Indulto de Natal pode beneficiar mensaleiros


Integrantes do Ministério Público que tentam limitar o alcance do indulto — o perdão da pena a partir de uma decisão do presidente da República — temem que os próximos decretos presidenciais beneficiem réus do mensalão condenados à prisão. Um grupo de promotores de Justiça e procuradores da República propôs ao Ministério da Justiça a proibição para conceder indulto a condenados por corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional, principais acusações debatidas na ação penal do mensalão em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

O indulto é uma atribuição do Executivo. A cada fim de ano, o presidente publica um decreto em que garante o perdão ou a redução da pena, com base em critérios definidos pelo próprio governo. Primeiro, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) — vinculado ao Ministério da Justiça — recebe sugestões em audiências públicas e elabora uma minuta do decreto. O documento, então, é encaminhado ao ministro da Justiça. Ao fim do debate, o presidente publica o decreto em dezembro, em alusão ao Natal.

O decreto atual — o primeiro assinado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo — permite que presos condenados a até oito anos de detenção sejam indultados, desde que tenham cumprido um terço da pena. Pessoas sentenciadas a penas entre oito e 12 anos também podem receber o benefício, caso o crime tenha sido praticado “sem grave ameaça ou violência”. Há ainda possibilidades de perdão seguindo critério de idade ou a necessidade de tratamento médico.
Três casos analisados pelos procuradores mostram como os réus podem se beneficiar. Presidente nacional do PTB e delator do esquema de compra de votos no Congresso, Roberto Jefferson seria indultado automaticamente por questões de saúde. O ex-deputado enfrenta um câncer no pâncreas. A pena do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, pode ser inferior a 12 anos, o que o habilitaria ao indulto.
É também o caso do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado pelos mesmos crimes. A dosimetria aplicada pelo ministro Cezar Peluso, indica uma pena de 12 anos e um mês de reclusão em regime fechado. Uma mínima redução da pena em plenário e Pizzolato poderá ter perdoados dois terços da mesma.
O procurador regional da República Douglas Fischer, com atuação no Rio Grande do Sul, afirma haver “muitos casos de indultados condenados por corrupção”. “É possível que réus do mensalão sejam beneficiados por indulto. As chances são muito grandes, inclusive de progressão da pena”, afirma Fischer, que auxiliou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, com um estudo sobre a responsabilização de réus em casos de provas indiretas de participação no crime.
O procurador da República Daniel de Resende Salgado, com atuação no estado de Goiás, concorda com a “grande possibilidade” de os réus do mensalão cumprirem apenas uma parte da pena. “A presidente da República assina compromissos internacionais de combate à corrupção e a crimes contra o sistema financeiro, mas passa um sinal contrário à sociedade quando indulta esses crimes”, critica Resende.

Minuta do decreto de 2012 não altera tipos de crimes
Advogado do ex-deputado Roberto Jefferson na ação penal do mensalão, Luiz Francisco Barbosa afirma que, “em tese”, está considerando a possibilidade de recorrer ao indulto em caso de condenação de seu cliente a uma pena privativa de liberdade. O defensor, porém, diz acreditar na absolvição de Jefferson.
Já o advogado do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), Alberto Toron, diz não ser possível falar de indulto enquanto não for publicado o novo decreto presidencial, previsto para dezembro. “Esse benefício só existe depois do cumprimento de uma parte da pena. Seria uma leviandade eu me adiantar sobre esse assunto”, diz Toron.
A minuta do decreto deste ano foi encaminhada agora em setembro ao gabinete do ministro da Justiça. O conselho praticamente não alterou o teor do decreto vigente, o que significa que condenados por corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro poderão ser indultados em 2013. Por ano, de 4 mil a 5 mil presos recebem o benefício. “A vedação expressa dos crimes não deve ser no decreto, o que seria inconstitucional. Isso deve ocorrer na lei, com a inclusão no rol de crimes hediondos do Código Penal. No caso dos mensaleiros, o tempo da pena vai ser mais determinante do que o tipo de crime cometido”, diz Herbert José Carneiro, presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.
Procuradores da Repú­­blica encaminharam ao senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) anteprojeto que impede perdão de pena em casos de corrupção e lavagem de dinheiro. “Vou encampar a ideia de restringir a amplitude do decreto de indulto”, diz o senador.
Agência O Globo


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Eleição em Pau dos Ferros traz antigos rivais políticos se digladiando pelo Executivo.

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Fabrício e Zélia realizaram comício na Rua Hemetério Fernandes.


Neste sábado (22), os candidatos a Prefeito e Vice-prefeita de Pau dos Ferros, Fabrício Torquato e Zélia Leite, respectivamente, realizaram um grande comício na Rua Hemetério Fernandes que teve início por volta das 19 horas.

Em seguida, houve passeata pelas principais ruas da cidade até o Largo da Cultura, onde foi encerrada a mobilização dos candidatos da Coligação "Trabalho e Progresso".

