Golpistas censuram Lula em Honduras

Foto do sítio: http://xiomara.hn
Por Altamiro Borges

Os golpistas de Honduras estão desesperados. Eles estão com medo até do vídeo em que o brasileiro Lula manifesta seu apoio à candidata Xiomara Castro. Nas pesquisas, ela aparece como favorita para as eleições presidenciais deste domingo (24). Esposa do ex-presidente Manoel Zelaya, deposto por um golpe em junho de 2009, a sua vitória representaria um duro revés para os EUA e as oligarquias locais. Diante dos riscos, David Matamoros, presidente do Tribunal Supremo Eleitoral de Honduras, censurou o vídeo do ex-presidente Lula exibido em spots na tevê.


Para o magistrado, o vídeo é uma "ingerência estrangeira na política interna do país". Baita cinismo! No golpe civil-militar, o poder judiciário deu total apoio aos golpistas - assim como a maior parte da mídia hondurenha. A ação foi orquestrada diretamente pelos EUA, que mantêm bases militares no país, e os tais magistrados não criticaram a tal "ingerência estrangeira".

Agora, o juizinho a serviço dos golpistas afirma que a declaração de Lula é muita perigosa. No vídeo, o brasileiro afirma: "Meus amigos e minhas amigas. A candidatura da companheira Xiomara Zelaya, com o seu novo partido, Libre, é um grande momento de renovação e esperanças para Honduras". Baita perigo!

Para contrabalançar, o candidato da direita hondurenha, Juan Orlando Hernández, podia pedir uma manifestação de solidariedade de lideranças do PSDB brasileiro, que apoiaram o golpe. Ele também poderia solicitar uma "consultoria" de Merval Pereira e Alexandre Garcia, dois entusiastas do golpe de junho de 2009. Com certeza, estes apoios significativos teriam grande repercussão junto aos eleitores!
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Joaquim Barbosa e a face tenebrosa da maldade



A disputa política permite toda sorte de retórica. Populistas, insensíveis, reacionários, porra-loucas, o vocabulário é abrangente, da linguagem culta à chula.
Em todos esses anos acompanhando e participando de polêmicas, jamais vi definição mais sintética e arrasadora do que a do jurista Celso Antônio Bandeira de Mello sobre Joaquim Barbosa: “É uma pessoa má”.
Não se trata se julgamento moral ou político. Tem a ver com distúrbios psicológicos que acometem algumas pessoas, matando qualquer sentimento de compaixão ou humanidade ou de identificação com o próximo. É o estado de espírito que mais aproxima o homem dos animais.
O julgamento da bondade ou maldade não se dá no campo ideológico. Celso Antônio Bandeira de Mello é uma pessoa generosa, assim como Cláudio Lembo, cada qual com sua linha de pensamento. Conheci radicais de lado a lado que, no plano pessoal, são pessoas extremamente doces. Roberto Campos era um doce de pessoa, assim como Celso Furtado.
A maldade também não é característica moral. O advogado Saulo Ramos, o homem que me processou enquanto Ministro de Sarney, que conseguiu meu pescoço na Folha em 1987, que participou das maiores estripulias que já testemunhei de um advogado, nos anos 70 bancou o financiamento habitacional de um juiz cassado pelos militares. E fez aprovar uma lei equiparando direitos de filhos adotados com biológicos, em homenagem ao seu filho.
A maldade é um aleijão tão virulento, que existe pudor em expô-la às claras. Muitas vezes pessoas são levadas a atos de maldade, mas tratam de esconde-los atrás de subterfúgios variados, com o mesmo pudor que acomete o pai de família que sai à caça depois do expediente; ou os que buscam prazeres proibidos.
Joaquim Barbosa é um caso de maldade explícita.  Longe de mim me aventurar a ensaios psicológicos sobre o que leva uma pessoa a esse estado de absoluta falta de compaixão. Mas a  natureza da sua maldade é a mesma do agente penitenciário que se compraz em torturar prisioneiros; ou dos militares que participavam de sessões de tortura -- para me limitar aos operadores do poder de Estado. Apenas as circunstâncias diferem.
A natureza o dotou de uma garra e inteligência privilegiadas. Por mérito próprio, teve acesso ao que de mais elevado o pensamento jurídico internacional produziu, a ciência das leis, da cidadania, da consagração dos direitos.
Nada foi capaz de civilizar a brutalidade abrigada em seu peito, o prazer sádico de infligir o dano a terceiros, o sadismo de deixar incompleta uma ordem de prisão para saborear as consequências dos seus erros sobre um prisioneiro correndo risco de morte.
Involuntariamente, Genoíno deu a derradeira contribuição aos hábitos políticos nacionais: revelou, em toda sua extensão, a face tenebrosa da maldade.
Espera-se que nenhum político seja louco a ponto de abrir espaço para este senhor.
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Joaquim Barbosa e a face tenebrosa da maldade

