A mídia e o mensalão


A prisão dos condenados no processo conhecido como Mensalão mobilizou a mídia nacional no feriado de 15 de novembro. As principais emissoras de televisão transmitiram as prisões ao vivo e programas jornalísticos deram grande destaque ao assunto com uso de câmeras exclusivas e recursos de arte para mostrar ao espectador detalhes das celas e da penitenciária em Brasília.

Os jornais impressos ampliaram o espaço para o fato principal, o mesmo se refletiu nas revistas semanais, nos sites jornalísticos e nas redes sociais.

A espetacularização da detenção dos réus e de todo o processo foi turbinada pelas transmissões das sessões do Supremo Tribunal Federal. Para os especialistas, a mídia teve um papel central no julgamento do Mensalão e os holofotes da mídia podem ter influenciado a decisão do STF.



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O futuro da Abril e das grandes empresas de mídia

Futuro complicado para os irmãos Gianca e Titi Civita

O futuro da Abril, como o de todas as grandes empresas de mídia, é mais ou menos como o de uma fábrica de carruagem quando surgiram os automóveis.

Não sobrou nenhum fabricante de carruagem.

A Abril, para ficar na imagem, sabe que carro não vai produzir, porque sua competência está toda voltada para as carruagens.

Mas está tentando achar outro espaço para evitar o cemitério.

É o que todos já sabemos, e é o que disseram esta semana ao jornal Valor Giancarlo Civita, primogênito de Roberto Civita, e o executivo Fábio Barbosa, presidente executivo da empresa.

Este espaço se chama educação. Mais que livros, que como as revistas estão sumindo por força da internet, a aposta se concentra em escolas.

Outras grandes empresas de mídia do mundo já disseram o que pensam a respeito do futuro da mídia impressa.

A News Corp, de Murdoch, separou seus negócios em dois. A área de entretenimento, à frente da qual está a Fox, ficou num lado. A de mídia – jornais como os britânicos Times e Sun e o americano Wall St Journal – foi para o outro.

A Time Warner fez o mesmo movimento. Separou as revistas e a área de entretenimento.

Em ambos os casos, o objetivo da separação foi evitar que o colapso de jornais e revistas afete os outros negócios.

A Abril não tem nem a Fox e nem a Warner para se agarrar. Daí a esperança depositada na educação.

Na transição, serão certamente desacelerados, ou simplesmente eliminados, os investimentos em revistas. Em pouco tempo, é difícil imaginar que sobrevivam, na Abril, mais revistas que Veja, Exame, 4 Rodas e Claudia.

Mesmo elas estarão menores e menos influentes a cada dia, pela excelente razão de que ninguém mais dá bola para revistas de papel.

O refúgio na educação, ainda que funcione, marcará uma nova etapa na vida da Abril. Educação está longe de dar o poder de influência que a mídia dá, e a rentabilidade é muito menor.

Os filhos de Roberto Civita provavelmente gostariam de vender a divisão de revistas, da qual só virão más notícias daqui por diante.

Mas aí entra um paradoxo, uma espécie de ajuste de contas da história com gente que mamou no Estado.

Vigora na mídia uma inacreditável reserva de mercado. O Brasil se abriu à competição estrangeira nos últimos vinte anos, mas a mídia – por seu poder de intimidação – continuou protegida.

Estrangeiros podem comprar apenas 30% das ações das empresas. No caso da Abril, isso já foi feito.

Durante muitos anos, a reserva ajudou. Você ficava livre de competidores temíveis de mercados mais avançados.

Mas agora veio a ressaca. A reserva limita severamente as possibilidades de vender uma empresa. Quem, no Brasil, teria dinheiro para comprar uma grande empresa de mídia?

Não será surpresa se as empresas se juntarem, em algum momento, para reverem uma legislação que as favoreceu absurdamente. Se você quer vender e cair fora do negócio, a reserva já não significa nada senão um obstáculo à venda.

Com o mesmo entusiasmo cínico usado para defender a reserva – a Globo chegou a falar no risco de propaganda comunista se uma emissora chinesa se instalasse no Brasil – as companhias de mídia defenderão o oposto.

Vai ser interessante acompanhar os próximos anos na mídia.

