GLOBO INVENTA REPRESSÃO E CENSURA NA RECORD
Há semanas o jornal “O Globo” através da sua coluna de TV, noticia que a Rede Record de Televisão censura e repreende atores que postam mensagens e posts no tuiter ou em sites.
Hoje, dia 16/08 chega ao cúmulo de sugerir que os telefones dos funcionários estariam grampeados.
Pra quem , como eu, conhece o PIG desde antes do Golpe que ele promoveu contra a Sociedade Brasileira, levando a 20 anos de censura, repressão, mortes e torturas, tendo como um dos deflagradores do estupro constitucional este citado jornal, que hoje, 47 anos após continua em sua marcha diária golpista - como já por diversas vezes alertou Lula - as afirmativas da Coluna de TV refletem algumas coisas, entre elas:
1 – Que registra os golpes que vem sofrendo na audiência com o trabalho da Record;
2 – Que não perdeu o caráter falacioso , sobretudo após a tal “Carta de Princípios” elaborada devido á força dos tuitters e sites da web que teimam em contestar suas tendenciosas informações;
3 – Que a briga é muito mais feia do que possam supor doidivanas polianas: trata-se da quebra de um monopólio de informação e domínio da mídia exercida há décadas sobre nossa nação.
Sou bloqueiro, tuiteiro, fiel à minha ideologia de esquerda e trabalho na Rede Record. Não sou e nunca serei chapa branca. Sempre estarei na oposição dado meu caráter inquieto e justiceiro, e baseado nisto devo tornar público que jamais sofri qualquer censura, ingerência, ou sequer “sugestão” sobre o que posto ou deixo de postar, desde brincadeiras triviais, como a “meia hora de rabo” – que sugiro a jornalistas pressurosos na arte da maledicência - até artigos mais sérios e profundos que analisam do nosso mercado de trabalho a até mesmo a política brasileira.
Tenho sim um compromisso justo e ético com a empresa onde trabalho, que pretendo manter até que ela não viole minha consciência social e política, fato que reafirmo: até hoje não ocorreu.
No mais, sou um cidadão brasileiro em pleno gozo de seus direitos civis, e garanto que na história deste país não foi a Rede Record quem nos levou por década s às perdas das liberdades e direitos, não foi a Record que arrastou patriotas a serem exilados, torturados e assassinados.
Repudio qualquer forma de censura e repressão na liberdade de expressão, como continuo repudiando todas as armadilhas e falácias elaboradas pela mídia tradicionalmente golpista e antipopular.
O povo não é bobo...
CENAS DE UMA DITADURA 19 - AS CONTRADIÇÕES NO PÓS GOLPE 64
A Ilha do Governador era o próprio retrato do Brasil nos meses, e primeiros anos, que se seguiram ao golpe militar.
A reação de Direita partia de grupos lacerdistas: Funcionários públicos aposentados que moravam na bucólica ilha onde também habitavam militares de alta patente que estavam comprometidos com o Governo.
Na mesma Ilha morava Agildo Barata, e muitos outros comunistas históricos, todos os sub oficiais, sargentos e cabos da Aeronáutica e do Corpo de Fuzileiros Navais cassados, ao lado dos ministros da Aeronáuttica e da Marinha. Do Comando Naval e Aéreo do País.
Aquele pequeno pedaço de terra cercado de mar era uma caldeirão de contradições políticas.
Eu mesmo muitas vezes escondi-me da repressão na casa de um Brigadeiro da Aeronáutica, de cujo filho era amigo.
Nestes primeiros anos, em que a tortura e os assassinatos não estavam ainda oficializados, em que ainda não eram prática diuturna das forças de repressão, vivia-se intensa disputa emocional entre golpistas e resistentes ao golpe.
Vale lembrar que ainda havia o direito do habeas corpus e a censura não estava de todo estabelecida no País, o AI5 ainda não existia e pensava-se até mesmo na candidatura de Juscelino à Presidência em 1965.
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