Luis Nassif 

A disputa política permite toda sorte de retórica. Populistas, insensíveis, reacionários, porra-loucas, o vocabulário é abrangente, da linguagem culta à chula.
Em todos esses anos acompanhando e participando de polêmicas, jamais vi definição mais sintética e arrasadora do que a do jurista Celso Antônio Bandeira de Mello sobre Joaquim Barbosa: “É uma pessoa má”.
Não se trata se julgamento moral ou político. Tem a ver com distúrbios psicológicos que acometem algumas pessoas, matando qualquer sentimento de compaixão ou humanidade ou de identificação com o próximo. É o estado de espírito que mais aproxima o homem dos animais.
O julgamento da bondade ou maldade não se dá no campo ideológico. Celso Antônio Bandeira de Mello é uma pessoa generosa, assim como Cláudio Lembo, cada qual com sua linha de pensamento. Conheci radicais de lado a lado que, no plano pessoal, são pessoas extremamente doces. Roberto Campos era um doce de pessoa, assim como Celso Furtado.
A maldade também não é característica moral. O advogado Saulo Ramos, o homem que me processou enquanto Ministro de Sarney, que conseguiu meu pescoço na Folha em 1987, que participou das maiores estripulias que já testemunhei de um advogado, nos anos 70 bancou o financiamento habitacional de um juiz cassado pelos militares. E fez aprovar uma lei equiparando direitos de filhos adotados com biológicos, em homenagem ao seu filho.
A maldade é um aleijão tão virulento, que existe pudor em expô-la às claras. Muitas vezes pessoas são levadas a atos de maldade, mas tratam de esconde-los atrás de subterfúgios variados, com o mesmo pudor que acomete o pai de família que sai à caça depois do expediente; ou os que buscam prazeres proibidos.
Joaquim Barbosa é um caso de maldade explícita.  Longe de mim me aventurar a ensaios psicológicos sobre o que leva uma pessoa a esse estado de absoluta falta de compaixão. Mas a  natureza da sua maldade é a mesma do agente penitenciário que se compraz em torturar prisioneiros; ou dos militares que participavam de sessões de tortura -- para me limitar aos operadores do poder de Estado. Apenas as circunstâncias diferem.
A natureza o dotou de uma garra e inteligência privilegiadas. Por mérito próprio, teve acesso ao que de mais elevado o pensamento jurídico internacional produziu, a ciência das leis, da cidadania, da consagração dos direitos.
Nada foi capaz de civilizar a brutalidade abrigada em seu peito, o prazer sádico de infligir o dano a terceiros, o sadismo de deixar incompleta uma ordem de prisão para saborear as consequências dos seus erros sobre um prisioneiro correndo risco de morte.
Involuntariamente, Genoíno deu a derradeira contribuição aos hábitos políticos nacionais: revelou, em toda sua extensão, a face tenebrosa da maldade.
Espera-se que nenhum político seja louco a ponto de abrir espaço para este senhor.
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Alexandre Garcia: filhote da ditadura

Por Altamiro Borges

O comentário escroto de Alexandre Garcia na Rádio Metrópole nesta sexta-feira (22) gerou uma onda de indignação e protestos nas redes sociais. De forma leviana e desumana, ele questionou o estado de saúde do deputado José Genoino (PT-SP), que ficou quase uma semana detido no presídio da Papuda, em Brasília, apesar dos seus graves e conhecidos problemas cardíacos. O serviçal da Globo discordou da decisão de conceder-lhe prisão domiciliar provisória para tratamento. "A gente fica pensando: será que ele tomou os remédios para provocar o que aconteceu? Fica uma certa desconfiança".

