Como se formou o pior STF da história do Brasil?


Reclamem com os responsáveis
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Genuíno sai de cena contra "humilhação" e "ilegalidade"



Marco Damiani 247 – O deputado José Genoino evitou uma crise política no Brasil. Ao renunciar, hoje, ao mandato de deputado federal pelo PT de São Paulo, ele preservou a Câmara de uma decisão a fórceps, arrefeceu ânimos entre correligionários e adversários e, sobretudo, deu uma lição em seus acusadores. Preso em regime domiciliar  temporário na casa da filha, em Brasília, Genoino está proibido de se manifestar publicamente, não pode dar entrevistas e nem escrever artigos. A amigos, porém, expressou o motivo de seu gesto.
- Entre a humilhação e a ilegalidade, preferi a dignidade é a frase repetida pelos interlocutores do deputado a quem quer saber sobre o estado de ânimos dele.
Genoino evitou que os parlamentares fossem forçados, pela pressão midiática, a cassar um parlamentar sempre citado em todas as listas de mais influentes do Congresso. Os colegas dele, mesmo os das novas gerações, sabem que, ao longo de sua história, o ex-presidente do PT entrou em todos os grandes debates nacionais, da Constituição às eleições diretas para presidente, da cassação do mandato do presidente Fernando Collor à liderança no governo Lula.
No desfecho dramático de uma carreira de 26 anos no parlamento, tempo no qual se destacou como um tipo de deputado dos deputados, sempre dos mais ativos, participativos e assíduos no plenário, na tribuna e nas comissões, Genoino compreendeu os fatos. Se não renunciasse, sem dúvida ele levaria a Câmara presidida por seu amigo e colega de todo período Henrique Alves a ser, literalmente, imprensada entre a mídia tradicional e seus arautos e a consciência coletiva e individual de cada deputado.

e pediu seu afastamento da cena após ter demonstrado o caráter excepcional e persecutório de sua prisão em regime fechado pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa.

Outra coisa que, na Câmara, todos sabem, é que Genoino foi também um dos políticos com menor patrimônio entre todos, dono de uma casa simples num bairro de classe média em São Paulo, apenas. Os motivos para não cassá-lo seriam inúmeros contra, do outro lado, o vozerio dos antigos jornalões e televisões familiares, a pressionar pela degola do homem a ser abatido mais de uma vez.
Na renúncia, Genoino faz um gesto pela pacificação. Sai de cena e se prepara para tentar encontrar alguma paz na prisão a qual foi condenado. Não abriu uma crise que poderia se arrastar por semanas, com todo o ritual processual da Câmara, inflar ânimos e dividir o País, caso esperasse o veredito final na posse de seu mandato popular.
Na mesma medida do atenuar das tensões, o procurador-geral Rodrigo Janot solicitou formalmente ao presidente do STF prisão domiciliar por 90 dias para Genoino, em razão do seu estado de saúde. Barbosa, no entanto, tem em mãos um laudo médico do Hospital Universitário de Brasília, segundo o qual a saúde de Genoino não demanda cuidados especiais em prisão domiciliar.
Será mesmo que Joaquim Barbosa é capaz de tripudiar de quem deixou a cena para cumprir sua pena em silêncio e aplicar-lhe um novo castigo?
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Do Blog O TERROR DO NORDESTE
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A falsa vitória dos golpistas

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Finalmente encontrei a imagem que eu vinha buscando, há dias, para entender um paradoxo. Por que a vitória da mídia, da direita e dos coxinhas psicóticos, no caso do mensalão, teve um resultado tão melancólico? Como alguém pode subir ao podium, estourar uma champanhe, receber uma medalha, e ao mesmo tempo ser observado, por outros, como alguém que está sofrendo, sem disso ter consciência, uma derrota acachapante?


O julgamento do mensalão, da maneira como foi conduzido, noticiado e finalizado com as prisões de Dirceu e Genoíno, talvez tenha sido o canto do cisne da mídia. A sua última vitória. Última não no sentido de a mais recente, mas de derradeira. O início do fim.

