Julgamento de lavagem de dinheiro termina empatado


Com o voto do ministro Ayres Britto, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento dos ex-deputados Paulo Rocha (PT-PA) e João Magno (PT-MG) e do ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto por crime de lavagem de dinheiro resultou em empate de cinco votos pela condenação e cinco votos pela absolvição. Os três são réus no processo do mensalão (Ação Penal 470), que tem nesta quarta-feira (17) a trigésima sétima sessão exclusiva dedicada ao assunto em dois meses de julgamento.

Não é a primeira vez que há empate no julgamento. O mesmo aconteceu com o ex-líder do PMDB na Câmara José Borba (PR), filiado atualmente ao PP, acusado também pelo crime de lavagem de dinheiro. Borba é atualmente prefeito de Jandaia do Sul, no Norte do Paraná.

O STF decidirá apenas ao final do julgamento o destino desses quatro réus. Reservadamente, ministros que condenaram os réus já adiantaram que, quando o assunto for discutido, a Corte deve decidir pela absolvição. Há um entendimento que, em matéria penal, o empate beneficia o réu.
Os ministros iniciam a discussão do último item da acusação do Ministério Público Federal (MPF) sobre o crime de formação de quadrilha no caso do mensalão.
Réus do mensalão são condenados por falsidade ideológica
Barbosa marca viagem e julgamento deve acabar na próxima semana
Para condenar os três réus sobre lavagem de dinheiro nesta quarta-feira, Britto repetiu o entendimento dos ministros Joaquim Barbosa, o relator do processo, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Estes dois últimos votaram um pouco antes, ainda nesta quarta. Eles entenderam que os réus tinham consciência da origem escusa dos recursos que receberam por meio da empresa SMPB e os assessores dos réus à época, Anita Leocádia, de Paulo Rocha, e José Luiz Alves, de Anderson Adauto.
Mudança de voto
O ministro Gilmar Mendes mudou seu voto sobre o item 8, proferido na segunda-feira (15), e passou a condenar os réus Duda Mendonça e Zilmar Fernandes pelo crime de evasão de divisas. Neste posicionamento, o ministro foi seguido por Joaquim Barbosa, que também reformou seu voto. O relator chegou a anunciar que poderia alterar sua opinião, dada a fragilidade da denúncia do Ministério Público.
Ao reformar seu voto - que não altera o resultado da sentença - Mendes argumentou que os depósitos na conta do publicitário no exterior aconteceram ao longo de nove meses, coincidiram com atos ilícitos, e são provenientes de crimes contra a administração pública: "O pagamento veio da empresa de Valério. No princípio não era limpo nem lícito. O que em princípio é lícito é o seu crédito junto ao PT. Examinando os extratos da Dusseldorf, vê-se que ela recebeu depósitos em março de 2003", relembra o ministro.
Quadrilha
Ainda nesta quarta-feira (17), a Corte começa a analisar o Capítulo 2, o último do julgamento. O item trata do crime de formação de quadrilha envolvendo 13 réus: José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos, Geiza Dias, Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório.
Após essa etapa, os ministros vão debater a dosimetria da pena, que é a escolha da punição para cada acusado segundo o mínimo e o máximo de anos de prisão permitidos por lei. A Corte ainda não definiu se os ministros que votaram pela absolvição dos réus podem participar dessa etapa, o que deve gerar novos debates em plenário.
A expectativa é que o julgamento termine até o dia 25 de outubro. O ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal, terá um tratamento de saúde na Alemanha na semana seguinte, retornando apenas no dia 5 de novembro.
gazeta do povo

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Em Pau dos Ferros, governistas não cansam de comemorar.


As comemorações pela vitória do Prefeito Eleito de Pau dos Ferros, Fabrício Torquato (DEM), que obteve votação recorde nas urnas (9.257 votos), parecem que não tem data para terminar. 

Ao menos no que depender dos governistas mais eufóricos, a festa está longe de acabar.

A assessoria de Fabrício Torquato já divulgou as atrações que animarão a Festa da Vitória que ocorrerá, neste domingo (21), na Praça de Eventos, a partir das 20hs. 

SerdoSamba, Forró Pegada de Luxo, Solteirões do Forró, além de Nilson Viana e a Banda Menina Dengosa abrilhantarão a noite.

