Sobre o fotógrafo cujo apelido "não pode ser pronunciado"

Edgar Vasques


REMINDO>>>Meu comentário era seguinte. O tio WU acusou um jornalista sem nenhuma prova, piração da cabeça dele e perdeu na tia justa. A ZH não tem nada a ver com isso.

Meu caro “Remindo”...

O caso do processo do fotógrafo cujo apelido “não pode ser pronunciado”, contra o Professor Wladimir Ungaretti da FABICO-UFRGS, soa como uma tentativa de desarticulação de quem não tem o pensamento não engajado à grande mídia no RS. Não é um mero processo de um fotógrafo contra um jornalista. Isso é um ledo engano! Isso não é uma "historinha entre comadres".

Durante parte de minha vida, estive completamente desinteressado pela vida política. Em dado momento, dei-me conta de estar sendo usado pelos jornalecos locais como massa de manobra. Justamente naquele momento decidi fazer um acompanhamento das mesmas notícias em todos os jornais e portais de internet. E a constatação não foi outra. As notícias políticas sempre tendiam ao direcionamento favorável a determinada figura em detrimento de outra, mesmo que isso não parasse em pé. Frequentemente, “verdades prontas e acabadas” ruíam feito castelos de areia, mas a cicatriz que permanecia era a de mentira. Foi que neste período cancelei com os pés a assinatura do jornal Zero Hora, que me chegava às mãos.

Após me dar conta de que inclusive eu estava fazendo papel de vaquinha de presépio, passei a "freqüentar" blogs com mais assiduidade e a interessar-me pelo assunto. Passaram-se sete anos e, incrivelmente, os problemas de ética na mídia, deterioraram.

Sou simpatizante com MST, Via Campesina, dos Sem-Teto, e de todos os que estão fora das “benesses da lei”; os excluidos. Creio na ideologia, que nosso sistema político atingiu o limite do tolerável e que os partidos de esquerda faliram, pois da direita sempre soube o que não esperar dela. Creio no respeito ao próximo, na tolerância; entretanto, não devo ser tomado por idiota.

Nada, mas absolutamente nada que passa sob o teto do Grupo RBS ou com algum empregado, passará despercebido ou ignorado. É um jogo de vida ou morte. É um jogo de dinheiro, de poder, de sobrevivência e, portanto, nada que possa prejudicar a imagem de credibilidade e acima de tudo, o lucro; irá adiante.

O processo do fotógrafo cujo apelido “não pode ser pronunciado” só foi adiante e muito rapidamente, pois há o dedo podre de ZH nisso. Há o interesse de ZH em imobilizar este lutador incontestável na trincheira inimiga. Para mim, isso é como o dia após a noite.

Este fato, junto com outros processos que jornalistas movem contra jornalistas , devem ser denunciados ao resto do Brasil e lamento, inclusive, que o Sindicato dos Jornalistas não tenha acionado algum tipo de conselho de ética. (ao menos que eu saiba)

Outra questão que deveria ser debatida pela população, é: Quanto custa um “benerzinho” de estatais em blogs de jornalistas com "credibilidade" acima de qualquer suspeita?
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Perguntas Inconvenientes - Parte II, seguidas de alguns versos para as clientes da Daslu.



Em “Cowboy Fora-da-Lei”, gravada em 1987, Raul Seixas já cantava: “Eu não preciso ler jornais/mentir sozinho eu sou capaz/ não quero ir de encontro ao azar...”. Imagine, então, se o Raulzito estivesse vivo e pudesse ver ao que a mídia brasileira tem aprontado nos últimos anos...

