* Mensalão AP 470, STF, Julgamento Medieval - O vídeo acima mostra a cobertura do chamado caso Mensalão, AP 470, investigado pelos repórteres Raimundo Rodrigues Pereira e Lia Imanishi, da Revista Retrato do Brasil (publicação da editora Manifesto S.A) ao longo dos últimos dois anos. Imperdível!
Mais um capítulo de meu romance Madame Flaubert, neste primeiro dia de Primavera
Neste capítulo, a Ema Bovary de Antônio C. revive a cena da Madame Bovary original, na festa do castelo de Vaubyessard. Na atualização de Antônio C. a festa é na antiga embaixada de Portugal, em Botafogo (imagem acima). Na festa, ela se recorda de uma conversa com "o Fernando", o Collor...
10.Para algumas pessoas, o melhor da festa é esperar por ela. Não para Ema. Definitivamente. Se a espera a deixou com febre e calafrios, a recepção, seguida de um baile, na antiga embaixada de Portugal, na rua São Clemente, levou-a ao delírio. Há muito não sentia todas aquelas emoções a um só tempo em seu corpo. Algumas vezes estava quente, sentia-se arder, imaginava possível acender um cigarro com o toque de sua pele. Outras, ao contrário, um frio descia pela espinha, ela sentia seu corpo congelar-se, do centro para as extremidades. Várias vezes teve vertigens. Mas nessas horas, como que só para servi-la - ela chegou a pensar que isso estivesse realmente acontecendo -, havia sempre um garçom solícito, uma taça de vinho, água Perrier... E também a dança. Após a apresentação da orquestra de câmara, houve o baile - em homenagem a o quê, ou a quem? e o que importa?... - e Ema não se cansou de dançar. Até mesmo o primeiro-ministro - ah, era ele o homenageado! -, um homem casado - como ela -, deixou a mulher de lado - como ela deixou o marido - e tirou-a para dançar.Ela saboreava cada instante daqueles. Mexia e ajeitava o colar, colocando o rubi corretamente em relação ao centro do pescoço, fazendo gestos de cansaço e excitação, que pareciam estar agradando em cheio aos burgueses presentes à recepção. Olhavam para ela e percebiam que ali estava alguém que parecia realmente se divertir com aquilo tudo. Não era um negócio, um sorriso pró-forma, uma simpatia de conveniência, mas uma felicidade que saía pelos poros, suava e tornava ainda mais atraente o perfume que ela usava.Muitos se insinuaram, tentaram uma abordagem mais íntima. Mas não era nada daquilo o que Ema queria quando comprou o vestido. Não era nada daquilo o que ela queria quando escolheu o colar. Nenhum daqueles homens. Nenhuma das personalidades. Mas a festa, o momento só dela, brilhar, brilhar, ser feliz, subir e realizar seu destino, como a borbulha numa taça de champanhe. Será que alguém entendia isso? Além do mais, após a conversa com “o Fernando” e o convite para a cerimônia de posse em Brasília, a recepção era apenas o primeiro degrau da longa escadaria que vislumbrava à sua frente e que a levaria da vida que vivia havia tempos para o mundo que imaginava desde criança, e para o qual se preparara como que para um baile.
Bons tempos, heim?!
* Cebola Cortada - De Clodô & Petrúcio Maia, com arranjo de Magro e execução do MPB4. Show Bons Tempos, de 1980, do MPB4, época do lançamento do disco com o mesmo nome.
O orvalho da noite
brinca na luz do luar
Quem acredita em sereia
sabe os segredos do mar
A cachoeira cantando
é a canção natural
Sempre lembrando prá gente
que amar nunca faz mal
Teu amor é cebola cortada, meu bem,
que logo me faz chorar
Teu amor é espinho de mandacarú
que gosta de me arranhar
Teu olhar é cacimba barrenta meu bem
Que eu gosto de espiáA Velha da Lambreta, as notícias do STF e a mídia corporativa na fronteira do Paraguai
![]() |
| A Velhinha, as notícias do STF e a mídia corporativa |
Todo mundo conhece a piada da velhinha da Lambreta. Toda semana ela atravessava a fronteira com o Paraguai e na volta trazia um grande saco. O que será que havia ali? Contrabando? Isso intrigava um guarda da fronteira.
Um dia, ele resolveu parar a Velhinha. Ela mostrou... Aqui, a piada varia: areia, pedras... A minha carregava esterco.
O guarda a liberou, mas seguiu intrigado. A velhinha tinha cara de contrabandista. Resolveu pará-la mais uma vez. Esterco de novo. E outra vez. E outra, e outra, semana após semana, a Velhinha atravessando a fronteira e nada de contrabando, apenas esterco.
Até que um dia o guarda não aguentou mais a curiosidade:
- A senhora me desculpe, mas eu estou ficando louco, sonho com isso. Tenho certeza que a senhora é contrabandista. Vamos fazer o seguinte, a senhora me conta o que é e eu vou liberá-la toda vez.
- O senhor promete, seu guarda?
- Prometo, prometo. É contrabando de quê?
A Velhinha, mordaz:
- Lambreta.
E o que isso tem a ver com o STF e a mídia corporativa, Mello? - pergunta o guarda.
Há 162 anos, Flaubert começava a escrever Madame Bovary, o primeiro romance moderno
O próprio Gustave Flaubert anotou na primeira folha em branco que recebeu o texto de Madame Bovary: 19 de setembro de 1851, à noite.
Segundo Mario Vargas Llosa, num livro dedicado a Madame Bovary, Flaubert trabalhou quatro anos, sete meses e onze dias, praticamente sem interrupções, na construção do romance. Todos os dias em que ficou sem trabalhar, se somados, não chegariam a um décimo do tempo total.
Mais informações e a reprodução do original da primeira página manuscrita por Flaubert, você encontra na fan page de meu romance, Madame Flaubert, uma homenagem ao autor e seu romance.
O personagem principal, Antônio C., gostaria de escrever um romance revolucionário e preciso como o de Flaubert. Para isso, trouxe a heroína para os anos Collor.
Só que, enquanto Flaubert praticamente não ficava sem escrever seu romance, exatamente o oposto acontece com Antônio C., que bebe por dez dias e praticamente não escreve em nenhum.
Rotina que ele pretendeu modificar radicalmente. Será que conseguiu?
Clique aqui e vá até a fan page de Madame Flaubert. Aguardamos sua visita e sua curtida.
Clique para ver...
Segundo Mario Vargas Llosa, num livro dedicado a Madame Bovary, Flaubert trabalhou quatro anos, sete meses e onze dias, praticamente sem interrupções, na construção do romance. Todos os dias em que ficou sem trabalhar, se somados, não chegariam a um décimo do tempo total.
Mais informações e a reprodução do original da primeira página manuscrita por Flaubert, você encontra na fan page de meu romance, Madame Flaubert, uma homenagem ao autor e seu romance.
O personagem principal, Antônio C., gostaria de escrever um romance revolucionário e preciso como o de Flaubert. Para isso, trouxe a heroína para os anos Collor.
Só que, enquanto Flaubert praticamente não ficava sem escrever seu romance, exatamente o oposto acontece com Antônio C., que bebe por dez dias e praticamente não escreve em nenhum.
Rotina que ele pretendeu modificar radicalmente. Será que conseguiu?
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