"MAU DIA BRASIL E O ÓDIO PELO ENEM"


 Blog Palavra Livre


 


  Por Davis Sena Filho
 
 
Nos próximos sábado e domingo, dias 26 e 27 de outubro, vai ser realizada a quinta edição do novo Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). O exame é o segundo maior do mundo, com 7.105.903 candidatos inscritos, e já incluiu mais de um milhão de jovens pobres, negros, indígenas nas universidades públicas, até então reduto das classes média tradicional e alta, ou seja, da burguesia. No mundo, somente a China tem um exame de inclusão social ao ensino público maior do que o do Brasil.

Aos que ficam a ouvir e ler as notícias negativas sobre o Enem repercutidas pela imprensa de negócios privados, salutar se torna também informar que o Enem tem apenas a finalidade da avaliar o ensino médio. Já o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) serve como processo seletivo, que tem como base as notas dos candidatos do Enem. O processo é tão democrático que possibilita aos aprovados consultar as vagas disponíveis das faculdades e universidades, bem como saber dos inúmeros cursos que são oferecidos.

Contudo, ligo a televisão e me deparo como o Mau Dia Brasil, da Rede Globo. Vejo e ouço dois dos porta-vozes da Casa Grande, os apresentadores Chico Pinheiro e Ana Paula Araújo, a noticiar sobre o Enem. Eles tem um ar de deboche e acionam os apresentadores de São Paulo e Brasília para também participar da matéria sobre o exame que incluiu centenas de milhares de brasileiros na universidade pública e, consequentemente, elevou a autoestima de milhares de brasileiros, sendo que muitos dos filhos de famílias pobres são os primeiros de tantas gerações a ingressar em um sistema educacional que privilegiava aqueles que no decorrer de suas vidas estudantis frequentaram escolas particulares, caras e tradicionais.

Os governos trabalhistas de Lula e Dilma efetivaram uma rede de proteção social no que diz respeito à educação. E é isto o que mais incomoda a Casa Grande de tradição escravocrata. “Como pode — ela se pergunta — pobres, negros, índios e portadores de necessidades especiais frequentarem a mesma escola que eu frequento há mais de cem anos?” E eu respondo: “Pode!” O que não se deve aturar é preconceito de coxinha metido a besta e que pensa que o País é um lugar VIP para os “bem nascidos”.

Por isso, temos matérias cretinas como a apresentada pelo Mau Dia Brasil, que se esforça ao máximo para desqualificar e desconstruir o Enem, que é um exame democrático, justo e de inclusão social, a exemplo do Bolsa Família, do Luz para Todos, do Previdência Social, do Saúde da Família, do Rede Cegonha, do Brasil Alfabetizado, do Mais Educação, do Brasil Sorridente, do Minha Casa Minha Vida, dentre outros programas, que visam combater a miséria, a pobreza e incluir, definitivamente, grande parte da população brasileira no mercado de emprego e de consumo.

Contudo, com o propósito de concretizar esse processo, urge fazer com que o brasileiro estude para que possamos, em futuro próximo, transformar o Brasil em uma nação de classe média, porque para o socialismo ser implementado em um país capitalista, grande e diversificado como o Brasil, torna-se imperioso enfrentarmos um processo lento, que demanda tempo e convencimento, por se tratar de uma doutrina econômica e política que requer rompimento com o establishment, e, por conseguinte, iniciar-se uma nova ordem política, econômica e social.

O objetivo é transformar a sociedade. Entretanto, torna-se necessário distribuir riquezas e propriedades, de forma equilibrada, pois que o desejo é diminuir a distância entre pobres e ricos e, por sua vez, realmente edificar um estado de bem-estar social. Porém, as classes sociais abastadas e proprietárias dos meios de produção e serviços reagem aos avanços conquistados pela maioria da população. A reação é levada a efeito pelos partidos políticos de direita e de suas caixas de ressonância materializadas em diversas mídias, principalmente na imprensa de mercado, que por muito tempo teve em suas mãos o monopólio da informação.