Não quero me iludir ou dourar a pílula. Admito a derrota. O nosso campo conseguiu vencer a mídia em várias frentes, nos últimos anos. Por isso mesmo, o mensalão tornou-se tão importante para a mídia. Era um ponto de honra para ela vencer essa batalha. E quando falo “mídia”, refiro-me a todo um bloco de poder, um dos mais fortes no país, liderado politicamente pela grande imprensa, mas que reúne diversos setores sociais importantes, na classe média, nas elites e até mesmo junto ao povo.

No caso do mensalão, perdemos.

E, no entanto, vencemos.

A imagem que eu, no início do post, disse ter finalmente encontrado é a cena que abre e fecha um clássico do cinema italiano: o filme C’eravamo tanto amati, de Ettore Escola, ou Nós que nos amávamos tanto. A cena traz um paradoxo. Três amigos, dois homens e uma mulher, param um carro velho e cheio de defeitos (o volante só funciona para a esquerda) junto a uma mansão situada num bairro de ricaços, no subúrbio de Roma. Eles saem do carro e caminham ao longo da murada. Vêem um homem sair da casa, vestindo um roupão, e dirigir-se à beira da piscina. O homem escala um trampolim, estica os braços e mergulha. A cena congela com o homem parado no ar.

À primeira vista, estamos diante de um vencedor. Um homem de meia idade, atlético, bonito, rico, proprietário de uma linda mansão com piscina num dos melhores bairros dos arredores da capital italiana.

Entretanto, acontece uma coisa estranha. Os três amigos que assistem a cena observam o homem com estupefação e melancolia.

“Pobre Gianni”, diz a moça, contemplando tristemente o seu ex-amigo. Os outros também fazem comentários parecidos e todos voltam ao carro, para ir embora. Qual o mistério? Como assim, “pobre Gianni”? É isso que o filme irá explicar. Apesar de toda a riqueza aparente, Gianni (interpretado por Vittorio Gassman) era um homem destruído moralmente. Não tinha mais alma. Para chegar onde chegou teve que se vender a um político corrupto da direita, admirador de Mussolini, inclusive casando com sua filha, que não amava, abandonando seu grande amor, a linda Luciana, interpretada por Stefania Sandrelli.

Antes que um coxinha confunda as bolas, esclareço um ponto: Gianni não era um político de esquerda que se alia, politica ou eleitoralmente, a um quadro conservador com vistas a vencer um adversário ainda mais à direita, ou formar uma coalização de governo. Gianni largou o emprego de assessor de um político de esquerda para se tornar empregado de um parlamentar de inclinações fascistas. Mais ainda: ele ingressa na própria família do parlamentar, e assume o comando de suas negociatas e golpes, adotando um discurso cínico e antipovo.

Gianni não se alia ao diabo; ele toma o seu lugar. A sua vitória, portanto, é falsa, porque foi paga com a sua alma. O seu antípoda é o ultrapolitizado Antonio, vivido por Nino Manfredi, um enfermeiro de hospital que, aos poucos, se vai emancipando economicamente. Conforme os anos se passam, Antonio se torna uma espécie de operário aburguesado, que vota na centro-esquerda e rechaça o radicalismo vazio de Nicola, o terceiro do grupo de amigos que haviam lutado juntos na Resistência contra o fascismo. Nicola era um professor falido e amargurado, com ideais puros. Antonio se casa com a musa do filme, Luciana, e, pese as dificuldades econômicas que ainda enfrenta, é um homem feliz.

O filme é uma grande metáfora da história política italiana. Mas a imagem que eu procurava estava ali, naquela cena paradoxal, onde um homem rico e esbelto, saltando na piscina, representa o derrotado. A mídia, em especial a Globo, conseguiu prender os “mensaleiros”, mas ao custo de vender o prestígio que vinha, com muito esforço, tentando recuperar após a redemocratização.

