
Fiquei impressionado. Li no Comunique-se que em seminário nesta segunda, na Fundação Getúlio Vargas, os principais representantes da mídia corporativa tupiniquim estão perto de montar uma estratégia única para salvar seus negócios.
Para o o diretor de conteúdo do Estadão, Ricardo Gandour:
Todos os jornais devem fechar o conteúdo gratuito e passar a cobrar. Senão, será a morte do jornalismo.
Já para o diretor de redação do O Globo, Rodolfo Fernandes:
Quero ver alguém convencer o meu filho a pagar por uma informação que ele foi acostumado a ter de graça.
Perfeito, falta só acertar alguns poucos pontos, estão quase chegando a um acordo.
Para Gandour, diria que na hora de todos fecharem suas notícias, cobrando por cada texto, os blogs vão comemorar. Basta ser assinante e comentar o que leu para garantir a audiência que os jornais perderão. Mais fácil e legal que copiar MP3. Para o Fernandes, diria que não entendo como pensando assim, O Globo ainda fecha seu conteúdo e não permite nem um corta e cola para mandar a notícia pela internet, onde o jornal iria fidelizar ou ganhar novos leitores.
Acho que ainda faltam muitos seminários para acertar as idéias. Ou uns 5 mil consultores para ensinar o óbvio...
Os desorientados jornais pensam seu futuro
Sobre o fotógrafo cujo apelido "não pode ser pronunciado"
REMINDO>>>Meu comentário era seguinte. O tio WU acusou um jornalista sem nenhuma prova, piração da cabeça dele e perdeu na tia justa. A ZH não tem nada a ver com isso.
Meu caro “Remindo”...
O caso do processo do fotógrafo cujo apelido “não pode ser pronunciado”, contra o Professor Wladimir Ungaretti da FABICO-UFRGS, soa como uma tentativa de desarticulação de quem não tem o pensamento não engajado à grande mídia no RS. Não é um mero processo de um fotógrafo contra um jornalista. Isso é um ledo engano! Isso não é uma "historinha entre comadres".
Durante parte de minha vida, estive completamente desinteressado pela vida política. Em dado momento, dei-me conta de estar sendo usado pelos jornalecos locais como massa de manobra. Justamente naquele momento decidi fazer um acompanhamento das mesmas notícias em todos os jornais e portais de internet. E a constatação não foi outra. As notícias políticas sempre tendiam ao direcionamento favorável a determinada figura em detrimento de outra, mesmo que isso não parasse em pé. Frequentemente, “verdades prontas e acabadas” ruíam feito castelos de areia, mas a cicatriz que permanecia era a de mentira. Foi que neste período cancelei com os pés a assinatura do jornal Zero Hora, que me chegava às mãos.
Após me dar conta de que inclusive eu estava fazendo papel de vaquinha de presépio, passei a "freqüentar" blogs com mais assiduidade e a interessar-me pelo assunto. Passaram-se sete anos e, incrivelmente, os problemas de ética na mídia, deterioraram.
Sou simpatizante com MST, Via Campesina, dos Sem-Teto, e de todos os que estão fora das “benesses da lei”; os excluidos. Creio na ideologia, que nosso sistema político atingiu o limite do tolerável e que os partidos de esquerda faliram, pois da direita sempre soube o que não esperar dela. Creio no respeito ao próximo, na tolerância; entretanto, não devo ser tomado por idiota.
Nada, mas absolutamente nada que passa sob o teto do Grupo RBS ou com algum empregado, passará despercebido ou ignorado. É um jogo de vida ou morte. É um jogo de dinheiro, de poder, de sobrevivência e, portanto, nada que possa prejudicar a imagem de credibilidade e acima de tudo, o lucro; irá adiante.
O processo do fotógrafo cujo apelido “não pode ser pronunciado” só foi adiante e muito rapidamente, pois há o dedo podre de ZH nisso. Há o interesse de ZH em imobilizar este lutador incontestável na trincheira inimiga. Para mim, isso é como o dia após a noite.
Este fato, junto com outros processos que jornalistas movem contra jornalistas , devem ser denunciados ao resto do Brasil e lamento, inclusive, que o Sindicato dos Jornalistas não tenha acionado algum tipo de conselho de ética. (ao menos que eu saiba)
Outra questão que deveria ser debatida pela população, é: Quanto custa um “benerzinho” de estatais em blogs de jornalistas com "credibilidade" acima de qualquer suspeita?
Leia também:
1-Celeuma
2-RSURGENTE
3-CãoUivador_1
4-Cão Uivador_2
6-DIALÓGICO
7-O DILÚVIO
8-Nova Corja
Perguntas Inconvenientes - Parte II, seguidas de alguns versos para as clientes da Daslu.

Em “Cowboy Fora-da-Lei”, gravada em 1987, Raul Seixas já cantava: “Eu não preciso ler jornais/mentir sozinho eu sou capaz/ não quero ir de encontro ao azar...”. Imagine, então, se o Raulzito estivesse vivo e pudesse ver ao que a mídia brasileira tem aprontado nos últimos anos...
1- Luciana Cardoso - filha do ex-presidente e paladino-mor da ética e da moralidade públicas, Fernando Henrique Cardoso - está lotada desde 2003 no gabinete do Senador Heráclito Fortes, do DEM, e dificilmente aparece no Senado Federal para trabalhar. Apesar disto, foi um (a) dos (as) inúmeros (as) funcionários (as) que receberam horas-extras por “trabalharem” durante o recesso parlamentar. A imprensa brasileira deu pouquíssimo destaque a este fato (“O Globo”, do dia 28/03, publicou esta notícia em um pequeno box na página 4). Se fosse um dos filhos de Lula, será que o assunto seria tratado com o mesmo pouco caso?
2- Há alguns meses atrás, ao acompanhar uma pessoa querida em uma consulta no INCA, vi um preso chegar algemado, acompanhado por dois policiais, para fazer um tratamento de radioterapia e ninguém estranhou isto. Ao noticiar a ordem da justiça para a soltura de Eliana Tranchesi, a maior parte da imprensa brasileira - sempre tão disposta a fazer grandes discursos contra a impunidade reinante no país – tem dado grande destaque ao fato da dona da Daslu ser portadora de câncer, procurando assim comover os seus leitores e, de forma subliminar, justificando assim a sua liberdade como uma espécie de ato humanitário. Será que esta mesma imprensa estaria disposta – em nome dos princípios humanitários – a patrocinar uma campanha nacional para que todos os presos acometidos de doenças terminais possam fazer os seus tratamentos em liberdade?
3- Por que todas as vezes que a Polícia Federal e o Ministério Público investigam e indiciam pessoas ligadas à elite empresarial e aos partidos de oposição ao governo Lula, como nas Operações Satiagraha ou Castelo de Areia, a imprensa sempre insinua que tais indiciamentos têm “conotações políticas”?
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) foi uma das maiores poetisas portuguesas do século XX, deixando-nos alguns dos mais belos versos desta “última flor do Lácio, inculta e bela”. Um de seus melhores poemas – que reproduzo abaixo -, bem que poderia ter sido escrito para o seleto grupo de clientes da Daslu, que vive lamentando o “absurdo” que foi a condenação de Eliana Tranchesi.
Retrato de uma princesa desconhecida
Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
Assinar:
Postagens (Atom)

