POLÍTICA - Eleição no PT.

Contraponto 12.556 - "Lula: Padilha ganhar é tão importante quanto Dilma"

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Lula: Padilha ganhar é tão
importante quanto Dilma

“2014 será uma eleição histórica para o PT”.

(Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula)

Saiu no Instituto Lula:

“A eleição no PT mostra a força do partido”, afirma Lula no PED



“Estou feliz porque isso demonstra a força do PT”, afirmou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (10) ao votar no Processo de Eleições Diretas – PED do Partido dos Trabalhadores. Lula votou na sede do partido em São Bernardo do Campo, acompanhado do ministro da saúde, Alexandre Padilha, do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho e o candidato a presidente do PT São Paulo, Emidio de Souza.

O ex-presidente considera que este PED é importante para consolidar o partido nacionalmente e nos municípios e aponta os desafios dos próximos dirigentes: “Além de reorganizar o partido, renovar o partido, porque eu acho que precisamos voltar a fazer um discurso mais para a juventude, é importante ajudar a consolidar o processo eleitoral do próximo ano. Estou convencido que a eleição de 2014 é uma eleição histórica para o PT”.

Clique aqui e ouça o áudio completo da fala do ex-presidente



(Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula)
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POLÍTICA -

Do blog Língua de Trapo

PAULISTAS COMEÇAM A FRITAR O FARAÓCIO. NÓS AGRADECEMOS.

Proposta de Aécio não garante permanência do Bolsa Família



Na principal proposta desta campanha antecipada, o presidenciável tucano Aécio Neves defendeu que o Bolsa Família se torne um programa de caráter permanente, independente de quem esteja no governo, como as demais ações assistenciais da União.

O projeto apresentado pelo senador mineiro, porém, não chega a tanto. O texto de Aécio incorpora o Bolsa Família à Lei Orgânica de Assistência Social, de 1993, que instituiu o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e deficientes de baixa renda.

O BPC é pago desde o governo FHC e tem neste ano orçamento de R$ 31,4 bilhões, R$ 10 bilhões a mais que o Bolsa Família.

Mas não é apenas de volume de verbas a diferença entre os dois programas. O primeiro está estabelecido na Constituição do país, uma vantagem que a proposta de Aécio não altera.

“A garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família”, diz o texto constitucional que lista as obrigações das políticas de assistência social.

Até o valor do BPC, portanto, está fixado na Constituição _que também trata o programa como universal, ou seja, um direito de qualquer brasileiro que dele necessite. A legislação posterior apenas regulamentou o que já era obrigatório

O Bolsa Família tem outra natureza: não é universal e suas regras, incluindo o valor dos benefícios, estão fixadas em lei e são alteradas periodicamente.

Para alterar (ou extinguir) uma lei, basta a maioria simples dos congressistas, com quórum mínimo equivalente a metade mais um dos deputados e senadores. Nos exemplos mais extremos, bastam 129 dos 513 deputados e 21 dos 81 senadores para mudar uma lei.

Para mudar a Constituição são necessários três quintos das duas Casas: 308 deputados e 49 senadores.

A permanência do Bolsa Família, no entanto, não depende de garantias legais. Não parece haver candidatos dispostos ao suicídio político de extinguir, ou mesmo reduzir, o programa que completou dez anos.
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POLÍTICA - Palestra do José Serra.

José Serra não conseguiu reunir 160 pessoas para assistir sua palestra


Muitos se perguntam: Como vive o eterno candidato á presidência José Serra, desde que ficou desempregado? Segundo a coluna, Poderonline, do Ig, com palestras, o tucano não tem ganhado nada. De acordo com a coluna desse sábado (09), a  Juventude do PSDB preparou com pompa os fundos da sede diretório estadual do PSDB para receber o ex-governador José Serra.

Cerca de 160 cadeiras foram colocadas no espaço, além da decoração. No entanto, a lotação esperada não foi alcançada e a palestra foi transferida para uma sala com cerca de 60 pessoas.

Acompanham o evento o senador Aloysio Nunes, o deputado líder do governador Geraldo Alckmin na Assembleia, Barros Munhoz, o presidente do diretório estadual, deputado Duarte Nogueira, o presidente do diretório municipal, Milton Flávio, e o vereador líder da bancada tucana na Câmara, Floriano Pesaro.
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Blogueiros apoiam Miguel do Rosário

Por Altamiro Borges

Em reunião encerrada no último sábado (9), em São Paulo, a comissão nacional do "movimento dos blogueiros progressistas" (BlogProg) aprovou total apoio ao jornalista carioca Miguel do Rosário, do blog Cafezinho, que foi vítima de mais um processo judicial do chefão da Globo, Ali Kamel. Além da solidariedade política, os representantes dos nove estados presentes decidiram utilizar o dinheiro arrecadado na campanha "SOS-Blogueiros" para auxiliar nas suas despesas jurídicas.

Lançada em maio passado, como resposta à crescente onda de perseguição à blogosfera, a campanha "SOS-Blogueiros" arrecadou R$ 4.562,88 - 38 pessoas, de diversos estados, fizeram doações na conta bancária, que variaram de dez a 300 reais. Por sugestão de Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador - outro processado por Ali Kamel - a reunião aprovou, por unanimidade, que esta quantia servirá para a defesa jurídica de Miguel do Rosário, já que seu caso é emblemático da violência contra a blogosfera. A reunião também decidiu encerrar a conta do "SOS-Blogueiros".