A imprensa que sataniza os partidos, os políticos, os grupos sociais e as instituições que, porventura, não rezam por sua cartilha reacionária, conservadora e de caráter hegemônico. A imprensa do pensamento único e que se nega a dar direito de resposta a quem é difamado e caluniado. A mesma imprensa do jornalismo meramente declaratório e que se recusa a ouvir o outro lado, procedimento que qualquer jornalista iniciante sabe que tem de ser feito para que o leitor, espectador ou ouvinte possa formular seu juízo de valor para comparar as diferentes versões e, por seu turno, discernir sobre os fatos e as realidades acontecidos e repercutidos.

Informação e educação caminham juntas. São irmãs siamesas. E é por saber disso que os grupos econômicos privados tentam controlar os meios de comunicação e sabotar programas de governo e projetos de país que visem, sobretudo, emancipar os povos e em especial o povo brasileiro vítima de uma burguesia perversa, egoísta, provinciana, preconceituosa e de passado escravocrata. A burguesia entreguista e colonizada, bem como arrogante e prepotente com os mais fracos, ao tempo que vergonhosamente subserviente e aduladora daqueles que ela considera ser suas cortes. A burguesia brasileira tem a alma prostituída, além de um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata.

Por isso, ela tem de ser duramente combatida para que o Brasil avance e se torne realmente um País para todos os brasileiros. E a revolução começa pela educação pública, de boa qualidade e aberta para todos que nascem neste colosso tropical que é o Brasil. Se não há espaço e nem meios no momento para a efetivação de uma revolução socialista, que se faça as reformas necessárias para que o povo seja inserido no contexto do consumo e do estudo, pois se as pessoas estudam e consomem elas, por si sós, darão conta de providenciar a melhoria na qualidade de suas vidas, bem como vão ter discernimento do País que elas querem para seus filhos e as gerações vindouras.

A educação é a revolução. E sem justiça social não há paz. As reformas estão a acontecer desde 2003 quando o presidente Lula sentou na cadeira da Presidência da República, bem como a presidenta Dilma Rousseff continua a caminhar na mesma trilha do desenvolvimentismo e do trabalhismo. Somente por intermédio da educação faremos com que a ignorância e o egoísmo dos que reagem contra a inclusão social sejam derrotadas.

Quando os áulicos da Casa Grande de forma sistemática criticam açodadamente o Enem e tudo que gravita em torno dele, a exemplo do Sisu, do Fies e do Prouni é sinal que tais programas estão em um caminho certo, sem volta ao passado e que desagrada, sobremaneira, as “elites” brasileiras associadas aos grandes capitalistas, aqueles que defendem a diminuição do estado, a venda do patrimônio público e que quando metem as mãos pelos pés correm como cachorrinhos esfomeados a pedir comida para salvar o que restou de seus patrimônios, sem, contudo, esquecer de enviar para os paraísos fiscais os milhões que ainda lhes sobraram, pois conquistados por meio de sonegações.

Vinte e dois milhões de pessoas estão a ser atendidas pelo Governo trabalhista. Os programas reduziram em 13% as desigualdades sociais. Além disso, 13,8 milhões de pessoas são atendidas pelo Bolsa Família, o que ajudou, e muito, para que o Brasil diminuísse em mais de 55% a pobreza e a extrema pobreza em apenas uma década, segundo o relatório “A Década Inclusiva (2001/2011): Desigualdade, Pobreza e Políticas de Renda”, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e produzido pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2011 (Pnad).

O Brasil cumpriu a meta do milênio no que concerne à diminuição da pobreza em apenas dez anos, o que era previsto para ser realizado em um tempo de 25 anos. E aí vem a direita e os que se associaram aos inquilinos desse campo político e ideológico reacionário e violento para afirmar, sem qualquer responsabilidade do que falam, que vão fazer mais e melhor, sendo que quando estiveram no poder não fizeram nada, pois nem acesso ao emprego o povo brasileiro teve nos tempos do vendilhão da pátria, Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, aquele que foi ao FMI três vezes, humilhado, pois de joelhos e pires nas mãos a mendigar esmolas, porque quebrou o Brasil três vezes.

