POLÍTICA - Almoço com o Lula

Dois dedos de prosa com Lula de olho no futuro

Blog do Ricardo Kotscho
image2 Dois dedos de prosa com Lula de olho no futuro
Arroz, feijão, filé de frango grelhado, carne ensopada, salada, gelatina e sorvete. Para beber, só agua mineral e refrigerante zero. O cardápio light do almoço no escritório combinava com o atual momento do ex-presidente Lula, totalmente recuperado do câncer da laringe, mais magro e de alto astral. "Só não vá me falar mal de ninguém...", recomendou, quando lhe disse que iria escrever sobre nosso encontro aqui no Balaio.
Nem haveria motivo. Falamos mais de planos para o futuro e das nossas famílias do que dos assuntos políticos do dia. Por falar nisso, pela primeira vez em muito tempo, ao longo da nossa conversa Lula não fez críticas à mídia, o que me chamou a atenção. Melhor assim. De bem com a vida, esperando o nascimento de mais um neto, o sétimo, o ex-presidente parece ter tirado um enorme fardo dos ombros depois de oito anos de Palácio do Planalto. E estava feliz também porque amanhã à noite vai receber mais um título de Doutor Honoris Causa, desta vez da Universidade do ABC, que ele mesmo criou em seu governo, e já conta com mais de 12 mil alunos.
À mesa da sala de almoço, só nós dois e seu fiel escudeiro Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula. Fazia tempo que a gente não tinha um papo assim tranquilo, desses em que se pode falar bobagem e não tem hora para acabar. Mesmo depois de ter deixado a presidência, Lula vive sempre cercado de gente, enfrentando uma agenda carregada, entre uma viagem e outra.
Na manhã desta terça-feira, ele tinha participado de uma longa reunião no pequeno auditório do Instituto Lula, com cerca de 20 representantes da Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), que foram convidá-lo para participar do V Encontro Nacional de Quilombos, e aproveitaram para lhe entregar uma lista de reivindicações. Lula ficou de encaminhar o documento à presidente Dilma.
Como já acontecia antes de ser eleito presidente, Lula faz questão de manter um diálogo permanente com os movimentos sociais, uma forma de se manter informado e, ao mesmo tempo, participar de algum jeito da busca de soluções para o país. É exatamente isso que o move no momento: despertar o interesse da sociedade, em especial dos jovens, para participarem das discussões sobre os rumos do país, em vez de ficar só reclamando pelos cantos.
Já há alguns meses ele vem se reunindo com um grupo de cerca de dez ex-integrantes do seu governo para pensar o Brasil do futuro, com metas, prazos e custos, sem o imediatismo dos programas das campanhas eleitorais. Para marcar um prazo de valor simbólico, lembrei-lhe que nem falta tanto tempo para comemorarmos o bicentenário da nossa Independência, no dia 7 de setembro de 2022.
O desafio deste projeto é não se transformar numa discussão acadêmica, criando mecanismos capazes de levar o debate aos diferentes setores da sociedade, que também estão pensando em propostas para o futuro. Isto já está sendo feito.
Em termos mais imediatos, ele terá nesta quarta-feira um novo encontro com a presidente Dilma Rousseff, que virá a São Paulo para participar da homenagem a Lula no ABC. Desta vez, certamente entrará no cardápio a reforma ministerial prevista para o início do próximo ano. É a vida que segue, sempre batalhando por um futuro melhor, que só depende de nós. Eleições à parte, é bom pensar nisso desde já.
Valeu, Lula. Foi muito bom o almoço. Até o próximo...

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Petrobras: Esclarecimentos sobre a produção no pré-sal


Esclarecimento da Petrobras sobre a produção no pré-sal:

“A Petrobras esclarece que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) adota um conceito de produção no pré-sal diferente do adotado pela companhia. A Petrobras considera como pré-sal reservatórios carbonáticos microbiais localizados abaixo da camada de sal. A agência, por sua vez, também inclui poços que produzem petróleo em formações geológicas conhecidas como coquinas, localizadas, principalmente, nos campos antigos da Bacia de Campos. Entre os seis poços que produzem a partir de formações de coquinas, três estão localizados no campo de Linguado, um em Trilha e dois em Pampo, todos na Bacia de Campos, com uma produção total baixa, de cerca de 1,2 mil barris por dia (bpd).

Dessa forma, segundo o conceito da ANP, 25 poços produziram no pré-sal em setembro e 27 poços em outubro. Esse aumento na quantidade de poços deveu-se à entrada em operação, no dia 26 de outubro, do Sistema de Produção Antecipada (SPA) ligado ao poço LL-07. Esse poço contribuiu com a produção mensal por apenas quatro dias durante o mês de outubro. Além disso, a Petrobras executou um teste de formação no poço ANP-01, na área de Franco, com apenas 72 horas de duração. Com isso, houve, efetivamente, apenas o aumento de produção do LL-07 e por pouco tempo, já que o o poço de Franco foi fechado após a realização do referido teste.

