Globo dá sinais de que, se farsa ruir, Barbosa é quem vai pagar a conta



Conquistada a condenação dos réus da Ação Penal 470, o chamado mensalão, a Globo agora quer transferir o ônus do golpismo para o STF, mais especificamente para Joaquim Barbosa. Não parece ser por virtude, mas por esperteza, que William Bonner passou um minuto no Jornal Nacional de  quarta-feira (20) lendo a notícia: "Divulgada nota de repúdio contra decisão de Joaquim Barbosa".O manifesto é assinado por...Leia mais aqui

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JEFFERSON AVISA BARBOSA: NÃO QUER IR PARA A PAPUDA

Enquanto petistas estão presos há quase uma semana, incluindo José Genoino, que, doente, corre risco com privações da cadeia, ex-presidente do PTB, Roberto Jefferson, condenado por ter recebido R$ 4,5 milhões do esquema, tripudia; em entrevista, diz que não pode ir para a prisão de Brasília; "Se eu for para a Papuda, vai ser uma situação muito ruim, muito delicada. O ambiente é muito hostil para mim", diz; para o deputado Chico Vigilante (PT-DF), presidente do STF, Joaquim Barbosa, usou de dois pesos e duas medidas ao mandar para a prisão os petistas e deixar outros 12 condenados soltos; "É um verdadeiro absurdo que sob a alegação de estar doente [Roberto Jefferson] permaneça em sua casa e ainda queira ditar ao STF, como está fazendo, onde irá cumprir sua pena"; o recado será atendido?
21 DE NOVEMBRO DE 2013 
247 – Escolhido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para estar solto até o momento, apesar de condenado na Ação Penal 470, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) tripudia, enquanto petistas como José Dirceu, José Genoino (com uma doença grava no coração) e Delúbio Soares dormem em suas celas no Complexo da Papuda, em Brasília.
Numa entrevista concedida à Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira 21, o delator do chamado 'mensalão', condenado por receber R$ 4,5 milhões do esquema, conta ter relação "complicada" com alguns réus e diz que não pode ir para a Papuda. "Se eu for para a Papuda, vai ser uma situação muito ruim, muito delicada. O ambiente é muito hostil para mim", defende. Ele diz ainda que correria risco de vida na penitenciária da capital.
Na mesma conversa com o jornalista Bernardo Mello Franco, no Rio, Jefferson critica declarações de Dirceu de que ele seria um preso político. "Isso é um absurdo. Não emplaca, não cola", diz. "O julgamento foi feito às claras, transmitido pela TV. Que preso político é esse? É a mesma coisa que ele dizer que foi cassado por um Congresso de exceção. Não tem cabimento. Se eu disser isso, você vai rir de mim", critica.
Para o deputado Chico Vigilante (PT-DF), é uma "petulância" Jefferson, ainda solto, dar entrevistas à Folha e ainda criticar declarações do ex-ministro da Casa Civil feitas no dia de sua prisão. E um "absurdo" o ex-parlamentar querer "ditar o STF", dando indicações de para onde poderia – ou não – ir quando saísse seu mandado de prisão. Em nota exclusiva ao 247, Vigilante protesta:
"É um verdadeiro absurdo que sob a alegação de estar doente permaneça em sua casa, no interior do Rio de Janeiro, e ainda queira ditar ao STF, como está fazendo, onde irá cumprir sua pena", diz o deputado do Distrito Federal, sobre Jefferson. "Roberto Jefferson, delator do esquema do mensalão, na verdade, foi pego com a boca na botija roubando dos Correios, e na tentativa de desviar a atenção sobre os fatos fez o que todos nós já sabemos", lembra.
Dois pesos e duas medidas
No texto, Chico Vigilante afirma ainda que o presidente do Supremo, ao expedir mandado de prisão para apenas parte dos réus, incluindo Dirceu, Genoino e Delúbio, "demonstra que tem a intenção clara de perseguir os petistas condenados pela Ação Penal 470" e que, por isso, trabalha com dois pesos e duas medidas. "O ministro Joaquim Barbosa deveria agir de forma condizente com seu cargo e não se utilizar de dois pesos e duas medidas para o tratamento dos condenados petistas e dos demais", escreve.
Leia aqui a íntegra da entrevista de Roberto Jefferson e abaixo, a nota de Vigilante:
DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
Mais uma vez o ministro Joaquim Barboza demonstra que tem a intenção clara de perseguir os petistas condenados pela Ação Penal 470. Dos 23 condenados, 12 ainda continuam soltos, entre eles o ex-deputado Roberto Jefferson, PTB-RJ, que além de livre, tem a petulância de dar entrevistas à Folha de São Paulo, criticando as declarações do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu no dia de sua prisão.
Joaquim Barboza estava ciente de que, expedindo na primeira leva, mandatos de prisão contra o deputado Genoino, José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, garantiria, assim como aconteceu, um verdadeiro espetáculo midiático, resultando à imprensa comercial altos índices de audiência e expondo à critica petistas considerados pelo partido como homens de valor.
Roberto Jefferson, delator do esquema do mensalão, na verdade, foi pego com a boca na botija roubando dos Correios, e na tentativa de desviar a atenção sobre os fatos fez o que todos nós já sabemos.
É um verdadeiro absurdo que sob a alegação de estar doente permaneça em sua casa, no interior do Rio de Janeiro, e ainda queira ditar ao STF, como está fazendo, onde irá cumprir sua pena.
O ex-deputado José Genoino, tem sérios problemas de coração e de pressão alta e nem por isso está livre. Enquanto isso Roberto Jefferson alega que não pode cumprir pena na Papuda, onde se encontram todos os demais condenados presos até o momento, alegando que ai se encontram desafetos seus. Desafetos seus ele deve ter em muitos outros lugares.
O ministro Joaquim Barboza deveria agir de forma condizente com seu cargo e não se utilizar de dois pesos e duas medidas para o tratamento dos condenados petistas e dos demais. Deixo aqui o meu mais veemente protesto como petista e como cidadão brasileiro, por acreditar que numa democracia temos direitos iguais, condenados ou não.
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POLÍTICA - Propinoduto tucano: Aparecem os tucanos de alta plumagem.

