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Desculpe a nossa fAlha!

AJUDE NOSSA CAMPANHA INTERNACIONAL PARA DENUNCIAR O ATENTADO DA FOLHA CONTRA A INTERNET BRASILEIRA!


Um processo inédito na história da Internet e do jornalismo brasileiro //  Um blog de paródia censurado pela primeira vez na história do país, abrindo precendente para agressões de outras empresas // O maior jornal do país querendo arrancar dinheiro de dois irmãos como “indenização por danos morais”, mostrando total incompreensão sobre o que é internet e democracia // Apoio de Gilberto Gil, Marcelo Tas e centenas de blogueiros // Comentários e discussões em todas as redações, da Folha inclusive.
A gente podia tá roubando, podia tá matando, mas tamo aqui pedindo: por favor escreva para uns gringos!
Mesmo assim, nenhum veículo chamada grande imprensa (ou “velha imprensa”, ou “mídia tradicional”) noticiou o caso. Até a ombudsman da Folha, que já afirmou várias vezes que o jornal tem que “ser corajoso para noticiar as críticas que recebe”, ignorou nossos apelos.
Por isso lançamos hoje uma campanha internacional de denúncia da censura da Folha, que na verdade é um atentado grotesco contra toda a internet brasileira. No topo da página há links para textos em inglêsespanholfrancêsitaliano. Foram escritos  pensando no público estrangeiro, contextualizando a criação do blog na realidade do país e explicando, de forma didática, porque é mais do que um simples processo e porque “não é notícia” aos olhos da tradicional imprensa brasileira.
Ao longo da semana, vamos subir os vídeo de Gil legendado para inglês e francês e também o mesmo texto-denúncia em alemão. O original, em português, está disponível no botão “divulgue” acima, e é bom para ser repassado a jornalistas de Portugal e outros países lusófonos.
É A SUA GRANDE CHANCE DE AJUDAR! Por favor escreva para TODOS os contatos que tiver no exterior, jornalistas ou não, repassando os links. Se você é jornalista, por gentileza repasse para os colegas da mídia estrangeira. Se você não tem contatos, nos ajude buscando na internet emails de jornais, rádios, sites, TVs ou revistas para os quais você possa enviar os textos.
POR FAVOR PERCA UNS MINUTOS HOJE MESMO NOS AJUDANDO A DENUNCIAR ESSA PALHAÇADA QUE AMEAÇA TODA A INTERNET BRASILEIRA!
MUITO OBRIGADO MESMO!

Entenda o caso AQUI e AQUI.
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Leandro Fortes esmiuça arapongagem tucana no caso Verônica Serra

Finalmente, uma reportagem que reune todos os dados, esmiuça-os e lança luz sobre os episódios e personagens que envolveram a quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra e outros tucanos. No excelente texto de Leandro Fortes para a Carta Capital, fica mais do que explícita a origem da arapongagem: o desejo de Aécio Neves vingar-se de José Serra, por este tê-lo patrolado na disputa para a indicação do candidato do PSDB à Presidência da República na eleição 2010.
Não obstante às provas, a velha mídia tenta, a ferro e fogo, imputar ao PT e à candidata Dilma Rousseff a responsabilidade pelo ocorrido.
Leitura obrigatória para quem deseja estar bem informado.

