Advogado do deputado Perrella muda versão, admite que seu cliente mentiu e gera suspeita de caixa 2

O senador Zezé Perrella (PDT-MG), Senador Aécio Neves (PSDB-MG)
e filho do senador Gustavo Perrella (SDD-MG)
Quando o helicóptero da empresa do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG), filho do senador Zezé Perrella (PDT-MG) e amigo de Aécio Neves (PSDB-MG), foi apreendido com 445Kg de cocaína no Espírito Santo, o deputado disse que não sabia que o aparelho seria usado no fim de semana e até disse que denunciaria o piloto por "roubo" da aeronave.
Ontem o advogado do piloto Rogério Almeida Antunes desmentiu o deputado. Disse que teve autorização de Perrella e que tinha como provar quebrando o sigilo telefônico de seu cliente.
Agora é o advogado do próprio deputado, Antônio Carlos de Almeida Castro, o famoso Kakay, quem confirma que Gustavo Perrella mentiu com a história do roubo e de que fora informado que o helicóptero estaria em manutenção no fim de semana.
Kakay disse que o piloto realmente enviou ao deputado um “torpedo” via celular informando que faria um frete e Gustavo respondeu dando um ok. Segundo ele, isso serviria de prova para retirar de Perrella a suspeita de envolvimento no tráfico da droga apreendida.
“Ele (o piloto) era um funcionário de confiança do deputado, óbvio, e trabalhava com ele há quase um ano e já tinha feito dois ou três outros fretes, levando pessoas, e o deputado disse ok quando comunicado na sexta-feira”, disse o advogado, ressalvando que Perrella não esperava que “irresponsavelmente, ele (o piloto) estaria carregando cocaína”.
Suspeitas de Caixa 2
Em depoimento à polícia no dia da prisão, o piloto disse que quem teria tratado o frete foi o co-piolto, sem que ele tivesse conhecimento da carga, e que ambos ganhariam R$ 60 mil.
Ao confirmar que já houveram dois ou três vôos fretados para terceiros usando o helicóptero, o advogado pode ter antecipado a defesa em relação a outra encrenca. Caso o dinheiro recebido pelo frete não seja declarado, poderia caracterizar caixa 2 da empresa dona do helicóptero. Kakay afirmou que os fretes foram feitos para pagamento da manutenção do helicóptero e que esse tipo de expediente é comum entre proprietários de aeronaves para reduzir custos. A questão a esclarecer é se o valor do frete era declarado ou ficava clandestino, o que complica mais as coisas.
Polícia Federal interrogará deputado Perrella
O deputado Perrella, sua irmã Carolina Perrella Amaral Costa e um primo, André Almeida Costa, todos sócios da Limeira Agropecuária Ltda, dona do helicóptero, serão chamados a depor na Polícia Federal.
O delegado da PF em Vitória (ES) Leonardo Damasceno informou que além de escutar os representantes da família Perrella vai rastrear o trajeto do helicóptero, para tentar descobrir o caminho da droga. A PF já sabe de quem é as terras onde ocorreu a apreensão, mas não divulgou os nomes.

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Temos um Napoleão no STF. Imperador de si mesmo