A prisão dos mensaleiros fez os coxinhas psicóticos terem orgasmo. Sentem prazer com a desgraça dos réus, condenados num processo notoriamente político, onde tudo foi de exceção. Mas eu os vejo como derrotados, porque se submeteram a um circo vergonhoso. Chancelaram um julgamento farsesco. O Datafolha pode até afirmar que a maioria apoia a prisão dos “mensaleiros”. Claro, a informação que chegou ao povo, inclusive aos simpatizantes do PT, é de que houve uma série de crimes. Em alguns casos, até houve crimes, mas não os crimes mencionados pela acusação.

Neste sentido, outro grande derrotado é o Supremo Tribunal Federal (STF). Confira essa fala de Ayres Brito, por exemplo, durante o julgamento do mensalão, onde ele diz que a Companhia Brasileira de Meios de Pagamento, a Visanet, uma empresa multinacional, é “pública” porque traz o “Brasileira” no nome… Brito diz que a Visanet é como a Embrapa… É simplesmente inacreditável. Como alguém pode ser tão ridículo?

E pensar que este homem, dias depois de se desligar do STF, após cumprir a missão imposta pela mídia, assinou o prefácio do livro de Merval Pereira, colunista político da Globo. Eles nem disfarçam! O julgamento está cheio de erros grotescos desse tipo. A mídia é cúmplice dos erros porque jamais os denunciou.

Dezenas de comentaristas contratados pelos grandes meios de comunicação acompanharam o julgamento e ninguém teve a coragem de apontar seus erros. Erros lógicos. Erros de data. Erros de números. Erros de nome. Erros crassos sobre o funcionamento de campanhas eleitorais. Erros monumentais sobre o que são acordos políticos e partidários.

A mídia explorou todos os preconceitos populares contra a classe política e conseguiu transformar os réus nos bodes expiatórios de séculos de corrupção. Ao adotar a fórmula clássica do linchamento, porém, jogou no lixo qualquer imagem de referencial democrático que pudesse aspirar. Abandonou todos os escrúpulos éticos que acalentava após o fim da ditadura. E não obteve ganho político significativo.

Ao contrário. Dirceu e Genoíno foram presos de braços erguidos. Importantes juristas e mesmo associações de magistrados se indignaram contra as ilegalidades. A classe política ainda está em estado de choque com o show de sadismo de Joaquim Barbosa e mídia na prisão intempestiva de um homem doente como José Genoíno. Mais importante que tudo: a mídia e seus correligionários perderam eleições em 2012 exatamente em meio aos momentos mais sensacionalistas do julgamento do mensalão. E correm o risco de perder ainda mais poder em 2014, conforme já apontam as pesquisas de intenção de voto.

Além disso, o caso do mensalão vive o seu anticlímax. Agora que os réus foram presos, que a justiça “foi feita”, a novidade virá dos próprios condenados. Afinal, justa ou injustamente, eles já começaram a pagar a sua dívida com a sociedade. Não estão mortos. A decisão de proibir Genoíno de dar entrevistas, por exemplo, é só uma tentativa ridícula e desesperada de adiar o inevitável. Eles terão oportunidade de dar sua própria versão sobre o acontecido.

A novidade agora não é a condenação, que já aconteceu; não é a prisão, que já aconteceu. A novidade são os erros do processo. A novidade é que agora temos todo o tempo do mundo para analisar esses erros, destrinchá-los, denunciá-los, e apontar os perigos de uma corte suprema ultrapoderosa (a mais poderosa do mundo, segundo Canotilho, constitucionalista português) vergada à pressão da mídia. E conforme formos ampliando o acesso a estas informações a um conjunto maior de pessoas (e não só brasileiros), estaremos cada vez menos sozinhos nessa luta.

Queremos que todos os corruptos sejam punidos, do PT, do governo, de qualquer partido. Mas exigimos uma corte suprema livre de pressões espúrias, e que os julgamentos se dêem de forma limpa, isenta e objetiva, fundamentados em provas e não em ilações e preconceitos. O julgamento do mensalão teve importância histórica, sim, porque marcou um dos momentos mais indignos do STF, e nos alertou para os perigos de uma aliança conservadora e golpista entre mídia e ministros do Supremo.

