O Aborto da Mídia

O debate entre Dilma e Serra, o Terrível, (na Rede TV!, no domingo de 18 de outubro) marcou uma ligeira mudança de postura entre os dois candidatos. Basicamente, ambos entenderam que ficar na TV falando de aborto já não rende mais tantos votos.

77% das lideranças anti-aborto são homens. 100% deles nunca irão engravidar.

Na verdade, o tema é desnecessário. Para Serra, o Terrível, o estrago já está feito, afinal ele já conseguiu imprimir na testa da Dilma a palavra "aborto". E para ele é melhor não ficar mais atinçando tanto esse assunto, pois não dá para apresentar como única proposta de governo para o Brasil a manutenção da criminalização do aborto (digamos que o Brasil tem preocupações mais urgentes que essa).

Já para Dilma, a "assassina de criancinhas", quanto menos se tocar nesse assunto, tanto melhor! Afinal, por conta de representar o perigo do aborto (dos soviéticos e da bomba atômica), ela perdeu mais votos do que o planejado.

Mas o grande agente dessa histeria anti-aborto/Dilma nós sabemos muito bem quem é! Veja você mesmo!

A VITÓRIA DOS JESUÍTAS
 
É nessas horas em que percebemos que o trabalho de catequese dos jesuítas funcionou mais que qualquer outro elemento da colonização!

Debate eleitoral fedendo a hóstia! Um país de beatas e carolas! A "Marcha da Família com Deus" e a TFP saídas do fundo do porão para disseminar e povo demente, ou melhor, temente a deus! 

 Pois é, Hatzinger! Quanto mais criancinhas melhor, não é mesmo?!

Aliás, recomendo aqui o mais novo blog do pedaço: Por Uma Vida Menos Ordinária., do camarada Giul, um bródi beberrão das antigas! Em seu post inicial, o assunto é exatamente esse: Sagrado e Profano em Política. Lê aí!

Nessas horas, uma mídia golpista corporativa e, obviamente, anti-Dilma, vai intensificar esse irracionalismo religioso contra o aborto. Ou seja, nossa mídia não pensa duas vezes antes de arremessar o Brasil numa moral típica da Idade Média se for para ganhar a presidência. Como dizia Henrique IV, da França, "Brasília bem vale uma missa"!!

O ABORTO DA MÍDIA

 Capa da Veja de outubro de 2010, 
contra o aborto, contra Dilma, pró-Serra

A revista Veja (argh) foi descaradamente a que mais investiu nesse discurso reacionário anti-aborto. Mais uma vez, portanto, fica explícito que é IMPOSSÍVEL confiar nessa revista e em toda essa mídia corporativa tucana!

O blog Tudo em Cima fez uma publicação muito boa desmascarando a Veja. A matéria completa está aqui neste link

Basicamente, na era da Internet fica mais fácil apontar as farsas e as contradições dessa mídia nojenta. Bastou a Veja divulgar a capa "bombástica" demonstrando Dilma como duas-caras que, imediatamente na sequência, pesquisaram e econtraram outra capa da mesma revista, de setembro de 1997, que trazia uma matéria séria sobre o tema, amplamente favorável à liberação do aborto, com confissões abertas inclusive feitas por celebridades! Confira:


"NÓS FIZEMOS ABORTO"

Mulheres de três gerações enfrentam a lei, o medo e o preconceito e revelam suas experiências
- Andréa Barros, Angélica Santa Cruz e Neuza Sanches

ELAS RESOLVERAM FALAR. Quebrando o muro de silêncio que sempre cercou o aborto, oito dezenas de mulheres procuradas por VEJA decidiram contar como aconteceu, quando, por quê. Falaram atrizes, cantoras, intelectuais mas também operárias, domésticas, donas de casa. Falaram de angústia, de culpa, de dor e de solidão. Também falaram de clínicas mal equipadas, de médicos sem escrúpulos, de enfermeiras sem preparo, de maridos e namorados ausentes. A apresentadora Hebe Camargo contou que, quando era uma jovem de 18 anos, ficou grávida do primeiro namorado e foi parar nas mãos de uma curiosa que fez a cirurgia sem anestesia nem cuidado. A atriz Aracy Balabanian, a Cassandra do Sai de Baixo, ficou grávida quando estava chegando aos 40 anos e dando fim a um longo relacionamento. Resolveu fazer o aborto, convencida de que a criança não teria um bom pai nem ela seria capaz de criá-la sozinha. Metalúrgica da Força Sindical, a mineira Nair Goulart, 45 anos, fez dois abortos nos anos 70 por motivos econômicos. Ela e o marido, também operário, ganhavam pouco, viviam num quarto de despejo e não teriam meios de educar nenhum filho.