Alexandre Garcia é famoso por suas posições reacionárias. Ele não nega sua origem fascistóide. Por 18 meses, entre os anos 1979 e 1980, ele foi porta-voz oficial do "presidente" João Batista Figueiredo - o último carrasco da ditadura militar. Enquanto patriotas brasileiros, como Genoíno, Dirceu e tantos outros, estavam presos ou no exílio, o "jornalista" defendia os gorilas golpistas - com suas torturas e assassinatos, fechamento do Congresso Nacional, intervenção em sindicatos e censura. Talvez isto explique seu ódio aos líderes petistas que ajudaram a derrubar a ditadura e a redemocratizar o país.

Se dependesse deste filhote do regime militar, o Brasil seria palco de um novo golpe - desta vez para derrubar o "lulopetismo". Quando do golpe em Honduras, ele escreveu um artigo intitulado "Zelaya e Goulart" desqualificando a atuação altiva do Itamaraty na crise deste sofrido país da América Central. A sua visão conspirativa, típica do serviço de inteligência e terrorismo dos EUA, explica porque ele é chamado por muitos de Alexandre da CIA e porque ele tem tanto ódio de Genoíno. Vale relembrar:

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“Ontem me caiu à ficha sobre que razões teriam levado o governo brasileiro a tão teimosa posição. E acho que as encontrei na História recente do Brasil. O presidente João Goulart, tal como Zelaya, estava influenciado por lideranças externas da esquerda revolucionária. Jango se deixava influenciar por Fidel Castro – que chegou a mandar milhões de dólares para a ‘revolução socialista’ brasileira... O mentor de Zelaya é o tenente-coronel pára-quedista Hugo Chávez, que quer implantar a ‘revolução bolivariana’ na América Latina”.

“Tal como Goulart, Zelaya promoveu movimentos populistas visando a permanecer no poder, a cancelar eleições e a fechar o Congresso. No Brasil, o povo saiu às ruas e os jornais publicaram editoriais de primeira página, exigindo um basta no governo Jango; exigindo corte na revolução socialista e populista que estava em marcha. Aqui, os militares deram o ‘coup-de-grâce’; em Honduras, o presidente golpista foi apeado do poder pelo Judiciário e pelo Legislativo... Lá como cá houve, na verdade, um contragolpe”.


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Secretários de Alckim serão afastados?

Por Altamiro Borges

As revelações bombásticas do ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, de que vários secretários do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) estiveram metidos no bilionário esquema de propinas da multinacional alemã seriam suficientes para justificar a imediata exoneração dos citados. O executivo deu nome aos bois - ou melhor, aos tucanos: Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico), Edson Aparecido (Casa Civil), José Aníbal (Energia) e Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos). Ele também incluiu na lista da sujeira o senador Aloysio Nunes Ferreira, o deputado estadual Campos Machado (PTB) e o ex-tucano Walter Feldmann, que hoje é aliado fiel da verde Marina Silva.


Segundo farta documentação apresentada por Everton Rheinheimer, obtida com exclusividade pelo insuspeito Estadão, todos os citados embolsaram grana da empresa alemã, ajudando-a em contratos com o governo paulista, e utilizaram o dinheiro no esquema de caixa-2 do PSDB em várias eleições. O ex-executivo também incluiu na lista do propinoduto nomes do DEM e do PPS - duas legendas que adoram se travestir de paladinas de ética. Diante das novas e graves denúncias, a bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) decidiu propor a imediata exoneração dos mencionados.

O deputado Alencar Santana (PT) já anunciou que solicitará a convocação dos atuais secretários para prestarem esclarecimentos. A tarefa não é fácil, já que os tucanos têm folgada maioria na Alesp e são famosos por sabotar qualquer tentativa de apuração de escândalos de corrupção em São Paulo. Além disso, os chefões do PSDB contam com a generosidade da mídia - por motivos econômicos (fortunas em publicidade) e políticos (o principal partido da direita nativa). As graves denúncias do ex-diretor da Siemens não puderam ser ocultadas. Mesmo assim, o tratamento na cobertura midiática é seletivo.

Quando ministros do governo Dilma foram vítimas de denúncias vazias, sem provas, a mídia fez um enorme escarcéu exigindo a imediata exoneração. Manchetes diárias, comentários raivosos na tevê e rádio, cerco permanente dos citados e linchamento público. Com os atuais secretários do governador Geraldo Alckmin o tratamento é mais "civilizado". A mídia amiga relativiza as denúncias e ainda tenta confundir os leitores e telespectadores, apostando no diversionismo. Se não houver pressão das ruas e coragem dos parlamentares, a tendência é que o propinoduto tucano seja logo esquecido!

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