“O Brasil descobriu que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza”*

* Reproduzo matéria publicada no Blog do Planalto sobre o discurso histórico da presidenta Dilma, primeira mulher a abrir o Debate Geral da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Conforme antecipado por Contraversando, Dilma falou sobre o protagonismo feminino, as medidas brasileiras para enfrentar a crise mundial, o meio ambiente e defendeu a reforma do Conselho de Segurança e a inclusão da Palestina como país-membro da ONU. No final, ouça a íntegra do discurso da Dilma na ONU.

Na abertura do Debate Geral da 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta quarta-feira (21/9) em Nova York, a presidenta Dilma Rousseff proferiu amplo discurso e abordou assuntos como representatividade das mulheres, crise econômica, reforma do Conselho de Segurança da ONU, Palestina e meio ambiente.

No início de sua fala, a presidenta afirmou ter certeza de que este será o século das mulheres. “Pela primeira vez na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo”, ressaltou.


Crise Econômica

Dilma Rousseff chamou a atenção para o momento de crise financeira que o mundo vive e disse acreditar que, se não debelada, a crise pode se transformar em uma grave ruptura política e social. “Mais que nunca, o destino do mundo está nas mãos de todos os seus governantes, sem exceção”, frisou. Na opinião da presidenta, como todos os países sofrem as consequências da atual situação econômica, todos têm o direito de participar das soluções. “Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países”.

Para a presidenta Dilma, a crise é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política. Segundo ela, ainda não foi encontrada uma solução por falta de “recursos políticos e de clareza de ideias” por parte dos países desenvolvidos. Citou, ainda, o exemplo de como o Brasil tem agido para fazer frente aos efeitos negativos da atual conjuntura.

“Com sacrifício, mas com discernimento, mantemos os gastos do governo sob rigoroso controle, a ponto de gerar vultoso superávit nas contas públicas – sem que isso comprometa o êxito das políticas sociais, nem nosso ritmo de investimento e de crescimento. Estamos tomando precauções adicionais para reforçar nossa capacidade de resistência à crise, fortalecendo nosso mercado interno com políticas de distribuição de renda e inovação tecnológica”, informou.

 
Conselho de Segurança
 
Dilma afirmou ainda que o Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. “Estamos aptos a prestar também uma contribuição solidária aos países irmãos do mundo em desenvolvimento, em matéria de segurança alimentar, tecnologia agrícola, geração de energia limpa e renovável e no combate à pobreza e à fome”, destacou.

A cada ano que passa, segundo a presidenta, “mais urgente se faz uma solução para a falta de representatividade do Conselho de Segurança, o que corrói sua credibilidade e sua eficácia”. Disse, ainda, que é preciso haver interrelação entre desenvolvimento, paz e segurança; e que as políticas de desenvolvimento devem ser, cada vez mais, associadas às estratégias do Conselho de Segurança na busca por uma paz sustentável.

“O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea; um Conselho que incorpore novos membros permanentes e não-permanentes, em especial representantes dos países em desenvolvimento”.

 
Palestina
 
Dilma Rousseff deu, também, as boas-vindas ao Sudão do Sul, por ser o mais novo membro das Nações Unidas, mas lamentou o fato de ainda não poder saudar o ingresso pleno da Palestina na Organização.

“O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países nesta Assembleia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título”.

 
Clima
 
Na visão da presidenta, é preciso que os países assumam as responsabilidades que lhes cabem quanto aos acordos referentes ao meio ambiente, em especial, ao clima. Ela lembrou aos participantes da Assembleia Geral da ONU que o Brasil defende um acordo global, abrangente e ambicioso para combater a mudança do clima.

“Apresentamos uma proposta concreta, voluntária e significativa, de redução [de emissões] durante a Cúpula de Copenhague, em 2009. Esperamos poder avançar já na reunião de Durban, apoiando os países em desenvolvimento nos seus esforços de redução de emissões e garantindo que os países desenvolvidos cumprirão suas obrigações, com novas metas no Protocolo de Quioto, para além de 2012.”

A presidenta mencionou em seu discurso o fato de o Brasil ter descoberto que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. “Uma verdadeira política de direitos humanos tem por base a diminuição da desigualdade e da discriminação entre as regiões, entre as pessoas e entre os gêneros. Tenho plena convicção de que cumpriremos nossa meta de, até o final do meu governo, erradicar a pobreza extrema no Brasil”.
 


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PMDB na Carris: Funcionários pedem transparência e melhores condições de trabalho

Funcionários da Carris protestaram na manhã de quarta-feira (21/09) por mais transparência e melhores condições de trabalho na Cia. Carris Porto-Alegrense. Empresa de transporte urbano da Prefeitura de Porto Alegre, a companhia tem sido alvo de investigações do Ministério Público, reclamações dos usuários e denúncia de seus servidores.