27/11/2013
Joaquim_Barbosa144_NapoleaoCadu Amaral em seu blog
Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), está mesmo disposto a condenar Genoíno, sua família e amigos ao sofrimento. Além do que já acontece pelo simples fato de ser condenado criminalmente. Esse não é um comportamento de quem procura justiça, mas sim, justiçamento, vingança. E com altas doses de autoritarismo.
Barbosa mandou prender Genoíno, Dirceu e Delúbio com o julgamento ainda em andamento. No mandado de prisão não continha o regime a que foram condenados, expediente aprovado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que ele próprio preside.
Ele também mudou o juiz de execução penal do Distrito Federal, responsável pelo acompanhamento do cumprimento das penas na canetada. Pôs no lugar o filho de uma liderança do PSDB local.
Expôs todos os condenados à execração pública. O que é contrário a todos os tratados de direitos humanos ao qual o Brasil é signatário. Barbosa garantiu seu showmício na grande mídia.
Não bastasse tudo isso, ele, após cinco laudos atestando as condições de saúde de Genoíno, tirou da cartola um sexto. Compostos por médicos antipetistas militantes. O blog O Cafezinho, divulgou seus perfis nas redes sociais e como eles se manifestam sobre o caso.
Barbosa sequer deu ouvidos ao Instituto Médico Legal (IML) do DF ou mesmo às falas dos médicos da Papuda, presídio onde está Genoíno. Joaquim Barbosa é o tipo de juiz que tem a certeza de sua infalibilidade. E agora como presidente do Supremo Tribunal Federal, tem a certeza de ser supremo.
A única supremacia que de fato tem é o de ser o personagem público mais arrogante que temos por essas bandas. Superou até o próprio, segundo alguns, José Dirceu quando era ministro chefe da Casa Civil. Mas essa criatura que se revelou Joaquim Barbosa não está aí por si só.
A “grande imprensa” tem uma enorme contribuição nisso tudo. Foi ela quem lhe deu status de super-herói. Assim como fez com Collor em 1989. E ela – “grande imprensa” – fará com ele o mesmo que fez ao ex-presidente: o abandonará quando não servir mais. Sinais desse futuro não faltam.
Merval Pereira já disse que ele não pode ser candidato. O Jornal Nacional divulgou nota de juristas renomados condenado todo o julgamento e em especial as prisões. O Estadão, em seu site, divulgou vídeo de Pizzolato mostrando por que é inocente.
Mas ela ainda não pode largar Barbosa de uma vez. Talvez, o ministro Luiz Roberto Barroso, relator da ação do mensalão tucano, coloque mesmo na pauta do STF os tucanos de bico fino para serem julgados. E vai que Barroso quer mesmo que a coisa ande por completo. Nessa toada até o Gilmar Mendes vira réu, FHC, Aécio e Cia limitada.
Enquanto isso ela sustenta e o Brasil assiste a um espetáculo de baixo nível, com o personagem principal fazendo uma imitação de Bonaparte sofrível.
E sabem o que provavelmente também acontecerá? Daqui a 30, 40 anos, o Estado brasileiro vai reconhecer todos os erros desse enredo nefasto – assim como foi com a ditadura de 1964 – e vai indenizar as famílias dos réus, especialmente de Genoíno. Quem pagará essa conta? Nós.
***
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Saiba quem são os médicos escolhidos por Joaquim Barbosa para examinar José Genoíno


27/11/2013
Miguel do Rosário, via O Cafezinho
O Cafezinho foi investigar quem são os médicos selecionados por Joaquim Barbosa para fazer um laudo médico que justifique trazer José Genoíno de volta para Papuda. Todos os laudos anteriores indicavam que seria muito mais seguro para Genoíno se tratar em casa. Barbosa não se deu por satisfeito e pediu um último laudo, feito com médicos mais velhos, a maioria professores, acadêmicos, ou empresários da saúde, que aceitaram o jogo de Barbosa e prepararam um documento que prima por ser “contra” o réu. É a primeira vez que eu vejo uma junta médica agir, deliberadamente, com apavorante frieza, com vistas à sabotar qualquer tratamento à Genoíno.
Vê-se que Barbosa foi cuidadoso. Depois de trocar o juiz, escolheu cinco médicos perfeitos para executar sua missão. A maioria são médicos já maduros, com longa carreira acadêmica e donos de clínicas particulares. Barbosa não se arriscou com nenhum jovem idealista. Chamou só macaco velho.
Vamos a eles. Os nomes são: Luiz Fernando Junqueira Júnior, Cantídio Lima Vieira, Fernando Antibas Atik, Alexandre Visconti Brick, e Hilda Maria Benevides da Silva de Arruda.
Segue a ficha cada um.
Luiz Fernando Junqueira Júnior, professor de cardiologia da Universidade de Brasília e
presidente da junta
Consegui reunir pouco material sobre ele, mas obtive indícios do ambiente em que vive. Há uma página no Facebook dedicada à turma Luiz Fernando Junqueira Júnior: Medicina UnB. O administrador é Paulo Machado Ribeiro Júnior.
Genoino27_Medicos
A página de Ribeiro Júnior é repleta de acusações contra médicos cubanos, ódio contra o PT, festejos pela prisão dos “mensaleiros”. Essa é a turma do chefe da junta que foi examinar Genoíno.