trem Aparecem primeiros nomes de tucanões do trensalão
"Tenho em meu poder uma série de documentos (originais) que provam a existência de um forte esquema de corrupção no estado de São Paulo durante os governos Covas, Alckmin e Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do "Caixa 2" do PSDB e do DEM" (trecho do relatório entregue no dia 17 de abril ao conselho Administrativo de Defesa do Consumidor (Cade) pelo ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, que foi encaminhado à Polícia Federal).
Sete meses depois, a revelação foi feita nesta quinta-feira pelo Estadão, o jornal que melhor vem acompanhando este caso sobre as denúncias de corrupção envolvendo membros dos três últimos governos tucanos no chamado trensalão paulista, um esquema de cartéis e propinas, que causou enormes prejuízos ao Estado.
Pela primeira vez, aparecem na denúncia feita ao Cade os nomes de integrantes do alto tucanato. São eles: Edson Aparecido, secretário da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin; senador Aloysio Nunes Ferreira, político historicamente ligado a José Serra, além de três secretários do atual governo do PSDB, José Aníbal (Energia), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos e Rodrigo Garcia (desenvolvimento Econômico), antigo aliado de Gilberto Kassab, atualmente rompido com o ex-prefeito. Também foi citado o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), velho aliado dos tucanos paulistas.
Até agora, só tinham aparecido nas investigações figuras menores do esquema, como alguns ex-diretores do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), lobistas e consultores. Por enquanto, só foram indiciados criminalmente pela Polícia Federal João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM, e Arthur Teixeira, controlador da Procint Projetos e Consultoria Internacional.
Também é a primeira vez que se fala abertamente em formação de "Caixa Dois" dos governos PSDB-DEM, já que antes só se fazia menções à formação de um cartel pelas multinacionais Alstom e Siemens, entre outras. Manchete do Estadão na página A4: "Ex-diretor da Siemens aponta caixa 2 de PSDB e DEM e cita propina a deputados".
Os citados na reportagem de Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo negaram as acusações de recebimento de propinas ou não foram encontrados pelo jornal. O PSDB de São Paulo, em nota oficial, repudiou as acusações feitas pelo ex-diretor da Siemens.
Rheinheimer, que foi diretor da Divisão de Transportes da Siemens por 22 anos, tendo deixado a empresa em março de 2007, é o autor da carta anônima que deflagrou a investigação do cartel de trens, em 2008, e fez um acordo de delação premiada em troca de uma eventual redução de pena. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-diretor Everton Rheinhaimer se disse disposto a contar tudo o que sabe, mas pediu em troca um cargo na mineradora Vale, que negou ter alguém com este nome no seu quadro de funcionários.
De uns dias para cá, parece estar se rompendo a cortina de proteção em torno das denúncias contra políticos e governos tucanos. Também nesta quinta-feira, a Folha, principal concorrente do Estadão, publicou um editorial sob o título "O outro mensalão", em que afirma: "STF não pode mais atrasar julgamento da ação sobre esquema de corrupção do PSDB em Minas, praticado na campanha eleitoral de 1998." E conclui: "Após o desfecho do processo do mensalão petista, a Suprema Corte brasileira não pode dar espaço à interpretação de que funciona em regimes distintos de acordo com a coloração partidária dos acusados".
Foi mais ou menos o que escrevi aqui na semana passada, num texto em tom de ironia, sob o título "Imprensa vai fazer força-tarefa para investigar tucanos".
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Folha tenta esconder lixo tucano de São Paulo jogando lixo de Minas por cima




