Juliana, boa noite ou melhor, madrugada



Ela é linda,
ela é tudo que eu queria,
ela entrou no coração.
Olhos Claros,
que me envolvem de magia,
e me deixa sem ação,
Não há lugar,
que quero estar,
se eu não tiver você.

Refrão :

Me abrace,
não vá embora,
eu te quero toda hora aa
oh Juliana,
me dê a mão,
me segure,
que seja eterno enquanto dure amor,
oh Juliana aa,
oh Juliana !

Clique para ver...

Dia de Solidariedade ao Povo Palestino

Editorial do sítio Vermelho:

Este dia 29 de novembro tem significado duplo para a questão palestina. Além de representar, desde 1977, o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, definido pela resolução 32/40 da Assembleia Geral das Nações Unidas, também passou a representar um ano desde o tardio reconhecimento da Palestina como Estado observador não membro da ONU, em 2012.


 Neste dia, em 1947, a Assembleia Geral aprovou a resolução 181 (2) de partilha – até hoje incompleta – da Palestina. Garantiu a institucionalização de Israel, um Estado cuja origem baseia-se na colonização europeia, mas não cumpriu a promessa de criação, em paralelo, do Estado da Palestina, deixando milhões de refugiados palestinos no limbo da história.

Ainda assim, o dia tem a sua importância. Dá à questão alguma visibilidade e representa a data em que o Estado da Palestina foi reconhecido por quase 140 entre os 193 Estados membros da ONU, com o apoio à causa justa do povo palestino pela sua libertação. A posição de “observador não membro” foi garantida, porém, para apaziguar alguns ânimos fervorosamente contrários à autodeterminação palestina.

Embora tenha significado uma vitória para o povo palestino, a eficiência do novo estatuto ainda é veementemente questionada, sobretudo dada à contínua e flagrante violação israelense dos direitos humanos e à ocupação criminosa, secundada pelo imperialismo estadunidense e por aliados europeus.

Por isso, algumas implicações legais derivadas do reconhecimento da Palestina como Estado devem ser esclarecidas para que suas estratégias políticas sejam fortalecidas, frente a um opositor visivelmente alheio à diplomacia e à justiça. Um “processo de paz” infinito demonstra continuamente que o objetivo dos governos de Israel e dos EUA, no papel fictício de mediador, é a manutenção efetiva da situação tal como ela está – de ocupação de todo um povo sobre outro, em grave violação do direito internacional.

Em 2005, a resolução 60/37 da Assembleia Geral da ONU pedia ao Comitê sobre o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino e à Divisão para os Direitos Palestinos que continuassem realizando uma exibição anual sobre os temas em cooperação com a Missão Permanente de Observação das Nações Unidas na Palestina. É um exemplo de iniciativa que a ONU tenta empreender para compensar sua responsabilidade histórica na injustiça.

A criação da Agência das Nações Unidas para Assistência e Trabalhos para Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA, na sigla em inglês) representa outro mecanismo dedicado à situação específica dos palestinos, a quem foi dada alguma excepcionalidade, com questões de fundo – como a hereditariedade do estatuto de refugiado – que, de certa forma, e involuntariamente, acabam por perpetuar a situação dos palestinos como povo desprovido de direitos civis.

Apesar de a história recente dos palestinos ser dominada por frustração e alienação – ineficácia dos processos de paz, negligência relativa à ocupação israelense, violação sistemática dos direitos humanos e exílio –, este dia também representa alternativas, através da vitória que o apoio de numerosos países ajudou a garantir ao Estado da Palestina.

A autodeterminação, a representação dos palestinos no cenário internacional, a cidadania, a definição territorial e a contínua violação dos direitos humanos e do direito humanitário – relativo às situações de guerra – terão outro espectro, já que a Palestina transforma o seu estatuto como sujeito de direito internacional. Com a estagnação e o impasse fundamental das negociações com os israelenses, as autoridades palestinas poderão tomar medidas importantes permitidas por esta transformação, como a denúncia de Israel ao Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade e, em específico, pela ocupação.

Segundo a diplomacia palestina, seu objetivo é manter a cooperação e a convivência pacífica ao lado do Estado israelense, mas, de acordo com o ex-chefe da equipe de negociações, Saeb Erekat, esta coexistência será assentada na relação de igualdade soberana, e não de subjugação colonialista.
Clique para ver...