A Petrobras informa, também, que houve, de fato, uma redução na produção total do pré-sal, devido a problemas operacionais num compressor do FPSO Cidade de Angra dos Reis, no campo de Lula, na Bacia de Santos.

A companhia ressalta que no mês de novembro esse problema foi normalizado, com o registro, no dia 22, de novo recorde de produção diária no pré-sal, de 362,3 mil barris por dia (bpd).

Ainda em novembro foi batido novo recorde de produção mensal no pré-sal, com 339 mil bpd, graças à contribuição do LL-07 durante todo o mês de novembro e à entrada em operação do SPA conectado ao poço RJS-678 ligado ao FPSO-Cidade de São Vicente.

Para o recorde de 362,3 mil bpd, obtido com apenas 21 poços produtores, o pré-sal da Bacia de Santos contribuiu com 185,4 mil bpd, produzidos por oito poços, o que corresponde a uma média de 23,2 mil bpd por poço. Desses oito, dois poços, conectados a SPAs, estão com produção restrita devido à limitação da queima de gás. Por sua vez, o pré-sal da Bacia de Campos contribuiu com 176,9 mil bpd por meio de 13 poços, o que corresponde a uma média de 13,6 mil bpd.”

No Fatos e Dados
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Imaginem se o helicóptero do amigo do Aécio Neves cheio, 450 Kg, de cocaína - assunto morto na imprensa corrupta brasileira - fosse do amigo do Lula ou da Dilma. Imaginem se o roubo do Metrô da cidade de São Paulo - assunto morto na imprensa corrupta brasileira - fosse no governo do PT. Imaginem se o assalto a prefeitura de São Paulo viesse a público depois do mandato de Haddad, do PT. Imaginem se nos governos do PT tivesse o grande apagão de energia elétrica que houve no maldito governo de FHC, do PSDB. Imaginem se as reservas internacionais brasileiras fossem as mesmas do maldito governo do FHC

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Ruas exigem avanços no Brasil [1]

Foto: Igor Carvalho
Por Altamiro Borges

A exemplo do contexto mundial de tensão e instabilidade, o cenário brasileiro também é de incertezas. Até junho passado, alguns otimistas de plantão avaliavam que o país estava totalmente imune às turbulências internacionais. Apesar dos impactos da crise capitalista e do terrorismo de setores da mídia rentista, a economia nacional não parecia afundar numa nova recessão econômica. No campo político, o Palácio do Planalto já dava como certa a reeleição de Dilma Rousseff e a oposição conservadora estava abatida e dividida.


De repente, para surpresa de muitos, milhões de pessoas saíram às ruas do Brasil para demonstrar a sua insatisfação e exigir mudanças mais profundas no país. Em curto espaço de tempo, nos meses de junho e julho, ocorreram mais de mil manifestações em todos os estados e recantos da federação – algumas com centenas de milhares de presentes, outras menores e mais agressivas. O governo federal entrou em pânico; já a direita nativa, que sempre temeu as ruas, tentou pegar carona nos protestos para se reabilitar; e alguns setores sonharam que a revolução socialista estaria na próxima esquina.

Passada a tormenta inicial, as manifestações refluíram, mas o país continua sentado num vulcão em processo de erupção. As incertezas estão no ar carregado, o que coloca novos desafios para a luta dos trabalhadores. É possível avançar nas mudanças no Brasil, superando as suas desigualdades sociais crônicas e suas graves distorções nas instituições democráticas; mas também há riscos evidentes de retrocesso.

A chamada ‘jornada de junho’ teve início com uma demanda concreta e simples – a redução de 20 centavos nas passagens do transporte público em São Paulo. Mas ela já expressava um grande anseio da sociedade por mobilidade urbana. Atualmente, segundo várias pesquisas, os brasileiros gastam quase três horas no trânsito caótico para ir e voltar do trabalho. As próprias melhorias recentes no país, com a inclusão de mais de 40 milhões de pessoas no mercado de consumo e a geração de 19 milhões de empregos, agravaram o problema da mobilidade nos principais centros urbanos do país.

O Movimento Passe Livre (MPL), que já existe há mais de dez anos, convocou as manifestações contra o aumento das tarifas de ônibus e trens, mas nem ele esperava a enorme receptividade à iniciativa. Diante dos protestos quase diários, o governador Geraldo Alckmin fez o que já é uma marca dos tucanos: abusou da violência policial com o uso de spray de pimenta e de balas de borracha. Dezenas de manifestantes foram presos, espancados e feridos – inclusive vários jornalistas da velha mídia que clamou pela truculência contra os jovens. A brutal repressão, rapidamente difundida pelas redes sociais na internet, gerou um forte sentimento de solidariedade em todo o país.

Os protestos se espalharam pelo território nacional e ampliaram sua pauta de exigências, tornando-a mais difusa. Neste cenário confuso e tenso, a direita nativa – inclusive setores neonazistas – tentou capturar o movimento de rua, impondo a sua agenda conservadora e direcionando a revolta contra o governo federal. Diante do perigo iminente, os trabalhadores entraram em cena para exigir avanços e para evitar retrocessos no país. As centrais sindicais, de maneira unificada, convocaram dois dias nacionais de mobilizações e paralisações. A disputa sobre os rumos do Brasil foi para as ruas e praças públicas.

