Novo Secretário de Agricultura, Luiz Antônio Rego, garante estar preparado tecnicamente para comandar a pasta.


O Novo Secretário de Agricultura, Abastecimento e Recursos Hídricos de Pau dos Ferros, Luiz Antônio Dantas Rego (Luiz Antônio da 13), falou com exclusividade ao nosso blog na tarde desta segunda-feira (07).

Num rápido bate-papo, indaguei o Comerciante e Acadêmico em Direito sobre os desafios que o mesmo espera enfrentar no comando da pasta e as ações que pretende implementar para dar assistência ao homem do campo.

Para início de conversa perguntei a Luiz Antônio se ele já aguardava ser nomeado pelo atual Prefeito, Fabrício Torquato, ou se o anúncio de sua nomeação foi recebido com surpresa. 

De imediato, ele respondeu: "Realmente, recebi com surpresa a minha nomeação, mas eu acho que o Prefeito Fabrício deve ter sido informado sobre a minha capacidade para assumir a pasta, pois tenho no meu currículo vários cursos de capacitação técnica na área como o de sanidade animal, inseminação artificial, pequenas, grandes e médias cirurgias em animais, além de uma grande experiência como dono de propriedades rurais, fato que contribuiu para eu obter um grande conhecimento na área da agricultura".

Ainda sobre este assunto, Luiz Antônio fez questão de deixar claro que se não tivesse conhecimento técnico suficiente para ocupar o cargo que lhe foi designado, jamais teria aceitado o convite.

Instigado pelo Blog se a sua nomeação representava um reconhecimento por parte do Prefeito, Fabrício Torquato, do seu potencial político e se isso poderia despertar-lhe o desejo de disputar algum cargo eletivo no futuro, Luiz Antônio desconversou:  

"Acredito que muita gente foi merecedora desse reconhecimento assim como eu, mas com relação a querer disputar alguma eleição no futuro, isso é uma ideia que não passa pela minha cabeça no momento. Até pretendo brevemente filiar-me num partido, entretanto, só disputaria um pleito se fosse por solicitação do meu grupo político", disse.


Sobre os principais desafios que pretende enfrentar à frente da Agricultura em 2013, o novo secretário colocou a seca como o grande problema a ser combatido, principalmente, no que diz respeito a desenvolver mecanismos administrativos que garantam o abastecimento d'água a curto prazo e ainda a perfuração de poços, construção de açudes e barragens por todo o município pensando no futuro.

Luiz Antônio também procurou tranquilizar os agricultores que são beneficiados pelos programas que estão em andamento na administração municipal, em parceria com o Governo Federal:

"Vamos dar continuidade a todos os projetos que estão dando certo na pasta e que beneficiam o homem do campo, inclusive, já conversei com o nosso Prefeito Fabrício sobre a importância de dar sequência aos programas desenvolvidos em parceria com o governo federal como o Programa Balde Cheio. No mais, vamos sentar com a nossa equipe de trabalho afim de colocar em prática outras ações inerentes a valorização do trabalhador rural e que merecem uma atenção especial por parte da gestão municipal", finalizou.

Ao final da nossa conversa, Luiz Antônio agradeceu a todos os pau-ferrenses pelos votos de sucesso nessa nova empreitada e prometeu fazer o máximo para honrar a confiança que lhe foi depositada.

De nossa parte, desejamos ao novo Secretário muito sucesso e sabedoria em suas ações administrativas.
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Desemprego e miséria abalam a Europa

Por Altamiro Borges

Miriam Leitão, Sardenberg e vários outros “urubus” da mídia rentista, que vivem pregando a adoção no Brasil dos dogmas neoliberais, deveriam cobrir com mais atenção os efeitos destrutivos destas medidas na Europa. Das duas uma: ou fariam autocrítica das besteiras que alardeiam ou teriam de confessar que defendem os interesses dos banqueiros e dos ricaços. Um rápido balanço de 2012 evidencia o desastre causado pelo receituário neoliberal na zona do euro. O desemprego disparou e a miséria se espraiou no velho continente.

Em outubro passado, pelo 18º mês consecutivo, a taxa de desemprego voltou a subir e bateu recorde nos países que utilizam a moeda comum. Pulou de 11,6%, em setembro, para 11,7%, segundo dados da Eurostat, a agência oficial de estatísticas da região. No mesmo período do ano passado, o bloco tinha desemprego de 10,4%. Em 2008, no início da crise econômica, a zona do euro registrava índice de 7,6%. As medidas de “austeridade” aplicadas pelos governos rentistas da região só agravaram este drama social.