Quando o Congresso brasileiro debate a regulamentação de uma legislação que autoriza a realização de aborto apenas em caso de estupro e de risco de vida para a mãe como está previsto no Código Penal desde 1940 , a disposição das mulheres que falaram a VEJA não é apenas oportuna, mas também corajosa. Embora o 1º Tribunal do Júri de São Paulo, o maior do país, já tenha completado mais de uma década sem condenar nenhuma mulher em função do aborto, a legislação estabelece para esses casos penas que vão de um a três anos de prisão. E a maioria delas não fez aborto pelos motivos previstos em lei, mas porque, cada uma em seu momento, cada uma com sua história pessoal, considerou as circunstâncias e concluiu que interromper a gravidez era uma saída menos dolorosa do que ter um filho que não poderia criar. (a reportagem continua neste link).


E atenção! Nosso dedo na cara da revistinha dispensável não para por aqui não!

Pesquisando um pouco mais pela Internet, os incríveis redatores d'A CORTIÇA encontraram por aí uma edição ainda mais recente da revista Veja (argh) defendendo o aborto. Trata-se de uma edição de janeiro de 2009 (isso mesmo, ano passado, ainda ontem)!

 
 A edição apresenta os depoimentos de Malcolm Montgomery, ginecologista do Hospital Albert Einsten, Osmar Ribeiro Colás, obstetra da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Jorge Andalaft, ginecologista da Casa da Saúde da Mulher, da UNIFESP, todos eles apontando os problemas da criminalização do aborto.Thomaz Gollop, ginecologista e professor de genética médica da USP, ainda afirma na revista: "Essa polêmica é infrutífera, pois o aborto sempre existirá, independentemente de qualquer conclusão científica, dogma religoso ou convicção ética. O aborto é acima de tudo uma questão de foro íntimo, uma decisão exclusivamente pessoal da mulher"!

Na reportagem entrevistaram ainda algumas mulheres que relatam sobre seus aborotos. Entre elas, a atriz Luiza Brunet comentando sobre o aborto que ela fez quando tinha apenas 17 anos...

 
A edição da Veja (argh), nessa sua militância de outrora pró-aborto, apresenta um mapa bem interessante do aborto no mundo. Vejam só que interessante (cliquem na imagem que ela amplia, dã!)


Enfim, para baixar essa edição, é só clicar aqui. MAS, CUIDADO: trata-se de mais uma daquelas edições da Veja (argh) carregadas de ataques ao MST e de todo aquele tró-ló-ló tucano de enojar qualquer um!

O que mudou então? Por que será que a revista, que antes tentava convencer a classe média de que a descriminalização é o melhor remédio, agora altera toda sua postura e aponta o aborto como "coisa da Dilma"? Fácil! Como disse André Lux: "Que a revista Veja não passa de um panfleto da extrema direita tupiniquim, atualmente a serviço da campanha de José Serra, ninguém tem mais dúvida. O objetivo é claro, mostrar que Dilma é "do mal", a favor de "matar criancinhas", além de mentirosa e incoerente".

O ABORTO DE SERRA

Nós, aqui d'A CORTIÇA, defendemos a mesma opinião do link abaixo
Trata-se da entrevista que a Kehl deu à Carta Capital depois de ser censurada despedida do Estadão. Em dado momento da entrevista a psicanalista apavora e manda na lata "O que me espanta é o atraso da sociedade brasileira. E a ignorância aí é apoiada pelo Serra de misturar questões religiosas com questões políticas. Como é que as igrejas começam a pautar a lei agora? Uma coisa é eles decidirem o que é pecado e o que não é, outra coisa é eles decidirem o que é ilegal e o que não é."