Todos esses fatores, além de muitos outros não citados neste artigo, favorecem o que os economistas estruturalistas, desenvolvimentista e o próprio presidente Lula chamam de ciclo virtuoso, que fomentou e ainda fortalece a economia interna, que por sua vez ajudou o Brasil a não sentir muito a crise internacional de 2008. A crise que derreteu as economias de países europeus e prejudicou enormemente os Estados Unidos e o Japão, bem como mostrou, inapelavelmente, que o neoliberalismo é uma doutrina que colocada em prática tem por finalidade concentrar renda e riqueza, apostar na jogatina dos mercados de capitais, favorecer os rentistas e prejudicar quem produz para beneficiar os banqueiros e os governos dos países ricos, que determinam como o sistema mundial hegemônico deve proceder, a fim de sugar as riquezas dos países periféricos e emergentes, além de explorar a mão de obra barata dos povos pobres, em forma de rapinagem e pirataria.

Voltemos ao Mau Dia Brasil. Chico Pinheiro e Ana Paulo Araújo, além de os “âncoras” de Brasília e de São Paulo falavam sobre o Enem de mais de 7 milhões de inscritos em tom de pilhéria e desdém. A reportagem anunciada por Chico Pinheiro e veiculada na tela das Organizações(?) Globo iniciou assim: “No próximo final de semana, sete milhões de estudantes vão fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio. Desta vez, o Ministério da Educação promete um exame sem sobressaltos”.

A partir da chamada, a matéria passou a falar dos “sobressaltos”, evidentemente com o propósito de superdimensionar os erros e equívocos acontecidos em anos anteriores, e, consequentemente, desqualificar para diminuir a importância do Enem e, por seu turno, fazer com que milhões de pessoas, ainda jovens e em formação, passem a ter a sensação de insegurança, além da calar em suas mentes e corações a desconfiança de um processo escolar excepcional, que deveria ser valorizado e admirado, pois se trata de um exame complexo, com um número de inscritos que supera a população de vários países, a exemplo do Uruguai, e que por sua grandiosidade os erros que aconteceram são infinitamente inferiores em relação às suas virtudes.

E o narrador da matéria global sabotadora dizia: “Em 2009, a prova foi furtada em uma gráfica (...)”. Mas o senhor Chico Pinheiro, editor-chefe do Mau Dia Brasil “esqueceu” de lembrar que a prova foi roubada na gráfica da “Folha de S. Paulo” por um contratado dela. Tal pasquim de direita é aquele diário que emprestava, na ditadura militar, seus carros para os torturadores na década de 1970, e que, na maior cara de pau e cinismo, publicou o ocorrido do furto da gráfica como manchete de capa do jornal. Depois a pseuda reportagem relembrou as “falhas” do Enem em 2010. Neste ano, alguns inscritos foram vítimas de vazamentos sobre seus dados pessoais. Uma professora de Remanso (BA) teve acesso às provas e repassou para seu filho. O fato foi relato por um professor de cursinho de Petrolina, que denunciou o ocorrido. Porém o Mau Dia Brasil mais uma vez não mostrou essa ocorrência.

Além disso, ainda em 2010, um dos cadernos da prova continha erros. A gráfica RR Donnelley, a maior do mundo, assumiu as falhas e declarou ao governo e ao público que houve erros de impressão em 0,3% das dez milhões de provas. É isto mesmo: dez milhões de provas e 0,3% de erros. A empresa considerou que o índice de erro é pequeno e que está dentro de uma margem esperada para um processo industrial de larga escala. Contudo, a imprensa superdimensionou novamente, porque os barões magnatas que controlam as mídias no Brasil fazem política, tem lado e escolhem candidatos, sempre os de e da direita.

A falha virou um “escândalo” de gigantescas proporções e quase tais magnatas fecham as portas do Ministério da Educação e terminam de vez com o Enem com a finalidade de impedir o acesso dos pobres à universidade pública. Seria cômico se não fosse trágico e ridículo, porque o “escândalo” não colou. E sabe por quê? Porque os milhões de alunos candidatos sabem que o Enem inclui, é justo, público e democrático, bem como compreendem que a imprensa burguesa, corporativa e sectária defende os interesses empresariais, dos ricos e que luta contra a distribuição de renda, de riqueza, além de ser contrária à independência do Brasil e à autonomia do povo brasileiro.