A situação é ainda mais dramática nos “primos pobres” da Europa. Na Espanha, o desemprego atingiu no final do ano passado 26,2% da população economicamente ativa. Já na Grécia ele vitima um quarto da força de trabalho: 25,4%. Em Portugal, a taxa disparou de 13,7%, em 2011, para 16,3%, em 2012. Na Irlanda, o desemprego alcançou 14,7%, marca um pouco melhor que os 15% registrados em outubro do ano retrasado. As menores taxas se encontram na Áustria (4,3%), em Luxemburgo (5,1%) e na Alemanha (5,4%).

Com o aumento do desemprego e o corte dos gastos sociais, o nível de pobreza atinge índices alarmantes no continente que se gabava do seu estado de bem-estar social. Segundo recente estudo oficial, 24,2% dos europeus – 119 milhões de pessoas – encontram-se hoje na situação de “risco de pobreza”. O índice é quase um ponto percentual maior que o registrado no ano anterior (23,4%) e, segundo a própria Eurostat, está ligado ao aumento do desemprego decorrente da prolongada crise econômica.

Bulgária e Romênia, dois países dizimados pela restauração capitalista, lideram a lista das nações com mais pessoas na pobreza – com 49,1% e 40,3%, respectivamente. Já a Grécia viu seu percentual saltar de 27,7% para 31,1% no período de apenas um ano. Na Espanha, o índice pulou de 25,5% para 27%. Os dois países que apresentam melhores resultados – Islândia (13,7% de pobres) e Noruega (14,6%) – não por acaso estão fora do bloco econômico europeu, hoje hegemonizado pelos neoliberais.
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Renan Calheiros e os Vianas


A partir de fevereiro o Senado, a mais alta Casa legislativa do Brasil, será presidido por Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas. Não me lembro ao certo, mas acho que Renan está no Senado desde os tempos do império. Longe dos holofotes, sua especialidade é atuar no toma lá dá cá de Brasília; se dá bem com Deus e o demônio, tem boa influência tanto com os caciques petistas como com os cardeais tucanos.

Vive de quebrar galhos para os amigos e vice-versa. No Congresso é conhecido como o “despachante do Senado”. Nos últimos anos a política de Renan tem se encontrado com a dos Vianas no Acre. Em 2007, Renan foi eleito presidente do Senado. Tinha como vice o então senador acreano Tião Viana (PT).

Agora em 2013 o vice do alagoano será outro Viana, desta feita Jorge Viana (PT). Renan Calheiros e Fernando Collor (PTB) são os donos da política em Alagoas. Construíram seus impérios e se aproveitam da miséria da população para se perpetuar no poder.

No Acre o Vianismo vem sem revezando desde 1999 entre os irmãos Jorge e Tião. Enquanto Collor e Renan fazem de Alagoas seu feudo, no Acre a situação é semelhante e os Vianas executam a mesma política do poder pelo poder.

Em 2007 Renan teve que renunciar ao cargo de presidente depois de uma enxurrada de denúncias. A imprensa o acusava de ter despesas pessoais pagas pelo lobista de uma empreiteira. Até a pensão da ex-mulher do senador tinha esta fonte. Renan não suportou a pressão e renunciou. Tião assumiu de forma temporária o Senado até uma nova eleição.

Será que em 2013 o alagoano entrará em crise de denúncias e dará quinze minutos de fama para Jorge Viana assumir a presidência do Senado, nem que seja por algumas semanas? Só a “Veja” nos dará esta resposta.
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Fogo na casa de Castro Alves, enfumaça início da gestão de ACM Neto