Na oportunidade, Fabrício Torquato e Zélia Leite, Prefeito e Vice, respectivamente, deverão agradecer novamente à população pela expressiva votação conseguida.
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Serra compra votos com promessa de moradias

Sem-teto ganha benefício para apoiar Serra em São Paulo
PAULO GAMA
DANIELA LIMA

Uma associação que ajuda sem-teto a ter acesso a programas habitacionais da Prefeitura de São Paulo dá preferência a militantes que participam da campanha do candidato do PSDB, José Serra.

Os integrantes do Movimento dos Sem-Teto do Ipiranga (MSTI) que vão a eventos do tucano ganham pontos em um ranking interno que define quem será indicado pelo grupo a programas de moradia popular.

O MSTI atua para firmar convênios com a prefeitura para construção de moradias. O movimento busca terrenos para sugerir parcerias em regiões carentes da cidade. Quando a negociação dá certo, o grupo tem direito a indicar possíveis mutuários.

Os nomes são submetidos pelo grupo à prefeitura e avaliados segundo os critérios de cada programa, como renda e vulnerabilidade social.

Com 11 mil filiados, o MSTI usa os pontos para ordenar essa lista de indicações. O critério também é adotado por outros movimentos de moradia popular sob o argumento de que é a única forma de beneficiar quem atua em prol do grupo. Nesses casos, são pontuadas desde participações em reuniões internas a invasões e protestos.

Ontem, Serra teve a companhia de militantes do MSTI ao visitar um conjunto habitacional em Heliópolis, na zona sul da cidade. Eles usavam adesivos da campanha e empunhavam bandeiras com o nome de Serra.

Moradores relataram que os participantes receberam 300 pontos pela presença. A informação foi confirmada à Folha por uma funcionária do MSTI na sede do grupo.

O presidente do grupo, Maksuel José da Costa, no entanto, negou que a atividade fosse valer pontos.

AGRADECIMENTO

Após Costa ser entrevistado pela reportagem, sua funcionária mudou de versão e disse não saber se o evento de ontem seria pontuado.

Embora insista que não houve benefício aos militantes que acompanharam Serra ontem, Costa admitiu que o expediente já foi utilizado em outro ato da campanha do tucano.

Em setembro, Serra foi a um evento do grupo em uma quadra de escola de samba do Ipiranga, usada para reuniões do MSTI. Na ocasião, prometeu a construção de cinco mil moradias, caso eleito. Segundo Costa, os militantes que lotaram a quadra receberam 300 pontos cada um para participar do ato.

"[Ontem] Não foi pontuado porque era um ato de agradecimento ao Serra pelo que ele fez. Tomei o cuidado de não dar os pontos porque ele está na reta final da campanha e podem distorcer as coisas", disse Costa.

Questionado sobre por que utilizou outro critério no ato de setembro, disse que a direção do movimento considerou aquela reunião um ato organizado pelo grupo. "Hoje [ontem] a gente só foi acompanhar. Não teve reunião para organizar, não teve nada."

Diretora da Habi-Social, órgão da Secretaria Municipal de Habitação responsável pela negociação com os movimentos populares, Nancy Cavallete diz que, mesmo quando a prefeitura firma convênios com associações, a indicação de nomes dos movimentos não basta para garantir acesso aos programas.

"Os nomes da lista também tem de estar dentro dos critérios dos programas", afirmou. "Muitos são indicados e rejeitados."

Procurada, a campanha de Serra não respondeu.

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Ministério Tucano aprova chacina da ROTA tucana


Ministério Público não vê abuso em ação da Rota 
Mortes em Várzea não serão denunciadas

VALMAR HUPSEL FILHO

O Ministério Público de Campinas não vê indícios de abuso por parte dos policiais da Rota (grupo de elite da PM paulista) que participaram da ação que resultou na morte de nove pessoas em uma chácara em Várzea Paulista (a 54 km de São Paulo), no dia 11 de setembro.

A menos que haja mudança nas investigações, a Promotoria não vai oferecer denúncia contra os policiais, informou o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado de Campinas, Ricardo Schade, que segue o caso.

Schade ressalta que essa posição não é conclusiva, já que o inquérito ainda está em curso."Se não houver novidade, a tendência é essa."

Segundo o promotor, os cinco presos na operação devem ser processados por tráfico de drogas e porte de ilegal de arma de fogo.

Quarenta policiais participaram da ação que tinha como objetivo estourar um "tribunal do crime" contra um suspeito de ter estuprado uma garota de 12 anos.