Violação da lógica



A mídia rebola para esconder o fato: a quebra do sigilo da turma de Serra é fruto de uma guerra tucana. A PF revelou ter sido o jornalista Amaury Ribeiro Jr. (foto), então a serviço do jornal O Estado de Minas, que encomendou a despachantes de São Paulo a quebra dos sigilos. Por Leandro Fortes
A mídia rebola para esconder o fato: a quebra do sigilo da turma de Serra é fruto de uma guerra tucana
Apesar do esforço em atribuir a culpa à campanha de Dilma Rousseff, o escândalo da quebra dos sigilos fiscais de políticos do PSDB e de parentes do candidato José Serra que dominou boa parte do debate no primeiro turno teve mesmo a origem relatada por CartaCapital em junho: uma disputa fratricida no tucanato.
Obrigada a abrir os resultados do inquérito após uma reportagem da Folha de S.Paulo com conclusões distorcidas, a Polícia Federal revelou ter sido o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, então a serviço do jornal O Estado de Minas, que encomendou a despachantes de São Paulo a quebra dos sigilos. O serviço ilegal foi pago. E há, como se verá adiante, divergências nos valores desembolsados (o pagamento  teria variado, segundo as inúmeras versões, de 8 mil a 13 mil reais).
Ribeiro Júnior prestou três depoimentos à PF. No primeiro, afirmou que todos os documentos em seu poder haviam sido obtidos de forma legal, em processos públicos. Confrontado com as apurações policiais, que indicavam o contrário, foi obrigado nos demais a revelar a verdade. Segundo contou o próprio repórter, a encomenda aos despachantes fazia parte de uma investigação jornalística iniciada a pedido do então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que buscava uma forma de neutralizar a arapongagem contra ele conduzida pelo deputado federal e ex-delegado Marcelo Itagiba, do PSDB. Itagiba, diz Ribeiro Júnior, agiria a mando de Serra. À época, Aécio disputava com o colega paulista a indicação como candidato à Presidência pelo partido.
Ribeiro Júnior disse à PF ter sido escalado para o serviço diretamente pelo diretor de redação do jornal mineiro, Josemar Gimenez, próximo à irmã de Aécio, Andréa Neves. A apuração, que visava levantar escândalos a envolver Serra e seus aliados durante o processo de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso, foi apelidada de Operação Caribe. O nome sugestivo teria a ver com supostas remessas ilegais a paraísos fiscais.
Acuado por uma investigação tocada por Itagiba, chefe da arapongagem de Serra desde os tempos do Ministério da Saúde, Aécio temia ter a reputação assassinada nos moldes do sucedido com Roseana Sarney, atual governadora do Maranhão, em 2002. Naquele período, a dupla Itagiba-Serra articulou com a Polícia Federal a Operação Lunus, em São Luís (MA), que flagrou uma montanha de dinheiro sujo na empresa de Jorge Murad, marido de Roseana, então no PFL. Líder nas pesquisas, Roseana acabou fora do páreo após a imagem do dinheiro ter sido exibida diuturnamente nos telejornais. Serra acabou ungido a candidato da aliança à Presidência, mas foi derrotado por Lula. A família Sarney jamais perdoou o tucano pelo golpe.
Influente nos dois mandatos do irmão, Andréa Neves foi, por sete anos, presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) de Minas Gerais, cargo tradicional das primeiras-damas mineiras, ocupado por ela por conta da solteirice de Aécio. Mas nunca foi sopa quente ou agasalho para os pobres a vocação de Andréa. Desde os primeiros dias do primeiro mandato do irmão, ela foi escalada para intermediar as conversas entre o Palácio da Liberdade e a mídia local. Virou coordenadora do Grupo Técnico de Comunicação do governo, formalmente criado para estabelecer as diretrizes e a execução das políticas de prestação de contas à população. Suas relações com Gimenez se estreitaram.
Convenientemente apontado agora como “jornalista ligado ao PT”, Ribeiro Júnior sempre foi um franco-atirador da imprensa brasileira. E reconhecido.  Aos 47 anos, ganhou três prêmios Esso e quatro vezes o Prêmio Vladimir Herzog, duas das mais prestigiadas premiações do jornalismo nativo. O repórter integra ainda o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e é um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Entre outros veículos, trabalhou no Jornal do Brasil, O Globo e IstoÉ. Sempre se destacou como um farejador de notícia, sem vínculo com políticos e partidos. Também é reconhecido pela coragem pessoal. Nunca, portanto, se enquadrou no figurino de militante.
Em 19 de setembro de 2007, por exemplo, Ribeiro Júnior estava em um bar de Cidade Ocidental, em Goiás, no violento entorno do Distrito Federal, para onde havia ido a fim de fazer uma série de reportagens sobre a guerra dos traficantes locais. Enquanto tomava uma bebida, foi abordado por um garoto de boné, bermuda, casaco azul e chinelo com uma arma em punho. O jornalista pulou em cima do rapaz e, atracado ao agressor, levou um tiro na barriga. Levado consciente ao hospital, conseguiu se recuperar e, em dois meses, estava novamente a postos para trabalhar no Correio Braziliense, do mesmo grupo controlador do Estado de Minas, osDiários Associados. Gimenez acumula a direção de redação dos dois jornais.
Depois de baleado, Ribeiro Júnior, contratado pelos Diários Associados desde 2006, foi transferido para Belo Horizonte, no início de 2008, para sua própria segurança. A partir de então, passou a ficar livre para tocar a principal pauta de interesse de Gimenez: o dossiê de contrainformação encomendado para proteger Aécio do assédio da turma de Serra. O jornalista tinha viagens e despesas pagas pelo jornal mineiro e um lugar cativo na redação do Correio em Brasília, inclusive com um telefone particular. Aos colegas que perguntavam de suas rápidas incursões na capital federal, respondia, brincalhão: “Vim ferrar com o Serra”.