Beto Richa vai trair Aécio Neves?

Por Esmael Morais, em seu blog:

A primeira facada nas costas do senador mineiro Aécio Neves veio nada mais nada menos de onde mais se esperava (sic): do próprio ninho.

O tucano Beto Richa, governador do Paraná, em evento promovido pela Faep (Federação de Agricultura do Paraná), hoje (29), diante de 2 mil agricultores, afirmou que o colega pernambucano Eduardo Campos (PSB), candidato à presidência da República, “é o melhor gestor do país”.


Não é o primeiro flerte entre Richa e Campos. O namorico vem sendo intermediado pelo ex-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), pupilo do governador paranaense, e pelo presidente do PSB no Paraná, Severino Araújo, amigo do falecido ex-governador Miguel Arraes - avô do pernambucano presidenciável.

Com dificuldades em alçar voo e com desempenho sofrível nas pesquisas, Aécio tem sido tratado no PSDB como “corno” — o último a ficar sabendo quando traído. Note que tomo emprestada a expressão “corno” do próprio tucano que a utilizou para descartar a ideia de palanques duplos nos estados com o Campos (clique aqui para relembrar).

Em sua visita ao Paraná, nesta sexta, Campos prometeu apoio do PSB à reeleição de Richa. Em contrapartida, é óbvio, Richa dará uma força para Campos. Nessa jogada, Aécio fica literalmente na mão, ou seja, vai sendo “cristianizado” pelo próprio PSDB.

Para quem não sabe ou não se lembra, “cristianização” em política é sinônimo de abandono. A expressão remete à eleição presidencial de 1950, quando o também mineiro Cristiano Machado (1893-1953) lançou sua candidatura à presidente da República pelo PSD – Partido Social Democrático – maior legenda da época.

Entretanto, a proximidade da vitória de Getúlio Vargas ( que concorria pelo velho PTB) fez com que o PSD em peso abandonasse Machado em apoio a Vargas. Portanto, quando se diz em política que alguém está sendo cristianizado, isso significa que esse candidato está sendo deixado pelos próprios companheiros.
Clique para ver...

O "farinhaço" em Minas Gerais

Clique para ver...

O BB e os R$ 73,8 milhões do "mensalão"

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A notícia de que o Banco do Brasil resolveu ir atrás dos recursos que teriam sido desviados para o esquema de Marcos Valério pode ser uma grande oportunidade para se passar a limpo um dos grandes mistérios da ação penal 470.

A condição é que se tenha serenidade para se esclarecer o que foi feito com o dinheiro, uma bolada de R$ 73,8 milhões, que, conforme o relator Joaquim Barbosa, foi desviada para subornar parlamentares e garantir a base de apoio do governo Lula no Congresso. Essa iniciativa pode ter uma função de esclarecimento, desde que se tenha a humildade de procurar fatos, sem receio de descobrir que as provas que irão surgir podem sustentar aquilo que se diz – mas também podem desmentir tudo o que se falou até aqui e produzir uma visão inteiramente nova sobre o julgamento.


Pelos dados disponíveis até aqui, ocorre o seguinte. Ao contrário do que se disse no Tribunal, duas auditorias do Banco do Brasil não apontaram para os desvios de recursos, muito menos da ordem de R$ 74 milhões. No julgamento, essa constatação foi ignorada pelo Ministério Público, por Joaquim Barbosa e pela maioria dos juízes. Eles mantiveram a acusação até o final e ela foi um dos pontos altos de todo o julgamento. O problema é que o desvio foi denunciado, mas não foi demonstrado nem explicado. Se este novo exame não apontar para um desvio, será possível sustentar que não houve crime. E se não houve crime, é preciso revisar o processo.

Quando se fala em ir atrás dos recursos, as pessoas podem pensar numa tarefa simples, uma cena de filme, em que os bravos homens da lei chegam ao esconderijo dos criminosos e pegam o dinheiro que teria sido desviado. Não é assim.

O total de R$ 73,8 milhões é apenas o resultado de uma somatória simples. Envolve a soma de recursos do Visanet que altos executivos do Banco do Brasil – Henrique Pizzolato foi apenas um deles – destinaram para campanhas da DNA entre 2003 e 2004. O pressuposto é que cada centavo enviado para a DNA pela Visanet serviu única e exclusivamente para fins escusos.

