Genoino e a igualdade de ocasião

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:


Ao tentar manter-se no regime de prisão domiciliar e ali cumprir uma pena de 6 anos e 11 meses, José Genoíno tenta exercer um direito confirmado e reconfirmado pela medicina. 

Ele conseguiu uma vitória importante em seu esforço, quando o procurador geral da República, Rodrigo Janot, deu parecer favorável ao regime domiciliar, numa avaliação que pode ser aceita ou rejeitada por Joaquim Barbosa.

Num processo que, desde o início, tenta-se apresentar como puramente jurídico, sem nenhum elemento político, o esforço de Genoíno tem sido combatido com o argumento de que representa um privilégio.

Muitas pessoas dizem que ele deve esperar seu lugar numa fila onde centenas de outros detidos disputam o mesmo direito.

Será mesmo?

Vamos falar sobre a saúde de Genoíno. Como nós sabemos, ele passou por três exames médicos desde que atravessou a porta da Polícia Federal, em São Paulo.

O primeiro médico, logo após a chegada a Brasília, confirmou sua condição de cardiopata grave. O segundo exame foi feito pela Junta Médica da Câmara de Deputados, que examinou Genoíno quando ele se encontrava internado num hospital. O exame não definiu o ainda deputado como cardiopata grave, termo que envolve uma definição legal, pois está ligado a medicina do trabalho.

Mas o laudo integral, que a maioria dos meios de comunicação não divulgou nos aspectos que mostram o lado delicado da doença de Genoíno, mostrou que o deputado deveria ser mantido em licença, regime em que se encontra desde setembro, por mais 90 dias.

Conforme diz o laudo, e os médicos confirmaram em detalhe numa entrevista coletiva, a “atividade laboral” como parlamentar poderia se transformar em atividade de risco. Um dos médicos explicou, inclusive, que havia o risco de uma nova cirurgia. Ele também disse que a pressão de Genoíno deve ter um controle em padrão “ótimo.”

O terceiro laudo foi aquele preparado pela Junta da Unb, a pedido de Joaquim Barbosa. Numa iniciativa que teve um óbvio efeito sobre o debate político a respeito do destino de Genoíno, o laudo dos professores da Unb foi divulgado antes que o laudo da Câmara.

Na medida em que estes médicos diziam que não era “imprescindível” manter Genoíno em regime “domiciliar fixo” (olha quantas condições!) foi fácil interpretar que ele já estava passando tempo demais fora da cadeia. Isso ajudou a inverter um debate que seguia Genoíno desde a cirurgia na aorta. A primeira impressão sobre o laudo da Unb era mais um desejo do que uma realidade, porém.

Ninguém prestou atenção ao acúmulo de salvaguardas que os doutores escolhidos pelo presidente do STF decidiram alinhavar para dar uma resposta contrária ao regime “domiciliar fixo.”(Preste atenção: não se perguntava se deveria ser mantido em regime domiciliar, sujeito a alterações e mudanças passageiras. Colocou-se uma exigência ainda mais estreita, o “domiciliar fixo.”)

A verdade é que, para colocar sua assinatura sob este laudo, os médicos colocaram diversas condições que podem qualificam a resposta inicial. Chegam a dizer que Genoíno deve ficar longe de ambientes estressantes – o que permite a cada um imaginar como deveria ser a rotina na Papuda, se essa exigência fosse levada a sério.

Foram estas condições que levaram Rodrigo Janot, num gesto que deve ser aplaudido pela capacidade de reconhecer que a Medicina deve ter prioridade sobre o direito, a dar parecer favorável a Genoíno. 

A tradição jurídica ensina que o ponto de vista do procurador-geral deveria ser acatado. Janot, num julgamento, representa a acusação. Poder-se-ia aplicar, então, um raciocínio lógico: se nem a acusação é contra o regime domiciliar, como é que o presidente do STF, que deve julgar o caso, a partir de uma visão equilibrada e balanceada, irá assumir o ponto de vista contrário?