O diabo, dizem, mora nos detalhes. E é no detalhe de uma coincidência que se deve olhar a edição de hoje da Folha.

O Ex-tadão publica hoje matéria devastadora sobre a corrupção dos governos do PSDB em SP. Se, antes, a corrupção poderia ser empurrada para "operadores", depoimento de um réu confesso, chamado pela reportagem de leniente, aponta o dedo para o núcleo dos governos tucanos:

Em relatório entregue no dia 17 de abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer afirma dispor de "documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção no Estado de São Paulo durante os governos (Mário) Covas, (Geraldo) Alckmin e (José) Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa 2 do PSDB e do DEM" [Fonte].

Como eu dizia, bota aspas, coincidentemente, hoje a Folha defende em editorial que o julgamento do mensalão tucano "mineiro" seja julgado sem demora pelo STF. Por que só agora, 15 anos depois?

Porque eles querem jogar o lixo do PSDB de São Paulo, que se vem corrompendo há 20 anos, desde a gestão Covas, passando por Alckmin e Serra, para Minas, com o triplo intuito de 1) livrar SP; 2) derrubar Aécio; 3) livrar Serra. Não necessariamente nesta ordem, ou melhor, na ordem inversa.



Madame Flaubert, de Antonio Mello

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O show dos erros


No primeiro plano, o espetáculo criado para a TV (alertada e preparada com a conveniente antecedência) mostrou montagem meticulosa, os presos passando pelos pátios dos aeroportos, entrando e saindo de vans e do avião-cárcere, até a entrada em seu destino. Por trás do primeiro plano, um pastelão. Feito de mais do que erros graves: também com o comprometimento funcional e moral de instituições cujos erros ferem o Estado de Direito. Ou seja, o próprio regime de democracia constitucional.