Na quarta-feira 20, por ordem do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a cúpula da PF foi obrigada a se movimentar para colocar nos eixos a história da quebra de sigilos. A intenção inicial era só divulgar os resultados após o término das eleições. O objetivo era evitar que as conclusões fossem interpretadas pelos tucanos como uma forma de tentar ajudar a campanha de Dilma Rousseff. Mas a reportagem da Folha, enviezada, obrigou o governo a mudar seus planos. E precipitou uma série de versões e um disse não disse, que acabou por atingir o tucanato de modo irremediável.
Em entrevista coletiva na quarta-feira 20, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, e o delegado Alessandro Moretti, da Divisão de Inteligência Policial (DIP), anunciaram não existir relação entre a quebra de sigilo em unidades paulistas da Receita Federal e a campanha presidencial de 2010. De acordo com Moretti, assim como constou de nota distribuída aos jornalistas, as provas colhidas revelaram que Ribeiro Júnior começou a fazer levantamento de informações de empresas e pessoas físicas ligadas a tucanos desde o fim de 2008, por conta do trabalho no Estado de Minas. A informação não convenceu boa parte da mídia, que tem arrumado maneiras às vezes muito criativas de manter aceso o suposto elo entre a quebra de sigilo e a campanha petista.
Em 120 dias de investigação, disse o delegado Moretti, foram ouvidas 37 testemunhas em mais de 50 depoimentos, que resultaram nos indiciamentos dos despachantes Dirceu Rodrigues Garcia e Antonio Carlos Atella, além do office-boy Ademir Cabral, da funcionária do Serpro cedida à Receita Federal Adeildda dos Santos, e Fernando Araújo Lopes, suspeito de pagar à servidora pela obtenção das declarações de Imposto de Renda. Ribeiro Júnior, embora tenha confessado à PF ter encomendado os do cumentos, ainda não foi indiciado. Seus advogados acreditam, porém, que ele não escapará. Um novo depoimento do jornalista à polícia já foi agendado.
De acordo com a investigação, a filha e o genro do candidato do PSDB, Verônica Serra e Alexandre Bourgeois, tiveram os sigilos quebrados na delegacia da Receita de Santo André, no ABC Paulista. Outras cinco pessoas, das quais quatro ligadas ao PSDB, tiveram o sigilo violado em 8 de outubro de 2009, numa unidade da Receita em Mauá, também na Grande São Paulo. Entre elas aparecem o ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, e Gregório Preciado, ex-sócio de Serra. O mesmo ocorreu em relação a Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil e tesoureiro de campanhas de Serra e FHC.
Segundo dados da PF, todas as quebras de sigilo ocorreram entre setembro e outubro de 2009. As informações foram utilizadas para a confecção de relatórios, e todas as despesas da ação do jornalista, segundo o próprio, foram custeadas pelo jornal mineiro. Mas o repórter informou aos policiais ter disposto de 12 mil reais, em dinheiro, para pagar pelos documentos – 8,4 mil reais, segundo Dirceu Garcia – e outras despesas de viagem e hospedagem. Garcia revelou ao Jornal Nacional, da TV Globo, na mesma quarta 20, ter recebido 5 mil reais de Ribeiro Júnior, entre 9 e 19 de setembro passado, como “auxílio”. A PF acredita que o “auxílio” é, na verdade, uma espécie de suborno para o despachante não confessar a quebra ilegal dos sigilos.
A nota da PF sobre a violação fez questão de frisar que “não foi comprovada sua utilização em campanha política”, base de toda a movimentação da mídia em torno de Ribeiro Júnior desde que, em abril, ele apareceu na revista Veja como integrante do tal “grupo de inteligência” da pré-campanha de Dilma Rousseff. Embora seja a tese de interesse da campanha tucana e, por extensão, dos veículos de comunicação engajados na candidatura de Serra, a ligação do jornalista com o PT não chegou a se consumar e é um desdobramento originado da encomenda feita por Aécio.
A vasta apuração da Operação Caribe foi transformada em uma reportagem jamais publicada pelo Estado de Minas. O material, de acordo com Ribeiro Júnior, acabou por render um livro que ele supostamente pretende lançar depois das eleições. Intitulado Os Porões da Privataria, a obra pretende denunciar supostos esquemas ilegais de financiamento, lavagem de dinheiro e transferência de recursos oriundos do processo de privatização de estatais durante o governo FHC para paraísos fiscais no exterior. De olho nessas informações, e preocupado com “espiões” infiltrados no comitê, o então coordenador de comunicação da pré-campanha de Dilma, Luiz Lanzetta, decidiu procurar o jornalista.
Lanzetta conhecia Ribeiro Júnior e também sabia que o jornalista tinha entre suas fontes notórios arapongas de Brasília. Foi o repórter quem intermediou o contato de Lanzetta com o ex-delegado Onézimo Souza e o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá. O quarteto encontrou-se no restaurante Fritz, localizado na Asa Sul da capital federal, em 20 de abril. Aqui, as versões do conteú do do convescote divergem. Lanzetta e Ribeiro Júnior garantem que a intenção era contratar Souza para descobrir os supostos espiões. Segundo o delegado, além do monitoramento interno, a dupla queria também uma investigação contra Serra.
O encontro no Fritz acabou por causar uma enorme confusão na pré-campanha de Dilma e, embora não tenha resultado em nada, deu munição para a oposição e fez proliferar, na mídia, o mito do “grupo de inteligência” montado para fabricar dossiês contra Serra. A quebra dos sigilos tornou-se uma obsessão do programa eleitoral tucano, até que, ante a falta de dividendos eleitorais, partiu-se para um alvo mais eficiente: os escândalos de nepotismo a envolver a então ministra da Casa Civil Erenice Guerra.
O tal “grupo de inteligência” que nunca chegou a atuar está na base de outra disputa fratricida, desta vez no PT. De um lado, Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte que indicou a empresa de Lanzetta, a Lanza Comunicações, para o trabalho no comitê eleitoral petista. Do outro, o deputado estadual por São Paulo Rui Falcão, interessado em assumir maior protagonismo na campanha de Dilma Rousseff. Essa guerra de poder e dinheiro resultou em um escândalo à moda desejada pelo PSDB.