Mas será que Serra, o Terrível, é assim tão contra o aborto realmente? Longe dos holofotes, parece que ele é bem mais a favor do que ele tenta parecer dentro da igreja!

De forma explosiva, o jornal Folha de S.Paulo publicou no sábado de 16 de outubro reportagem intitulada "Monica Serra contou ter feito aborto, diz ex aluna." A matéria é da colunista Monica Bergamo e ocupa a metade inferior da página 10. A ex-aluna é Sheila Canevacci Ribeiro, de 37 anos, que teve Monica Serra como professora de dança na Universidade de Campinas (Unicamp).


De acordo com Sheila, Serra não respeitava "tantas mulheres começando pela sua própria mulher. Sim, Mônica Serra já fez um aborto", relatou a ex-aluna em texto republicado por sites e blogs ao longo da semana e que agora teve sua veracidade de autoria confirmada pela Folha. A colunista Monica Bergamo relata ter conversado não apenas com Sheila, mas também com outra das ex-alunas de Mônica Serra que ouviram o relato da então professora sobre o aborto. À Folha, está dito na reportagem, "a bailarina diz que confirma 'cem por cento' tudo que escreveu" em seu Faceboook.

Depois dessa matéria de 16 de outubro, quanto tempo 
será que a Monica Bergamo vai durar na Folha?

Além desse novo escândalo de hipocrisia tucana, a famíla Serra ainda terá de encarar as declarações de Soninha Francine (apresentadora de TV, ex-PT, atual coordenadora de campanha de Serra, o Terrível) confirmando à revista Trip Para Mulheres (TPM), nº41, que já fez aborto. Veja a matéria clicando aqui.


 
E agora, José? Como o Serra irá reagir a tudo isso? Será que sua amada esposa vai sair por aí gritando que a coordenadora de campanha de seu maridinho é pró-aborto? O que a Luiza Brunet, a Hebe Camargo "assassinam criancinhas"?

Não! O melhor é se calar de forma incorrigivelmente hipócrita e canalha e deixar a fama de maníaca para Dilma. Afinal, há toda a mídia para ajudá-lo nisso e manter a população nesse estado de cretinismo mental em que se encontra.

O ABORTO DOS OUTROS

E para tentar jogar ainda mais gasolina nessa fogueira (só para ver se ilumina mais, hehe), recomendamos a todos nossos assíduos leitores que assistam ao documentário "O Aborto dos Outros"! Fundamental para a discussão atual sobre a descriminalização do aborto.

Realizado em 2008, por Carla Gallo, o documentário percorre situações de aborto dentro de hospitais públicos que atendem mulheres vítimas de estupro, interrupções de gestações em casos de má-formação fetal sem possibilidade de sobrevida após o nascimento e abortos clandestinos. Ao mostrar os efeitos perversos da criminalização para as mulheres, o longa aponta a necessidade urgente de revisão da lei brasileira.

Para baixar, basta clicar no link abaixo



Já dizia Macunaíma: Muita Hipocrisia, pouca informação, os males do Brasil são!
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O MANIFESTO DAS MULHERES – ELAS ESTÃO COM DILMA

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Somos milhões de mulheres como Dilma

A onda de difamação e boataria que tem marcado a campanha contra a candidata a presidente Dilma Rousseff é um enorme retrocesso na vida política do país.
Vemos, indignadas, as tentativas de desqualificá-la e de transformar uma campanha democrática em uma “guerra suja”.
Comprovamos, indignadas, como as camadas mais retrógradas da sociedade brasileira não suportam as transformações que o governo Lula – com Dilma – trouxe para o país. Fazendo-o crescer com distribuição de renda e mais justiça social. Mais educação. Mais emprego e moradia. Mais saúde. Mais cultura. Mais comida na mesa dos brasileiros.
Como os ataques e boatos contra a Dilma têm sido, sobretudo, dirigidos a ela em sua condição de mulher, queremos aqui, ao lado de milhões de mulheres brasileiras, defendê-la.
Somos mulheres cidadãs, trabalhadoras, independentes, profissionais, donas de casa. Somos mulheres de todos os feitios, profissões e crenças. Somos mulheres de todas as idades: jovens, filhas, mães, avós e bisavós. Muitas entre nós foram, como Dilma, presas, torturadas, perseguidas, viveram no exílio, na clandestinidade. Muitas, entre nós, viveram, como ela, o mesmo processo de luta contra a Ditadura Civil-Militar que por 21 anos esmagou e envergonhou nosso país. Muitas, entre nós, viveram, como a Dilma, todo o processo de luta que nos trouxe ao país de agora que ela está ajudando a construir. Somos todas Marias, Clarices, Dilmas e Severinas.
Queremos a continuidade das transformações pelas quais o país vem passando. Queremos uma vida melhor para todos os brasileiros. Queremos homens, mulheres, jovens e crianças vivendo felizes em um país de tolerância e justiça social.
O que decidiremos, no dia 31 de outubro, é o aprofundamento dessa alternativa de crescimento com justiça social, ou o retrocesso de crescer concentrando renda e aumentando a miséria do país. É isso o que está em jogo. Por isso, queremos Dilma como presidente!
 .
São Paulo, 16 de outubro de 2010