Do Blog LIMPINHO & CHEIROSO.
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Campo de Franco confirma tendência a superar volume de petróleo de Libra

 

Do Tijolaço - 27 de Novembro de 2013 | 18:30

Enquanto este blog esteve fora do ar, um anúncio deito pela Petrobras mostrou a razão de a diretora da ANP, Magda Chambriard ter dito que o campo de Franco, vizinho, a oeste, do de Libra, ser, possivelmente, igual ou maior que este, hoje a maior jazida de petróleo em prospecção no mundo.
Todos os poços indicaram colunas de rochas porosas com petróleo entre 315 ( no poço descobridor) e 438 metros, no quarto poço, sempre com estruturas semelhantes.

Nos dia 19 último, quase sem destaque na imprensa, a Petrobras fez um comunicado público dos resultados da perfuração do quinto poço do programa exploratório de Franco e revelou que neste último, a coluna de rocha impregnada de petróleo chega a 396 metros!

Claro que não se pode fazer previsões absolutas sobre rochas que estão a mais de cinco mil metros de profundidade.

Mas tudo está indicando que, dentro em breve, será divulgada uma nova estimativa colocando Franco num intervalo de expectativas  superior aos  10 bilhões de barris atribuída a Libra. Pode ser ainda este ano, com a declaração de comercialidade do campo.

Teremos, então, os dois maiores campos de petróleo em prospecção no planeta, hoje.
E aí vem outro nó que terá de ser desatado no Governo Dilma.

Como o contrato de cessão onerosa que entregou a área de Franco – e quatro outras – à Petrobras dá direito à extração de até 3 bilhões de barris neste campo – e a um total de 5 bilhões, no total, incluindo os outros reservatórios – terá de ser aplicada uma das soluções previstas no contrato.

A União poderá vender direitos de exploração adicionais à estatal, revisando seu preço e volume. Mas não está prevista, como dizem alguns, a devolução das áreas desnecessárias para – como se imaginou – “completar” os cinco bilhões de barris. Só uma área – Peroba – colocada como reserva reverte imediatamente para a União.

Assim, Franco poderá ser a “máquina de gerar caixa” para Petrobras, pois boa parte dos investimentos necessários para sua exploração já estão em andamento, sobretudo os quatro navios-plataforma que serão montados no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Nas áreas dos primeiros quatro poços pioneiros, estão em obras ou contratadas para começá-las no primeiro semestre de 2014, as plataformas P-74, P-75, P-76 e P-77, todas com capacidade para processar e armazenar mais de um milhão de barris. Um quinta plataforma será encomendada em 2014

Nos primeiros meses de 2014 o primeiro poço de Franco entra em testes de longa duração. Mais dois passarão por este processo em 2015 e em 2016 o campo começa a produzir até atingir 300 mil barris por dia. Em 2017, serão 600 mil barris diários. E 750 mil barris diários em 2019.

Mais do que estará, a esta altura, saindo do campo de Libra.

Embora a empresa negue, no próximo Governo a Petrobras terá de partir para um novo processo de capitalização.

Porque será uma empresa, na produção, duas vezes e meia maior que hoje.

E isso requer investimentos de centenas de bilhões de dólares.

Para os nossos jornais, o que continua sendo notícia é um possível aumento de sete ou oito centavos no litro de gasolina.

O jornalismo “especializado” em petróleo no Brasil, na grande mídia, perdeu completamente a visão estratégica que, mais do que a maioria dos outros, precisa ter para compreender o que está acontecendo com um país que, em uma década, se tornará a maior fonte de petróleo novo no mundo, mais que o Oriente Médio, segundo as projeções da Agência Internacional de Energia.

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Para uma biografia de Joaquim Barbosa



Do Direto da RedaçãoPublicado em 27/11/2013 

 


 Urariano Mota

 

Recife (PE) - No livro da vida de Joaquim Barbosa, que um dia ainda será escrito, deverá aparecer em muitas páginas, com merecido destaque, a excepcional sobrevivência do agora ministro e presidente do STF. O futuro biógrafo, no entanto, deverá usar um filtro, um bom poder de relação entre fatos na aparência desconexos, que se perdem nos currículos de Joaquim Barbosa com uma rara esperteza montados. 

  
Assim, por exemplo, não lhe bastará repetir o que é universal na Wikipédia, pois a enciclopédia online apenas repete o que é público e sabido. Nela se registra que  Joaquim Benedito Barbosa Gomes nasceu em Paracatu, Minas Gerais, em 7 de outubro de 1954. E que aos 16 anos viajou sozinho para Brasília, onde arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense, e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Bravo, sempre em colégio público. Depois obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, conquistou o mestrado em Direito do Estado. Mais uma vez, bravo, exemplar, dizemos os leitores.


