PETRÓLEO - Manifestantes ocupam MME.


 

Manifestantes ocupam Ministério de Minas e Energia


Manifestantes ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e à Via Campesina ocupam desde as 8h o Ministério de Minas e Energia na área central de Brasília. Eles exigem que o governo federal cancele o leilão do Campo de Libra, marcado para segunda-feira (21). Segundo as entidades organizadoras do protesto, o leilão – daquele que pode ser o maior campo de petróleo do mundo – é um crime de lesa-pátria que põe em risco a soberania nacional.



Manifestantes ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e à Via Campesina ocupam desde as 8h o Ministério de Minas e Energia na área central de Brasília / Antônio Cruz/Agência Brasil

O Ministério de Minas e Energia já pediu na Justiça a reintegração de posse do prédio, localizado na Esplanada dos Ministérios. Enquanto isso, representantes do governo conversam com os manifestantes. Servidores foram dispensados do expediente de hoje e o ministro Edison Lobão participa de um evento fora, segundo a assessoria de imprensa.

Na quarta-feira (16), funcionários da Petrobras e subsidiárias decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, também em protesto contra o leilão. Segundo a FUP, a categoria exige a suspensão imediata do primeiro leilão do pré-sal, sob o regime de partilha.

Fonte: Agência Brasil
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POLÍTICA - A lorota da polarização PT x PSDB

 


Muito papel e muita conversa da mídia oposicionista sobre as eleições de 2014. A primeira é sobre o fim da polarização PT x PSDB, que estaria ocorrendo agora por causa da candidatura Eduardo Campos-Marina Silva. Ora, essa polarização não existiu em 1989 e nem nas eleições de 2002 e 2010.
Só existiu na de 2006, quando no 1º turno Geraldo Alckmin (PSDB) obteve 41,6% e Lula (PT), 48,6%.  Em 2002, José Serra (PSDB) teve 23%; Anthony Garotinho (então no PSB) teve quase 18%, e Ciro Gomes (então PPS) chegou a 12%. Em 2010, Serra teve 32,6%  na 1ª etapa e Marina, 19%.
Essa conversa sobre a polarização, portanto, serve para esconder que, desde 1994, o que existe é a disputa entre dois projetos políticos para o país: um de centro esquerda liderado pelo PT, e o outro de centro direita sob a batuta do PSDB.
São projetos distintos sobre o papel do Estado, dos bancos e empresas públicas, sobre como crescer e a quem beneficiar, sobre a distribuição de renda, a educação e a saúde pública, a política industrial e a externa, a defesa comercial de nossa economia.
Aliados ao projeto derrotado
O fato relevante nesta eleição nacional de 2014 é que dois ex-aliados e responsáveis pelo projeto que levou o presidente Lula ao governo e o país a extraordinárias conquistas econômicas e sociais estão agora aliados ao projeto derrotado que vigorou lá nos anos 90, comandado pelo ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, mas está derrotado desde 2002 pelos presidentes Lula e Dilma Rousseff.
Basta ver hoje na mídia e nos últimos dias a concordância entre Aécio Neves (PSDB), Marina e Campos (PSB-Rede) sobre o tripé macroeconômico, bem na linha do capital financeiro. E também alinhados em todas as outras críticas ao governo Dilma, com Marina “costeando o alambrado”, como dizia o ex-governador Leonel Brizola, rumo a se alinhar com a direita.
Fora o fato de que algumas críticas não passam de falácias ou hipocrisia pura, como a do aparelhamento do Estado e acordos no Legislativo – Marina falou em “chantagem”. Como se em Minas, São Paulo e Pernambuco não fosse igual, os governos tucanos e de Campos não administrassem mediante coalizão com partidos às vezes antagônicos entre eles.
Não passam de falácias e hipocrisias, também, essas críticas sobre os atrasos de obras ou essas mentiras como a que o país deixou de ser prioridade para o Investimento Estrangeiro Direto (IED). Ora, neste ano, somos o 4º maior destino desses investimentos. Resta ver, agora, se Marina-Eduardo Campos vão continuar sua caminhada rumo ao projeto de centro-direita…
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ECONOMIA - Más notícias para a oposição.