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DILMA NOCAUTEIA NOVAMENTE O CASAL 20 DA GLOBO

Ovelha não é prá mato...


Percebendo que o casal 20 trapalhão da Globo estava tentando constrangê-la na entrevista feita durante o Jornal Nacional da noite de hoje, utilizando quase todo o tempo para fazer perguntas sobre o caso Erenice e a questão do aborto Dilma, percebendo a sacanagem, além de esclarecer cabalmente as perguntas-pega-ratão feitas pela dupla, partiu para o ataque, demarcando, com firmeza, a diferença entre a postura do governo Lula e o de Serra no que diz respeito à investigação de denúncias de irregularidades, deixando bem claro que no governo Lula elas são imediatamente encaminhadas para investigação pela Polícia Federal, enquanto que os tucanos - e citou literalmente o caso Paulo Preto, sobre o qual Serra ainda não se explicou - não fazem nada para investigar - até mesmo procuram abafar as denúncias de corrupção quando se trata da cambada deles.

Dilma entrou de forma tão precisa que o casal de bufões do JN, surpreendido pela postura da petista, novamente se atrapalhou, como ocorrera na entrevista feita antes do primeiro do turno, um cortando a fala do outro.

Novamente as toupeiras da Globo entraram pelo cano. Como se diz aqui no sul: "ovelha não é prá mato!"

Assista a íntegra da taquarada de Dilma na Globo aqui
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Se eu tenho bronca do Lula ????


Eu tenho bronca do presidente, sim. Antes não tinha. Achava-o apenas sujo, mal lavado, ignorante, boçal, troglodita, inconveniente, atrevido, insolente, mentiroso etc. etc. etc., porém eu punha estas arestas na conta de sua biografia e mudava de canal. Não conseguia compreender como nem por quê a CNBB, a OAB e uma parte da imprensa incensavam aquela pessoa e a transformavam num mito. Quando estourou o caso LURIAN eu acrescentei no meu caderninho: irresponsável.

Um dia Leonel Brizola, derrotado no primeiro turno de uma eleição presidencial, em face da ameaça da eleição de Collor, preconizou o voto útil e mandou que a militância do PDT tapasse o nariz e votasse no sapo barbudo. Eu era presidente do PDT de Uberlândia e admirava Brizola, mas não consegui atender ao seu pedido. A caricatura do sapo barbudo ficou para sempre desenhada no seu portfolio político. Indelével.Num País de grande oradores políticos, aquele exaltado cidadão era apenas um ator da comédia bufa que sabia de cor duas ou três frases de efeito. A informação “aposentado por invalidez” por causa do dedo mindinho sempre me pareceu intriga da direita e eu nunca a apurei. Apenas anotei no meu caderninho, mais uma vez, o fato curioso de ele estar sempre desocupado. Eu havia repassado 300 alunos por dia, dobrando turno na escola estadual de MG, durante 32 anos, para chegar a uma aposentadoria menor do que um salário mínimo. De onde saíra aquele Messias fabricado?