A ação foi testemunhada pela garota e pelos pais dela. Os nove foram mortos em confronto, segundo a polícia. Ontem, a Delegacia de Investigações Gerais fez a reconstituição da ação. Foram analisadas as versões de policiais e testemunhas.

Segundo o promotor, a versão que prevalece é a de que os policiais foram recebidos a tiros e reagiram. A previsão é que o inquérito seja encerrado em novembro.
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Associação beneficiou sem-teto para apoiar José Serra


Quem viu meia dúzia de senhorinhas vestindo camisetas  do do Movimento dos Sem-Teto do Ipiranga (MSTI), ao lado do candidato José Serra(PSDB), não imaginou que, cada uma ganhou um "brinde" para declarar apoio ao tucano.
Na última quarta-feira, Serra se reuniu mais uma vez com o MSTI. Segundo moradores, os participantes receberam 300 pontos por estarem lá, o que foi confirmado por uma funcionária da associação à publicação. Em um evento de campanha realizado em 16 de setembro, Serra esteve com o movimento e afirmou ter se filiado à causa, além de prometer a criação de moradias em um terreno da Petrobras.

A história

O jornal  Folha de São Paulo, edição dessa quinta feira (18), conta que, a ssociação privilegia com pontos em ranking interno integrantes que participam de eventos da campanha de José Serra.Lista é usada por grupo para indicar nomes a programa de habitação; relação não garante escolha, diz prefeitura

Uma associação que ajuda sem-teto a ter acesso a programas habitacionais da Prefeitura de São Paulo dá preferência a militantes que participam da campanha do candidato do PSDB, José Serra.
Os integrantes do Movimento dos Sem-Teto do Ipiranga (MSTI) que vão a eventos do tucano ganham pontos em um ranking interno que define quem será indicado pelo grupo a programas de moradia popular.

O MSTI atua para firmar convênios com a prefeitura para construção de moradias. O movimento busca terrenos para sugerir parcerias em regiões carentes da cidade. Quando a negociação dá certo, o grupo tem direito a indicar possíveis mutuários.

Os nomes são submetidos pelo grupo à prefeitura e avaliados segundo os critérios de cada programa, como renda e vulnerabilidade social.

Com 11 mil filiados, o MSTI usa os pontos para ordenar essa lista de indicações. O critério também é adotado por outros movimentos de moradia popular sob o argumento de que é a única forma de beneficiar quem atua em prol do grupo. Nesses casos, são pontuadas desde participações em reuniões internas a invasões e protestos.

Ontem, Serra teve a companhia de militantes do MSTI ao visitar um conjunto habitacional em Heliópolis, na zona sul da cidade. Eles usavam adesivos da campanha e empunhavam bandeiras com o nome de Serra.

Moradores relataram que os participantes receberam 300 pontos pela presença. A informação foi confirmada à Folha por uma funcionária do MSTI na sede do grupo.O presidente do grupo, Maksuel José da Costa, no entanto, negou que a atividade fosse valer pontos.

Agradecimento

Após Costa ser entrevistado pela reportagem, sua funcionária mudou de versão e disse não saber se o evento de ontem seria pontuado.Embora insista que não houve benefício aos militantes que acompanharam Serra ontem, Costa admitiu que o expediente já foi utilizado em outro ato da campanha do tucano.

Em setembro, Serra foi a um evento do grupo em uma quadra de escola de samba do Ipiranga, usada para reuniões do MSTI. Na ocasião, prometeu a construção de moradias em terreno da Petrobras,  Segundo Costa, os militantes que lotaram a quadra receberam 300 pontos cada um para participar do ato.

"[Ontem] Não foi pontuado porque era um ato de agradecimento ao Serra pelo que ele fez. Tomei o cuidado de não dar os pontos porque ele está na reta final da campanha e podem distorcer as coisas", disse Costa.

Questionado sobre por que utilizou outro critério no ato de setembro, disse que a direção do movimento considerou aquela reunião um ato organizado pelo grupo. "Hoje [ontem] a gente só foi acompanhar. Não teve reunião para organizar, não teve nada."

Diretora da Habi-Social, órgão da Secretaria Municipal de Habitação responsável pela negociação com os movimentos populares, Nancy Cavallete diz que, mesmo quando a prefeitura firma convênios com associações, a indicação de nomes dos movimentos não basta para garantir acesso aos programas.

"Os nomes da lista também dem de estar dentro dos critérios dos programas", afirmou. "Muitos são indicados e rejeitados."Procurada, a campanha de Serra não respondeu.
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