Além dos candidatos Fabrício e Zélia, participaram do evento político o Deputado Federal, Felipe Maia, o Prefeito Leonardo Rego, candidatos a vereadores da Coligação e lideranças locais.

Em seu discurso, Fabrício seguiu em sua linha de apresentar propostas para manter Pau dos Ferros sempre crescendo: 

"Para esta missão, tenho certeza que vamos continuar contando com a ajuda de Leonardo, Getúlio, Felipe Maia, José Agripino e, também, os vereadores da coligação, que vão, de mãos dadas, seguir para construir o melhor para Pau dos Ferros", finalizou. 

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Clarão no céu continua intrigando pernambucanos e alagoanos


Ilusão de ótica, fragmentos de meteoros ou luzes de satélites. Essas são apenas três entre as várias explicações possíveis para o clarão visto na noite desse sábado (22) em vários municípios de Pernambuco e Alagoas.
Pouco depois de rasgar o céu nos dois estados, por volta das 19h30, o objeto já era considerado por muitos no Facebook um meteorito. Alguns internautas até contaram ter visto a queda do objeto de perto.
A família do estudante pernambucano Guilherme Barros estava tomando banho de piscina no Cabanga, na Zona Sul, quando o primo de 1 ano, João Koury, apontou para o céu. Os parentes olharam e avistaram uma bola de luz esverdeada, segundo Guilherme. "Pensamos que eram fogos (de artifício). Era uma luz caindo, como se fosse um objeto muito leve", conta. O estudante não conseguiu distinguir a forma do suposto meteorito que caía ao sul. "Só dava para ver a luz. E que era muito grande", diz.
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Recifenses veem objeto voador não identificado
Apesar da polêmica nas redes sociais sobre o "meteorito", o astrônomo Antônio Carlos Miranda não acredita que o objeto foi um asteroide. "Há várias agências vigiando o céu e nenhuma delas registrou o fato", explica. Miranda alerta, entretanto, que ainda fará pesquisas sobre o episódio. As principais agências brasileiras a que se refere são o Observatório Nacional, Instituto de Astronomia e Geociências da Universidade de São Paulo (IAG-USP) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Entre as internacionais, está a Nasa.

Para ele, o clarão visto pode ter sido até uma ilusão provocada pelas nuvens. "Há algumas muito finas que não podem ser vistas. Quando se posicionam na frente de algum astro que esteja brilhando, podem refletir a luz", esclarece.

O astrônomo atribui o clarão que deixou pernambucanos e alagoanos curiosos também a luzes emitidas por satélites de observação espacial ou a fenômenos relacionados à chuva. "Se tivesse sido visto durante o dia, poderia ser ainda uma descarga elétrica provocada pela colisão entre nuvens", acrescenta.

O diretor do Espaço Ciência, Antônio Carlos Pavão, disse ainda que, se a queda foi vista, o objeto pode ter sido algum fragmento de satélites artificiais, que, com o atrito ao entrar na atmosfera podem ter provocado o fenômeno.

Mesmo com tantas hipóteses, ainda não foi comprovado que o clarão não se tratou da queda de um meteoro. Se sim, várias pessoas podem ter visto a queda tanto no litoral alagoano quanto na Região Metropolitana do Recife. "Quando um meteoro cai, se fragmenta e pode se espalhar por vários lugares dentro de uma mesma região", afirma Pavão.

EXPOSIÇÃO - O Espaço Ciência tem alguns meteoros expostos. Um deles está no Complexo de Salgadinho, que é aberto a visitação das 8h às 12h e das 13h às 17h durante a semana. Nos finais de semana, o horário de funcionamento é das 13h30 às 17h. Os outros estão no Observatório Astronômico da Sé, que fica aberto ao público das 16h às 20h, com exceção das segundas-feiras. Segundo Pavão, as exposições trazem explicações sobre esses fenômenos.
NE10
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Robinson e Fábio Faria fazem campanha no RN com Presidente Nacional do PSD, Gilberto Kassab.


O presidente estadual do PSD, prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, acompanhado do vice-governador Robinson Faria e do deputado federal Fábio Faria, participou neste sábado (22) de campanha eleitoral em Parnamirim, com o prefeito candidato à reeleição, Maurício Marques (PDT) e Lucinha (PSD).

Kassab também se reuniu com o ex-prefeito de Natal e candidato Carlos Eduardo. Depois, seguiu com Fábio Faria para a região Seridó, prestigiar prefeitáveis do PSD. "Nosso partido tem grandes representantes e nessas duas cidades, vimos a força da militância do PSD", avalia Fábio Faria.

Em Jardim do Seridó, uma multidão seguiu em passeata até o Centro com o candidato a prefeito Amazan e o vice Dr.Edmar, ambos do PSD. Gilberto Kassab disse estar impressionado com a grande mobilização popular e apoio ao seu partido.

Kassab também acompanhou Fábio Faria em comício na cidade de Parelhas, onde Humberto Gondim e Nega de Vinô levaram milhares de pessoas por diversas ruas da cidade.



Da assessoria de comunicação
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