Pela lógica da Globo, ninguém trabalharia na Globo. A mesma empresa que apoiou o golpe militar, sendo, portanto, conivente com crimes contra a humanidade como a tortura, quer dar uma patética lição de moral empresarial. Ridículo

Bepe Damasco
BEPE DAMASCO
A mesma empresa que apoiou o golpe militar, sendo, portanto, conivente com crimes contra a humanidade como a tortura, quer dar uma patética lição de moral empresarial. Ridículo
A edição do Jornal Nacional desta terça-feira, 3/12, mostra que a mesma empresa que sonegou R$ 1 bilhão à Receita Federal, depois de ter forjado um negócio em paraíso fiscal para encobrir a compra de direitos de transmissão de uma Copa do Mundo, quer impedir o José Dirceu de trabalhar por conta de problemas na estrutura societária do hotel que lhe ofereceu emprego. A mesma empresa que apoiou o golpe militar, sendo, portanto, conivente com crimes contra a humanidade como a tortura, quer dar uma patética lição de moral empresarial. Ridículo. Por essa lógica, todos os milhares de funcionários da Globo teriam que pedir demissão em caráter irrevogável.
Chego a imaginar uma carta de demissão coletiva assinada por destacados integrantes do pelotão de fuzilamento dos "mensaleiros", tais como Merval Pereira, Miriam Leitão, Carlos Alberto Sardemberg, William Waack, Arnaldo Jabour e Ricardo Noblat, contendo trechos do tipo:
"Tomamos a decisão de nos afastarmos da empresa a qual servimos com fidelidade, abnegação e denodo por tantos anos, depois de intensa reflexão sobre os males que ela vem causando ao país. O apoio ao golpe militar, reconhecido oficialmente pela Globo, teve grande peso para chegarmos a este ponto de ruptura. Mas não podemos deixar de citar também o massacre dos donos da Escola Base, a fraude no debate de Lula e Collor, nas eleições de 1989, e o linchamento dos réus da Ação Penal 470 como fatos que em muito contribuíram para este pedido de demissão. Nos incomoda ainda o "calote" bilionário à Receita Federal e a transformação de uma concessão pública num instrumento partidário dos mais mesquinhos, voltado para a defesa de todas as teses contrárias aos interesses do povo brasileiro."
Como isso só vai acontecer no dia em que o sargento Garcia prender o Zorro, nos resta resistir e denunciar a tentativa do monopólio midiático de destruir os presos políticos petistas. O PIG quer sangue e mais sangue. É insaciável. Não basta tirar-lhes a liberdade, sem provas, num julgamento político de cartas marcadas. É preciso cassar-lhes o mandato, impedir que trabalhem, atingir sua dignidade, violar seus direitos, transformá-los em mortos-vivos.
Mas não passarão. Cedo ou tarde, a verdade florescerá. Também durante a ditadura os que resistiam à opressão eram caçados como terroristas. O tempo tratou, porém, de jogar na lata do lixo da história ditadores, torturadores e seus apoiadores. E tenho a convicção de que no caso do mensalão não será preciso esperar 30 ou 40 anos pela reparação histórica. De tão grotesca, essa gigantesca fraude judiciária e midiática não tardará a vir à tona. Pode esperar, Barbosa.
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Cafezinho: a Globo não mandou ninguém à Suíça

Brasil 247 - A Globo escolheu mandar repórteres para o Panamá, no lugar da Suíça, onde há anos (com mais ênfase nos últimos meses) vem sendo descobertas contas bancárias de envolvidos no cartel do metrô em São Paulo, inclusive políticos do PSDB.
Miguel do Rosário, do blog O Cafezinho, coloca, porém, a seguinte questão. E se o ex-ministro José Dirceu, que tenta um emprego no Hotel Saint Peter, fosse trabalhar numa firma que tivesse um sócio com 0,1% das ações morando na Suíça?
Leia abaixo seu post:
Globo não mandou ninguém à Suíça; prefere o Panamá

O escândalo dos trens paulistas acontece há meses. Há confissões, documentos, auditorias, investigações já prontas feitas em outros países. Não há nenhuma necessidade de se apelar para "domínio do fato", ou condenar alguém porque "assim a literatura me permite". No entanto, a Globo, e nenhum outro órgão de imprensa, mandou ninguém à Suíça, onde acontecem as principais investigações sobre as empresas Siemens e Alstom.
Entretanto, foi só alguém descobrir que um sócio do hotel onde Dirceu vai trabalhar é do Panamá que a Globo mandou uma equipe para lá e, no dia seguinte, exibiu reportagem no Jornal Nacional.
Dirceu não tem nada a ver com os proprietários do hotel, quanto mais com os sócios do Panamá. Ele só vai trabalhar no estabalecimento, como poderia trabalhar em qualquer outro. Ele precisa trabalhar em algum lugar para reduzir a sua pena, e, como se viu, qualquer empresa que o empregar sofre risco de ser devassada impiedosamente pela mídia.
Ontem, ficamos sabendo que o Ministério Público descobriu que somente uma reforma de trens paulistas, durante a gestão Serra, superfaturou R$ 1 bilhão...
E a Suíça continua lá, intocada por repórteres brasileiros. Se o Dirceu fosse trabalhar numa firma onde houvesse um sócio com 0,1% das ações morando na Suíça, já haveria um batalhão de jornalistas investigativos desembarcando em Zurique.
Como não tem, o Panamá é mais interessante...
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No blog "FONTE LEGÍTIMA". Janio de Freitas No reino da trapaça