Paulo Nogueira
No DCM
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Charge online do Bessinha

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CRUEL COM JOSÉ GENOÍNO, MINISTRO JOAQUIM BARBOSA MANDA FAZER PERÍCIA EM ROBERTO JEFFERSON ANTES DE PRENDER

TRATADO COM TODO O RESPEITO E COM PLENA OBSERVÂNCIA DA BOA PRÁTICA DA JUSTIÇA. JEFFERSON ERA PRESIDENTE DO PT....................B
Quanto mais correto e prudente, sensato e humano em relação à decretação da prisão de Roberto Jefferson, o Ministro Joaquim Barbosa deixa evidente o quanto foi precipitado, imprudente, arbitrário e cruel em relação ao ex-presidente do PT, sem o B, José Genoíno
Barbosa determina que junta médica avalie saúde de Roberto Jefferson
André Richter - Agência Brasil

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, determinou hoje (29) que uma junta médica avalie o estado de saúde do presidente licenciado do PTB, Roberto Jefferson. Ele foi condenado a sete anos e 14 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em regime semiaberto, na Ação Penal 470, o processo do mensalão.
Uma junta médica do Instituto Nacional do Câncer, do Rio de Janeiro, deve ser composta em 24 horas. Segundo Barbosa, os médicos deverão esclarecer se Jefferson pode cumprir a pena em uma penitenciária ou deve cumprir prisão domiciliar. No ano passado, Jefferson passou por cirurgia para a retirada de um tumor no pâncreas.
Segundo Barbosa, o regime domiciliar pode ser concedido ao condenado, mas ele deverá provar a gravidade da doença. “Considerando o relatório médico apresentado pelo sentenciado nos embargos de declaração, que dá conta de tratamento por “neoplasia maligna da cabeça do pâncreas”, à qual se seguiram “incremento de deficiência nutricional crônica de que era portador” e “episódios intermitentes de febre aferida”, mostra-se condizente com as finalidades da execução penal o pronto exame do pedido feito pelo sentenciado Roberto Jefferson, antes de dar início à execução da sua pena”, decidiu o presidente.
Na fase de julgamento dos recursos contra as condenações, a defesa de Jefferson pediu ao Supremo que a pena fosse substituída por prisão domiciliar, mas o pedido não foi analisado. Para Barbosa, "as formalidades legais" não foram observadas.
Na época, a defesa de Jefferson fez a solicitação alegando questão humanitária: “Requere-se ao menos, tendo em visto ao gravíssimo estado de saúde em ele se encontra que, por uma questão legal e, acima de tudo, humanitária, seja substituída por sanções restritivas de direito, sob pena de, no seu caso, a eventual execução da pena corporal num estabelecimento prisional transformar-se em verdadeira pena de morte”.
Edição: Beto Coura

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BOMBA DE GASOLINA - REAJUSTADO PREÇOS DO DIESEL E DA GASOLINA

O impacto do reajuste da gasolina e diesel na inflação será pequeno. O preço deve variar 5 centavos por litro para quem abastece seu veículo. Para a Petrobras, porém, o reajuste é importante, pois vai reduzir a diferença entre o preço dos combustíveis no mercado internacional e o praticado no Brasil. Para o governo, o reajuste agora, é bom, pois melhora o CAIXA sem prejudicar o controle da inflação, e ainda reduz a pressão sobre a empresa, que mostra ter fôlego para continuar com seus ambiciosos projetos.

Petrobras reajusta preços da gasolina e do diesel nas refinarias
30/11/2013 -
Elaine Patricia Cruz - 
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – A Petrobras reajustou ontem (29/11) os preços da gasolina e do óleo diesel para as refinarias. Segundo fato relevante divulgado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no início da noite de hoje, a gasolina será reajustada em 4% e o óleo diesel em 8%. De acordo com o comunicado, os novos valores entrarão em vigor a partir da meia-noite desta sexta-feira.
O último reajuste da gasolina ocorreu no dia 30 de janeiro, um aumento de 6,6%. Já o diesel subiu 5,4% e mais 5% no dia 6 de março. 
Segundo a Petrobras, o reajuste busca alcançar “a convergência dos preços no Brasil” com os preços vigentes no mercado internacional. 
O valor do reajuste, segundo a empresa, não inclui os tributos federais (PIS/Cofins e a Cide) e estaduais (ICMS).
Hoje o ministro da Fazenda Guido Mantega, que preside o Conselho de Administração da Petrobras, esteve na sede da empresa, em São Paulo, reunido com o conselho, que definiu o valor do reajuste.
Edição: Aécio Amado
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