Para desgosto da oposição, a inflação cai, a indústria e o comércio reagem, a confiança do consumidor vai se recuperando e não haverá o fim do mundo nos Estados Unidos. Pelo contrário, houve acordo no Congresso sobre a dívida do país, evitando o calote. E há também a indicação de um pouso suave em 2014 nos estímulos monetários do FED (Federal Reserve).
A criação aqui no Brasil de 211 mil novas vagas com carteira assinada em setembro reforça a sinalização de uma demanda firme e um crescimento maior no próximo ano. Boas notícias para o Brasil, mas ruim para a oposição.
Ao divulgar os números, o Ministério do Trabalho avaliou que há uma “reação do mercado de trabalho” formal no país. Em julho, haviam sido criadas apenas  41.463 vagas. Já em agosto foram 142 mil. E agora esses 221 mil.
Para o ministério, o resultado foi positivo porque houve uma “expansão quase generalizada dos setores de atividade econômica”. A indústria de transformação gerou 63,2 mil vagas.
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OS EUA E A AGRICULTURA FAMILIAR.

Dr. Rosinha denuncia ofensiva dos EUA aos programas de apoio à agricultura familiar


Do PTnaCâmara  14/11/2013

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), em discurso na tribuna da Câmara na semana passada, fez duras críticas ao que considera uma “ofensiva” dos Estados Unidos sobre as políticas públicas do governo brasileiro. O petista cita o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Compra Direta e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) como alvos de ataque do governo de Barack Obama para favorecer o setor agrícola do seu país.

“O Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério do Desenvolvimento Social têm feito uma política de incentivo à pequena produção da agricultura familiar. Os Estados Unidos ameaçam, agora, levar o Brasil à OMC [Organização Mundial do Comércio], dizendo que isso é subsídio”, denunciou Rosinha.

“Nós sabemos que a União Europeia e os próprios Estados Unidos fazem subsídios de bilhões — não são milhões — de dólares ou de euros, na União Europeia, para a agricultura. E, no caso dos Estados Unidos, não é um subsídio para produção, é um subsídio para exportação, o que demonstra um favorecimento das grandes empresas”, lembrou o parlamentar, que preside a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. Rosinha ressaltou que o Compra Direta, por exemplo, é voltado para abastecer hospitais, escolas, entidades filantrópicas e restaurantes populares. “Ou seja, atendendo à economia popular”, disse. No caso do Pronaf, o deputado destacou que se trata de um instrumento de crédito cujos recursos são pagos pelos agricultores familiares.

Em relação ao PNAE, Rosinha frisou que o Congresso aprovou a lei que estabelece que pelo menos 30% dos alimentos do programa sejam fornecidos pela agricultura familiar. “São incentivos à produção e não subsídios à produção da agricultura familiar. Nós temos de condenar essa proposição feita agora pelo Barack Obama”, cobrou o petista. Conab – No pronunciamento, Rosinha também criticou a política do Ministério da Agricultura em relação à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Ele [o ministério] quer fazer da CONAB um instrumento do agronegócio e não um instrumento da agricultura familiar. E usa de vários métodos, de vários mecanismos, desde assédio moral a seus servidores até, inclusive, perseguição aos movimentos sociais”, protestou o deputado.
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EUA - O complexo de Sansão.