Mas nós sabemos, por experiência própria, que não é assim que Joaquim Barbosa tem-se comportado durante o julgamento. Sua postura é de quem se coloca como parte da acusação, fato que levou juristas de alto gabarito, sem a menor simpatia pelas ideias políticas dos réus, a dizer que os condenados não tiveram direito a uma ampla defesa. Tudo pode acontecer, portanto.

E aí, diante de laudos mais favoráveis ao pleito de Genoíno do que se gostaria de admitir, o debate sobre a igualdade terá sua relevância. Pode ser feito de forma civilizada e honesta – ou como simples demagogia.

É sintomático que se procure, hoje, colocar os direitos dos demais apenados da Papuda como um impedimento a que Genoíno seja atendido em seu pedido. O combater pela igualdade de todos os brasileiros – condenados ou não – é parte da luta democrática que interessa ao país inteiro e não custa lembrar que o próprio Genoíno teve um papel reconhecido nessa luta.

Mas é possível usar argumentos demagógicos para embaralhar uma questão justa. Durante décadas, os direitos de todos os presos brasileiros ficaram esquecidos nos assuntos de prioridade zero.

Quando um deles consegue mover-se para garantir um benefício previsto em lei, alega-se que deve ir para o fim da fila.

É obvio constatar: ninguém está, de fato, preocupado com os direitos dos outros presos. O que se quer é impedir o acesso desse preso determinado – por acaso, condenado num julgamento de elementos políticos evidentes – a um direito que deveria ser assegurado a todos, e exercido como um fato banal. 

A pergunta correta é: reconhecer o direito de Genoíno implica em negar o mesmo benefício aos outros? É claro que não.

A outra pergunta, essencial, é a seguinte: é legítimo impedir uma injustiça contra um indivíduo, ainda que se saiba que outras injustiças serão cometidas? É. 

É por isso que toda medida que possa beneficiar outros encarcerados – que de certa maneira também se beneficiam pela luta de Genoíno e sua repercussão -- deve ser encaminhada e estimulada, como já está ocorrendo por decisão da Justiça, preocupada, corretamente, em respeitar os direitos de todos os presos, sem exceção.

A ideia de fila é bonita e sedutora mas cabe reconhecer que o tempo da Justiça não é e nunca foi igual para todos – muito menos para os réus da ação penal 470.

Os prazos de todo julgamento variam em função de vários fatores, mas o principal é a vontade de cada juiz. 

Ele pode colocar um assunto em pauta 24 horas depois de chegar a sua mesa mas pode deixar para as calendas e nunca tomar uma decisão, aposentando-se antes de assinar a sentença.

Conforme cálculo de um advogado, a pauta do STF tinha 2 000 casos para serem julgados quando Carlos Ayres Britto, presidente do tribunal, decidiu colocar a ação penal 470 em julgamento.

Foi uma decisão única e soberana de Ayres Brito. Recebeu aplauso dos meios de comunicação mas, se fosse obedecer a ordem da fila, como querem nossos fanáticos da igualdade, nem Genoíno nem qualquer outro réu teria sido julgado nem estaria condenado.

Mas havia um fator político, externo à Justiça. Considerou-se que aquele caso específico tinha uma importância tão grande que deveria passar à frente. O STF precisava julgar o “maior escândalo de corrupção da história.” Deveria esquecer outras questões e concentrar-se neste ponto.

Certo? Errado? Cada um pode dar sua opinião.

O errado é querer usar a fila quando ela convém – e ignorar esse critério quando não interessa. O que se tem, aí, uma forma de manipulação.

Filas seletivas podem ser aceitáveis nos aeroportos, quando as empresas aéreas dão prioridade a determinados clientes prediletos, mesmo aqueles que não têm necessidades especiais, cuja prioridade é indiscutível, mas não pode ser usada ser usada no Direito. Neste caso, o que busca não é a impessoalidade, nem a igualdade, mas perseguição ou preferência – conforme o caso.