Os presos na sexta-feira, 15 de novembro, foram levados a exame de condições físicas pela Polícia Federal, antes de postos em reclusão. Exceto José Genoino, que foi dispensado, a pedido, de um exame obrigatório. Experiente, e diante de tantas menções à saúde inconfiável de José Genoino, o juiz Ademar Silva de Vasconcelos, a quem cabem as Execuções Penais no Distrito Federal, determinou exame médico do preso. Era já a tarde de terça-feira, com a conclusão de que Genoino é portador de "doença grave, crônica e agudizada, que necessita de cuidados específicos, medicamentosos e gerais".

José Genoino não adoeceu nos primeiros quatro dias de sua prisão. Logo, deixá-lo esses dias sem os "cuidados específicos", enquanto aqui fora se discutia se é o caso de cumprir pena em regime semiaberto ou em casa, representou irresponsável ameaça a uma vida - e quem responderá por isso?

A rigor, a primeira etapa de tal erro saiu do Supremo Tribunal Federal. A precariedade do estado de José Genoino já estava muito conhecida quando o ministro Joaquim Barbosa determinou que o sujeitassem a uma viagem demorada e de forte desgaste emocional. E, nas palavras de um ministro do mesmo Supremo, Marco Aurélio Mello, contrária à "lei que determina o cumprimento da pena próximo ao domicílio", nada a ver com Brasília. O que é contrário à lei, ilegal é. O Conselho Nacional de Justiça, que, presidido por Joaquim Barbosa, investe contra juízes que erram, fará o mesmo nesse caso? Afinal, dizem que o Brasil mudou e acabou a impunidade. Ou, no caso, não seria impunidade?

Do mesmo ministro Marco Aurélio, além de outros juristas e também do juiz das Execuções Penais, veio a observação que localiza, no bojo de mais um erro gritante, parte do erro de imprevidência temerária quanto a José Genoino. Foi a já muito citada omissão da "carta de sentença", que, se expedida pelo ministro Joaquim Barbosa, deveria anteceder o ato de reclusão. E só chegou ao juiz competente, para instruí-lo, 48 horas depois de guarda dos presos.

Com a "carta de sentença", outra comunicação obrigatória deixou de ser feita. Só ocorreu às 22h de anteontem, porque o destinatário dissera às TVs não ter o que providenciar sobre o deputado José Genoino, se nem fora comunicado pelo Supremo da decisão de prendê-lo. Presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves vai submeter a cassação do deputado ao voto do plenário, e não à Mesa Diretora como uma vez decidido pelo Supremo. Faz muito bem.

Mas o Ministério da Justiça tem mais a dizer. E sobretudo a fazer. O uso de algemas durante o voo dos nove presos transgrediu a norma baixada pelo próprio ministério, que só admite tal imobilização em caso de risco de resistência ou fuga. Que resistência Kátia Rabello, Simone Vasconcelos, José Genoino poderiam fazer no avião? E os demais, por que se entregariam, como fizeram também, para depois tentar atos de resistência dentro do avião? Além de cada um ter um agente no assento ao lado. O uso indevido de algemas, que esteve em moda para humilhar empresários, é uma arbitrariedade própria de regime policialesco, se não for aplicado só quando de fato necessário. Quem responderá pela transgressão à norma do próprio Ministério da Justiça?

Com a prisão se vem a saber de uma violência medieval: famílias de presos na Papuda, em Brasília, precisam dormir diante da penitenciária para assegurar-se, no dia seguinte, a senha que permita a visita ao filho, ao pai, marido, mulher. Que crime cometeram esses familiares para receberem o castigo desse sofrimento adicional, como se não lhes bastasse o de um filho ou pai na prisão?

Medieval, é isso mesmo a extensão do castigo à família. Na Brasília que diziam ser a capital do futuro. Assim até fazem sentido a viagem ilegal dos nove para Brasília, as algemas e outros castigos adicionais aplicados a José Genoino e outros. E que vão continuar. 

Janio de Freitas
No fAlha
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