O Complexo de Sansão - Por Immanuel Wallerstein


Wallerstein sustenta: crise do sistema-mundo capitalista produz divisão rara entre poderosos e gera enorme instabilidade. Será preciso definir projetos alternativos
Na Bíblia, há a famosa lenda do herói Sansão. São muitas as interpretações sobre seu significado; mas Sansão, um israelita cuja força era originária de Deus, põe abaixo o templo os inimigos filisteus (também muito poderosos), morrendo no processo. Seu sentido, imagino, é dizer que um ato aparentemente irracional (Sansão morre) pode ser ao mesmo tempo heróico e inteligente, porque se converte na saída (possivelmente a única) para derrotar um inimigo forte e “salvar seu povo”.
Parece que temos um punhado de supostos Sansões, atualmente. Estão bloqueando, ou procurando bloquear, o que consideram ser “compromissos” perigosos com o inimigo. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está dizendo que “um mau acordo é pior que nenhum acordo”. Ele refere-se ao que enxerga como o acordo entre os EUA e a Rússia, em torno da Síria; e a um possível acordo entre Washington e Teerã. Na Colômbia, o ex-presidente conservador [Alvaro Uribe] está investindo contra seu sucessor, também conservador [Juan Manuel Santos], porque este está em negociações com as FARC, sob os auspícios de Cuba e do Brasil.
E, é claro, temos as não-negociações maciças, em curso nos Estados Unidos. Nelas, os membros de ultra-direita do Congresso, em especial na Câmara dos Representantes, estão usando sua força para vetar qualquer comprimosso com as forças inimigas lideradas pelo presidente Obama e o Partido Democrata. Veem como “inimigo interno” todos os republicanos que buscam algum tipo de “compromisso”.
Não é difícil mostrar que todos estes Sansões estão botando a casa abaixo não apenas sobre seus inimigos mas também sobre si mesmos. Para eles, contudo, mesmo que isso seja verdadeiro, há um timing a considerar. Estão convencidos de que precisam agir agora, enquanto têm forças para fazê-lo. Do contrário, o inimigo vencerá e poderá institucionalizar – ou manter – o mal que estaria sendo cometido.
Este tipo de luta ideológia, impermeável ao chamado pragmatismo, não foi inventado nos últimos dez ou vinte anos. É tão velho quanto a socialização humana. Mas assumiu uma característica especial agora, precisamente porque estamos nos espamos de uma crise estrutural em nosso sistema-mundo capitalista. Numa crise estrutural, pode-se esperar dois grandes fenômenos: enorme confusão intelectual e, como consequência, mudanças selvagens de atitude, que conduzem, por sua vez, a guinadas ainda mais bruscas.
Como há cada vez mais grupos prontos para botar o templo abaixo, mesmo que sejam também esmagados, quem parece mais confuso e indeciso sobre o que fazer é o chamado Establishment. Foram-se os dias em que ele podia cinicamente manobrar e obter o que queria. Não é mais verdade que “plus ça change, plus c’est la même chose” – ou seja, que as mudanças são apenas aparentes.
Que podemos fazer, os que buscamos mudanças reais, um sistema-mundo distinto do que prevaleceu ao menos nos últimos 500 anos? A primeira coisa é não nos prendermos aos debates e guinadas selvagens entre os Sansões e os Establishments. Realmente não importa qual deles vença, no curto prazo.
A segunda coisa que deveríamos fazer é não disperdiçar toda nossa energia lamentando o fato de que quem deseja mudanças fundamentais (a chamada esquerda global) não parece estar unida, ou ter clareza sobre seus objetivos, ou envolvida em ações e organização urgentes. O fato é que ela própria está envolta na confusão, pelo menos no momento.
O fato de o templo estar caindo é algo muito além de nossas forças para contê-lo – mesmo que o desejássemos. Mas não somos obrigados a permanecer sob a avalanche das rochas. Precisamos tentar escapar. Podemos estar certos de que os membros mais poderosos do Establishment também estão tentando.
Mas como escapar, e com que objetivos? Também nós precisamos ter senso de timing, e lembrar a diferença entre o curto prazo (três anos ou menos) e o médio prazo (os próximos vinte a quarenta anos).
No curto prazo, as pessoas (os 99%) estão sofrendo. Precisamos lutar para reduzir sua dor, uma luta que deve assumir múltiplas formas. Podem ser pressões por leis, ou decisões de órgãos do Estado, que ajudem de modo imediato os necessitados, ou evitem danos maiores ao ambiente, ou protejam direitos de populações como os indígenas ou as chamadas minorias sociais.
Mas no médio prazo, precisamos tentar esclarecer a natureza das estruturas que queremos construir, se formos bem-sucedidos na encruzilhada que nosso sistema-mundo atravessa. Precisamos tentar entender não apenas os objetivos de médio prazo da direita mundial, mas a natureza de suas profundas divisões internas. A chamada esquerda está profundamente dividida, também. Precisamos trabalhar para superar isto.
Nada é fácil, neste tempo de transição de um sistema-mundo para outro. Mas tudo é possível – ainda que inteiramente incerto.
Imagem: Francisco Goya, Duelo com porretes (1823, detalhe) | Tradução: Antonio Martins
Fonte: http://outraspalavras.net/ 
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