Embora muitas pessoas se digam escandalizadas com a duração da ação penal 470, a realidade é que o mensalão-PSDB MG é mais antigo e ninguém sabe quando irá terminar. A fila não andou aí.

O mensalão tucano foi até desmembrado, o que não só colocou o caso numa fila mais longa, com mais direitos do que a maioria dos réus mas também garantiu que Ayres Britto colocasse a ação penal 470 na pauta num prazo mais curto. Domingo passado, a primeira denúncia do mensalão PSDB-MG já completou dez anos quando foi acolhida no STF, tendo Ayres Britto como relator. Britto se aposentou em 2012 e até hoje a denúncia – uma ação civil publica de improbidade administrativa – continua parada. Condenados há mais de uma década, executivos do Banco Nacional, culpados num golpe 70 vezes maior do que aquilo que se atribui aos réus da AP 470, continuam solta. Não pedem prisão domiciliar porque nem estão na prisão.

Engraçado, né? 

Se Genoino tivesse sido colocado na fila, não teria sido julgado até agora. Não teria sido preso nem estaria na casa de sua filha em Brasília. É muito provável que tivessse seu mandato, pois ninguém iria calcular que o corte de sua cabeça seria um truque aceitável -- ainda que imoral -- para melhorar o Ibope dos parlamentares.

Pois é, a fila.
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POLÍTICA - É porque não são ligados ao PT.

Diário do Centro do Mundo


Por que os Perrellas não foram presos? Nosso professor Nabuco responde

by José Nabuco Filho
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O surpreendente caso do helicóptero pertencente ao deputado estadual de Minas Gustavo Perrella, apreendido com 445 quilos de cocaína, não pode levar ao prejulgamento do deputado e nem à omissão de investigações.
Quando houve a apreensão, as perguntas se sucederam. Muitos queriam saber se a polícia deveria ter prendido o deputado e se ele seria responsável criminalmente pelo transporte da droga.
A verdade é que, penalmente, ninguém é responsável por ato de seu subordinado se não colaborou conscientemente para isso. Em termos jurídicos, ninguém será punido se não tiver colaborado dolosamente com o ato praticado por seu funcionário. A rigor, a questão sobre o dolo é simples. Basta que o chefe saiba que na sua empresa ou com seu equipamento seja praticado tráfico, para que esse chefe seja responsável conjuntamente por crime de tráfico (tecnicamente, é o concurso de pessoas).
A complexidade está no âmbito das provas. É preciso a obtenção de provas de que o chefe sabe, para que ele seja responsabilizado penalmente. Isso se aplica tanto ao caso de uma pizzaria em que o entregador é flagrado com cocaína na moto, como no caso do helicóptero do deputado mineiro.
Parece claro, portanto, que o deputado deva ser minuciosamente investigado, para se chegar à conclusão sobre sua eventual responsabilidade. Em uma república, nenhum homem pode ser intocável. Por outro lado, numa democracia, não se pode presumir a culpa de quem quer que seja.
Não há dúvida que numa situação similar e de menor proporção, vivenciada por um cidadão pobre, o tratamento seria diferente. Em tais casos, o comportamento tende ao abuso, ou seja, ao mais profundo desprezo pelas garantias individuais. Mas também não há dúvida de que democracia se faz inibindo o abuso e não defendendo sua extensão a todos.
Uma outra questão que surge desse caso é a aparente sofisticação do tráfico, em que a cocaína é transportada por um helicóptero caríssimo. A crônica policial no Brasil só retrata traficantes “pé-de-chinelo”. Os chefões do tráfico, quase sempre, são moradores de favela que constroem casas no alto do morro de um luxo precário, com predileção por banheiras de hidromassagem, muito diferente dos traficantes do cinema americano.
Mas, num negócio rentável como o tráfico de drogas, provavelmente há por trás pessoas menos toscas que um Fernandinho Beira-Mar. Eles existem ou são fruto de nosso imaginário? Se existem, por que não os conhecemos?
O fato é que uma das características das organizações criminosas é a existência de tentáculos no poder público com a corrupção. Dessa forma, é provável que existam empresários do tráfico que se mantenham na impunidade através da corrupção.
Um caso como esse vem aguçar nossa imaginação. Que se investigue, então, minuciosamente a eventual existência de responsabilidade do dono do helicóptero.
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BLOGOSFERA - IV Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais.