Em um dos depoimentos à polícia, Ribeiro Júnior acusa Falcão de ter roubado de seu computador as informações dos sigilos fiscais dos tucanos. Segundo o jornalista, o deputado teria mandado invadir o quarto do hotel onde ele esteve hospedado em Brasília. Também atribuiu ao petista o vazamento de informações a Veja. O objetivo de Falcão seria afastar Lanzetta da pré-campanha e assumir maiores poderes. À Veja, Falcão teria se apresentado como o lúcido que impediu que vicejasse uma nova versão dos aloprados, alusão aos petistas presos em 2006 quando iriam comprar um dossiê contra Serra. Em nota oficial, o parlamentar rebateu as acusações. Segundo Falcão, Ribeiro Júnior terá de provar o que diz.
As conclusões do inquérito não satisfizeram a mídia. Na quinta 21, a tese central passou a ser de que Ribeiro Júnior estava de férias – e não a serviço do jornal – quando veio a São Paulo buscar a encomenda feita ao despachante. E que pagou a viagem de Brasília à capital paulista em dinheiro vivo. Mais: na volta das férias, o jornalista teria pedido demissão do Estado de Minas sem “maiores explicações”.
É o velho apego a temas acessórios para esconder o essencial. Por partes: A retirada dos documentos em São Paulo é resultado de uma apuração, conduzida, vê-se agora, por métodos ilegais, iniciada quase um ano antes. Não há dúvidas de que o diá rio mineiro pagou a maioria das despesas do repórter para o levantamento das informações. Ele não é filiado ao PT ou trabalhou na campanha ou na pré-campanha de Dilma.
Ribeiro Júnior pediu demissão, mas não de forma misteriosa como insinua a imprensa. O pedido ocorreu por causa da morte de seu pai, dono de uma pizzaria e uma fazenda em Mato Grosso. Sem outros parentes que pudessem cuidar do negócio, o jornalista decidiu trocar a carreira pela vida de pequeno empresário. Neste ano, decidiu regressar ao jornalismo. Hoje ele trabalha na TV Record.
Quando o resultado do inquérito veio à tona, a primeira reação do jornal mineiro foi soltar uma nota anódina que nem desmentia nem confirmava o teor dos depoimentos de Ribeiro Júnior. “O Estado de Minas é citado por parte da imprensa no episódio de possível violação de dados fiscais de pessoas ligadas à atual campanha eleitoral. Entende que isso é normal e recorrente, principalmente às vésperas da eleição, quando os debates se tornam acalorados”, diz o texto. “O jornalista Amaury Ribeiro Júnior trabalhou por três anos no Estado de Minas e publicou diversas reportagens. Nenhuma, absolutamente nenhuma, se referiu ao fato agora em questão. O Estado de Minas faz jornalismo.”
No momento em que o assunto tomou outra dimensão, a versão mudou bastante. Passou a circular a tese de que Ribeiro Júnior agiu por conta própria, durante suas férias. Procurado por CartaCapital, Gimenez ficou muito irritado com perguntas sobre a Operação Caribe. “Não sei de nada, isso é um absurdo, não estou lhe dando entrevista”, disse, alterado, ao telefone celular. Sobre a origem da pauta, foi ainda mais nervoso. “Você tem de perguntar ao Amaury”, arrematou. Antes de desligar, anunciou que iria divulgar uma nova nota pública, desta vez para provar que Ribeiro Júnior, funcionário com quem manteve uma relação de confiança profissional de quase cinco anos, não trabalhava mais nos Diários Associados quando os sigilos dos tucanos foram quebrados na Receita.
A nota, ao que parece, nem precisou ser redigida. Antes da declaração de Gimenez a CartaCapital, o UOL, portal na internet do Grupo Folha, deu guarida à versão. Em seguida, ela se espalhou pelo noticiário. Convenientemente.
O que Gimenez não pode negar é a adesão do Estado de Minas ao governador Aécio Neves na luta contra a indicação de Serra. Ela se tornou explícita em 3 de fevereiro deste ano, quando um editorial do jornal intitulado Minas a Reboque, Não! soou como um grito de guerra contra o tucanato paulista. No texto, iniciado com a palavra “indignação”, o diário partiu para cima da decisão do PSDB de negar as prévias e impor a candidatura de Serra contra as pretensões de Aécio. Também pareceu uma resposta às insinuações maldosas de um articulista de O Estado de S. Paulo dirigidas ao governador de Minas.
“Os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governador Aécio Neves”, tascou o editorial. Em seguida, desfiam-se as piores previsões possíveis para a candidatura de Serra: “Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco negaram espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar ânimo e simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de São Paulo, José Serra”. E termina, melancólico: “Perplexos ante mais essa demonstração de arrogância, que esconde amadorismo e inabilidade, os mineiros estão, porém, seguros de que o governador ‘político de alta linhagem de Minas’ vai rejeitar papel subalterno que lhe oferecem. Ele sabe que, a reboque das composições que a mantiveram fora do poder central nos últimos 16 anos, Minas desta vez precisa dizer não”.
Ao longo da semana, Aécio desmentiu mais de uma vez qualquer envolvimento com o episódio. “Repudio com veemência e indignação a tentativa de vinculação do meu nome às graves ações envolvendo o PT e o senhor Amaury Ribeiro Jr., a quem não conheço e com quem jamais mantive qualquer tipo de relação”, afirmou. O senador recém-eleito disse ainda que o Brasil sabe quem tem o DNA dos dossiês, em referência ao PT.
Itagiba, derrotado nas últimas eleições, também refutou as acusações de que teria comandado um grupo de espionagem com o intuito de atingir Aécio Neves, no meio da briga pela realização de prévias no PSDB. “Não sou araponga. Quando fui delegado fazia investigação em inquérito aberto, não espionagem, para pôr na cadeia criminosos do calibre desses sujeitos que formam essa camarilha inscrustada no PT.”
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GLOBO MENTE - SERRA IDEM - VEJAM AS PROVAS

