Dr. Robalo - 13

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A Brief History of Pretty Much Everything

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"Dollies" Musicais - Primeira Parte.

Ao longo da história da indústria fonográfica o aparecimento de clones de grupos ou cantores que sejam grandes vendedores de discos tem sido um fato recorrente. Essas "Dollies" musicais geralmente são lançadas por gravadoras concorrentes daquela do artista original, que pegam carona no sucesso alheio para faturar um qualquer. Quando o original é uma porcaria, os clones ultrapassam os limites do suportável por indivíduos com qualquer QI superior aos dos leitores da “Veja” e da “Caras”. Assim, quem com mais de 30 anos não se lembra – sem nenhuma saudade - dos insuportáveis Menudos e dos seus indefectíveis imitadores espalhados pelos Ciclones, Tremendos e Dominós da vida? Já os mais velhos, com certeza, também devem se lembrar de Pat Boone, lançado como o contraponto pentecostal da América careta e reacionária ao fenômeno Elvis (e ao seu devastador movimento dos quadris!). Mas alguns desses “papéis-carbonos” acabam, posteriormente, tomando outros caminhos e construindo carreiras bastante sólidas. É o caso do Roberto Carlos, cujo primeiro disco procurava seguir a onda João Gilberto, ou de Elis Regina, vendida pela gravadora Continental como a nova Celly Campello, no inacreditável disco “Viva a Brotolândia” (1961). Alguns clones, porém, por serem realmente muito parecidos com os originais (quando estes são bons, of course), acabam se tornando bastante interessantes e dignos de uma audição mais atenta: é a eles que vou dedicar os posts da série “Dollies Musicais” que, como não poderia deixar de ser, irão refletir uma seleção bastante pessoal deste contador de abobrinhas.

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Em 1968, muita gente acreditava que a carreira de Roberto Carlos estava próxima do fim: a revista “O Cruzeiro” chegou a publicar naquele ano uma longa matéria intitulada “Roberto Carlos: como morre um ídolo”. Porém, nesse mesmo momento, despontava no mercado um novo grande vendedor de discos: Paulo Sérgio. De origem pobre e natural do mesmo estado que o “Rei”, o Espírito Santo, o jovem cantor tinha um timbre de voz muito parecido com o do seu ídolo e interpretava o mesmo tipo de balada romântica que tanto sucesso tinha trazido para o líder da "Jovem Guarda". Consagrava-se ali uma das principais fontes daquele gênero musical híbrido que mais de uma década depois passaria – de forma pejorativa – a ser conhecido como “Brega”: a dos “imitadores” de Roberto Carlos (a outra fonte importante vem de uma tradição mais antiga de música romântica com raízes no bolero, na guarânia e no samba-canção). Sem sombra de dúvidas, o maior sucesso de Paulo Sérgio é a balada “Última Canção”, de 1968, onde se nota bastante bem a grande semelhança entre a sua voz e a de Roberto:

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Em 1965, a rede de televisão norte-americana NBC selecionou através de um anúncio de jornal quatro jovens para participarem de uma banda, cujo objetivo era fazer frente ao sucesso dos Beatles: surgiam assim os Monkees. Formado por Mike Nesmith, Peter Tork, Micky Dolenz e Davy Jones, o grupo estrelou uma série de televisão entre 1966 e 1968 e um longa-metragem para o cinema (exibido no Brasil com o título “Os Monkees estão chegando”), gravou algumas boas canções – como “Last Train To Clarksville” - e possui, no mínimo, um disco antológico: o ótimo “Headquarters” (1967).
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ZERO HORA E FOGAÇA: NO LIXO, A VERDADE

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Se você visitou este Cloaca News no dia 23 de setembro de 2009, decerto tomou conhecimento do caderninho que encontramos em um latão de lixo, na portaria dos fundos da sede do tabloide gaúcho, com anotações feitas, presumidamente, durante um reunião de pauta com editores e colunistas daquela gazeta.
Nosso achado, a propósito, ocorreu no dia seguinte à publicação, por aquele diário, de escandalosa reportagem sobre as “estratégias do MST”, baseada integralmente em supostas anotações feitas “à mão” em um caderno escolar “de 26 páginas” encontrado em um recipiente de lixo no estacionamento do INCRA.
Por ocasião de nossa postagem naquele 23/09, reproduzimos fac-símiles de três páginas de nosso achado, e, em uma delas, lia-se, à guisa de instrução normativa, a singela recomendação sobre a prefeitura de Porto Alegre: “aliviar Fogaça”.
Pois não é que os editores e colunistas de Zero Hora estão cumprindo à risca o combinado naquela reunião?
Basta relembrar que, tão logo estourou a denúncia da Operação Pathos, de que quase 10 milhões de reais foram desviados da Saúde de Porto Alegre, o jornalzinho do Grupo RBS tratou imediatamente de sepultar o assunto, publicando a notícia em pé de página, sem qualquer destaque, e cavilosamente distorcida. Clique aqui para reler o que publicamos no dia 24 de janeiro último, sobre a exemplar cobertura jornalística que Zero Hora fez sobre o escândalo.
Pois, agora, a situação de José Fogaça, o Pacificador do RS, complicou-se ainda mais. Descobriu-se que o hiperativo prefeito da capital gaúcha fora alertado pelo Ministério Público Estadual, em 2007, de que o contrato feito pelo governo municipal com o Instituto Sollus estava eivado de irregularidades, e que, daquele jeito, ele estaria dando carta branca para a gatunagem do dinheiro público. Fogaça assinou, de próprio punho – com carimbinho e tudo – documento em que declarava-se ciente das recomendações do MPE sobre as falcatruas iminentes.
Diante de provas tão cabais e irrefutáveis sobre a conduta desidiosa do prefeito Fogaça em relação ao esquema criminoso que se instalou em seu governo, a bancada de vereadores do PT na Câmara Municipal de Porto Alegre preparou um libelo, fartamente documentado, e o entregou ao Ministério Público Federal. O ato ocorreu nesta última quinta-feira, dia 11. O documento, publicado aqui, em primeira mão, pede a responsabilização de Fogaça por ato de improbidade administrativa.
Cazzo! Isso não é notícia??? Para os editorialistas, editores, chefes de reportagem e colunistas de Zero Hora, não. Caso não acredite, aceite o desafio: revire este monturo digital e encontre um link, unzinho que seja, com algum registro – uma linhazinha que seja – sobre o tema.


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Aproveite e rememore conosco as circunstâncias desta imagem, colhida em 16 de agosto de 2007.
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Na foto, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (então no PPS), e o diretor-presidente do Grupo RBS, Nelson Sirotsky, assinam contrato de cedência da Usina do Gasômetro – o cartão-postal da cidade – para a corporação mafiomidiática fazer sua festa-exposição de aniversário, durante 78 dias, entre 1° de setembro e 18 de novembro daquele ano. Tudo na faixa, em nome da liberdade de imprensa.


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Agora, Fogaça quer ser o governador do Rio Grande do Sul. É provável que, na negociação da blindagem, esteja a cedência da ala residencial do Palácio Piratini para a colunista-abelha de Zero Hora economizar no vale-transporte. Ali, pelo menos, a mobília é novinha. E a lata de lixo é de última geração: já vem com fragmentadora de papéis.
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