O tempo não só confirmou o que eu pensava como, infelizmente, acrescentou outras considerações desabonadoras. Investido do cargo e dos poderes inerentes e decorrentes do cargo, ele botou as unhas de fora e se revelou por inteiro. Lerdo, esquecido, cego, mudo, mal acompanhado, arrogante, intrometido, globe-trotter contumaz e exigente, inconveniente, inoportuno, desrespeitoso, metido a engraçado, mal assessorado nos assuntos internos e externos, ele foi dizendo patacoadas que caíram na alma da gigantesca camada de brasileiros e brasileiras pobres de grana e pobres de espírito. Estes cidadãos, das camadas de E a Z, se contentaram com cestas, bolsas, vales, tíquetes, esmolas, enfeitadas com bandeiras, marchas messiânicas, quebra-quebra, invasões, saques, desordem generalizada. O cargo lhe deu imunidade e impunidade e ele, generoso, repassou estes benefícios aos desordeiros e aos amigos mais próximos.

Estamos vivendo tempos modernos, preocupantes. Nos últimos cinco anos eu, que não sou ninguém no contexto nacional, viúva, acumulo treze BOs (Boletins de Ocorrência Policial ) com registro de assaltos a mão armada e grandes prejuízos materiais na minha pequena fazenda em Uberlândia, onde resido. Pago/jogo fora, mais de 50% do movimento da minha atividade, para cumprir as exigências da escorchante carga tributária do atual governo. Eu era classe média, agora não sei mais o que sou. E, o que é pior, não tenho sossego para viver nem trabalhar. Nem eu nem meus companheiros de atividade agropecuária. Em nome da reforma agrária uma grande baderna tomou conta da zona rural e ensejou a formação de gangues intocáveis, mantidas com rubricas polpudas de dinheiro público. O documento cartorial de propriedade privada perdeu a validade. O governo inventou índices inatingíveis de produtividade para configurar a improdutividade da terra e justificar o vandalismo dos seus apaniguados. E deixou a abóbora alastrar.

A corte da saparia coacha alto, voa pelo mundo numa suntuosa aeronave presidencial, mete a colher de pau onde não foi chamada, conta piada, faz sucesso no exterior, entretanto não sabe qual é o estoque regulador de alimentos de que dispomos. Não é capaz de mapear a produção. Não nos garante preço mínimo. Não cuida das estradas nem dos portos e aeroportos e vende mal nossas super safras de tudo, nossos minérios, nossos quilowatts de energia hidrelétrica limpa e não renovável.

Nos últimos anos o Brasil conheceu a desesperadora realidade do desemprego. Chegamos a crescer abaixo de ZERO. Quem estava empregado, caiu na informalidade. As estradas estão repletas de acampamentos de sem-terra. Invadem à-toa, apenas para vender aquele chão que nada lhes custou e depois invadir outra propriedade, para vendê-la também. É a Imobiliária MST-MLST, especialista em assentamento improdutivo, parceira e tutelada pelo INCRA desde a primeira invasão. São párias sociais, abandonados. Sem agrônomos, sem sementes, sem mandalas, sem carteira assinada, sem financiamento, vivendo de bicos e de pequenos delitos na vizinhança. Nas horas vagas engrossando o contingente de invasores em novas propriedades. Eu nunca ouvi o presidente dizer uma palavra a respeito desta conflagração nacional.
Neste momento a carteira de trabalho se tornou dispensável no Brasil, sabe por quê? Porque o emprego estável prejudica o recebimento da bolsa-esmola. O presidente milagroso catapultou 34 milhões (?) de miseráveis e, com dez quilos de arroz e um quilo de fubá, os instalou na classe média. Agora a candidata chapa-branca promete erradicar o restante da pobreza em quatro anos. É um delírio!

São oito anos de caos moral e ético no País. Nada completamente novo, que o Brasil nunca tivesse praticado. Aliás nossa história política tem raros momentos de decência e escassos cidadãos ilibados. O fato novo é a escancarada intervenção do presidente em defesa de sua gangue, vociferando contra a imprensa, a justiça, o congresso, a Constituição, a sociedade civil organizada. E agora, no apagar das luzes, ei-lo travestido de garoto-propaganda em tempo integral, usando com naturalidade todos os mecanismos do governo para empurrar goela abaixo uma candidata que não tem luz própria, nem é petista, que ouviu a galinha cantar, mas não sabe cadê o ovo. Uma gordinha inimiga das instituições desde quando era de-menor. Bonitinha, é verdade, mas beleza não põe mesa.

