Ex-presidente do BC de FHC é contra crescimento econômico e a favor do aumento de juros e desemprego


Este aí da foto é Pérsio Arida, um dos gênios da equipe econômica do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem foi presidente do Banco Central e do BNDES. Todos eles, hoje em dia, ou são banqueiros ou trabalham pra eles. O que por sí só justifica a ojeriza que o povo tomou pelos governos FHC.

Em palestra no 6º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão, no mês de agosto, Arida, que é sócio e membro do conselho do BTG Pactual (banqueiro, uau!), defendeu o seguinte:

  • novas altas na taxa básica de juros, porque o Brasil está crescendo mais do que poderia (ué, mas não criticaram o PIBinho?)
  • Os motivos para a taxa de juro subir são cristalinos
  • o desemprego deveria chegar a 6,5 a 7 por cento (está em torno de 5%, logo ele quer que o número de desempregados suba em algumas centenas de milhares)
  • PIB não poderia passar de 2 por cento (é a favor do PIBinho!)[Fonte]

Pérsio Arida é contra o crescimento econômico e a favor do aumento de juros e do desemprego. Depois não sabem por que povo não quer a volta deles ao governo.

Madame Flaubert, de Antonio Mello

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PED do PT: saiba como foi o debate realizado ontem em Porto Alegre



Porto Alegre/RS - por Samir Oliveira, do Sul21 - Os seis candidatos à presidência nacional do PT expuseram suas ideias na noite desta sexta-feira (27) em Porto Alegre. O quinto debate do Processo de Eleições Diretas (PED) do partido ocorreu no plenário da Câmara de Vereadores e contou também com a presença de candidatos aos comandos estadual e municipal da legenda.
O ato deixou evidentes as críticas da maioria dos candidatos ao governo federal e ao grupo que domina a direção nacional do partido, chamado de “Campo Majoritário”. O único que não fez recriminações contundentes às atitudes do PT nas últimas décadas foi o atual presidente e candidato à reeleição Rui Falcão, que também evitou bater de frente com o Palácio do Planalto.
Com maior ou menor intensidade, todos os candidatos defenderam que o partido intensifique uma agenda política à esquerda, tanto em suas instâncias internas quanto no programa de governo a ser construído para a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição em 2014. Outros pontos mencionados por todos os adversários foram a modificação da política de alianças, as manifestações de junho deste ano, a democratização da comunicação, a relação entre o partido e os governos petistas, e a modificação de procedimentos internos. (...)
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Candidatos a Presidente Nacional do PT debatem em Porto Alegre

PED 2013: PT realiza debate entre os candidatos a presidente nacional em Porto Alegre

O debate que terá os seis candidatos à presidência do Partido e acontecerá hoje, dia 27 de setembro às 19h na Câmara municipal de POA, no Plenário Otávio Rocha – Av. Loureiro da Silva, 255.


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CARTA A RAUL PONT



Caro companheiro Raul Pont:

Há alguns dias, você tornou publica sua posição de não disputar novamente uma cadeira no parlamento. Na entrevista, revela tua inconformidade com o crescente peso do poder econômico no processo eleitoral e seus reflexos dentro do PT. Você afirma que o gesto é uma “espécie de denúncia de que esse sistema está podre e dominado pelo poder econômico e o será cada vez mais”.
Como te disse pessoalmente, sou solidário ao conteúdo de tuas considerações. Inclusive, com a crítica à bancada e à direção do partido, quando da votação do chamado “orçamento impositivo”, desdobramento do indigno, corruptor e coronelista mecanismo das emendas parlamentares.
Você tem razão quando afirma que as jornadas de junho deste ano, além de levantarem reivindicações justas, desnudaram a trava que é para a Nação, a permanência das atuais instituições carcomidas, o que inclui o parlamento atual, mas não somente.
Mas, caro companheiro Raul, como você mesmo diz, não descobrimos agora que esse sistema eleitoral é antidemocrático. Um sistema, assim como muitos outros mecanismos institucionais do Estado brasileiro, em larga medida herdado da ditadura militar e incorporado pela mal chamada “constituinte cidadã” de 1986-88.
Você diz que sai do parlamento, mas não da política; justo, e conclui dizendo que "ou nós conseguimos convencer um grande numero de militantes que esse tipo de pratica é um câncer dentro do partido, ou o partido vai morrer canceroso, e nós vamos ter que construir outro e começar tudo de novo" (Carta Maior, 31.08.2013).
Qual seria a saída, “começar de novo”? Não acho correto deixar no ar a insinuação de que a saída pode estar na porta da rua. Haveria quem aplaudisse, dentro e fora do PT, entre nossos adversários e inimigos. Mas isso seria abandonar os esforços (e a memória) daqueles que construíram o PT, a primeira experiência de organização política independente de massas da história dos trabalhadores brasileiros.
Qual será, então, a saída? Talvez ninguém tenha a resposta pronta, completa, mas certamente não pode ser apenas ajustar certas regras do PED.