Além desta resolução, a reunião definiu a data do IV Encontro Nacional dos Blogueiros e Ativistas Digitais, que ocorrerá de 16 a 18 de maio de 2014 em São Paulo. O temário do evento e sua dinâmica também foram debatidos e passarão agora por consultas com outros movimentos - principalmente da juventude e dos coletivos digitais. A ideia da comissão nacional é garantir, a exemplo das outras três edições, o alojamento e a refeição dos inscritos. As viagens ficam por conta dos participantes, que têm tempo agora para comprar as passagens por preços mais baratos.

A reunião ainda decidiu reforçar a luta pela aprovação do Marco Civil da Internet. Uma delegação de cinco blogueiros irá a Brasília nesta semana para pressionar os deputados. Outra resolução foi sobre o fortalecimento da campanha de coleta de assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular pela mídia democrática, liderada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). A comissão nacional de blogueiros também ficou de analisar as sugestões apresentadas pela deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) sobre o financiamento da mídia alternativa.  
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POLÍTICA - ironia difícil

Ironia difícil


A ironia incompreendida de Antônio Prata, na Folha, diz muito sobre o Brasil, hoje. 

Como observou Suzana Singer, com a sutileza necessária, “tempos estranhos estes em que a imprensa tem que ser explícita sobre o que é real e o que é ficção.” 

As ironias são um recurso sofisticado da crítica social mas só podem ser compreendidas numa sociedade onde os fatos estão bem estabelecidos e o leitor não tem dificuldade para entender a intenção real do autor. 
É preciso não ter dúvidas sobre a realidade em que se vive para compreender um texto cuja graça reside – particularmente – em dizer o contrário do que se escreveu. A ironia não quer enganar ninguém. Quer estimular a reflexão de forma divertida, explorando seu próprio absurdo. 

Muitas vezes, a ironia é uma forma de driblar uma situação de opressão. Permite ao autor dizer, de forma elíptica, aquilo que não pode ser dito de forma tão clara. 

Era um recurso comum sob os regimes absolutistas que antecederam a Revolução Francesa. Mas também fazia escola nos anos 1979 e 1980 na imprensa sob vigilância da censura do regime militar. 

É um exercício intelectual finíssimo, um caminhar sobre o fio de navalha, e está longe de ser pedante. Basta saber o que “é real e o que é ficção.” Caso contrário, o feitiço se vira contra o feiticeiro -- como ocorreu com todas as pessoas que, confundindo fatos com suas opiniões, imaginaram que o texto de Antonio Prato deveria ser compreendido ao pé da letra. 

A dificuldade de compreensão do público é uma demonstração do universo em que a sociedade brasileira está envolvida. 

Não acho que o conflito de ideias e opiniões políticas que polariza o país seja prejudicial. Uma polarização semelhante se verifica em outras sociedades e ninguém tem problemas para distinguir um texto irônico de uma argumentação séria. É parte do processo de educação política da população. 

O problema se encontra em outra camada do conhecimento, mais básica – os fatos. No Brasil de hoje, está difícil separar os fatos das opiniões. 

E aí, peço desculpas a meus colegas jornalistas, mas é obvio que isso tem uma relação direta com o trabalho dos meios de comunicação. Envolvidos, de forma cada vez mais intensa, num esforço político para impedir uma nova vitória do condomínio Lula-Dilma em 2014, eles se encontram numa permanente luta ideológica para criminalizar o governo federal, fazer denúncias de qualquer maneira e não se importam em confundir em vez de esclarecer. Sua cobertura é tendenciosa e facciosa, até. 

Procura-se confundir, em vez de esclarecer. Abandona-se o compromisso com a apuração dos fatos, que exige um esforço de conhecimento, um ato de humildade, para submetê-los a uma opinião pré-estabelecida. 
Vigora, em diversos meios, a opinião – errada – de que em política as versões são mais importantes do que os fatos. Este é o melhor caminho para uma ditadura, alertava Hanna Arendt.

A visão que submete os fatos às opiniões é puro absurdo. Procura dar ares legítimos a manipulação e à mentira, formas clássicas de sabotar um regime democrático. 

Convém lembrar disso esta semana, quando João Goulart, presidente que foi deposto depois de ter sido vítima de uma campanha sórdida por parte dos meios de comunicação da época, será exumado. 

A finalidade da exumação é saber se Jango morreu envenenado, como vítima de uma política de assassinatos de lideranças populares do Continente, que incluiu casos comprovados como a morte do presidente da Bolívia, Juan José Torres, do general Carlos Prats e do chanceler Orlando Lettelier, leais a Salvador Allende.

A partir de historiadores competentes, bem informados e rigorosos, como Muniz Bandeira e Jorge Ferreira, simpáticos a Jango e adversários do golpe que o derrubou, encaro com prudência as denúncias que sugerem que havia uma conspiração para matar Jango. Convém apurar com cuidado, sem eliminar qualquer hipótese com antecedência e sem permitir, tampouco, que interesses da propaganda de qualquer lado submetam a verdade factual. 

Não há dúvida, no entanto, que a queda de Goulart foi produzida por uma mentira interesseira. 

Seus adversários civis, alinhados em torno dos principais jornais da época, sustentavam que ele pretendia dar um golpe de Estado e instalar uma república sindicalista no país. Era uma grande mentira e foi ela que arrastou uma parcela da classe média para a oposição. 

O que se queria era quebrar a legalidade democrática, que previa a realização de eleições em 1965 – num ambiente que deixava claro que a oposição conservadora não tinha a menor chance de uma vitória nas urnas. 

Este é o perigo de resistir num país onde não se sabe a diferença entre fatos e opiniões.
Do blog O Esquerdopato.
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