Uma campanha messiânica começa a rotular a pupila do Sr. Presidente com o codinome de MÃE. Aí já é demais! O desconfiômetro deles pulou a janela e virou a esquina. Nem daqui a 50 anos o Brasil conseguirá limpar da alma do nosso povo esta nódoa maligna de conformismo raivoso e vingativo que o sapo barbudo impingiu na alma das camadas E a Z. Alguém deles leu O PRÍNCIPE, de Maquiavel. Com certeza.

Antes havia pobres por aqui. Milhares. Miseráveis. Porém eles aspiravam a uma superação pessoal. Hoje eles se acomodaram, cruzaram os braços. Esperam que tudo lhes caia do céu. As cotas universitárias revitalizaram o apartheid. Ao invés de injetar recurso no ensino público, a máquina de sedução que vira voto criou o PRO UNI e fez proliferar as faculdades medíocres. Num país sem planejamento familiar, a juventude superlota os presídios. A guerra fratricida faz trincheira em cada esquina. A classe A levanta as muralhas de seus condomínios fechados. A classe média paga imposto deduzido na fonte, tem plano de saúde e previdência privada. Viver ficou perigoso demais. Caro demais. O resto são 70% de brasileiros e brasileiras ingênuos que caíram no mais moderno conto do vigário: o do marketing político institucional. A estes lhes bastam, hoje, como na Roma Antiga, migalhas de pão e algum futebol, já que o circo também morreu.

Brizola jamais poderia suspeitar que ele faria do caçador de marajás seu líder no senado. Que o tesouro nacional acumularia montanhas de dólares obtidos de alíquotas e das taxas de juros mais altas do mundo. Que a rede bancária nacional e internacional iriam ao paraíso. Que a poupança renderia 0,65% e os cartões de crédito chegariam a cobrar 12% ao mês, capitalizados, claro, o que dá nada menos de 389,59% ao ano...Quando menor a renda do financiado, maior o percentual de juros cobrado. O acesso da classe mais baixa ao crédito, portanto, só fez por aumentar os lucros fabulosos das financeiras, administradoras de crédito e demais sócios do clube da agiotagem consentida pelo poderoso goiano Meireles e seu Banco Central.

Cinqüenta anos para consertar esta mentira política talvez não sejam suficientes. Por tudo isto é que no dia 31 de outubro temos que comparecer em nossa sessão eleitoral e dizer um rotundo NÃO ao sapo barbudo. Se não for para ganhar a eleição, que seja para saber com certeza quantos somos, nós, que não perdemos a lucidez nem caímos no conto do vigário apregoado por um sapo que virou príncipe e que, de dentro do seu palácio e da sua nave espacial ultra sofisticada, fez, despudoradamente, dia após dia durante oito anos, o ELOGIO DA VAGABUNDAGEM.

Martha de Freitas Azevedo Pannunzio – CPF 394172806-78 - Uberlândia, 30/set../2010

A VERDADE SUFOCADA
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Censura de Expressão

A CORTIÇA continua radicalizando e lança a campanha "EU CUSPO EM TUCANO"!

 
Poizé, o assunto não é outro! Deixamos para outros  falar dos mineiros do Chile, ou melhor, ignorar as péssimas condições de trabalho dos mineiros do Chile e do mundo todo, falando apenas de 30 "afortunados"!

Aqui, no blog mais vil do quarto andar do meu prédio, falaremos novamente (e sempre que for necessário) mal do tucanato, de seus mantenedores e seus asseclas e de suas mães! 

Sei que pode parecer repetitivo, mas, convenhamos, nós aqui da redação d'A CORTIÇA não aguentamos mais ter sempre o mesmo pesadelo. Todas às noites chega um vampiro chamado Conde Serra, o Terrível, e faz do Brasil sua monarquia cheia de zumbis sorridentes!

Mas então vamos explicar porque esses tucanos merecem um CUSP no meio da testa!