Imagem de Cido Araujo
IV Encontro Nacional de Blogueir@s e ativistas digitais
  • Data: 16, 17 e 18 de maio;
    Local: São Paulo (Centro Cultural Vergueiro)
    Previsão de participantes: 500 ativistas digitais de todo o país

    Programação:
    16 de maio, sexta-feira:

    9 horas – Abertura

    10 horas – Debate: Mídia, poder e contrapoder
    - Ignácio Ramonet – fundador do jornal Le Monde Diplomatique (França);
    - Pascual Serrano – criador do sítio Rebelion (Espanha);
    - Andrés Conteris – Integrante do movimento Democracy Now (EUA);
    - Dênis de Moraes – professor da Universidade Federal Fluminense;

    14 horas – A mídia na América Latina
    - Osvaldo Leon – Agência Latina Americana de Informação (Alai-Equador)
    - Damian Loreti – professor (Argentina);
    - Iroel Sánchez – blogueiro cubano;

    17 horas – A luta pela democratização da mídia no Brasil
    - Luiza Erundina – coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão (Frentecom);
    - Rosane Bertoti – coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC);
    - Laurindo Lalo Leal Filho – professor da USP e ex-ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    17 de maio, sábado:

    9 horas – A força das novas mídias
    - Pablo Capilé – Fora do Eixo;
    - Renato Rovai – revista Fórum;
    - Luciano Martins Costa – Observatório da Imprensa;
    - Jeferson – Dilma Bolada

    14 horas – Troca de experiências sobre a blogosfera e o ciberativismo.

    18 horas – A mídia e as eleições de 2014
    - Lula, Paulo Henrique Amorim e Paulo Moreira Leite

    20 horas – Festa de confraternização.

    18 de maio, domingo:

    10 horas – Plano de ação do movimento nacional de blogueir@s;
    - Definição do local do V Encontro Nacional, em 2016;
    - Aprovação da Carta de São Paulo
    - Eleição da nova comissão nacional organizadora
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Denúncias: A lógica torta da Globo no caso de José Dirceu



por Luiz Carlos Azenha*

Dezenas de milhares de presos brasileiros, que cumprem pena em regime semi-aberto, trabalham.

Não é nenhum privilégio: está previsto na legislação. Assim como está prevista a remissão de pena, ou seja, a redução da pena em função dos dias trabalhados.

Não há nada de excepcional nisso.

Pergunta básica sobre um preso hipotético: José da Silva é responsável pelas ações daquele que o emprega?
Se a empresa que acolheu José da Silva for condenada por tráfico de drogas, se sonegar Imposto de Renda ou se for de propriedade de um laranja, José da Silva deve pagar também por isso?

Resposta óbvia: não.

Qualquer tentativa em sentido contrário significa punir por associação.

Diz, com razão, o advogado de José Dirceu:
“A constituição societária do hotel St. Peter não diz respeito a meu cliente. Por que 400 pessoas podem trabalhar no hotel e o ex-ministro não? Esse hotel é antigo em Brasília, tradicional, mas para alguns parece que foi inaugurado ontem. Juntamos toda a documentação necessária para que meu cliente possa trabalhar e espero a decisão da Justiça”.
O que o Jornal Nacional está tentando fazer é “punir” um hotel que ofereceu um emprego a José Dirceu. É punir o preso por práticas supostamente ilícitas do hotel, o que é um absurdo jurídico.