Em 2011, o Enem foi novamente alvo de irregularidades e patifarias, ou seja, o boicote e a sabotagem continuavam. A finalidade era mais uma vez esvaziar e desqualificar o exame, com o apoio e a cumplicidade, evidentemente, da imprensa comercial de caráter golpista. Alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso a quatorze questões. A Polícia Federal investigou e constatou que o vazamento poderia ter acontecido em um teste formulado pelo Inep realizado em 2010. Apenas 639 provas foram invalidadas em um contexto de milhões de provas aplicadas pelo Enem em todo o Brasil. Pronto! Mais uma vez os porta-vozes da Casa Grande e os mensageiros da dor e da agonia transformaram o vazamento em outro “escândalo” de proporções planetárias.

Contudo, o Chico Pinheiro e a Ana Paula Araújo e seus colegas de Mau Dia Brasil não tocaram neste assunto. Óbvio. Eles fazem um jornalismo mequetrefe, porque aproveitaram uma concessão pública para fazerem suas assertivas ao tempo que não dão o direito de alguém do Ministério da Educação rebater tais vilanias, manipulações e mentiras. Creio que essas pessoas pelo menos não devem pensar, lá com seus botões, que elaboram e efetivam um jornalismo de verdade e isento e imparcial para falar dos fatos e das realidades. Será?

Bem, já em 2012 e apesar de toda a propaganda contra o Enem, as inscrições superaram todos os números, pois um verdadeiro recorde até então. Quase 6,5 milhões de candidatos se inscreveram e com isso o Governo trabalhista percebeu que o Enem é como massa: quanto mais apanha, mais a massa cresce. Neste ano, as fraudes, as trapaças e as sabotagens foram evitadas. Entretanto, em 2013, as falsas polêmicas retornaram, e os motivos eram concernentes aos métodos de correções das redações, considerados demasiadamente permissivos ou tolerantes. Um aluno escreveu como redação uma receita de miojo, o que gerou descontentamento a quem não passou. O Governo trabalhista reconheceu o erro e tratou rapidamente de não permitir que aconteça tais fatos novamente. Quem o fizer, não passará na prova. Ponto.

As provas a serem realizadas neste fim de semana vão ter um enorme e sofisticado esquema de segurança. Todavia, a humanidade é a humanidade e sempre alguém vai tentar burlar a segurança e, consequentemente, fraudar as provas e assim prejudicar a imensa maioria que presta exames de forma legal e honesta, além de sonhar com dias melhores, principalmente aquele que nasceu em berço da classe pobre e que espera, geração após geração, formar-se em uma faculdade, apesar do ódio elitista pelo Enem.

Contudo, o Mau Dia Brasil e o restante da imprensa de negócios privados estão à espera de falhas, fraudes e até mesmo que algum criminoso, a serviço de “sujeitos ocultos”, consigam criar um novo “escândalo”, e, por seu turno, dar oportunidade de a imprensa burguesa repercuti-lo com estardalhaço, com o propósito de mais uma vez dizer ao povo brasileiro que o Enem não presta. Afinal, o que presta para tal imprensa de desejos inconfessáveis são os cursinhos e os colégios, as faculdades e as universidades particulares sem qualidade comprovada e pagos a peso de ouro com o suor dos trabalhadores e dos pais de milhões de jovens que não tiveram acesso ao ensino público superior. Mas não vai adiantar, pois o número é este: 7.105.903 candidatos. Sorry periferia. É isso aí.
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MÍDIA - "O Rola-bosta" na Folha.

“Rola-bosta” na Folha. Fedeu!