Escreve Marcelo Zelic*:



Envio para divulgação nos contatos e listas o vídeo abaixo, onde demonstro em uma análise nos materiais divulgados a farsa da agressão ao Serra e a forçada de barra da Globo para acertar uma "bobina de fita crepe" na imagem da cabeça dele.
VEJA O VÍDEO ANTES QUE SAIA DO AR.
A Farsa montada pela equipe da campanha do candidato José Serra sobre a agressão que sofreu no RJ, onde a reportagem do SBT mostra uma bolinha de papel atingindo a cabeça do candidato tucano, foi objeto de catarse coletiva no twitter, dada a transparência da reportagem.
A Globo através do Jornal Nacional visando desmoralizar o presidente Lula, que durante a tarde do dia 21/10, havia se pronunciado sugerindo que o Serra pedisse desculpas à nação, por essa armação, convocou um perito para "provar" que o que ela havia anunciado no dia anterior era verdadeiro, ou seja, que o tucano havia sido atingido por uma "bobina de fita crepe", objeto pesado, que apesar de não feri-lo por fora, havia gerado problemas em sua cabeça, deixando-o com tontura e mal estar e foi mais longe mostrando inclusive que José Serra havia levado a mão à cabeça no momento seguinte do impacto do projétil.
Através deste vídeo que fiz somente com as informações editadas pela Globo, SBT e Folha de SP através do UOL e publicadas na internet, é possível ver de forma clara a manipulação realizada com intuito comprobatório da mentira veiculada dia 20/10.

PARA VER OUTROS ESTUDOS:
2- http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/10/22/professor-desmoraliza-fita-adesiva-do-jn/ (o site do professor saiu do ar, porém PHA conseguiu copiar antes no Conversa Afiada e publicou)
FONTES:
Para aqueles que quiserem checar segue os links das fontes:
Para assistir à matéria publicada no SBT - clique aqui  (http://www.youtube.com/watch?v=7f9_j5C0dmg)
Para ver o Jornal Nacional do dia 20/10 -  aqui. (http://www.youtube.com/watch?v=7_cMQG96lac)
Para ver o Jornal Nacional do dia 21/10 -  aqui (http://www.youtube.com/watch?v=Es9wnU0UOTw)
Para ver o registro do jornalista da FOLHA  editado em 30 segundos - clique aqui.

*Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Coordenador do Projeto Armazém Memória
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AS CARAS DE JOSÉ FHC SERRA (ALGUMAS)

Laerte Braga, jornalista


José FHC Serra acha que é possível enganar a todas as pessoas por todo o tempo. Confia na ética da “verdade fabricada” de quem paga mais que permeia a mídia privada no Brasil que esconde, distorce e deturpa fatos para favorecer o candidato tucano.

Acha que pode assobiar a chupar cana ao mesmo tempo. Para isso conta com algo mais que a mídia. Políticos sem personalidade ou respeito por si e pelos brasileiros. Um exemplo? Itamar Franco, o prodigioso engolidor de sapos do PPS de Minas Gerais (já foi do PMDB, PL, voltou ao PMDB e agora é PPS, mas como o Superman, se tirar a camisa aparece PSDB, ou se cortar o topete sei lá).

A HIPOCRISIA CONSENTIDA – A CUMPLICIDADE

José FHC Serra comparece a um culto numa igreja evangélica. Ora, entoa hinos, proclama sua fé. O fato aconteceu na sexta-feira, oito de outubro. Aparece na terça-feira no santuário de Aparecida, vai à missa, confessa e comunga. O cardeal arcebispo de Aparecida faz discurso pela vida, pede voto consciente, do lado de fora da basílica católicos ligados à extrema-direita distribuem prospectos defendendo José FHC Serra e condenando o aborto.

Recife, 2009. Uma criança de nove anos de idade, em Alagoinha, Pernambuco, estuprada pelo padrasto engravida e é submetida a um aborto. A gravidez estava na 15ª semana e o aborto foi decidido após a equipe médica ter avaliado que a gravidez era de risco. A criança não tinha os órgãos completamente formados. O risco da mãe morrer é grande principalmente pela presença de fetos gêmeos.

O arcebispo de Olinda e Recife Dom José Cardoso Sobrinho excomunga publicamente todos os que concorreram direta ou indiretamente para o aborto, exceto a menina. A CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – resolve interferir e contesta a decisão do arcebispo afirmando que lhe faltava autoridade para excomungar.

Um dos excomungados era José FHC Serra. A lei que permitiu o aborto foi assinada por FHC em seu governo e Serra era o ministro da Saúde.

O Código Canônico 1398 diz – “qui abortum procurat, effectu secuto, in excommunicationem latae sententiae incurrit”

Tradução – quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão automática, sem necessidade de declaração”.

À luz do Direito Canônico, código da Igreja Católica Romana, José FHC Serra está excomungado automaticamente.

De quem é a hipocrisia? Do candidato? É a sua natureza, a de escorpião, solerte, traiçoeiro. E o arcebispo de Aparecida? E os milhões de fiéis católicos ludibriados em sua fé em função de interesses políticos do grupo dominante na Igreja?

Ah! Entendi. A excomunhão vale para alguns, para privilegiados não. Só pode.

A CHANTAGEM

Em visita a Goiás o candidato José FHC Serra diz que a acusação de desfalque em sua campanha é um factóide criado pelos adversários e que não conhece o engenheiro acusado.

Em São Paulo, o engenheiro Paulo Vieira de Sousa, conhecido como Paulo Preto, declara a jornalistas que José FHC Serra tem que falar sobre ele, que sabe quem é ele e ameaça – “não se deixa um companheiro caído no meio da estrada”

Com um pepino nas mãos, chantageado, José FHC Serra entende o recado e não tem como sustentar a afirmação que Paulo Vieira de Sousa é um factóide. Há uma foto dele ao lado do candidato na inauguração do RODOANEL. Para evitar que Paulo Vieira de Sousa abra o bico e conte a história da corrupção em seu governo, declara que Paulo é um engenheiro competente, honesto e que “comigo não trabalha gente incompetente”.