1- Luciana Cardoso - filha do ex-presidente e paladino-mor da ética e da moralidade públicas, Fernando Henrique Cardoso - está lotada desde 2003 no gabinete do Senador Heráclito Fortes, do DEM, e dificilmente aparece no Senado Federal para trabalhar. Apesar disto, foi um (a) dos (as) inúmeros (as) funcionários (as) que receberam horas-extras por “trabalharem” durante o recesso parlamentar. A imprensa brasileira deu pouquíssimo destaque a este fato (“O Globo”, do dia 28/03, publicou esta notícia em um pequeno box na página 4). Se fosse um dos filhos de Lula, será que o assunto seria tratado com o mesmo pouco caso?
2- Há alguns meses atrás, ao acompanhar uma pessoa querida em uma consulta no INCA, vi um preso chegar algemado, acompanhado por dois policiais, para fazer um tratamento de radioterapia e ninguém estranhou isto. Ao noticiar a ordem da justiça para a soltura de Eliana Tranchesi, a maior parte da imprensa brasileira - sempre tão disposta a fazer grandes discursos contra a impunidade reinante no país – tem dado grande destaque ao fato da dona da Daslu ser portadora de câncer, procurando assim comover os seus leitores e, de forma subliminar, justificando assim a sua liberdade como uma espécie de ato humanitário. Será que esta mesma imprensa estaria disposta – em nome dos princípios humanitários – a patrocinar uma campanha nacional para que todos os presos acometidos de doenças terminais possam fazer os seus tratamentos em liberdade?
3- Por que todas as vezes que a Polícia Federal e o Ministério Público investigam e indiciam pessoas ligadas à elite empresarial e aos partidos de oposição ao governo Lula, como nas Operações Satiagraha ou Castelo de Areia, a imprensa sempre insinua que tais indiciamentos têm “conotações políticas”?

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) foi uma das maiores poetisas portuguesas do século XX, deixando-nos alguns dos mais belos versos desta “última flor do Lácio, inculta e bela”. Um de seus melhores poemas – que reproduzo abaixo -, bem que poderia ter sido escrito para o seleto grupo de clientes da Daslu, que vive lamentando o “absurdo” que foi a condenação de Eliana Tranchesi.

Retrato de uma princesa desconhecida

Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos


Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
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Entrevista: A direita se une na Itália



Força Itália, partido do presidente italiano Silvio Berlusconi, e a Aliança Nacional dirigida por Gianfranco Fini, decidiram formalmente, dias atrás, dar curso a uma nova organização, o Partido do Povo da Liberdade (PDL). Os dois braços do novo partido já estão juntos, como aliados, no governo Berlusconi.

Em termos eleitorais, o PDL herdará algo em torno de 43% do eleitorado, índice não desprezível num país como a Itália, que nas últimas décadas assistiu a um crescimento vigoroso da direita (abertamente fascista, ou não) e a uma igualmente vigorosa fragmentação da esquerda. O PCI, herdeiro de muitas tradições democráticas e reformistas, não conseguiu dar origem a uma organização política forte e estável. O Partido Democrático (PD), sua criação atual, ainda enfrenta dificuldades para decolar. A Rifondazione Comunista, que com ele rompeu em nome de uma esquerda revolucionária em 1991, nunca chegou a ter peso expressivo, e para complicar se fracionou no início de 2009.

O novo partido de direita nasce com a intenção de se desfazer das sombras do fascismo que sobre ele ainda pesam. Afinal, a Aliança Nacional originou-se do ventre mesmo do Movimento Social Italiano (MSI), fundado em 1946 com a pretensão de manter viva a chama do movimento derrotado com a deposição e a morte de Mussolini, ao final da segunda grande guerra. Foi formalmente constituída em 1993 e com o nome de MSI-AN disputou as eleições de 1994 já sob a direção de Fini e em aliança com Força Itália.

Desde então, Fini procurou construir para a AN uma imagem progressivamente distanciada do fascismo, de modo a inseri-la no cenário político italiano como expressão de uma direita conservadora mas democrática, ou seja, que aceita as regras do jogo e rejeita o extremismo reacionário e violento de antes. Com o novo partido agora criado, dá mais um passo nesta direção.

Não se trata de uma novidade qualquer, mas de um fato que merece análise e reflexão. Terá ele impacto sobre as diferentes expressões da direita nos diferentes países do mundo? Qual peso real terá na democracia italiana? Como estão reagindo a ele as organizações de esquerda? O que esperar dos desdobramentos?

Posto diante destas questões em uma entrevista concedida ao jornal comunista Liberazione no último dia 25 de março de 2009, o professor Guido Liguori – da Universidade da Calábria e vice-presidente da International Gramsci Society-IGS – buscou partir de uma síntese que iluminasse o conjunto e captasse o significado mesmo do fato:

“Antes de tudo, é preciso dizer que tinha razão quem levou a sério a mudança que nos últimos anos foi empreendida pela direita italiana. Se é verdade que Berlusconi ‘comprou’ a direita italiana do mesmo modo que procura comprar a democracia italiana, é de fato surpreendente como a direita se deixou absorver pelo novo partido sem se ferir ou se dividir. Trata-se de mais um grande exemplo de transformismo italiano. Evidentemente, tudo isso foi possível a partir da adesão da direita ao neoliberalismo, ocorrida no último decênio. Mas também é verdade que existem elementos muito inquietantes no ‘berlusconismo’ que explicam como as coisas chegaram a este ponto”.