CENSURA DE EXPRESSÃO

Dentre os discursos mais hipócritas do eleitor PSDBozo é sobre a ditadura stalinista nos meios de comunicação. Vocês se lembram que, no começo de 2010, o Instituto Millenium promoveu, em São Paulo, um seminário com representantes do mass-media nacional? Bom, para quem não se lembra, o nome do evento era "Democracia e Liberdade de Expressão" e lá concluíram que PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia. Até aí, nenhuma novidade, pois isso sempre foi afirmado ao longo dos oito anos de Lula. Mas em ano eleitoral a cólera tucana fica mais corrosiva.

De acordo com eles, existe o chamado "risco Dilma", ou seja, se a Dilma for eleita o "stalinismo" será implantado no Brasil. Para evitar que  isso ocorra, Arnaldo Jabor, em sua fala, apresenta a estratégia: "Tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois. Nossa atitude tem que ser agressiva".

Para quem não se recorda desse evento, acesse nossa publicação no link abaixo

Mais recentemente, no fim de setembro, houve nas Arcadas do Largo de São Francisco, em São Paulo, o Manifesto em Defesa da Democracia. A PM afirma que não havia mais de 100 pessoas (e eu  passei por lá no dia, acho que não havia sequer cinquenta), mas, para os organizadores, mais de MIL tucanos sem-cérebro compareceram para dizer no microfone que o Lula é fascista (sendo que ele foi comparado com Mussolini), um caudilho, autoritário, opressor, violador da Constituição. Só faltou falar das bombas atômicas de Moscou!

Adianta chamar esses cretinos de "MALDITOS HIPÓCRITAS"?... Ou seria melhor cuspir neles?...

 
Enquanto os tucanos (e sua classe média burra e assustada) ficam latindo sobre os perigos que Lula e Dilma representam à liberdade de expressão, essa turma do PSDBosta já está censurando todo mundo que questiona suas políticas!

Fazendo um retrospecto rápido aqui mesmo n'A CORTIÇA, já falamos sobre como a Fundação Padre Anchieta, desde que vem sendo presidida por João Sayad, já cortou a cabeça de dois jornalistas.

O primeiro ser demitido foi Gabriel Priolli, ex-diretor de jornalismo da TV Cultura. O motivo de ter sido mandado embora foi fazer uma matéria sobre os pedágios de São Paulo. Tendo em vista que sua reportagem poderia afetar a campanha de Serra, o Terrível, censuraram a matéria previamente e mandaram o jornalista embora! Simples assim!

Na sequência, foi a vez do Heródoto Barbeiro. No programa Roda-Viva, de 21 de junho,  Heródoto teve uma breve discussão com Serra, o Terrível, sobre o preço dos pedágios. Resultado: demitiram o jornalista e para apresentar o programa no seu lugar colocaram a Ma-rí-li-a Gabrielaaaa!.... Disgusting!

ENTREVISTADO: "Quando Lula assumiu o primeiro mandato, em 2002, a economia brasileira não estava na situação desesperadora da americana de 1933, mas contabilizava algo como 12% de desemprego da população economicamente ativa e vinha de um período de quase 20 anos de medíocre crescimento, com a renda per capita praticamente estagnada. Oito anos depois (e 15 milhões de empregos a mais), os resultados são visíveis: queda acentuada das taxas do desemprego (para menos de 7% da população economicamente ativa), crescimento da renda e dos níveis de consumo da população, recuperação da autoestima do trabalhador e uma sociedade que adquiriu condições de oferecer uma substancial melhora na distribuição de oportunidades. Isso, tendo atravessado a segunda pior crise da economia mundial dos últimos 80 anos, com o PIB crescendo em 2010 acima de 7%.
ENTREVISTADORA: "Maaasss..... Você já fez cirurgia plástica?"

Entenda todos passos dessa censura e do fim do Roda-Viva (que virou o Cara à Cara da M.Gabriela) lendo esses dois posts abaixo

E a censura que o PSDB vem exercendo sobre a imprensa não acaba nisso não. O evento mais recente ocorreu no jornal Estado de S. Paulo, ou melhor, no "Estrago de SP"!

Em 26 de setembro, o jornal em questão lançou um editorial chamado "O Mal a Evitar", que você pode ler (não antes de pegar o saco de vômito) clicando no link aqui. Basicamente, é um ataque ao Lula, por ele ter afirmado que a Imprensa "se comporta como um partido político", e uma declaração  de apoio explícita e assumida do jornal à candidatura de Serra, o Terrível. O editorial termina assim: E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.