Em Porto Alegre, na quarta-feira, irrita-se com um jornalista do jornal VALOR ECONÔMICO que quer saber sobre as ligações do candidato e do engenheiro. Não responde, agride o jornalista Sérgio Bueno com palavras, faz gestos ofensivos e sai sem responder à pergunta (típico dele). A faceta autoritária, prepotente, arrogante. Como comprou o grupo GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, etc, acha que todo mundo é igual.

Para complicar as coisas descobre-se que em novembro de 2009 o atual governador de São Paulo, Alberto Goldman, avisou por mail ao então governador José FHC Serra, que o ex-diretor do DERSA (cargo de confiança do governador) “é incontrolável, vaidoso e arrogante”. A mensagem foi encaminhada ao secretário de Transportes Mauro Arce e Goldman diz que o engenheiro “fala mais do que deve, sempre. Parece que ninguém consegue controlá-lo, julga-se o Super-Homem”.

O então vice-governador analisava uma entrevista concedida por Paulo a propósito da queda de uma viga do RODOANEL. Segundo Goldman, Paulo deu uma entrevista “desnecessária. É impossível uma entrevista com o Paulo sair bem”.

O próprio Paulo, em entrevista à FOLHA DE SÃO PAULO, afirma que havia autorizado as construtoras a manter a estratégia de instalação das vigas que desabaram no trecho sul, consideradas incorretas pelo CREA-SP (CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E ARQUITETURA).

Ao final do mail Goldman afirma “não tenho qualquer poder para barrar as ações, mas tenho o direito e a obrigação de opinar e tentar evitar desgastes desnecessários”.

Conclusão da história, Paulo pode dormir tranqüilo com os quatro milhões que desviou da campanha. Tem munição suficiente para acertar as asas do tucano José FHC Serra e cortar-lhe o vôo.

José FHC Serra cai diante da própria mentira. Não tem como desmentir o engenheiro e negar conhecê-lo.

OS ALIADOS

O jornalista Paulo Henrique Amorim reproduz em seu site CONVERSA AFIADA declarações do ex-presidente Itamar Franco sobre José FHC Serra. Foram feitas em 2002 e distribuídas pela agência ESTADO, do jornal ESTADO DE SÃO PAULO (declarou publicamente apoio a José FHC Serra).

Começa assim – “o governador de Minas Gerais Itamar Franco soltou o verbo hoje contra o presidenciável do PSDB José Serra acusando-o de disseminar inverdades e de ter bombardeado o Plano Real no seu início. Ele nunca apoiou o Plano Real. Posso dizer porque fui presidente da República. Desde o início ele tentou bombardear o plano”.

Mais à frente Itamar questiona José FHC Serra que se esconde atrás do presidente de então, o próprio FHC. “Se Serra fosse um homem verdadeiro deveria defender a política desse governo, ao qual serviu por oito anos, ou dizer o que realmente pensa”.

Itamar metralha José FHC Serra a propósito dos genéricos. “Ele deveria ter a decência de dizer que os genéricos surgiram no governo Itamar, não pelo Itamar, mas pelo grande ministro da Saúde que foi Jamil Haddad”.

E sobre a acusação feita a ele Itamar por José FHC Serra a propósito de privatizações. “Ele falou uma deslavada inverdade, não sei um vocábulo mais forte que este. Eu não privatizei em meu governo nenhuma empresa de energia elétrica”.

Nessas declarações Itamar declara apoio a Lula e afirma que a vitória do petista em Minas, 2002, vai ser maior no segundo turno que no primeiro.

Itamar hoje é um dos que carregam as pastas de José FHC Serra. Engoliu tudo o que disse e patético em sua caminhada sequer toca no assunto. Sentou em cima. Falou mais alto o oportunismo eleitoral

Se merecem, são farinha do mesmo saco. No primeiro turno o senador eleito por Minas apoiou Marina da Silva e em muitos momentos cobrou de José FHC Serra uma postura decente sobre os genéricos e o Plano Real.

Itamar é só um exemplo da falta de princípios e dignidade entranhadas na campanha de José FHC Serra.

A convicção que os brasileiros podem ser iludidos por tanta falta de compostura e tanta desfaçatez.

A MIDIA CORRUPTA

O jornalista Diogo Mainardi disparou acusações inconseqüentes contra figuras do governo Lula ao longo de anos a fio, inclusive no processo eleitoral de 2006. Várias ações, como deve acontecer numa democracia, foram propostas contra Mainardi, um menino de ouro da VEJA. Ao longo de anos rolaram pelos fóruns. Mainardi foi condenado e indenizar os acusados por denúncias levianas, sem provas. As indenizações estão sendo pagas pela EDITORA ABRIL – que edita VEJA –.

Para evitar ser preso Diogo Mainardi fugiu para a Itália.

A REDE GLOBO não toca em assuntos desfavoráveis a José FHC Serra. O episódio envolvendo o engenheiro Paulo Vieira de Sousa foi ignorado pela REDE/QUADRILHA. Nas poucas vezes que se viu obrigadas a noticiar fatos digamos desagradáveis ao tucano o fez por não ter como escapar, viraram de domínio público.