Empresa saneada e considerada modelo na área de transporte urbano para o país, a Carris passou a enfrentar problemas no primeiro ano do governo Fogaça. Administrada por Antônio Lorenzi (PMDB), ela passou a ser deficitária ano após ano. Ao mesmo tempo em que vereadores da oposição, funcionários e a imprensa denunciavam supostas irregularidades envolvendo gestores da empresa. As denúncias davam conta de superfaturamento de obras realizadas sem licitação, processos de licitações viciados que previam a aquisição de novos veículos com baixa qualidade fabricados por uma única empresa e desvio de vales-alimentação ocorrido durante o último processo eleitoral.

Lideranças sindicais afirmam que foram estes os motivos que levaram Lorenzi a ser substituído por João Pancinha (PMDB) no comando da empresa em março de 2010, quando Fogaça saiu para concorrer ao governo estadual e Fortunati virou prefeito.

No entanto, as denúncias contra os gestores da companhia continuaram. Embora Lorenzi tenha sido demitido e Pacinha nomeado presidente, a Carris continuava nas mãos do PMDB.

Em março deste ano, servidoras da empresa denunciaram à Câmara Municipal suposta prática de assédio moral, pressões e demissões sem justa causa. Elas mesmos teriam sido demitidas sob alegação de “necessidade de redução de custos e racionalização dos serviços”. Ao mesmo tempo, o número de cargos de confiança na Carris aumentou de 24 para 34.

Em julho, o líder do PT no legislativo questionou a contratação de empresa de software e gerenciamento via pregão eletrônico ao invés de contratar a Procempa, empresa pública da Prefeitura de Porto Alegre que presta o mesmo serviço. Constatou ainda que, em três pregões, o custo aumentou de R$ 285 mil para R$ 569 mil e houve a opção da diretoria da companhia de contratar a Sudeste Transporte Coletivo, concorrente da Carris no transporte coletivo da capital.

Em setembro, investigação do Ministério Público de Contas sobre suposto superfaturamento e contratação sem licitação de empresa de publicidade responsável por adesivar veículos da Carris divulgando a Copa do Mundo de 2014 levou a queda de Pancinha e diretores da empresa. De novo, a história se repetiu. Fortunati mudou sem mudar ao nomear Sérgio Zimmermann para a presidência da empresa. Assim como seus antecessores, o ex-secretário adjunto do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) também é do PMDB.

Além das supostas irregularidades e do déficit nas contas da empresa durante os últimos anos, a Carris vem recebendo duras reclamações dos usuários do transporte coletivo. Veículos de qualidade inferior, redução de horários e de ônibus em circulação, atrasos constantes e superlotação dos coletivos são alvos das críticas da grande parcela da população que depende dos serviços da companhia para se deslocar.
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Reconhecimento

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Execução expõe preconceito social e racial nos EUA

A injeção letal que irá tirar a vida de Troy Davis às 20 horas (horário de Brasília) desta quarta-feira (21/09) expõe o preconceito social e racial que permeia da sociedade norte-americana. Davis, negro, sem grandes posses, está no corredor da morte por pelo menos metade de seus 42 anos sob acusação de ter matado um policial branco em 1989 no estado da Geórgia, sul dos Estados Unidos da América. Detalhe: a arma do crime nunca foi encontrada, tampouco impressões digitais de Davis foram identificadas no local do crime. Sete das nove testemunhas voltaram atrás em seus depoimentos alegando coerção e intimidação por parte das autoridades policiais.



Mesmo tendo um presidente negro. Mesmo diante dos apelos do ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, do Papa Bento XVI, da União Européia, da Anistia Internacional e de celebridades, Troy Davis será executado pela justiça dos EUA. Assim mesmo, sem provas. Sem direito a um julgamento justo. Sem direito à clemência.

Esse é o conceito de liberdade, democracia e justiça do império. Negros, pobres e imigrantes sem direitos sociais e sem presunção de inocência. Aos brancos, ricos e, de preferência, conservadores, isenção de impostos e a mão salvadora do Estado.
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Para os estudantes da UFF, QUEM TEM ARGUMENTOS NAO PRECISA GRITAR

Parabens ao Deputado que como sempre se sai bem e deixa esses vermelhos imbecis com ganas de leva-lo para cama. Sao um bando de meliantes imorais que estao cheios de prepotencia ja que o governo lhes da corda. Fosse realmente um pais serio eles todos estariam presos por desacato a uma autoridade eleita pelo povo. Bando de marginais rales, pes de chinelo, pobreza de ideias e falta de argumentos.
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