Na entrevista, Liguori deteve-se com atenção na polêmica que vem acompanhando a tentativa de conversão da direita italiana: ainda faz sentido manter vivo o antifascismo ou o melhor é virar a página e seguir em frente?

Liguori é um estudioso de Gramsci. Dele, pode-se ler em português Roteiros para Gramsci (Rio de Janeiro, Editora UFRJ, 2007). Sua entrevista a Liberazione nos ajuda entender a nova e tumultuada fase da política italiana. Ela está traduzida abaixo.



É lícito pensar numa superação do antifascismo depois do desaparecimento da AN?

Não, e por várias razões. Em primeiro lugar porque o fascismo é uma tendência recorrente na política moderna e assume várias feições. Não é por acaso que se deve falar de fascismos, mais que de fascismo. Alguns de seus traços mais inquietantes estão hoje em plena luz do dia na sociedade italiana: a intolerância com o estrangeiro, o racismo latente, o personalismo autoritário traduzido em ‘liderismo’ populista, aspecto da política que, sob formas diversas, infelizmente também contagiou a esquerda. Deve-se mencionar ainda a construção frenética do consenso, que hoje se beneficia do protagonismo dos mass media. E mais: o irracionalismo vitalista, a divisão em bandos, em tribos (nos estádios de futebol, pelas ruas), o desejo de fazer justiça com as próprias mãos, mediante o uso de porretes e cassetetes, a torto e a direito (às vezes inclusive de modo legal, como ocorre com certas rondas policiais noturnas, que fazem recordar as ‘esquadras’ fascistas). Vão na mesma direção o ataque insensato contra a universidade e a escola, o desprezo pelos professores, pelos intelectuais, pela cultura não imediatamente ligada à produção. Contra tudo isso, ser e proclamar-se antifascista ainda é uma barreira inteiramente válida.

O antifascismo também tem sentido porque é um elemento que integra e sustenta a Constituição italiana, que vive continuamente sob ataque. O que você pensa disso?

Estou de acordo. Um outro ótimo motivo para proclamar-se antifascista é precisamente a defesa da Constituição democrática, que tem seu principal alicerce no nexo entre vocação antifascista e vontade de instituir uma República baseada no trabalho. Se tirarmos um destes elementos, desmontamos tudo. E se a Constituição de 1948 é menosprezada, o risco de darmos um enorme passo para trás é mais real do que nunca.

O filósofo Niccola Tranfaglia, numa entrevista que publicamos dias atrás, salientou o paradoxo de um Fini que adere ao antifascismo e de muitos ex-seguidores do PCI – hoje Partido Democrático – que, ao contrário, falam do antifascismo com embaraço. Que está ocorrendo?

Fini, como foi bem observado, disputa sua partida no longo prazo. Berlusconi gostaria de ser eterno, mas até mesmo os seus sabem que ele não estará disponível para sempre. Quanto ao PD, à parte os inúmeros erros e certas atitudes execráveis cometidas por alguns de seus líderes, penso que deva ser pressionado e posto diante de suas próprias contradições: não pode deixar de se proclamar antifascista, boa parte da sua base não aceitaria isso.

Os chefões da AN, ao contrário, parecem mais dóceis...

Há muitas diferenças entre eles. Fini tem em mente a grande direita francesa e deu passos significativos em direção ao ‘gaullismo’. Outros pareciam mais conservadores mas se submeteram completamente aos apelos do poder. É preciso ver como reagirá a base militante da AN. Pode ocorrer que depois de algum tempo uma parte reflua para a direita mais tradicional e militante. Mas há outro perigo, ainda mais grave: que a cultura fascista ou fascistóide acabe por permear em sentido autoritário o novo partido de Berlusconi, marginalizando os componentes que se dizem liberais. Aqui, precisamos ser muito capazes de ‘fazer política’, de atentar para todos os sinais de desagregação do bloco berlusconiano, proceder com o método da ‘análise diferenciada’, sem misturar caoticamente coisas que são distintas e diferentes. Ainda precisamos recordar que Gramsci quis se encontrar com Gabriele D’Annunzio [literato e político direitista italiano] para impedir a aliança de seus seguidores com os fascistas?

A vulgata anti-século XX que não poupou sequer a esquerda parece hoje se articular com o desejo de que não se ouça mais falar de antifascismo. O que você pensa disso?