...Do Solar Boa Vista: joia arquitetônica da história e da cultura da Bahia
O ano do glorioso Santo Antonio para os católicos – ou de Ogum, poderoso orixá dos adeptos dos cultos de Candomblé dos terreiros baianos -, começa pegando fogo na Cidade da Bahia. Real e metaforicamente falando, como se verá nas linhas seguintes deste artigo semanal, que incluem fatos e murmúrios sobre o incêndio – no primeiro dia da gestão do novo prefeito ACM Neto – do histórico prédio do Solar Boa Vista, antiga morada do poeta Castro Alves na infância, sede atual da Secretaria Municipal de Educação.  
Cidade da Bahia: sempre foi assim que Jorge Amado preferiu denominar Salvador em seus romances e outros escritos geniais. A linda, complexa e complicada (e bota complicação nisso!) capital do estado governado pelo petista Jaques Wagner, mas cuja Prefeitura foi conquistada nas urnas do ano passado – e assumida no primeiro dia deste novo ano –  por Antonio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, rara figura de expressão política nacional daquilo que restou do DEM, mas cuja vitória eleitoral impediu o quase total desmoronamento no País do partido de oposição aos governos estadual e federal.
ACM Neto é jovem político baiano, de linhagem notória expressa no nome em forma de sigla e signo copiados do avô, que enfrenta seu primeiro e crucial desafio na administração pública. Pisa em terreno praticamente devastado pela gestão predatória do ex-prefeito João Henrique de Barradas Carneiro, que sai do poder com as contas recusadas e cercado de denúncias de "malfeitos" por todo lado.
Ainda assim, o ex-ocupante do palácio Tomé de Souza conseguiu, sabe-se lá por quais acordos, razões ou caprichos da sorte, deixar plantados no primeiro escalão do novo governo da capital, herdeiros de um inquilinato em ruínas, fruto da gestão de má fama ética e de flagrante incompetência administrativa.
Mais quentura que esta é impossível, pensarão ou dirão alguns. No terreno das metáforas, talvez sim. No campo da realidade, no entanto, nada é tão ruim que não possa piorar ainda mais um pouco, repetem há décadas sábios políticos e filósofos mineiros, gregos e baianos. Foi exatamente isso o que aconteceu na quinta-feira, 03/01, antes da meia-noite do primeiro dia de fato da gestão de ACM Neto.
Tudo corria “às mil maravilhas” desde as primeiras horas da manhã do “dia seguinte” à confusa, mas consagradora festa da posse na Praça Tomé de Souza.
Simbiose quase perfeita entre a firmeza e decisão nos atos assinados pelo novo prefeito ( “alguns bem amargos”, ele próprio admitiu), aparentemente decidido “a dar um jeito na Cidade da Bahia” (como pede Caetano Veloso em sua famosa canção), e a ação seguinte: O prefeito nas ruas seguido por animada caravana de seus principais auxiliares em visita ao bairro suburbano de Nova Constituinte, para abraçar moradores e adotar providências “in loco”, e assim começar a cumprir  promessas recentes de palanques.
Por volta das 10 horas da noite, quando o novo governo municipal já comemorava “um começo perfeito e exemplar de gestão”, tocaram as sirenas dos carros do Corpo de Bombeiros de Salvador. ACM Neto e seu secretário de Educação, João Carlos Bacelar (umas das heranças mais polêmicas deixadas pelo prefeito João Henrique no governo de seu sucessor) foram avisados de que as labaredas de um grande incêndio, avistadas a quilômetros de distância em vário pontos da capital, consumiam o soberbo prédio principal do Parque Solar Boa Vista.
A notícia, nas circunstâncias, não podia ser pior. Salvo um improvável( mas não impossível na terra dos maiores absurdos, segundo Octávio Mangabeira) desabamento do Elevador Lacerda, mundialmente reconhecido cartão postal da capital baiana. O Solar Boa Vista, monumento arquitetônico tombado pelo IPHAN como patrimônio nacional, é o lugar onde em 1858 residia a família do então garoto Castro Alves, que viria a se transformar no maior poeta da Bahia.Já abrigou também, por um período, a prefeitura da capital baiana, na administração de Mario Kertész, durante a construção da nova sede municipal, ao lado do elevador famoso.
Diante das chamas, ACM Neto mandou seu secretário dar queixa imediatamente na Polícia Técnica do Estado, para apurar causas do desastre, que começou na coordenação da administração escolar e praticamente destruiu o prédio, uma jóia preciosa da historia cultural, política e da arquitetura da Bahia.O prédio que pegou fogo pertence ao governo estadual e estava cedido à prefeitura de João Henrique. Ontem de manhã, o governador Wagner visitou o  local arrasado pelo fogo, para levar um abraço de conforto e solidariede a um ACM Neto desconsolado, com a garantia do petista ao  adversário do DEM de que a edificação histórica está no seguro, será reformado e devolvido para continuar abrigando a secretária municipal de Educação, na nova administração.
Sim, a Bahia ainda preserva essas gentilezas democráticas e republicanas (ou mero jogo de aparências, como alguns desconfiam)!
“Um acidente lastimável”, tem pressa em qualificar o polêmico secretário municipal de Educação deixado por João Henrique, antes de terminar o rescaldo do fogo e da polícia técnica começar o seu trabalho para descobrir as causas do incêndio. Nas redes sociais multiplicam-se as comparações – das “más línguas adversárias”, mas inevitáveis na Bahia  dividida além das aparências entre DEM e PT – com o incêndio do Mercado Modelo, na primeira administração de Antonio Carlos Magalhães como prefeito nomeado de Salvador pelo regime militar…
ACM Neto começou a primeira sexta-feira de 2013 com um “gabinete de crise” instalado na Prefeitura e uma “reunião de emergência” convocada por ele “para avaliar prejuízos e tomar providências”. As caravanas aos bairros estão suspensas “até segunda ordem”.
O resto, para quem tem fé, é com Santo Antonio ou Ogum.
A conferir.
Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br
Fonte: Terra Magazine.
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