Caro companheiro Raul,
Gostaria de dialogar sobre o que podemos fazer para tirar as consequências do que você diz.
Você não acha necessário abrir um combate para que o PT enfrente esse "sistema podre e dominado pelo poder econômico", como você diz, através da luta por uma Constituinte Soberana? Dando a palavra ao povo, uma Constituinte assim, democrática, unicameral e proporcional, poderia passar o país a limpo e abrir caminho para as mais profundas aspirações de justiça social e soberania nacional, realizar afinal, a reforma agrária, reestatizar as empresas privatizadas, destinar os recursos para os serviços públicos (carreados para o mercado financeiro) e terminar com todo tipo de discriminação e opressão. 
Afinal, sem outras instituições, a podridão continuará igual! E por que não uma Constituinte? Não pode ser porque o PMDB é contra? Aliás, já passou da hora de acabar com a “aliança nacional com o PMDB”, fiador dessas instituições carcomidas, que sabotou a proposta de plebiscito para uma Constituinte, apresentada pela presidente Dilma.
E no próprio PT, para combater o câncer, será possível "convencer" a maioria dos militantes para reverter a doença? Mas convencer como, se no PED praticamente não tem discussão com a esmagadora maioria de filiados e é basicamente arregimentação de votos?
Não seria preciso lutar para acabar com esse PED, para voltar aos Encontros de delegados de base, onde o filiado participa decidindo plataforma, discutindo tarefas e elegendo as direções?
Companheiro Raul, com o respeito que devemos ter às nossas diferentes trajetórias, proponho avançar no debate, sem nenhuma pré-condição.

Porto Alegre, 17 de setembro de 2013.

Laércio Barbosa
Membro da Direção Estadual do PT/RS e Candidato a Presidente do PT/RS
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*Nota do Blog: Laércio Barbosa integra a corrente 'O Trabalho' do PT.
**Foto: Deputado Estadual Raul Pont, Presidente do PT/RS.
(Edição final e grifos deste Blog).
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Ao escrever sobre herança maldita do franquismo na Espanha, jornalista parece falar da ditadura brasileira


Grito de guerra dos fascistas chefiados por Franco.


Olga Rodríguez é uma jornalista especializada em informação internacional. Depois de cobrir as revoluções árabes em 2011, acaba de publicar o livro "Yo muero hoy", Las revueltas en el mundo árabe" (Debate).

Em sua coluna no espanhol El Diario do dia 24 último, Rodríguez escreveu sobre os problemas que ainda hoje atormentam a vida espanhola, herança do franquismo.

Vou selecionar alguns trechos (com alguns comentários meus entre chaves e destaques em negrito) para mostrar que em grande parte esses problemas vividos na Espanha são iguaizinhos aos nossos com nossa herança maldita da ditadura.

Cuando, al hablar de los crímenes del franquismo [da ditadura brasileira - BdoM], se dice que aquello fue una guerra -”y en una guerra ya se sabe...”-, se está contando tan solo una pequeña parte de la historia más reciente de nuestro país. Cuando se recurre a la equidistancia con el argumento de que “en ambos bandos se cometieron atrocidades” se oculta que la guerra civil tuvo un claro responsable que dio un golpe de Estado contra un gobierno democrático y que impulsó un plan sistemático destinado a acabar con un grupo ideológico o político. 
 


 (...) Luego vino la Transición, construida sobre el olvido de nuestros desaparecidos, de los muertos, de los represaliados, de los encarcelados, de los torturados. Un pueblo que da la espalda a su historia es un pueblo indefenso. “Una sociedad sin memoria no puede crear un civismo sano”, ha dicho en alguna ocasión el poeta Juan Gelman, que sufrió durante la dictadura argentina el desgarro que provoca el fascismo.



La impunidad del franquismo ha continuado hasta nuestros días y sobre ella se ha construido esta maltrecha democracia, que sigue excluyendo de los libros de texto de escuelas, institutos y universidades buena parte de los crímenes de la dictadura. Solo quienes eligen dentro de la carrera de Historia la especialización en esa época abordan el estudio de lo ocurrido. Todo un símbolo.



No hay en el empeño por rescatar la memoria ningún deseo de revancha, sino una reivindicación de justicia y una defensa de los derechos humanos, imprescindible para evitar que la historia se repita. Esa es una de las finalidades de la justicia: tener carácter ejemplarizante.



Mientras los crímenes franquistas [da ditadura brasileira - BdoM] continúen impunes se estará transmitiendo un mensaje enormemente peligroso y dañino para todos: que los regímenes totalitarios pueden campar a sus anchas, matar, cometer genocidios o crímenes de lesa humanidad e irse de rositas. Una premisa tan sumamente grave es capaz de extenderse por todos los recovecos de una sociedad, como un virus invasivo. Y de hecho este país se caracteriza por una cultura de la impunidad que facilita la corrupción, el enchufismo, la injusticia. 



Existen los mecanismos legales necesarios para abordar los crímenes del franquismo. Lo que falta es voluntad. Como me decía recientemente Carlos Slepoy, uno de los abogados impulsores de la querella argentina, “un juez español que se atreviera podría establecer que la Ley de Amnistía de 1977 es inaplicable según el derecho internacional. No hay obstáculo judicial. El obstáculo es absolutamente político.” Además, estamos hablando de crímenes que nunca prescriben, por mucho que la Fiscalía española haya dicho lo contrario.[Fonte, onde se encontra a íntegra do artigo, que recomendo]
Brasil e Espanha devem seguir o caminho da Argentina, que passa ainda hoje sua história a limpo, levando aos tribunais assassinos e torturadores, para que ela nunca mais se repita. Que eles recebam um julgamento justo, com amplo direito a defesa, o que nunca permitiram enquanto estiveram no poder.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

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