É um risco real. Quando, à esquerda e mesmo entre esquerdas diversas, não se faz outra coisa que falar de ‘novidade’ ou de ‘inovação’, o risco é o de que se perca de vista a grande lição da história e as nossas raízes históricas. Não devemos evidentemente ser dogmáticos e livrescos, precisamos fazer sempre a ‘análise concreta da situação concreta’, como se dizia. Mas ter obsessão pela novidade pode significar que se está renunciando às próprias coordenadas interpretativas da realidade e se submetendo à hegemonia do adversário. O século XX ainda está sob muitos aspectos conosco, mesmo que os dias atuais sejam plenos de fatos novos e parcialmente novos que precisam ser compreendidos sem antolhos.

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Canoas não é Ulbra e vice-versa

Já faz alguns anos, a Globo passou a chamar o time da Ulbra de Canoas. É o mesmo que ela faz com os times de vôlei. Times que oficialmente são conhecidos como Cimed/Brasil Telecom e Fátima/Medquímica/UCS são denominados pela Globo como Florianópolis e Caxias do Sul, respectivamente. O patrocinador das equipes não é, necessariamente, o anunciante da Globo, então não recebe o crédito. Do ponto de vista comercial, tudo bem. Do ponto de vista jornalístico, é um vexame. Falseia-se a realidade em nome do interesse comercial.

Mas até aí, nada de novo. O problema é que este ano a gloriosa RBS-TV e o Premiere também passaram a chamar a Ulbra de Canoas. Reiteradas vezes. E a Ulbra não é Canoas! E o que é pior: há um Canoas, que não é a Ulbra!

Em Canoas, há dois clubes, o Canoas Futebol Clube, hoje inativo, mas com uma conhecida história recente no futebol gaúcho, e o Sport Club Ulbra. O primeiro foi fundado em 1957 e teve, durante a década de 1990, o patrocínio da Multisom. O patrocínio motivou a nomeação de seu estádio como Francisco Noveletto Netto, atual presidente da FGF e feliz proprietário da rede de lojas que também é “dona” do Zequinha. O estádio fica no bairro Mato Grande. Assim como o Zequinha, o Canoas teve suas camisetas vendidas nas lojas Multisom durante vários anos. O Canoas, portanto, não é nenhum desconhecido.


Já a Ulbra criou um time profissional de futebol em 2001, seguindo o sucesso dos seus times de vôlei e futsal. A ideia inicial da Ulbra, se não me falha a memória, era incorporar o time do Canoas. Por questões comerciais, o Canoas não topou e, depois de algum tempo, a Multisom tirou seu apoio ao clube, que acabou encerrando suas atividades. Em contrapartida, a Ulbra criou seu próprio time, fez um estádio e alcançou algum sucesso na primeira divisão do futebol gaúcho.

Canoas e Ulbra são da mesma cidade, mas são clubes totalmente diferentes. Os dois estádios ficam a uma distância, em linha reta, de quase 6 km. O que dá, pelo menos, uns 12 km de carro. É quase como se fossem de cidades diferentes. A diferença entre os dois é quilométrica mesmo! Para uma emissora de televisão, ignorar tudo isto é, no mínimo, mau jornalismo.

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A hora do planeta ainda vai chegar

Nosso blog não confia um dedo no World Wide Fund for Nature, entidade que organiza o movimento “A hora do planeta”, que apagou as luzes do nosso Cristo Redentor e de monumentos por várias cidades pelo mundo. A entidade é criticada por ambientalistas e organizações efetivamente envolvidas com ações pelo meio ambiente de ser uma grife, que deseja vender uma marca junto a grandes empresas para que possam passar uma boa imagem de estarem preocupados com o meio-ambiente.

Somos preocupados com soluções imediatas para o nosso planeta, a emissão de gás carbônico, a devastação de nossos recursos. Mas, estas questões não podem ser resolvidas sem a ação política. Os principais países responsáveis pelo atentado ao nosso meio ambiente são os que mais resistem a qualquer passo por uma solução. São os mesmos que patrocinam guerras e genocídios. Que desejam manter uma ordem econômica que destrói a humanidade e seu planeta.

Vejam a imagem abaixo:
As luzes representam exatamente onde está o maior consumo, não só de eletricidade, mas de todos os recursos disponíveis: metais, petróleo, gás, alimentos etc. E não são eles que o produzem.

Não entramos nessa marolinha, e também não confiamos nessa boa vontade de homens brancos com olhos azuis.

Imagens: www.ak3d.de e Nasa
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