Fogo na casa de Castro Alves, enfumaça início da gestão de ACM Neto

...Do Solar Boa Vista: joia arquitetônica da história e da cultura da Bahia
O ano do glorioso Santo Antonio para os católicos – ou de Ogum, poderoso orixá dos adeptos dos cultos de Candomblé dos terreiros baianos -, começa pegando fogo na Cidade da Bahia. Real e metaforicamente falando, como se verá nas linhas seguintes deste artigo semanal, que incluem fatos e murmúrios sobre o incêndio – no primeiro dia da gestão do novo prefeito ACM Neto – do histórico prédio do Solar Boa Vista, antiga morada do poeta Castro Alves na infância, sede atual da Secretaria Municipal de Educação.  
Cidade da Bahia: sempre foi assim que Jorge Amado preferiu denominar Salvador em seus romances e outros escritos geniais. A linda, complexa e complicada (e bota complicação nisso!) capital do estado governado pelo petista Jaques Wagner, mas cuja Prefeitura foi conquistada nas urnas do ano passado – e assumida no primeiro dia deste novo ano –  por Antonio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, rara figura de expressão política nacional daquilo que restou do DEM, mas cuja vitória eleitoral impediu o quase total desmoronamento no País do partido de oposição aos governos estadual e federal.
ACM Neto é jovem político baiano, de linhagem notória expressa no nome em forma de sigla e signo copiados do avô, que enfrenta seu primeiro e crucial desafio na administração pública. Pisa em terreno praticamente devastado pela gestão predatória do ex-prefeito João Henrique de Barradas Carneiro, que sai do poder com as contas recusadas e cercado de denúncias de "malfeitos" por todo lado.
Ainda assim, o ex-ocupante do palácio Tomé de Souza conseguiu, sabe-se lá por quais acordos, razões ou caprichos da sorte, deixar plantados no primeiro escalão do novo governo da capital, herdeiros de um inquilinato em ruínas, fruto da gestão de má fama ética e de flagrante incompetência administrativa.
Mais quentura que esta é impossível, pensarão ou dirão alguns. No terreno das metáforas, talvez sim. No campo da realidade, no entanto, nada é tão ruim que não possa piorar ainda mais um pouco, repetem há décadas sábios políticos e filósofos mineiros, gregos e baianos. Foi exatamente isso o que aconteceu na quinta-feira, 03/01, antes da meia-noite do primeiro dia de fato da gestão de ACM Neto.
Tudo corria “às mil maravilhas” desde as primeiras horas da manhã do “dia seguinte” à confusa, mas consagradora festa da posse na Praça Tomé de Souza.
Simbiose quase perfeita entre a firmeza e decisão nos atos assinados pelo novo prefeito ( “alguns bem amargos”, ele próprio admitiu), aparentemente decidido “a dar um jeito na Cidade da Bahia” (como pede Caetano Veloso em sua famosa canção), e a ação seguinte: O prefeito nas ruas seguido por animada caravana de seus principais auxiliares em visita ao bairro suburbano de Nova Constituinte, para abraçar moradores e adotar providências “in loco”, e assim começar a cumprir  promessas recentes de palanques.
Por volta das 10 horas da noite, quando o novo governo municipal já comemorava “um começo perfeito e exemplar de gestão”, tocaram as sirenas dos carros do Corpo de Bombeiros de Salvador. ACM Neto e seu secretário de Educação, João Carlos Bacelar (umas das heranças mais polêmicas deixadas pelo prefeito João Henrique no governo de seu sucessor) foram avisados de que as labaredas de um grande incêndio, avistadas a quilômetros de distância em vário pontos da capital, consumiam o soberbo prédio principal do Parque Solar Boa Vista.
A notícia, nas circunstâncias, não podia ser pior. Salvo um improvável( mas não impossível na terra dos maiores absurdos, segundo Octávio Mangabeira) desabamento do Elevador Lacerda, mundialmente reconhecido cartão postal da capital baiana. O Solar Boa Vista, monumento arquitetônico tombado pelo IPHAN como patrimônio nacional, é o lugar onde em 1858 residia a família do então garoto Castro Alves, que viria a se transformar no maior poeta da Bahia.Já abrigou também, por um período, a prefeitura da capital baiana, na administração de Mario Kertész, durante a construção da nova sede municipal, ao lado do elevador famoso.
Diante das chamas, ACM Neto mandou seu secretário dar queixa imediatamente na Polícia Técnica do Estado, para apurar causas do desastre, que começou na coordenação da administração escolar e praticamente destruiu o prédio, uma jóia preciosa da historia cultural, política e da arquitetura da Bahia.O prédio que pegou fogo pertence ao governo estadual e estava cedido à prefeitura de João Henrique. Ontem de manhã, o governador Wagner visitou o  local arrasado pelo fogo, para levar um abraço de conforto e solidariede a um ACM Neto desconsolado, com a garantia do petista ao  adversário do DEM de que a edificação histórica está no seguro, será reformado e devolvido para continuar abrigando a secretária municipal de Educação, na nova administração.
Sim, a Bahia ainda preserva essas gentilezas democráticas e republicanas (ou mero jogo de aparências, como alguns desconfiam)!
“Um acidente lastimável”, tem pressa em qualificar o polêmico secretário municipal de Educação deixado por João Henrique, antes de terminar o rescaldo do fogo e da polícia técnica começar o seu trabalho para descobrir as causas do incêndio. Nas redes sociais multiplicam-se as comparações – das “más línguas adversárias”, mas inevitáveis na Bahia  dividida além das aparências entre DEM e PT – com o incêndio do Mercado Modelo, na primeira administração de Antonio Carlos Magalhães como prefeito nomeado de Salvador pelo regime militar…
ACM Neto começou a primeira sexta-feira de 2013 com um “gabinete de crise” instalado na Prefeitura e uma “reunião de emergência” convocada por ele “para avaliar prejuízos e tomar providências”. As caravanas aos bairros estão suspensas “até segunda ordem”.
O resto, para quem tem fé, é com Santo Antonio ou Ogum.
A conferir.
Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br
Fonte: Terra Magazine.
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PF desenvolve técnica para coibir biopirataria da “vacina do sapo”