A “vitória” da mídia foi prender um homem sem uso de provas, como é o caso de Dirceu; e que usará este fato para construir uma resposta histórica e avassaladora contra o neogolpismo judiciário que emergiu no país. A “vitória” da mídia foi cometer a vileza inominável de inflingir uma tortura desnecessária a um político a quem o Estado já havia torturado uma vez, como é o caso de José Genoíno. A “vitória” da Globo foi terminar o ano com a menor audiência de sua história, e ainda manchada com uma grave denúncia de sonegação feita por um humilde blogueiro.

No fundo, eles sabem que perderam, e talvez seja essa a explicação para seu sadismo contra Genoíno e Dirceu: não aceitam que eles tenham se entregado à polícia de cabeça erguida, os punhos erguidos em sinal de vitória. E também por isso Dirceu e Genoíno ergueram os braços. Ambos sabem que a própria injustiça da qual são vítimas é o louro de seu triunfo. O que perderam em liberdade, ganharam em honra.

Deixemo-los, portanto, aos barões da mídia, aos coxinhas psicóticos e raivosos, darem seu último mergulho na piscina de suas indignidades e vilezas. Deixemo-los se comprazer com sua efêmera vitória, e comemorarem o sofrimento de um homem íntegro como José Genoíno. Eles não poderão jamais matar a paixão com a qual travamos o bom combate político. Eles não tem tanto poder assim. Nem nos persuadirão, como às vezes tentam fazer com suas provocações, a ultrapassar o marco democrático e apelar à violência. Não.

A nós, interessa a paz e a democracia. Foram eles que defenderam a ditadura, a truculência, a censura. Fomos nós que lutamos pela democracia, pela paz e pela liberdade. Iremos vencê-los nas urnas, e esmagar seus ímpetos golpistas com leis democráticas e universalizantes. E todos os seus golpes de hoje serão cobrados com juros e correção monetária.
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Lobão e Aécio: irmãos nas bobagens

Do Blog do Miro - terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Por Cadu Amaral, em seu blog:

A cada expoente que a direita recorre para soltar sua verborragia, mais ela dá assim atestado de demência e, em boa parte das vezes, de caradurismo infantil. O primeiro é o ex-roqueiro Lobão. Toda vez que abre a boca para comentar sobre o que quer que seja, a sensação que dá é que uma estrela se apaga no céu, tamanha as bizarrices que saem de sua boca.


 Em sua participação no programa Roda Viva, da TV Cultura em São Paulo, ele perdeu completamente o senso do ridículo ao se referir à presidenta Dilma Rousseff. Agressões que, por respeito a você que lê esse texto, não serão repetidas. Atualmente o Roda Viva é coordenado pelo “jornalista” Augusto Nunes, de Veja. Ele e Lobão têm estilo parecido ao balbuciar sandices.

Não que as pessoas não possam discordar da presidenta Dilma. Ou de quem quer que seja, mas isso tem que ser feito dentro do que realmente importa: ações e ideias. Nunca verborragia banhada a ódio de classe, regada à boca suja e mal educada.

Lobão saiu de rebelde a mauricinho raivoso. Na verdade, parece que antes ele só queria entrar na festa dos bacanas. Agora conseguiu.

Outra figura que sempre que expõe suas posições e comenta fatos do cotidiano causa dor na espinha é o senador carioca por Minas Gerais e pré-candidato do PSDB à Presidência da República no ano que vem Aécio Neves.

Ele afirmou não ver ligações entre o helicóptero da família Perrella, com meia tonelada de pasta base de cocaína indo para a fazenda dos Perrella, e o senador Zezé Perrella.

Aécio também afirmou que Dilma está sozinha na mídia e que quando a campanha começar ele decola nas pesquisas. É fato que, quando a campanha propriamente dita começar, haverá mudanças nas pesquisas de intenções de voto dos candidatos. Até as pedras sabem disso. Mas dizer que Dilma está sozinha na mídia é de um devaneio sem tamanho.

As mesmas pedras que sabem que ao começar o período eleitoral, com as propagandas nos rádios e na tevê, os números das intenções de voto se alteram, sabem também que a grande mídia brasileira é anti Dilma e pró Aécio. Apesar de eles preferirem o Serra, mas se o eterno candidato não derrotar seu correligionário, vão de Neves mesmo. Quem não tem cão, caça com gato.