Ao que mais adiante se completa: Joaquim Barbosa foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores, de 1976 a1979, tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia, e depois, teria deixado o trabalho no  Ministério para se tornar advogado do Serpro, de 1979 a 1984. Mas já aqui se impõe uma suspensão. A wikipédia estaria mesmo certa? É uma massa de dados que perturba, pela ascensão jubilosa e mistura de um burocrata ao mérito. No entanto é um pouco antes, que o futuro biógrafo chegará ao mais importante.


Acompanhem, por favor, relacionem 2 coisas. Observem que não batem duas informações.  Há um lapso acima, da Universidade de Brasília para o primeiro emprego público. Em 1976, aos 22 anos, pois Joaquim Barbosa nasceu em 1954, ele se torna Oficial de Chancelaria no Ministério das Relações Exteriores. Muito bem, bravo. Mas o currículo Lattes na universidade, com dados fornecidos pelo próprio hoje ministro Joaquim Barbosa, informa que ele “possui graduação em Direito pela Universidade de Brasília (1979)”. O que isso significa?


Simples. Três anos antes de se graduar em Direito, o futuro presidente do STF já tomava posse como Oficial de Chancelaria, um cargo que exige nível superior, conforme se descreve aqui, no site do Ministério das Relações Exteriores Clique aqui : “Os integrantes da Carreira de Oficial de Chancelaria são servidores de nível de formação superior, capacitados profissionalmente como agentes do Ministério das Relações Exteriores, no Brasil e no exterior”.


Como pôde o ministro ser Oficial de Chancelaria sem possuir nível superior? Das duas uma: ou mudou a exigência legal para o importante cargo de carreira, que representa o Brasil no exterior, ou então o ministro entrou como Auxiliar de Chancelaria, que exige instrução de nível médio. E nesse último caso, ele estaria mentindo, no currículo publicado em seu perfil no STF ou na posse no Ministério das Relações Exteriores. 


Há outros pontos ainda obscuros na biografia do ministro Joaquim Barbosa. Por exemplo, o espancamento que ele fez à esposa. A gente não escreve estas coisas com prazer, mas faz parte do ofício lembrar que em setembro de 1986, sua ex-mulher Marileuza Francisco de Andrade  registrou boletim de ocorrência em que acusou Barbosa de tê-la espancado. Bater em mulher está longe de ser um modelo de ética, convenhamos. Aliás, nesse capítulo o ministro é um homem exemplar, pela negação.


Há pouco tempo, comprou um apartamento em Miami,  nos Estados Unidos, usando uma empresa que abriu para obter benefícios fiscais.  No mercado, o valor estimado do imóvel fica entre R$ 546 mil e R$ 1 milhão. Ao criar uma empresa para a transação, Joaquim Barbosa diminuiu o custo dos impostos que  seus herdeiros terão que recolher para transferir o imóvel após sua morte.


Mais: o grupo Tom Brasil já empregou Felipe Barbosa, filho de Joaquim Barbosa, para assessor de Imprensa na casa de shows Vivo Rio, em 2010. Nada demais, não fosse um forte inconveniente: a Tom Brasil é, ou deveria ter sido,  investigada no inquérito 2474/STF, do chamado "mensalão", cujo relator é  Joaquim Barbosa.


Por último, no limite deste espaço, o futuro biógrafo deverá registrar um caso de  camaradagem entre o presidente do STF e o apresentador de tevê Luciano Huck. Luciano pediu a Joaquim Barbosa a gravação de uma mensagem de aniversário para Hermes Huck, pai de Luciano. Simpático, amigão,  Joaquim gravou um vídeo felicitando o sogro de Angélica. Lindo, queremos dizer: antes do vídeo, Felipe, o filho de Joaquim Barbosa, havia sido contratado para integrar a equipe do “Caldeirão do Huck”.


O futuro biógrafo não poderá esquecer dados tão edificantes.

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 Urariano Mota. É pernambucano, jornalista e autor dos livros "Soledad no Recife" e “O filho renegado de Deus”. O primeiro, recria os últimos dias de Soledad Barrett. O segundo, seu mais novo romance, é uma longa oração de amor para as mulheres vítimas da opressão de classes no Brasil. 

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