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No blog "FONTE LEGÍTIMA". Agora é tarde. Após críticas, presidente do STF passou a levantar cuidadosamente documentos sobre prisões e a ouvir a Procuradoria; sete réus ainda aguardam mandados

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É de chorar de tanto rir! Avisa pra Tacanhêde.

De olho em 2014, Alckmin adota programas do PT


MARINA DIAS
DE SÃO PAULO

Focado em montar a vitrine de seu governo para a eleição de 2014, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tem anunciado programas e projetos na mesma linha de medidas já adotadas pelo PT nas esferas federal e municipal.
Amanhã, o governo paulista deve anunciar que enviará à Assembleia Legislativa um projeto de lei que prevê benefícios para negros e índios em concursos do serviço público estadual. Segundo a proposta, os candidatos receberiam pontuação extra em relação aos demais participantes na etapa final dos processos seletivos.
Há exatamente 30 dias, a presidente Dilma Rousseff encaminhou ao Congresso um projeto que reserva 20% das vagas em concursos públicos federais a negros. O texto já tramita em caráter de urgência em comissões da Câmara.
Na área da saúde, por exemplo, o governo federal conseguiu no dia 16 de outubro a aprovação da Medida Provisória que criava o Mais Médicos, programa que leva profissionais para trabalhar em áreas carentes do país. Dois dias depois, Alckmin anunciou bonificação de até 30% para médicos que atuem na periferia do Estado.
O ex-presidente Lula, principal defensor da candidatura do ministro Alexandre Padilha (Saúde) para a disputa do Palácio dos Bandeirantes, inflou seu discurso público e disse que "os tucanos não têm mais o que apresentar".
Durante evento em São Paulo na semana passada, Lula saiu em defesa de seu afilhado político, Fernando Haddad, prefeito da capital, que teve dois de seus programas acompanhados pelo governador paulista este ano. "Não pense que eles estão copiando porque querem fazer exatamente o que você [Haddad] faz. É porque eles não conseguem mais propor nada. Não conseguem, porque não têm mais nenhuma novidade", afirmou Lula.
O ex-presidente fazia referência ao anúncio da adesão do governo do Estado ao Bilhete Único Mensal e ao fim da chamada "aprovação automática", uma das principais críticas do PT ao sistema de educação do Estado.
Em agosto, Haddad anunciou o fim desse mecanismo e a divisão do ensino fundamental em três ciclos, além da volta das provas bimestrais, lição de casa e do boletim com notas de zero a dez.
A reforma da rede no Estado foi comunicada três meses depois, com praticamente as mesmas mudanças propostas pela Prefeitura. Na ocasião, o governador disse que a ideia "vinha sendo discutida há mais de dois anos" pela Secretaria de Educação.
"Alckmin teve 20 anos para estudar educação. Foi preciso um governo do PT tomar essa medida [reformar o sistema de ensino] para ele seguir depois", criticou o presidente eleito do PT paulista, Emidio de Souza.

Editoria de Arte/Folhapress
ESTRATÉGIA
A reação à ofensiva pré-eleitoral do PT prevê que Alckmin esteja imune a algumas das críticas durante a campanha do próximo ano e levante bandeiras sociais que geralmente não são associadas aos projetos tucanos. A proposta que prevê os benefícios a negros e índios em concursos estaduais foi revelada na edição de hoje do jornal "O Estado de S. Paulo".
Para o presidente do PSDB paulista, Duarte Nogueira, o PT é "craque em fazer propaganda". "Já as nossas medidas são fruto de muita discussão e planejamento e não costumamos fazer marketing em cima delas", afirmou.
No último dia 18, o governador anunciou a adesão ao Bilhete Único Mensal, principal promessa da campanha de Haddad. Com o acordo, o usuário poderá fazer viagens mensais ilimitadas tanto nos ônibus municipais quanto no metrô e nos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) com o mesmo cartão e por um único preço.
A decisão deu munição aos petistas, que lembram que o ex-governador José Serra (PSDB), adversário de Haddad em 2012, chamou a promessa de "enganação". O secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo, Edson Aparecido, rechaça qualquer possibilidade de apelo eleitoral no acordo.
"O governador pediu para estudar a viabilidade e achamos que era viável aderir. Estamos viabilizando o Bilhete Único Mensal. Se o Estado não entra, não tem programa", afirmou à Folha. "Fazer vacina para 2014 seria uma postura muito pequena do governador", completou o secretário.
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