 No jornal Estado de S. Paulo, já se explica didaticamente qual mal a evitar há um século. Notável!

Se num primeiro momento poderíamos chamar de louvável a atitude do "Estragão" por, diferentemente de outros veículos de comunicação, não simular imparcialidade, a história declina para mais um triste caso de censura! 

A psicanalista Maria Rita Kehl, que era articulista do jornal, utilizou de seu espaço no mesmo jornal  para, em 02 de outubro, contestar o editorial acima e redigir um artigo excelente chamado "Dois Pesos...". No artigo ela defende o Bolsa-Família, critica as alites e encerra dessa forma: Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos. Leia o artigo completo aqui.

Resultado? Alguns dias depois, Maria Rita Kehl foi mandada embora do jornal Estado de S.Paulo! Isso mesmo! Novamente, em um curto espaço de tempo, o PSDB se utiliza de suas articulações na mídia para censurar quem não concorda com sua política!

Leia a entrevista coma psicanalista dada ao Terra Magazine no link abaixo
Na entrevista, entre outros pontos, ela questiona "Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?"

Entrevistada pelo Estadão em abril de 2009. Bons tempos aqueles, hein, Estragão!!

Ainda sobre Maria Rita Kehl, vale conferir a entrevista que ela concedeu à Carta Capital no link abaixo
Em determinado momento da conversa, a psicanalista apavora e manda na lata "O que me espanta é o atraso da sociedade brasileira. E a ignorância aí é apoiada pelo Serra de misturar questões religiosas com questões políticas. Como é que as igrejas começam a pautar a lei agora? Uma coisa é eles decidirem o que é pecado e o que não é, outra coisa é eles decidirem o que é ilegal e o que não é."

Adianta chamar esses cretinos que enxergam ameaça a liberdade de expressão nas políticas dos outros de "MALDITOS HIPÓCRITAS"?... Ou seria melhor cuspir neles?.


E o que falar então quando essa censura se extende à Internet? Exatamente! O que podemos dizer quando a censura até o suposto lugar da plena liberdade de expressão?

Poizé, a Folha de S. Paulo não perde tempo também para censurar aponta suas falhas! Consegiu tirar do ar o site "Falha de São Paulo", dos irmãos Lino e Mario Bocchini. No site eles ironizam a cobertura que o jornal Folha tem (de)feito das eleições presidenciais. Acabou na Justiça. A criação do site "Falha de São Paulo", com montagens de capas do jornal e outras sátiras, rendeu um processo movido pelos advogados da Folha.

"Fizemos, por exemplo, uma montagem de Otavinho Frias de Darth Vader", diz Lino. "A Folha, o maior jornal do país, colocou um enorme escritório de advocacia para abrir um processo de mais de 80 páginas e censurar um pequeno blog", continua o idealizador da paródia.


Sob a pena de multa diária de R$1.000,00 caso o blog continuasse no ar, os donos resolveram encerrar as atividades. A reação de outros blogueiros foi  imediata. O Boteco Sujo, blog do jornalista Fausto Salvadori Filho, criou o movimento "Censura eu, Folha". Já que o Falha de São Paulo foi proibido, o objetivo é veicular as imagens que precisaram ser tiradas do ar em outros blogs. "A Folha vai ter muito trabalho se quiser censurar a internet".

A propósito da censura, mais Lino Bocchini: "não somos uma empresa, não somos filiados a partido político, não temos ninguém "por trás". Nem temos advogado ainda. Somos dois irmãos que acham o jornalismo que a Folha faz é partidarizado  (e ruim). E gostaríamos de criticar isso com humor, mas fomos impedidos de forma violenta."

Mostrando que a teoria de Salvadori Filho procede, um outro endereço, o http://falhadespaulo.tumblr.com, reúne o conteúdo integral do Falha.

 
Adianta chamar esses cretinos que enxergam ameaça a liberdade de expressão nas políticas dos outros de "MALDITOS HIPÓCRITAS"?... Ou seria melhor cuspir neles?

Como já dizia o Facção Central: Pode censurar, me prender, me matar! Não é a assim promotor que a guerra via acabar!


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