Por Altino Machado - Terra Magazine
Resolução da Anvisa proíbe desde 2004 propaganda com alegações de propriedades terapêuticas ou medicinais do sapo kampô ou kambô
Trabalho pioneiro da Superintendência Regional de Polícia Federal no Estado do Acre, planejado e executado pelo perito criminal Cezar Silvino Gomes, é a nova tecnologia usada para identificar no Brasil a secreção do sapo kampô ou kambô, denominado cientificamente de Phyllomedusa bicolor, utilizada na medicina tradicional de alguns povos indígenas da Amazônia.
O kampô ou kambô é a maior espécie de anfíbio pertencente à subfamília Phyllomedusinae, sendo encontrado na região amazônica, incluindo o Acre. Além de ser utilizada na medicina tradicional, a secreção cutânea do sapo, produzida pelo anfíbio como uma forma de defesa química contra microorganismos e predadores, é usada também em rituais de caça.
- Nos últimos anos, registramos denúncias envolvendo o comércio e a exportação ilegal da substância produzida pelo sapo, bem como a apreensão de materiais suspeitos, mas não tínhamos padrão para caracterização científica do crime – disse o superintendente Marcelo Sálvio Rezende Vieira.
A "vacina do sapo" há anos vem sendo contrabandeada e utilizada por pessoas em grandes cidades do Brasil e do exterior, embora desde abril de 2004 esteja em vigor no país uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibiu, por tempo indeterminado, propaganda com alegações de propriedades terapêuticas ou medicinais do sapo kambô.
O que não falta é gente desrespeitando a portaria da Anvisa e ganhando muito dinheiro com o comércio e a aplicação da substância, além de explorar índios do Acre em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio, onde a substância vem sendo usada ilegalmente em rituais de xamanismo , entre outros, para tratamentos de gastrite, depressão, hipertensão, dependência química, epilepsia, osteoporose, infertilidade e malária.
Caracterização do crime
A propaganda da "vacina" do kambô foi proibida pela Anvisa porque ainda não existe comprovação científica que garanta qualidade, segurança e eficácia da substância. A Anvisa não considera a "vacina" indicada para qualquer tipo de distúrbio, desequilíbrio ou tratamento de quaisquer processos agudos e crônicos.
A resolução foi para se contrapor às campanhas e matérias publicitárias que não esclarecem o consumidor sobre os riscos à saúde provocados pelo uso da "vacina", o que tem induzido a utlização indiscriminada da substância.
Entretanto, a caracterização do crime sempre esbarrava na dificuldade de se identificar de imediato o produto da biopirataria. A secreção é uma gosma amarela, muitas vezes acondicionada em suportes de madeira, tubos ou lenços, e de difícil análise química por se tratar de material biológico complexo.
Mas o cenário começa a mudar com a nova tecnologia desenvolvida pelos peritos criminais da Polícia Federal para identificar a secreção do sapo. Recentemente, o projeto foi considerado o melhor entre mais de 75 trabalhos científicos inscritos no Encontro Nacional de Química Forense.
O trabalho "Identificação de secreção do sapo kambô utilizando Maldi-TOF" obteve o primeiro lugar no evento organizado pela Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto(SP), do qual participaram professores universitários, pesquisadores, estudantes de pós-graduação e de graduação do Brasil e do exterior, peritos criminais da PF, dos Centros e Institutos de Perícias Estaduais, além de membros dos órgãos periciais dos países integrantes da Academia Ibero-Americana.
Técnica
O trabalho da PF no Acre para identificar se o material suspeito realmente trata-se da secreção do sapo utiliza um aparelho chamado Maldi-TOF. O tempo gasto entre a preparação da amostra e a análise dos resultados é de aproximadamente 60 minutos por amostra.
A estratégia do trabalho consistiu em estabelecer um estudo comparativo do proteoma contido em secreções de anfíbios para a identificação das substâncias que as compõem.
Foram comparados materiais suspeitos apreendidos em aeroportos com material padrão extraído de Phyllomedusa bicolor e de Phyllomedusa tarsius.
Os padrões foram separados por gênero e por parte do corpo do animal (cabeça, tronco, patas anteriores e patas posteriores).
Uma fração de cada amostra foi extraída em meio aquoso e analisada em sua forma bruta através de espectrometria de massas por tempo de vôo com ionização da matriz-analito feita através de laser (MALDI-TOF).
Os resultados mostraram o perfil proteômico e possibilitaram distinguir a espécie do material suspeito. Além disso, a técnica mostrou-se capaz de identificar diferenças nas secreções extraídas de partes diferentes do animal.
- É uma técnica seletiva e rápida que atende com eficiência e eficácia a demanda forense. Com essa estratégia a PF passa a ter mecanismos mais eficientes para enfrentar a biopirataria – assinala o perito criminal federal Ronaldo Carneiro da Silva Junior, colaborador do trabalho, que também contou com a participação dos peritos Adimar Amaral e Renata Paiva, dos professores Carlos Bloch Jr. (Embrapa) e Moisés Barbosa de Souza (Ufac), além de João Ambrósio e Adriano Maldaner, peritos do Instituto Nacional de Criminalística.
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O Globo recebeu 200 milhões de FHC para ir para Caxias, mas não ajuda vítimas das chuvas