Por Altamiro Borges

A Folha tucana anunciou nesta quinta-feira (24) o seu novo time de colunistas. A aquisição mais bombástica é a de Reinaldo Azevedo – o pitbull da Veja que também já foi apelidado de “rola-bosta” pelo teólogo Leonardo Boff. Expressão caricata do direitismo nativo, o novo “calunista” comemora: “Firmei com a Folha o compromisso firmado com meus leitores e que vigora na minha relação com a Veja: escrever o que penso, segundo os fundamentos da democracia representativa, a única que reconheço, e do Estado de Direito”. Hilário!


Além de Reinaldo Azevedo – que nunca teve como marca a defesa da democracia, mas sim seu ódio aos partidos de esquerda, aos movimentos sociais e aos governos progressistas da América Latina –, a Folha ainda anunciou outra contratação reveladora. A do jornalista Demétrio Magnoli, um assíduo frequentador do Instituto Millenium, o antro dos barões da mídia nativa. Com estas duas aquisições, o jornal da famiglia Frias dá mais uma radical guinada à direita e abandona de vez a sua aura de veículo eclético e plural, que já enganou tantos inocentes.  

A informação sobre as andanças de Reinaldo Azevedo foi revelada na véspera pelo site Brasil-247. Num primeiro momento, especulou-se até que ele deixaria a revista Veja. A reação dos leitores do site foi imediata e ácida. Vale conferir alguns comentários:

*****

Chucky 23.10.2013 às 12:45

Agora, cá entre nós, a Folha já é uma merda de jornal; com o Reinaldo lá, a única diferença é que vai feder um pouco mais.

Luiz Diamantino 23.10.2013 às 12:33

A Folha acabou de acabar. Para mim e certamente para milhares de leitores. Vou cancelar minha assinatura. Pagar para ler Reinaldo Azevedo?! Nem a pau!

Roberto Locatelli 23.10.2013 às 12:43

Saiu de uma empresa sem futuro e foi para outra empresa sem futuro. A dúvida é: saiu ou "foi saído"?

Chucky 23.10.2013 às 12:42

Saiu do esgoto (Veja) e vai pro lixo (Folha).

Escrevam ai: 23.10.2013 às 12:31

A Folha e a Veja ainda serão distribuídas gratuitamente à população. Nada mais natural; afinal, panfleto eleitoral nunca deveria ser vendido.

Roberto Ribeiro 23.10.2013 às 12:28

Vixe! Saiu do esgoto e foi para a latrina. Vixe!!!

Fernando 23.10.2013 às 12:27

Pro buraco e avante!!!!!!!!! É isso que vai acontecer com a foia

Mário Silveira Neto 23.10.2013 às 12:25

Eu, eu, eu, a Folha se deu mal...

Todos nós sabemos que os jornais impressos estão com seus dias contados... Portanto, adeus rola-bosta, passa a régua e zéfini

Luciano Prado 23.10.2013 às 12:37

Só mudou o fluxo do esgoto, o cocô é o mesmo.

Manoel 23.10.2013 às 12:33

Na Veja ele era uma "estrela", enquanto na FSP ele vai ser "só mais um". Dançou.

*****

Agora, com a confirmação de que Reinaldo Azevedo será colunista da Folha e manterá seu blog na Veja, o site Brasil-247 garante que a nova aquisição “caiu como uma bomba no jornal e foi muito mal recebida por diversos profissionais de peso que atuam na Barão de Limeira. Para muitos jornalistas da casa, o leitor da Folha é predominantemente conservador, mas não é um radical de direita, disposto a seguir a linha do colunista de Veja.com”.
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PETRÓLEO - A despedida do Emmanuel Cancella do PT.