A mídia patronal, concentrada nas mãos de apenas sete famílias e com enorme poder de manipulação dos corações e mentes, jogou papel decisivo nesta contenda. Num primeiro momento, ela fez o que sempre faz diante das lutas populares, tentando ocultar os protestos. Num segundo momento, como também é do seu hábito, ela apostou na criminalização do movimento, exigindo imediata e implacável repressão da Polícia Militar. Servil à mídia, o governador tucano Geraldo Alckmin atendeu ao pedido e promoveu um verdadeiro massacre nas ruas de São Paulo. A violenta repressão teve efeito inverso, gerando forte solidariedade nacional aos protestos liderados pelo MPL.

Diante deste resultado inesperado, a mídia adotou numa terceira estratégia, revelando todo o seu oportunismo. Ela passou a incentivar as manifestações e passou a disputar os rumos do movimento, impondo sua agenda conservadora e oposicionista. A Rede Globo – a mesma que confessou em agosto seu “erro” no apoio ao golpe militar de 1964 – foi a mais explícita nesta manobra. Um dos seus colunistas, Arnaldo Jabor, chegou a comparar os manifestantes aos criminosos do PCC. Pouco depois, ele pediu desculpas e conclamou os jovens a irem às ruas contra o governo Dilma.

A TV Globo até deu dicas de como os manifestantes deveriam se vestir e, num gesto inusitado, derrubou a sua grade de programação, suspendendo a apresentação da sua “sagrada” novela. A manobra golpista da mídia patronal, porém, não alcançou completamente os seus objetivos. Ela serviu para desgastar a presidenta Dilma Rousseff, que despencou nas pesquisas de opinião, mas não resultou no fortalecimento da oposição de direita nem paralisou o governo. Um dos gritos mais entoados nos protestos de rua foi “O povo não é bobo, fora Rede Globo”. As sedes da emissora e de suas afiliadas em vários estados passaram a ser alvo das criticas irreverentes dos jovens manifestantes, que lançaram raios laser em seus estúdios e jogaram esterco em seus portões.

* Texto elaborado para o congresso do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo (Sintaema).

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Leia também:

- A crise capitalista e os trabalhadores [1]

- A crise capitalista e os trabalhadores [2]

- A crise capitalista e os trabalhadores [3]
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Produção industrial sobe 0,6% e surpreende analistas brasileiros

Produção industrial sobe 0,6% e surpreende analistas brasileiros

4/12/2013 12:02
Por Redação, com Reuters - do Rio de Janeiro

A produção industrial brasileira surpreendeu em outubro ao crescer 0,6% sobre o mês anterior
A produção industrial brasileira surpreendeu em outubro ao crescer 0,6% sobre o mês anterior
A produção industrial brasileira surpreendeu em outubro ao crescer 0,6% sobre o mês anterior, bem melhor do que o esperado e mantendo-se pelo terceiro mês seguido em território positivo. Na comparação com outubro de 2012, a produção avançou 0,9%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, segundo resultado positivo.
Os resultados ficaram acima do esperado em pesquisa da agência inglesa de notícia Reuters e, no caso da comparação mensal, superou até mesmo a projeção mais otimista. A mediana das estimativas apontava alta de 0,05%, com as contas variando de contração de 0,50% a alta de 0,50%. Ante o mesmo mês do ano passado a projeção era de avanço de 0,4%.
Em outubro, um dos destaques ficou para a categoria Bens de Capital, uma medida de investimento, que avançou pelo terceiro mês seguido ao subir 0,6%  sobre setembro. Bens Intermediários, por sua vez, registrou alta de 0,3 %.
Já a categoria Bens de Consumo, ainda segundo o IBGE, também mostrou avanço mensal de 0,3 %, com a alta de 1%  em semiduráveis e não duráveis compensando a queda de 0,6%  dos produtos duráveis.
Pelos ramos de atividade, 21 dos 27 pesquisados apresentaram crescimento mensal, com destaque para edição, impressão e reprodução de gravações (13,1%), máquinas e equipamentos (2,7%), refino de petróleo e produção de álcool (2,2%) e indústrias extrativas (2,0%).
Embora o resultado de outubro tenha marcado a terceira alta mensal seguida, o movimento não foi forte suficiente para reverter completamente a queda mensal de 2,5 %  em julho (2,5%), destacando a dificuldade do setor e da economia como um todo em imprimir uma recuperação mais robusta.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encolheu 0,5%  no terceiro trimestre deste ano, primeiro resultado negativo e o pior em mais de quatro anos.
Os sinais para novembro não são animadores. A pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) realizada pelo Markit indica que a atividade da indústria voltou a contrair no mês passado, com declínio no volume de novos pedidos e redução da força de trabalho.
O IBGE ainda revisou o dado de produção industrial de setembro ante agosto para alta de 0,5%, ante 0,7 %. Já o crescimento da produção em setembro ante o mesmo mês de 2012 foi revisado para 1,8%, ante 2 %.
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