O jornal FOLHA DE SÃO PAULO no afã de divulgar mentiras forjou um currículo de Dilma Roussef contestado dentro de sua própria redação.

O ESTADO DE SÃO PAULO demitiu uma colunista por ter escrito um artigo interpretado como contrário ao candidato José FHC Serra.

Segundo VEJA Dilma foi a Aparecida, mas não comungou, ao contrário de José FHC Serra.

Prelados católicos como o arcebispo da Paraíba ligados à corrupção de figuras cassadas (Cássio Cunha Lima, ex-governador, crime do colarinho branco), ou o de Aparecida, jogam fora princípios e normas da Igreja e saem em campanha para José FHC Serra. Setores responsáveis da Igreja reagem mas a mídia só noticia o apoio ao tucano.

O ex-governador Anthony Garotinho faz exigências a Lula para apoiar Dilma. Garotinho é apontado no filme BOPE-2 como “o governador é corrupto”. Sua mulher Rosinha Garotinho foi teve o mandato de prefeita de Campos cassado por corrupção. O governador eleito deputado federal está sub-judice, depende da aprovação ou não pelo Judiciário da Lei da Ficha Limpa. É sujo. A GLOBO é adversária de Garotinho, foi uma das autoras de denúncias contra ele e Rosinha. Neste momento silencia. Todos estão empenhados em eleger José FHC Serra em nome dos “negócios”.

São algumas das caras de um dos políticos mais corruptos e perversos da história recente do Brasil. José FHC Serra.

A propósito, o original, FHC, declarou em São Paulo a pouco mais de um mês que José FHC Serra foi um dos que mais insistiu na “privatização da Companhia Vale do Rio Doce”.

Sobre privatização José FHC Serra não fala nada, exceto que tudo é “trololó”. Como em todos os assuntos onde não pode se expor para não perder votos, foge ou mente.

No caso, se não é contra a privatização da PETROBRAS, de maneira clara, é a favor, de maneira dissimulada.

O dilema do brasileiro é simples. Ou aceita resignado o papel de coadjuvante num processo de recolonização do País, ou continua a marchar como protagonista de sua própria história.

José FHC Serra é retrocesso em tudo e por tudo.

Nas suas muitas caras de mentiroso, corrupto, perverso, etc, etc.

Imagem: Internet
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Enquanto pregam mentiras contra a candidata Dilma...

A candidata Dilma Rousseff criou página para desmascarar as mentiras que circulam pela rede mundial de computadores e impressos: 



Mas enquanto pregam mentiras e baixarias contra Dilma, o candidato da oposição José Serra [PSDB/DEMo] e seu partido estão envolvidos em escândalos de corrupção, todos eles relatados, inclusive, pela velha mídia que faz campanha política terceirizada e completamente ilegal [se houvesse controle público do Poder Judiciário, o único poder que não passa pelo crivo de uma eleição direta por parte da população brasileira, gostaríamos de saber, se o Ministério Público faria vistas grossas a esses casos escandalosos promovidos por Civita, Marinho, Frias, Mesquita].

O Conversa Afiada fez levantamento [veja AQUI] de alguns desses escândalos e nós complementamos as informações AQUI.
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CAMPANHAS ELEITORAIS

Laerte Braga, jornalista


A enxurrada de mails com “denúncias” e “piadas” em torno da candidata Dilma Rousseff sugere o que poderia vir a ser um eventual governo José Arruda Serra. Pornografia política. E erros simples de divisão, aritmética. Numa aula onde “explicava” os dados e cálculos que usou para chegar ao salário mínimo de 600 reais as contas expostas no quadro, ou lousa como gostam de dizer no esquema FIESP/DASLU, estavam erradas.

É só ir lá e olhar.


É o reflexo do que fez pela educação prefeito e governador em mandatos inacabados (a despeito do compromisso assinado de cumpri-los até o fim).

Ou do desespero diante da perspectiva de derrota.

A falta de argumentos ou programa é absoluta. Sobra a maledicência, a calúnia, o modo sujo de fazer campanha e a mania de denúncias feitas sem qualquer base ou comprovação.

Como aquela de 200 mil reais num envelope pardo. Nem tocam mais no assunto quando se provou que no tal envelope de VEJA não caberiam 200 mil reais. E muito menos os contratos assinados no governo de Serra com a EDITORA ABRIL, sem licitação e com evidente caráter de compra da opinião do grupo.

Do contrário, fossem as denúncias reais, o jornalista Diogo Mainardi não teria fugido do Brasil para evitar sua prisão. É que, em denúncias anteriores, questionado e desafiado a prová-las na Justiça, o dito cujo não provou nada, está indenizando as vítimas de calúnias e escapando do processo criminal.

Era o menino de ouro de VEJA.

Nem a FOLHA DE SÃO PAULO teve como evitar o volume de restrições e ressalvas feitas às contas de José Arruda Serra em 2009. Está lá, na edição de domingo, 25 de setembro. Tribunal de Contas de São Paulo.

Vendam seus candidatos como o mundo dos negócios vende seus produtos”. Leonardo Hall, presidente do Partido Republicano em 1956. Putz! Em 2010 o PSDB e o DEM com o PPS agarrado num conselho qualquer, seguem à risca a lição.

O diabo é a data de validade. Ou o produto que estão tentando “vender”.

O produto passa a ser o candidato. Sua embalagem é seu aspecto físico, sua maneira de falar, de sorrir, de se mexer. Sua definição, seu posicionamento é seu programa”.