Enviado por Caio Toledo, via e-mail

À Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores, PT

C/C À direção Municipal e Estadual do PT do Rio de Janeiro
É com tristeza que me despeço dos companheiros! Durante décadas ajudei a construir o PT. Dediquei grande parte de minha vida ao partido, e o único partido ao qual me filiei. Nunca tive cargo no partido e em nenhuma empresa e governo, como também nunca o desejei. Que fique claro que não tenho nada contra quem ocupa cargos, muito pelo contrário, acho legítimo! O leilão de Libra, para mim, é a gota dagua que faltava para me afastar definitivamente de um partido que, a cada dia, se torna mais entreguista e neoliberal.
O Partido dos Trabalhadores se coloca agora contra uma das principais bandeiras do povo brasileiro, o qual foi para as ruas na década de 40 e 50, na campanha “O petróleo é Nosso!”, a maior campanha cívica que este país conheceu! Continuarei a participar ativamente dos movimentos sindicais e sociais, mas não posso levar nas costas o peso de um partido que tão importante para a organização da classe trabalhadora e a democratização do país, transformando-se hoje num partido burguês, a serviço do grande capital dos patrões e a defender privatizações, com ajuda até do exército, diga-se de passagem.
Como se não bastasse, o PT continua a defender o governador do Rio, Sérgio Cabral, símbolo da corrupção no país, e apóia também o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Sérgio Cabral e Eduardo Paes mandaram a PM bater em professores! Não dá para um militante socialista, com o mínimo de dignidade e de compromisso com a classe trabalhadora e a soberania de nosso país, continuar no PT.
Levo saudades de muitos companheiros. Muitos dependem do partido para sobreviver, esqueceram-se da vida e se dedicaram integralmente ao partido e hoje são reféns dessa política. Outros que merecem nosso respeito são aqueles que tentam mudar o partido por dentro. Honestamente, para mim não dá mais! Muitos dirão:” já vai tarde…,..mas ele já não tinha saído do partido?” Com certeza, muitos destes são os grandes culpados pela deterioração das políticas do PT.
Saudações Socialistas,
Rio de Janeiro, 19 de outubro de 2013.
Emanuel J. A. Cancella
Secretário-Geral do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional do Federação Única dos Petroleiros
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POLÍTICA - Parece que a Marina é que é a dona do PSB.

Clima de disputa Marina x Eduardo Campos já aflora na mídia

Marina e Campos
É natural que o presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, se esforce para ocupar espaços na grande imprensa, já que sua concorrente ao posto de candidato ao Planalto em 2014, sua parceira política ex-senadora Marina Silva (PSB/Rede), foi privilegiada nas últimas semanas com uma exposição na mídia raramente vista no país.
Mais do que isso, Marina Silva tomou a dianteira e passou a expressar posições programáticas – que eles diziam que iam elaborar juntos – e hoje retoma sua posição de pré-candidata a presidente da República no ano que vem. Daí a sofreguidão de Campos em fazer críticas a tudo e todos. Passa o dia inteiro, como ontem, fazendo-as.
Começando pela leilão do campo do pré-sal de Libra e sobre a situação do Nordeste. Em parte ele está repetindo o discurso à direita sobre o leilão e no caso dos investimentos e políticas públicas para o Nordeste, cujo principal beneficiado foi exatamente seu Estado Pernambuco, também terra natal do ex-presidente Lula.
Serra já, e de novo, em campanha
Outro que está em plena campanha para presidente é o ex-governador tucano paulista, José Serra, o sempre presidenciável deles, que já concorreu ao Palácio do Planalto e perdeu outras duas vezes, em 2002 e 2010. Serra, agora, com um método novo de fazer campanha, pelo qual aparece de surpresa junto ao governador candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, e segue os passos do senador Aécio Neves (PSDB-MG), aparecendo de surpresa antes ou depois nos locais visitados pelo presidenciável mineiro.
É o que dizem os jornais – ele não avisa de sua presença ao Palácio dos Bandeirantes e nem ao staff do senador Aécio. Pelo que faz e pelo que diz, para ele não existe a candidatura Aécio, lançada exatamente contra a dele no início deste ano pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
Como vemos muita água ainda vai rolar na definição dos candidatos da oposição.
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CASO AMARILDO - Os frutos da militarização da PM.