Ou isso, ou a Globo está tentando lançar no ar uma ilação: José Dirceu seria o dono oculto do hotel que pretende empregá-lo, através de um laranja num refúgio fiscal, o Panamá.

Mas, aí, eu também posso fazer uma ilação: José Dirceu comprou parte da Abril, com o objetivo de calar Victor Civita.

Sim, porque como revelou um sítio, a mesma empresa do “laranja” envolvido com o hotel Saint Peter — que ofereceu emprego a José Dirceu — comprou parte da TVA, da Abril.

Já pensaram nisso? José Dirceu compra a Veja para torná-la uma publicação esquerdista!

Por falar em ironia, o blogueiro Mello desafiou a Globo  a ir fundo não apenas no Panamá, mas também nas ilhas Virgens Britânicas, onde uma certa Globo Overseas comprou os direitos de transmissão das copas de 2002 e 2006 usando uma empresa de fachada. A palavra não é minha, é da Receita Federal.

O que a Globo está tentando fazer no caso de Dirceu equivale ao Mello pedir que William Bonner seja punido por eventual sonegação fiscal dos empregadores dele, os irmãos Marinho!

Hoje, a Globo mobilizou três pessoas para fazer valer sua tese de que o escândalo diz respeito ao preso José Dirceu: Álvaro Dias e “ministros” do Supremo Tribunal Federal. Nem Gilmar Mendes, nem Marco Aurélio Mello, ouvidos, foram assim tão enfáticos. Mello, aliás, lembrou que não falava como juiz do caso. Por motivos óbvios: a decisão de permitir ou não que José Dirceu trabalhe não tem relação alguma com o fato de o hotel pertencer a um laranja ou a marcianos.

O que a Globo quer é vingança. É evitar que José Dirceu tenha os mesmos direitos de dezenas de milhares de outros presos que cumprem pena em regime semi aberto. Direito ao trabalho. À ressocialização.

A Globo não quer que a lei seja cumprida. Ou quer que ela seja cumprida seletivamente. É isso o que se esconde por trás do “jornalismo” do Ali Kamel.

*Jornalista, Editor do Viomundo - fonte desta postagem
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POLÍTICA - A indignação seletiva do JN.

Diário do Centro do Mundo


O hotel onde Dirceu quer trabalhar e a indignação seletiva do Jornal Nacional

by Nelson Ferraz
hotel saint peter
O Jornal Nacional foi ao Panamá e dedicou uma reportagem de 6 minutos -- uma enormidade em termos de televisão -- ao escândalo do dia: a estrutura societária do hotel que cometeu a ousadia de oferecer um emprego a José Dirceu.
Seguindo o conhecido script, o senador tucano Álvaro Dias (PSDB/PR) foi ao plenário repercutir a matéria, dizendo que "o Jornal Nacional fez uma denúncia da maior gravidade, desenhando os caminhos da ilegalidade que levam esse empreendimento hoteleiro a uma arapuca no Panamá"; o que certamente será repercutido pela mídia num processo de auto-referência.
Se esta é uma denúncia da "maior gravidade", o que podemos dizer do helicóptero de um aliado de Aécio, apreendido com 445 quilos de cocaína? Ou o "mensalão" tucano, mais antigo do que o petista, e que ainda não foi julgado? Ou a acusação -- ou melhor, confissão -- de propinas pagas nas licitações do metrô de São Paulo?
Nada disso recebeu atenção equivalente da Globo, o que demonstra uma das formas mais insidiosas de manipulação na mídia brasileira: "agenda-setting" -- a capacidade da mídia de ditar o que é ou não relevante na agenda de discussão pública.
"The media doesn’t tell us what to think, but what to think about.”
("A mídia não nos diz o que pensar, mas sobre o que pensar")
Se a imprensa é um espelho do que se passa numa sociedade, a imprensa brasileira é um espelho deformado; e tão revelador quanto o que ela mostra, é o que esconde, revelando quem manipula o espelho -- aquele que nunca aparece em seu reflexo.
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