Essas sandices parecem aumentar a cada tiro n’água da oposição no Brasil. Inventaram de tudo: bolinha de papel, inflação estratosférica, julgamento de petistas em cadeia nacional durante as eleições de 2012, prisão em feriado cheia de questionamentos jurídicos – inclusive de juristas anti PT, tentaram mudar o foco das manifestações de junho... Enfim, nem as pesquisas de seus institutos lhes dão esperanças eleitorais para o próximo ano. A vida não está nada mole para eles. De repente é por isso que estão pirando.

Pelo menos a uma conclusão se chega: a direita não nasceu para ser vida louca. Há muito ódio e rancor em seus corações.

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Aécio distorce os fatos e manipula a realidade à luz de Lula e FHC


Blog Palavra Livre 3/12/2013
 
 


Por Davis Sena Filho  
 
 
O pré-candidato do PSDB a presidente da República, Aécio Neves, concedeu uma entrevista ao jornal espanhol El País. O tucano, como sempre, não disse nada com coisa nenhuma e mais uma vez não apresentou quaisquer propostas de governo e projeto de País para que a sociedade brasileira pudesse avaliá-los e, consequentemente, pensar em outra opção política que possa ocupar o espaço no lugar do PT.

As críticas de Aécio Neves ao Governo trabalhista são superficiais e vazias, porque não passam de lugares comuns, além de não serem acompanhadas de propostas que façam a maioria do eleitorado brasileiro ter esperança de concretizar mudanças que viabilizem as expectativas de melhorar a qualidade de vida e, por sua vez, termos um País mais justo e igualitário.

Acontece que nos últimos 11 anos o PT de Lula e Dilma Rousseff realizou uma revolução silenciosa e o País cresceu economicamente e socialmente como nunca se viu desde os tempos de Getúlio Vargas, ressaltadas as devidas proporções, porque são eras distintas, momentos históricos diferentes e realidades desconcertantes, pois o Brasil de Lula e Dilma é um País industrializado, enquanto Getúlio foi o percussor do desenvolvimento brasileiro, a começar pela industrialização e pelos direitos trabalhistas.

A entrevista do tucano Aécio Neves ao El País não chega a lugar algum, porque para se chegar a um destino é necessário, antes de tudo, começar a jornada ou simplesmente abrir a porta de saída. E isto, seguramente, o tucano presidenciável não o fez. Então, vejamos. O que Aécio Neves quer dizer quando afirma que "Os próximos quatro anos serão muito duros para o Brasil" ou "Precisamos de um governo rígido?”

Se algumas pessoas consideram essas afirmativas vagas, eu não as considero. E vou dizer por quê: quando o tucano fala em "governo rígido", pois acredita que os próximos quatro anos serão "muito duros", é porque ele, sub-repticiamente, aponta na direção do que os tucanos pensam sobre economia e sociedade, o que já mostraram quando governaram o País na década de 1990.

Aécio em sua entrevista fala aos banqueiros nacionais e internacionais, aos megaempresários dos setores industriais e comerciais, aos governantes dos países ricos e, sobretudo, à direita brasileira, que apesar de ter ganhado muito dinheiro durante os mandatos dos governantes trabalhistas, luta para que um dos seus retorne ao poder e, por seu turno, retome as políticas de austeridade econômica, que na verdade significam diminuir os investimentos do estado, apertar o cinto dos trabalhadores brasileiros, continuar com as privatizações e privilegiar os interesses dos ricos.

É o modus operandi dos tucanos e das administrações do PSDB. Essa gente não tem jeito. Continua a apostar no que não deu certo e por isso teve de ir ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. Os tucanos do apagão energético que prejudicou o País durante 14 meses e do afundamento da P-36, a maior plataforma de produção de petróleo no mundo cuja construção custou US$ 350 milhões.