Os detalhes do assassinato de Amarildo, e os frutos da militarização da PM

Do O Globo

 
Nova denúncia contra acusados de matar pedreiro incrimina 25 PMs no total
 
O medo de morrer levou um policial militar da UPP da Rocinha a romper o silêncio que cercou de sombras, por cerca de três meses, os momentos de horror que marcaram a agonia e a morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza. Ao longo desse tempo, até revelar em detalhes o que aconteceu nos 40 minutos em que a vítima foi torturada dentro de um contêiner, ele foi perseguido por colegas de farda. Um dia, ao chegar ao trabalho, seu armário estava pichado com a inscrição X-9, dedo-duro na gíria policial. Com medo de ter o mesmo destino de Amarildo, o PM acabou por contar tudo que viu e ouviu no dia 14 de julho, quando o morador da Rocinha foi sequestrado. As revelações compõem um minucioso quadro do crime apresentado nessa terça-feira durante uma entrevista coletiva de promotores no Ministério Público estadual, encerrada com a notícia de que mais 15 PMs seriam denunciados, totalizando 25 acusados do brutal assassinato.
 
Com a prisão do major Édson dos Santos, ex-comandante da UPP, e de outros nove policiais militares no último dia 4, o PM, cuja identidade é preservada, resolveu revelar à polícia que a sede da unidade havia sido transformada num local de tortura, tão violenta quanto a do tráfico que dominou por tantos anos a comunidade. Ao decidir não sustentar mais a versão que, segundo ele, era imposta pelo major, o policial convenceu quatro PMs mulheres, que também estavam lá, a fazerem o mesmo. Elas prestaram depoimento no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Duas haviam sido obrigadas a ficar em um outro contêiner, bem perto de onde Amarildo era agredido. Ouvindo a tortura, elas entraram em pânico, caíram em prantos e tentaram deixar o local, mas foram impedidas, de acordo com o inquérito, por outros policiais. O relato é de que uma delas tapou os ouvidos para não escutar os gritos de dor e pedidos de ajuda de Amarildo.
 
Ainda de acordo com a denúncia, logo após a morte do morador da Rocinha, foi montada uma farsa para atribuir o crime ao tráfico. O desaparecimento do ajudante de pedreiro, no entanto, ganhou as redes sociais, onde foi criado e ganhou força um movimento que correu o mundo com a pergunta: Cadê Amarildo?.
 
Foi o temor em relação ao comandante e a seu grupo que fez com que tantos policiais calassem por tanto tempo um fato tão grave. É impressionante o poder de intimidação deles afirmou a promotora de Justiça Carmen Eliza Bastos de Carvalho, que, junto com o coordenador do Gaeco, Gláucio Cardoso da Conceição, e o promotor Daniel Faria Braz, assinou a nova denúncia entregue ontem na 35ª Vara Criminal.
 
Quatro PMs seriam executores
 
Com base nos novos depoimentos, nos 133 relatos feitos na primeira fase do inquérito na Divisão de Homicídios e em mais 32 mil ligações telefônicas interceptadas, além de outras provas periciais, como a análise das vozes dos acusados, o MP denunciou terça-feira mais 15 policiais por envolvimento na tortura e morte de Amarildo. Quatro PMs foram identificados como autores (executores da sessão de tortura): o tenente Luiz Felipe de Medeiros, o sargento Reinaldo Gonçalves e os soldados Anderson Maia e Douglas Roberto Vital. O major Édson dos Santos é apontado como mandante. O oficial responderá também por crimes de fraude processual, ocultação de cadáver e formação de quadrilha armada (este último junto com outros 14 policiais).
 
Os promotores pediram a prisão preventiva, e a Justiça decretou, de mais três policiais: o sargento Reinaldo Gonçalves que teria tido envolvimento direto na tortura e os soldados Lourival Moreira e Wagner Soares do Nascimento. Os três faziam parte do mesmo grupo tático de policiamento e não apareceram num primeiro momento porque seus nomes haviam sido omitidos da escala de plantão. Até a manhã de ontem, continuavam trabalhando na UPP da Rocinha. O MP requisitou também que a Polícia Militar suspendesse todos os envolvidos.
 
