me incomodassem... eu também era clandestino e marginal... portanto, que se danasse o mundo.


 Para completar a marginalidade, passei a fazer minhas refeições num restaurante muito barato que ficava também na Lapa, bem próximo da Taylor, num dos becos, bem escondido. Indicaram-me. Vale lembrar  que sou descendente de árabes. E só na segunda refeição percebi que toda a freguesia das casa era composta de emigrantes árabes clandestinos. Todos falando em árabe e ilegais no País. Por isso haviam indicado este ”restaurante” ao jovem com cara de marroquino faminto.


Estava feito: comunista, menor de idade, numa casa de prostituição masculina e comendo num botequim para mouros clandestinos. Não podia achar melhor cenário  para quem gostava de aventuras... que ironia.


Mas de uma coisa estejam certos: a polícia jamais pensaria em me encontrar por ali. (risos)


Para sair à rua passei a usar óculos escuros, uma japona pesada, e  a pentear o cabelo repartido e virado para outro lado. Não mudava nada, mas eu acreditava, que era outra pessoa. 


Tinha notícias de casa: meu pai havia sido detido, mas graças a um tio , ex-pracinha da FEB, e com contatos no DOPS fora liberado no mesmo dia com a condição de apresentar-me , caso contrário ele voltaria para a prisão.
A família tentava negociar isto comigo, diziam que nada aconteceria comigo... e eu me negava. Papai que fosse preso, pelo menos era um pai só. Do contrário, apresentando-me,  seriam quase duas dezenas de pais presos... E eu acusava meu pai de ser um burguês; de nada ter feito para impedir que a Ditadura se instalasse... enfim: uma pequena parte de tudo que um adolescente rebelde e idealista poderia dizer aos seus pais naquela época. 


E assim vivendo , eu, um herói trágico  disfarçado de  “bicha existencialista”, (risos)  dava-me ao luxo de alguns passeios ao sol pelo Aterro do Flamengo...e foi num desses passeios que fui descoberto.


Próximo : ENCHI A CARA DE PERVITIN E FUI PRO DOPS
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