Governaram o Brasil sem cuidados e zelo e o deixaram à deriva, porque a intenção era vender, alienar o patrimônio público e atender aos interesses dos países ricos e do mercado internacional de capitais. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — quando saiu do Senado para se candidatar à Presidência da República anunciou, em um discurso de conotação simbólica, que Era Vargas estava no fim e que o estado nacional não deveria mais ser empresarial.

O tucano quis dizer que a iniciativa privada tomaria as rédeas, os destinos do País, e deu no que deu: a entrega das estatais, o desemprego e a inflação de índices altos, a exclusão de milhões de brasileiros do consumo e do atendimento por intermédio de serviços públicos, como saúde e educação. FHC não construiu uma única escola técnica e universidade federal, além de destruir os sistemas de controle gerencial das empresas, pois insistiu em manter o câmbio fixo, além de ter zerado as reservas internacionais no ano de 1998. E o que aconteceu? Respondo: o Brasil quebrou novamente. Os tucanos são geniais, não são?

Anos depois, Lula assume o País. O político trabalhista institui as reservas como política administrativa. Realiza um forte contingenciamento nos primeiros anos de suas duas administrações e efetiva um colchão de proteção que fez com País saísse do atoleiro em que se encontrava. Paga a dívida externa, o Brasil se torna credor do FMI e cria os PAC 1 e 2, que transformam o País em um canteiro de obras, de construções, reformas e revitalizações da infraestrutura brasileira.

Além disso, Lula criou inúmeros programas sociais que dignificaram o povo, porque o incluiu ao invés de continuar a excluí-lo, como se fez durante séculos no Brasil, bem como continuaram a fazê-lo os tucanos, aqueles que governam e governaram para os ricos, porque querem um País VIP, para poucos e por isso nunca mais venceram eleições presidenciais, mesmo com o apoio e a cooperação sistemática de instituições conservadoras e elitistas como o STF e a PGR, além da cumplicidade infame dos magnatas bilionários da imprensa de negócios privados.

Lula, por intermédio de sua política econômica, fez o Brasil conquistar o Investment Grade, baixou os juros para um dígito e prefixou os juros da dívida interna, em real e não em dólar, o que, sem sombra de dúvida, deixou os jogadores do mercado com ódio e até com vontade de derrubá-lo do poder. Todas essas ações permitiram que as grandes empresas brasileiras se consolidassem no exterior.

Como se observa, o socialista e trabalhista Lula entende mais de capitalismo dos que se consideram os baluartes em defesa do capitalismo. A verdade é que os neoliberais, tucanos ou não, apostam no capitalismo selvagem, na exploração por si mesma e no sectarismo entre as classes sociais, pois a intenção é favorecer os "bem nascidos", os privilegiados e manter, a todo custo, o sistema de castas imposto pelos inquilinos da Casa Grande, que sonham, ardentemente ou febrilmente, com a volta da escravidão.

A resumir: os governos trabalhistas de Lula e Dilma Rousseff mostraram, inapelavelmente, o quanto os tucanos quando governaram foram irresponsáveis, fracassados, incompetentes, entreguistas, colonizados, subservientes e portadores de um imenso, gigantesco, incomensurável e inenarrável complexo de vira-latas. E dessa forma também se conduzem e se comportam os coxinhas de classe média porta-vozes da Casa Grande, eternos inconformados com a ascensão econômica e social de 40 milhões de brasileiros que há séculos eram inquilinos da Senzala.

O presidenciável Aécio Neves já deu a senha em sua entrevista ao jornal espanhol El País, que é esta: "Precisamos de um governo rígido", ou seja, vão dar prioridade às questões econômicas geradas pela frieza e impessoalidade dos gabinetes, porque o que somente interessa aos neoliberais são números, índices e gráficos, enquanto as questões humanas são relegadas a um segundo plano.

A verdade é que sempre fez ajustes e levou as leis da economia a sério foram os mandatários trabalhistas e que estão no poder sob a sigla do PT. Quaisquer jornalistas, economistas, historiadores, sociólogos e políticos sérios sabem dessas realidades e verdades. Os tucanos governaram o Brasil no "limite da nossa irresponsabilidade", como advertiu certa vez, em 1998, o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio o ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, em conversa telefônica cujo assunto era a participação dos fundos de pensão de estatais na privatização da Telebras. Os mesmos fundos usados um ano antes na compra e venda da Vale do Rio Doce.