Serra é untuoso, aquele tipo glostora, não importa que seja careca, aliás, queria dois carecas, ele e José Roberto Arruda.

Ernest Dichter, psiquiatra, fundador do Instituto for Motivational Research tinha como objetivo principal “desvendar as motivações ocultas dos clientes a fim de melhor orientá-los para este ou aquele produto”. É dele a citação acima.

Em 1939, lá atrás mesmo, a propósito do sabão Ivory. “o sabão não era avaliado tanto pelo preço, pela aparência, pela espuma, ou pela cor e sim pelo conjunto dessas qualidades somadas a outra, imponderável e quase evanescente e que denominei personalidade do sabão.”    

José Arruda Serra, uma espécie de escorpião que escorrega e tem a capacidade de se transformar em tira manchas mesmo que as manchas não saiam e tenham sido geradas por ele e seus miquinhos amestrados.

Ou Marina da Silva, a verde que vira marrom e toma a forma de um camaleão.

A revista VEJA exala ares de indignação com a resposta de vários setores sociais a esse jornalismo marrom, podre, que pratica. Fala em liberdade de expressão.

Liberdade de informar, de comunicação.

É óbvio. Mas e mentir?

Do automóvel à televisão, todos os bens selecionados pelo sistema espetacular  são também suas armas para reforço constante das condições de isolamento das multidões solitárias. O espetáculo encontra sempre mais e de modo mais concreto, suas próprias pressuposições.

Mais ou menos a história do ladrão de galinhas que consegue montar um galinheiro, um complexo de abatedouros e frigoríficos, etc, etc, e no final da história mantém aquele negócio de roubar galinha por hobby. O delegado puxa a cadeira e manda o cara sentar, pede desculpas e pergunta se quer cafezinho.

FHC por exemplo.

A afirmação acima é de Guy Debord em A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO (Contraponto).

Arruda Serra é “evanescente”.

VEJA é o espetáculo da indignação do bandido.

“Sou culpado majestade, pago a minha dívida com a sociedade”

“Soltem esse homem, é o único que fala a verdade aqui”. Um califa em visita a um presídio onde até então todos eram inocentes.

VEJA já colocou vaca dando leite sabor baunilha em furada jornalística sem tamanho, falando em avanço espetacular da ciência.

E a GLOBO?

Que tal as conclusões do Tribunal de Contas de São Paulo sobre os superfaturamentos de Arruda Serra?

Há uma tentativa de depreciar a candidata Dilma Roussef, que não se estende a Marina da Silva, na sua condição de mulher. Enxergam Marina dócil ao modelo, ao sistema, é esse o papel que cumpre.

Na cabeça dessa gente, VEJA, GLOBO, etc, como diabos u’ a mulher pode pretender governar o Brasil? E ainda mais indicada por um trabalhador, um presidente de origem na classe operária?

Pô! Cumé que fica a elite FIESP/DASLU e todas as parafernálias em torno com esse negócio de festa junina em junho, todo mundo de chapéu de palha?

Por trás do preconceito contra Dilma está o preconceito contra a própria liberdade que defendem como se fossem os detentores da chave da porta da democracia.

São pilantras.

Candidato sabão.

Jacqueline Kennedy, pouco antes do marido ser assassinado, chegou a enviar um bilhete a uma assessora, estava começando a campanha da reeleição de John Kennedy, relatando as agruras de ser apenas mulher numa sociedade machista.

Chego até a achar que se Pierre (Salinger) resolver me fazer aparecer com as crianças na capa de Look, mergulhada num banho de espuma, eu não terei como fugir a isso” (O ESTADO ESPETÁCULO, Roger-Gérard Schwartzenberg, Difel, 1978)

Hoje esse tipo de coisa assusta e evanesce no candidato sabão e as tecnologias geradoras de mulher Melancia, mulher Melão, mulher Pera, o pomar inteiro.

Qual o sentido disso?

Peçam uma idéia a esses veículos ditos de comunicação ou a essa chuva de mails dizendo que Dilma é isso, Dilma é aquilo, peçam uma idéia?

No máximo um penduricalho no cérebro.

Transformar a mulher num objeto?

É repugnante a mídia privada no Brasil. Dizer isso não fere nem a liberdade de expressão, nem o direito de informar e comunicar, fere o caráter criminoso de organizações sustentadas por elites econômicas e mentirosas.

Todas as vezes que esse assunto liberdade de expressão vem a baila eu gosto de perguntar – que tal a legislação dos EUA por aqui? Será que a GLOBO topa?

É só uma comparação, uma pergunta. Por lá esse tipo de monopólio apesar de FOX, CNN, é destroçado em pouco tempo. E rádios comunitárias são abertas aos montes.

O que eles querem é a “liberdade de expressão deles”. Só isso.

No duro mesmo? Arruda Serra e só um Tiririca metido a FHC. Com uma diferença . O original deve ter mais de um milhão de votos por conta exatamente do modelo gerado por esse monte de Faustão que nos defende de bactérias e coisas que tais.

Ou a turma do BBB, Boninho, jogando água suja em mulheres que passam e ao talante dessas deslumbrantes personalidades, “nossos heróis”, não têm conduta adequada aos padrões Barra da Tijuca.

Então, tome pancada. É isso que pensam desde os tempos da ditadura militar.

E cá prá nós, por desastre que Tiririca possa ser (num sei, só o conheço de ouvir falar), pior que Arruda Serra não é. Não tem como.
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