"O Globo", impresso em Duque de Caxias, explora imagem solidária de Zeca Pagodinho para vender jornal, mas não ajuda o município onde instalou seu parque gráfico com nenhum centavo.

Zeca Pagodinho é um ilustre morador de Duque de Caxias (RJ) que ajuda no que pode seus vizinhos, vítimas das enchentes. Outro "ilustre" morador do município não tem a mesma solidariedade. Trata-se do jornalão "O Globo", que se finge de morto para não enfiar a mão no bolso e dar alguma contribuição em solidariedade às vítimas.

O suntuoso parque gráfico das organizações Globo é um gigantesco "dinossauro" com capacidade ociosa que funciona no município desde 1999, construído em grande parte com dinheiro público, seja na forma de empréstimos e contratos generosos no governo FHC, seja na forma incentivos e isenções fiscais.

Aliás "O Globo" não paga um centavo de ISS ao município, nem de ICMS ao Estado, porque na Constituinte de 1988, a turma dos demotucanos isentaram jornais de impostos, mesmo sendo empresas privadas com fins altamente lucrativos.

FHC injetou R$ 200 milhões do BNDES (em dinheiro de hoje)

O Globo tinha sua gráfica no centro do Rio, junto à redação, que dava conta do recado. Hoje, o jornalão sua a camisa para ter uma circulação em torno de 330 mil exemplares no domingo (em dias de semana o número cai para cerca de 250 mil), menos do que tinha em 1997.

O projeto megalômaníaco do novo parque gráfico, o maior da América Latina, era imprimir 2 milhões de jornais por dia no domingo. FHC gostou da ideia, afinal uma mão lavava a outra: o jornalão "formaria opinião a seu favor" para 2 milhões de domicílios e o BNDES entrava com o dinheiro público. Até a Petrobrás na época, através da Refinaria de Duque de Caxias, vizinha, foi convocada a fornecer gás combustível para suprir o jornalão com energia elétrica; com certeza em condições vantajosas para a família Marinho, dona do jornal.

Hoje vemos que o BNDES poderia ter aplicado muito melhor os R$ 200 milhões no município de Duque de Caxias, em outros empreendimentos que trouxessem impacto econômico mais positivo e receitas para a população (que hoje sofre com as chuvas), do que bancar a mera mudança da oficina gráfica da família Marinho.