Entretanto, Aécio se preocupa com o Bolsa Família, e o considera "enraizado". O tucano mineiro critica: "Mas para o PT ele (Bolsa Família) é um ponto de chegada, enquanto para nós é um ponto de partida. O Brasil não pode viver exclusivamente disso". Nada mais pueril e cínico a afirmativa de presidenciável do PSDB. Para começar, os governos Lula e Dilma implementaram inúmeros programas, que funcionam como uma rede de proteção social.

Bolsa Família, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Brasil Alfabetizado e Educação de Jovens e Adultos, ProUni, Brasil Carinhoso, Luz para Todos, Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais - Assistência Técnica e Extensão Rural, Tarifa Social de Energia Elétrica, Telefone Popular, Minha Casa, Minha Vida, Isenção de taxa para concursos públicos, Programa de Apoio à Conservação Ambiental - Bolsa Verde, Brasil sem Miséria, Rede Cegonha, dentre outros, além da valorização e recuperação do salário mínimo, que passou a ser tratado como política de estado e não apenas de governo.

Como se percebe, tais programas são políticas de estado e têm a finalidade de assegurar a sobrevivência de milhões de pessoas que estão em situação de risco, vítimas da pobreza, da miséria e do descaso e violência das nossas "elites" que durante séculos governaram o Brasil e não se deram ao trabalho de distribuir terras e renda e, consequentemente, promover o crescimento social daqueles que foram excluídos de gerações após gerações. Quando se exclui, diminui-se as oportunidades de se ter uma sociedade justa e democrática. E é exatamente isto que os ricos, os poderosos e os direitistas não querem. Ponto!

Aécio Neves tergiversa, manipula e distorce a verdade, a realidade e os fatos. O tucano sabe o que diz, pois a intenção é criticar para almejar vitória na corrida eleitoral. A verdade é que os tucanos estão desesperados, pois apesar dos ataques diários da imprensa venal e alienígena aos governos trabalhistas, os índices de aprovação da presidenta Dilma Rousseff nas pesquisas são altos e preocupam os "donos" do establishment, que são os moradores da Casa Grande e seus agregados e empregados pagos para defender o indefensável, o imponderável e o injustificável, exemplificados em concentração de renda e de riqueza, que se observa neste País ainda injusto e violento.

Contudo, o tucano de Minas tem seus calcanhares de Aquiles, a exemplo do Mensalão Tucano, do Trensalão Paulista, do Metrosalão Paulista e das privatizações, essas inesquecíveis a todos os brasileiros que prezam o Brasil. Políticos conhecidos do PSDB, como José Aníbal e Aloysio Nunes Ferreira são citados nos escândalos cujas origens são as multinacionais Siemens e Alstom.

Por sua vez, José Serra, Geraldo Alckmin e o falecido Mário Covas têm seus governos duramente questionados quanto à corrupção acontecida no decorrer dessas administrações neoliberais, que alienaram o patrimônio público do povo paulista e se dedicaram a criar pedágios e a atender os interesses da pior imprensa mercantil do mundo: a imprensa paulista, exemplificada em O Globo, TV Globo, TV Band, Folha, Estadão, Veja e Época. Nada é pior. E nada é mais infernal e destrutivo. A direita escravocrata brasileira em ódio e desencanto!

A entrevista de Aécio Neves ao El País é completamente vazia, pois o pré-candidato do PSDB não apresenta propostas e muito menos se compromete com o desenvolvimento e bem-estar do povo brasileiro. Ele, como todo "bom" tucano, evita o assunto, porque vive em um mundo paralelo, de altos negócios, compromissado com o empresariado e com os interesses dos países hegemônicos, como os Estados Unidos. Aécio é a direita disfarçada de playboy e um sorriso que a ninguém engana. Vai ser difícil parar para conversar com ele. Aécio Neves distorce os fatos e manipula a realidade à luz de Lula e de seu guru neoliberal cujo o nome é FHC. É isso aí.
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