Essa tese se apoiou no depoimento de uma ex-gerente do núcleo de mídia do Banco do Brasil. Foi ela quem afirmou que as campanhas da DNA eram simples cobertura para os desvios e acusou Pizzolato, com quem não tinha relações diretas, de ser responsável pelos desmandos.

Embora tenha sido até mencionado no julgamento, este depoimento teve a credibilidade afetada quando a Polícia Federal encontrou, em sua conta, recursos de origem difícil de explicar. A ex-gerente teve seus 15 segundos de celebridade e depois sumiu dos jornais e revistas.

O problema real, no entanto, é outro. Uma má testemunha não basta para desmentir uma história – desde que seja verdadeira.

Os dados disponíveis, hoje, colocam em questão a simples ideia de que o esquema financeiro clandestino do PT tenha sido alimentado pelos cofres da Visanet, a multinacional que distribuía recursos para as instituições que usam a bandeira Visa – entre elas o Bradesco, além do Banco do Brasil – para promover seus cartões de crédito.

Existem dois levantamento conhecidos sobre o destino desse dinheiro. Nenhum deles aponta desvios que chegariam perto de 100% dos recursos entregues, como sustentou-se no tribunal. Longe disso. O que estes levantamentos mostram é que a maioria, se não a totalidade, dos recursos destinados a eventos de publicidade foram consumidos nesta atividade.

Um levantamento do escritório Simonaggio Perícias, de São Paulo, chegou ao destino final de 85% dos gastos, e aponta que todo esse dinheiro foi gasto em campanhas de propaganda e eventos de propaganda para promover o cartão Ourocard. Conforme o advogado Silvio Simonaggio, contratado pelos antigos proprietários da DNA, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, que já cumprem altas penas em função da ação penal 470, não foi possível chegar aos 15% restantes porque não se teve acesso à documentação que se encontra nos arquivos da empresa Visanet, hoje Cielo, no Banco do Brasil e no Instituto de Criminalística da Polícia Federal. Claro que sempre se poderá desconfiar da opinião de um perito contratado por uma das partes, mas, além de impressões negativas, será necessário contrapor fatos consistentes para contestar o que estes peritos, de um escritório privado, afirmam.

Outro levantamento, feito pelo jornalista Raimundo Pereira, da revista Retrato do Brasil, aponta na mesma direção. A partir da declaração da Visanet para a Receita Federal, o trabalho mostra uma contabilidade coerente entre pagamentos e gastos. Também dá nomes a boa parte dos beneficiários dos recursos da DNA. Explica campanhas realizadas, eventos patrocinados. Como é natural em campanhas de publicidade, muitos recursos foram entregues aos meios de comunicação, o que torna muito fácil verificar se eles foram desviados ou não – desde que as empresas indicadas tenham disposição de colaborar. Apenas a TV Globo recebeu uma soma aproximada de R$ 5 milhões, quantia que, a ser verdadeira, já implica numa redução equivalente do total. Outras empresas de porte também receberam quantias de vulto, ainda que menores.

Há outro ponto a ser debatido. O STF, em sua determinação, deixa claro que considera o Banco do Brasil como verdadeiro proprietário dos recursos desviados. O problema é que uma auditoria do próprio banco, em 11 de janeiro de 2006, demonstrou o contrário. Afirma-se, ali, que o regulamento que criou o Fundo de Incentivo Visanet, que pertence à multinacional Visa, estabelece com todas as letras que a empresa “sempre se manterá como legítima proprietária do Fundo, devendo os recursos serem destinados exclusivamente para ações de incentivo, não pertencendo os mesmos ao BB Banco de Investimento nem ao Banco do Brasil.” Diz ainda a auditoria que “as despesas com as ações seriam pagas diretamente pelo Visanet” às agências de publicidade ou reembolsadas pelo incentivador. Analisando ainda a operação de entrada e saída de recursos, onde seria possível imaginar a ocorrência de desvios, a auditoria afirma que “o Banco optou pela forma de pagamento direto, por intermédio da empresa fornecedora, sem trânsito dos recursos pelo BB.” (“Sintese do Trabalho de Auditoria,” ofício número 100/p).

Saiba mais sobre o assunto AQUI e AQUI.
Clique para ver...
 
Copyright (c) 2013 Blogger templates by Bloggermint
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...