Dilma na TV: ''Penso igual ao senhor, presidente''


O Estado de S. Paulo - 11/12/2009

Em uma prévia do que planeja para a campanha eleitoral do ano que vem, o PT preencheu ontem seu programa partidário no rádio e na televisão com comparações entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a administração do antecessor Fernando Henrique Cardoso. Como já era esperado, o presidente e a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foram as estrelas do filme.

Criado com a ajuda do marqueteiro João Santana, o programa mostrou a pré-candidata petista ao Palácio do Planalto encenando um diálogo com Lula. Sempre que o presidente aparecia encampando frases - como "provamos que é possível haver democracia com crescimento econômico" -, Dilma surgia em seguida, com afirmações nessa linha: "Presidente, eu penso igual ao senhor."

"Tem governo que fez pouco e acha que fez muito", continuou Dilma, em uma de suas aparições, vestindo um terno vermelho escuro. "Nós não. A gente fez muito. Mas sabe que é preciso fazer muito mais. O Brasil melhorou. Mas, como o senhor mesmo disse, devemos sempre fazer mais."

As comparações mais ácidas com o governo tucano ficaram a cargo de atores e locutores. No filme, o PT afirmou que Lula criou 12 milhões de empregos com carteira assinada, contra 5 milhões no governo FHC. Ressaltou ainda que, na atual gestão, 30 milhões de brasileiros ingressaram na classe média e 20 milhões saíram da pobreza absoluta. "Com FHC, a ascensão social foi insignificante", continuou o locutor.

O filme investiu no tema da crise econômica. Ao citar que o País viveu duas grandes recessões nos últimos anos, o programa indicou que FHC aumentou impostos, enquanto Lula fez o contrário. "Com o PSDB, o Brasil faliu e pediu socorro ao FMI. Com Lula e o PT, o Brasil venceu a maior crise das últimas décadas."

Quando começou a desenvolver o programa, o PT chegou a cogitar dar espaço a vários ministros no vídeo, para evitar acusações de campanha antecipada. Depois de ver que o PSDB também preencheu seu filme com os governadores de Minas, Aécio Neves, e de São Paulo, José Serra, ambos pré-candidatos, o partido mudou de linha.

Ainda assim, restou espaço para um rápido cumprimento do presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), e do ex-senador José Eduardo Dutra, que comandará a sigla a partir de 2010. Mas o encerramento do programa ficou a cargo de Dilma e Lula. "O melhor é que construímos uma base sólida para o País continuar avançando nos próximos anos", disse Lula. "Sem dúvida, presidente", emendou Dilma.

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A CATERVA INSTITUCIONALIZADA

A camarilha institucionalizou o Brasil. hoje estão todos os poderes comprometidos entre si.
Aquela história de três poderes virou estória, fábula um conto de Esopo.
Nem na ditadura militar, escondiam-se tantas fraudes e corrupção.
Depois do presidente endossar que uma imagem não vale mais mil palavras, o Supremo Tribunal Federal, deu vistas e deferiu a ilegalidade.
Agora não se pode mais produzir provas auditivas e visuais contra corruptos.
Elas não podem ser publicadas, são  disseminadas e dissimuladas na gestão do tempo.
No Brasil um processo dura mais de 20 anos.
Pior, para os pobres que são condenados em meses.
Se os militares fizeram ditadura no Brasil, porque toleramos a ditabranda política.
Copiam o BNH dos militares, copiam o projeto Avança Brasil do último governo e agora institucionalizam a censura.
Desarmados não pensam em revolução, leis absurdas protegem os infratores, o povo morre na fila do SUS, nas saídas de bancos, vivem em presídios urbanos e mesmo assim são assaltados e assassinados.
Morrem nas secas e nas inundações de norte a sul.
Vivemos num esgoto cultural a céu aberto.
E hão de fazer propaganda política de que são diferentes.
São todos corruptos, seus opostos são apenas teatro tragicômico, encenação, para os iletrados votarem.
PT, PSDB, PMDB, PCC, CV, PV, tudo facções do mesmo crime, o crime organizado brasileiro.

 No final quem paga a conta somos nós e quem passa a régua são os corruptos.
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Frase


“A democracia não tem a ver com líderes individuais, mas com instituições fortes”




Hillary Clinton, Secretária de Estado dos EUA
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Pigeon: Impossible

Lucas Martell

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Celso Amorim e Chávez tramam contra Honduras

HONDURAS
Fracassa plano de Chávez para resgatar Zelaya

O presidente venezuelano Hugo Chávez, não conseguiu, retirar presidente deposto da embaixada brasileira, numa manobra que utilizou o chanceler brasileiro, Celso Amorim, para convencer o governo mexicano que havia urgência em retirar Manuel Zelaya do país. A jogada consistia em, criar embaraço ao presidente Micheletti, conduzindo o hondurenho bigodudo para participar, como presidente de Honduras, da cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba)

Foto: Associated Press

A chanceler mexicana, Patricia Espinosa, comunicando que seu país não pretende dar asilo político a Zelaya, depois dos desencontros diplomáticos dos últimos dias

Fontes: BBc Brasil, El Heraldo, Tiempo, Estadão, AFP

Ontem, 10, no início da noite, sem consulta prévia, ou negociações, o México requisitou a Honduras um salvo-conduto para que Zelaya deixasse a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde se refugiou desde 21 de setembro, depois de regressar clandestinamente ao país, e seguisse em segurança até uma base aérea para embarcar para a capital mexicana.

Foto: Arquivo

Sem ter antes negociado com o governo hondurenho, avisava no documento que já partira em direção a Tegucigalpa um avião da frota do presidente mexicana, prefixo Gulfstream III, matrícula XC-UJN, número económico TP-06. (foto) que deveria conduzir Zelaya para o México, depois das 22h.