Aliás, o jornalão só mudou a gráfica. A "casa grande" da redação continuou no Rio.
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Os "Homens de Confiança" do Prefeito de Pau dos Ferros, Fabrício Torquato.

César Gameleira, Ewerton Torquato e o Prefeito Fabrício.

Se na Gestão passada o Ex-prefeito de Pau dos Ferros, Leonardo Rego, contava com a cumplicidade flagrante de Alexandre Aquino (no Gabinete Civil) e de Emília Suzana (na Assistência Social) nos seus atos administrativos mais intricados...

No Governo Fabrício Torquato os Secretários de Finanças e Planejamento, César Gameleira e Ewerton Torquato, respectivamente, é quem são considerados os "Homens de Confiança" do atual Prefeito, Fabrício Torquato.

Seja no desempenho técnico-oficial de suas funções ou no trabalho informal de assessoria política, segundo uma fonte governista, os parentes de Fabrício estariam contribuindo de forma significativa ao auxiliar o Chefe do Executivo a tomar ciência da real situação financeira da Prefeitura local.

Com a experiência profissional do seu primo César Gameleira, que por muitos anos ocupou o cargo de Gerente do Banco do Brasil, e do seu tio Ewerton Torquato, que atuou durante muito tempo na Emater-RN, o novo Prefeito vai aos poucos colocando "ordem na casa".

Quanto aos que estavam acostumados a usurpar as atribuições do Chefe do Executivo para perseguir ou até mesmo humilhar os servidores públicos menos apaniguados, todo cuidado é pouco, pois pelo que dizem nos corredores da administração municipal...

O tempo de engolir "Sapos" está acabando!

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PSDB descartará o bagaço Azeredo?

Por Altamiro Borges
O jornalista Eduardo Bresciani, do Estadão, informa hoje que o PSDB está preocupado com o julgamento do chamado "mensalão tucano" - que a mídia seletiva insiste em chamar de "mensalão mineiro". O ministro Joaquim Barbosa, ainda antes de assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal, prometeu que o caso seria julgado em 2013. Ele envolve diretamente o atual deputado federal Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente nacional do PSDB, que é acusado de peculato e lavagem de dinheiro.
O escândalo do "mensalão tucano" eclodiu quatro anos antes da revelação do esquema de caixa-dois usado por lideranças do PT - e que resultou no midiático julgamento do STF nas vésperas das eleições municipais de outubro passado. Na época, o próprio Eduardo Azeredo confessou que os "recursos não contabilizados" foram utilizados na sua fracassada campanha pela reeleição ao governo estadual. Ele também revelou que parte da grana, desviada das estatais mineiras, irrigou a campanha pela reeleição do ex-presidente FHC.
O STF nunca demonstrou qualquer pressa para julgar o caso, que já passou pelas mãos de vários ministros e que na fase recente teve como relator o paparicado Joaquim Barbosa. Já a mídia demotucana evitou fazer estardalhaço com o "mensalão tucano" - disfarçado de "mineiro". Agora, antes que prescrevam os prazos para o seu julgamento, o Supremo garante que ele será finalmente analisado. Pelo cronograma, a fase atual será a de instrução, com a tomada de depoimentos e a coleta de provas. E isto que desespera os tucanos!
Segundo a matéria do Estadão, "as condenações em série de petistas no processo do mensalão ampliaram o constrangimento dentro do PSDB e da oposição com a situação de Eduardo Azeredo... Parlamentares oposicionistas admitem nos bastidores que a permanência de Azeredo tem impedido que o PSDB faça um discurso ainda mais forte sobre as condenações petistas. Aliados de oposição, políticos do DEM ressaltam que a postura dos tucanos no caso foi diferente da tomada por eles quando surgiu o mensalão do DEM, no governo de José Roberto Arruda no Distrito Federal, em 2009".
O maior temor da direita é que o prometido julgamento abale ainda mais a imagem dos tucanos e do seu cambaleante presidenciável, o senador Aécio Neves. "Ex-governador de Minas, Azeredo é um incômodo ainda maior para o PSDB por ser conterrâneo de Aécio Neves, postulante do partido à Presidência da República. Em 1998, Aécio foi eleito deputado federal apoiando a campanha de Azeredo, alvo da denúncia. O agora senador tem defendido o julgamento". Será que o ex-presidente do PSDB será descartado como bagaço? Ou ele é um "homem-bomba" que pode detonar de vez o falso moralismo dos tucanos?
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