O destino de Amarildo cujo nome sequer constava das investigações que deram origem à Operação Paz Armada, de repressão ao tráfico na Rocinha, durante a qual ele foi detido foi selado quando uma informante do soldado Vital ligou para ele, no domingo, dia 14 de julho, às 18h05m. Ela telefonou para dizer que o ajudante de pedreiro era conhecido como Boi e estava no Bar do Júlio, numa das áreas mais pobres da comunidade conhecida como Roupa Suja, com a chave do paiol da quadrilha. Depois de 36 horas de uma operação que não apreendera sequer uma pistola, o então comandante da UPP, major Édson Santos, determinou, segundo o MP, que Amarildo fosse levado para a unidade e trabalhado (torturado). Os vizinhos e o dono do bar ainda tentaram impedir que Amarildo fosse levado, dizendo que ele era trabalhador, mas não foram ouvidos.
 
Além dos quatro denunciados como executores e do major, 12 PMs (três são mulheres) são acusados de vigiar a sede da UPP durante a tortura de Amarildo. Uma das acusadas, a soldado Thaís Rodrigues Gusmão, foi responsável por desligar as luzes para facilitar a retirada do corpo de Amarildo pelo telhado da UPP, que dá para uma área de mata. Outros oito PMs que estavam no local, mas nada teriam feito para impedir a morte da vítima, são acusados de omissão. Eles também vão responder por tortura seguida de morte.
 
Para o MP, apenas quatro dos PMs que estavam na UPP não tiveram envolvimento algum:
 
Eles pediram que parassem a tortura e um deles chegou a ser hostilizado pelos demais, que faziam chacota, dizendo deixa de ser frouxo, tu é polícia! (sic). Eles nada puderam fazer e contaram que não falaram antes por medo. Já os outros oito policiais que estavam no contêiner mantiveram a versão falsa e não demonstraram em nenhum momento a intenção de cessar a tortura. Eles vão responder por tortura seguida de morte, na modalidade omissão afirmou Carmen Eliza Bastos.
 
Óleo para encobrir provas do crime
 
Segundo ela, logo após o crime, o tenente Medeiros jogou óleo no local para apagar provas, como manchas de sangue. Ainda de acordo com a promotora, sabendo que o telefone de um PM infiltrado estava sob interceptação, os policiais forjaram uma ligação telefônica para ele. Um deles se passou pelo traficante Catatau e assumiu a responsabilidade pela morte de Amarildo. A perícia técnica da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MP analisou a voz dos 34 PMs citados no processo e concluiu que o soldado Marlon Campos Reis foi o autor da ligação. Através de levantamento da Estação Rádio-Base, os investigadores rastrearam o aparelho do PM Vital que estaria com Marlon quando ele fez a ligação.
 
Eles sabiam que a ligação seria gravada. O soldado Marlon liga dizendo que é o Catatau, acusa o policial de X-9 e diz que ele terá o mesmo destino de Boi. Depois, ainda fala que colocará a morte de Boi na conta dele. O major passa a apresentar o áudio da suposta ligação de Catatau nas reuniões com os policiais para afirmar que Amarildo foi liberado e depois morto por traficantes. Foi uma forma que ele arranjou de intimidar e coagir os policias, de dizer que a tortura não aconteceu. Mas não há (proteção) acústica nos contêineres e todos ouviram tudo explicou a promotora.
 
Cada acusado pode receber uma pena que varia de nove anos e quatro meses a 33 anos de prisão.
 
O coordenador do Gaeco, Cláucio Cardoso da Conceição, afirmou que as investigações complementares só foram possíveis graças ao excelente trabalho da Divisão de Homicídios e da 8ª Delegacia Judiciária da PM. Também participaram da coletiva os promotores Daniel Faria Braz; Paulo Roberto Mello Cunha Júnior, que apura outros crimes imputados aos PMs no processo da Auditoria Militar; e o corregedor da PM, Cezar Tanner.
 
Em nota, o advogado Marcos Espínola, que faz a defesa dos soldados Douglas Roberto Vital Machado, Jorge Luís Gonçalves Coelho, Victor Vinícius Pereira da Silva e Marlon Campos Dias, afirmou que as informações divulgadas pelo MP não constam do processo e que seus clientes negam as acusações.
 
O corregedor Cezar Tanner disse que nunca viu um caso como esse:
 
A gente não sabe o que se passa na cabeça das pessoas.

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