Logo em seguida um segundo documento acrescentava que além do presidente sua esposa e dois filhos, também estariam cobertos com salvos condutos, totalmente desnecessários, pois contra eles não há nenhuma demanda judicial e qualquer impedimento para deixar o país.

Estranhamente acrescentasse ainda, o senhor Rasel Antonio Tomé Flores (foto) (contra quem há acusações de crime de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, vários processos no Tribunal de Contas e ordens de prisões), e que se encontra também abrigado na embaixada brasileira e que esperava sair do país no mesmo pacote.

O governo de Honduras vendo que havia uma jogada de pressão, para fazer com que tomassem uma decisão apressada, não autorizou o avião do governo mexicano pousasse em Tegucigalpa. A aeronave pousou no vizinho El Salvador. Enquanto uma decisão era tomada pelo presidente Micheletti.

Mais tarde o chanceler de Honduras, Carlos López Contreras, comunicou que o pedido de salvo-conduto para que Zelaya pudesse deixar o país foi negado "por ser julgado improcedente".

O governo hondurenho só aprovaria a saída se o México concedesse asilo político ao presidente deposto. Como Zelaya recusa-se a pedir asilo a qualquer governo estrangeiro, ficou tudo como estava.

No dia de hoje, vendo que fora levado a erro pelo chanceler brasileiro, o presidente mexicano Felipe Calderón, que reconhece as eleições hondurenhas, através da sua chanceler Patricia Espinosa, saiu definitivamente da enrrascada anunciando que “já não há mais possibilidades de acolher o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

"Havia um certo senso de urgência em fazer isso (tirar Zelaya de Tegucigalpa) e, desafortunadamente, já durante o vôo, as autoridades hondurenhas solicitaram que o avião saísse do espaço aéreo e ele se viu obrigado a aterrissar em El Salvador", acrescentou.

Na verdade o Ministro Celso Amorim, (foto) que se dizia hoje tão surpreso por ter ido dormir ontem, certo que Manuel Zelaya hoje estaria no México, fora o principal mentor junto ao governo mexicano para levar o presidente deposto aquele país, simulando uma necessidade de partida urgente, sugerindo algum risco para o presidente e seus familiares.

"Acordei pensando que Zelaya já estava no México, mas me surpreendi com a dificuldade de uma exigência absurda", disse Amorim, que chegou a chamar o governo atual de Honduras de quase marginal, no programa da Radiobras.

Mais tarde o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, da trupe de Hugo Chávez, afirmou que o plano era que Zelaya viajasse para o México, onde seria recebido com todas as honras de chefe de estado, e como presidente de Honduras, em seguida, partiria até Havana, onde participaria, no fim de semana, da cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), onde também seria muito festejado, por Hugo Chávez e sua corte de presidentes latinos.

Na fulgurante democracia cubana.

Foto: Reuters

Quando souberam que Zelaya ia deixar o país, alguns dos seus partidários foram para as proximidades da embaixada brasileira

Alguns manifestantes acorreram a embaixada pensando que Zelaya ia mesmo sair da embaixada brasileira Sob o ponto de vista do direito internacional, Manuel Zelaya só pode deixar a embaixada do Brasil, ou como asilado político, ou apresentando-se a justiça do seu país, para responder as 17 ordens de captura que lhe foram expedidas pela justiça hondurenha, inclusive por traição a pátria, abuso de autoridade e malversação dos fundos públicos.

O chanceler hondurenho López Contreras, poderia inclusive ser processado, caso deixasse Manuel Zelaya sair do país, sem a legalidade do asilo político, por haver permitido a evasão de um procurado pela justiça.



Detalhe do segundo documento da embaixada do México solicitando salvo conduto para Zelaya, familiares e o assessor, procurado pela justiça. Veja o documento
completo

Amorim acabou confirmando que Zelaya havia pedido aos governos brasileiro e argentino ajuda para transferir-se a outro país. Teria sugerido o México, que aceitou o encargo. A costura dessa operação foi finalizada em paralelo à Cúpula do Mercosul, que se deu no Uruguai nos últimos dias 7 e 8 e que contou com a presença da chanceler mexicana, Patrícia Espinosa. O ministro brasileiro esqueceu de citar que foi Hugo Chávez o portador do recado de Manuel Zelaya e quem articulou a operação fracassada.

Amorim disse também, que o fracasso dessa operação deixou o governo brasileiro atônito, especialmente pelo fato de ter sido provocado pela exigência do “governo de facto” de que Zelaya assinasse sua renúncia, o que não é verdade, e sua intenção de pedir asilo político ao México.

Para Amorim, tratou-se de uma tentativa de "humilhar, de querer esmagar" Zelaya. "Eu nunca vi algo semelhante. Isso apenas demonstra a total marginalidade desse “governo de facto” em relação às normas internacionais."

Foto: Reuters

Zelaya transformou a embaixada brasileira em sua prisão domiciliar, agora não sabe como sair da arapuca que ele mesmo montou

Manuel Zelaya não quer pedir asilo político pois essa condição lhe traria grandes limitações. Não poderia, por exemplo, realizar atividades políticas de dentro do país que o asilou. Com permite o governo brasileiro, que ele o faça de dentro de nossa embaixada.

Daqui há quarenta e oito dias, dia 27 de janeiro, quando acabaria o mandato de Zelaya, e o novo presidente eleito, Porfirio "Pepe" Lobo Sosa, assumir, o presidente deposto de Honduras, passará a ser um fantasma a assombrar nossa embaixada.

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