Lula: 'Elite tem mais preconceito contra Dilma do que contra mim'


Brasília – Carta Maior - Desde que as manifestações de junho recolocaram as políticas públicas para a juventude no centro da agenda do país, cada político tem se virado como pode para tentar traduzir a voz das ruas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, foi à TV Globo defender a liberalização da maconha. O também ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva tem optado por debater política cara a cara com os jovens, como ocorreu nesta terça (23), durante o Latinidades – Festival da Mulher Afro Latino-americana e Caribenha, em Brasília (DF).

Ovacionado por uma plateia de cerca de 2 mil jovens, Lula defendeu a política como o único caminho possível para a democracia. “Eu nasci fazendo manifestações. Não me peçam para condená-las. Mas eu me preocupo quando essas manifestações começam a negar a política, porque a negação da política é a ditadura. Fora da política não há solução”, afirmou o ex-presidente, reforçando o conselho dado na semana passada aos estudantes da Universidade Federal do ABC, em Santo André (SP). (...)

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Aqui estou, Sr. Inverno!



Aqui estou, Sr. Inverno!

"sou veterano de cem vigílias,
sou tapejara de mil insônias"

           Aureliano de Figueiredo Pinto*

Já sei que chegas, Inverno velho!
Já sei que trazes - bárbaro! O frio
e as longas chuvas sobre os beirais.
Começo a olhar-me, como em espelho,
nos meus recuerdos... Olho e sorrio
como sorriram meus ancestrais.

Sei que vens vindo... Não me amedrontas!
Fiz provisões de sábias quietudes
e de silêncios - que prevenido!
Vão-se-me os olhos nas folhas tontas
como simbólicos ataúdes
rolando ao nada do teu olvido.

Aqui me encontras... Nunca deserto
do uivo dos ventos e das matilhas
de angústias vindo sem parcimônias.
Chega ao meu rancho que estou desperto:
- sou veterano de cem vigílias,
sou tapejara de mil insônias.

Aqui estarei... Na erma hora morta,
junto da lâmpada, com que sonho,
não temo estilhas de funda ou arco.
Tuas maretas de porta em porta,
os teus furores de trom medonho
não trazem pânico ao bravo barco.

Na caravela ou sobre a alvadia
terra do pampa - cerros e ondas
meu tino e rumo não mudarão.
No alto da torre que o mar vigia,
ou, sem querência, por longas rondas,
não me estrangulas de solidão.

Tua estratégia de assalto e espera
conheço-a muito, fina e feroz:
de neve matas; matas de mágoa;
derramas nalma um frio de tapera;
nanas ausências a meia voz
e os olhos turvos de rasos d'água.

Comigo, nunca... Se estou blindado!
Resisto assédios, que bem conduzes,
no legendário fortim roqueiro.
Brama as tuas fúrias de alucinado!
- Fico mais calmo que as velhas cruzes
braços abertos para o pampeiro.

Os meus fantasmas bem sei que animas
para, num pranto de vãs memórias,
virem num coro de procissão
trazer-me o embalo de velhas rimas.
- À intimidade dessas histórias
tenho aço e bronze no coração.

Então soluças pelas janelas,
gemes e imprecas pelos oitões,
galopas louco sobre as rajadas,
possesso, ululas entre procelas.
E ébrio, nas noites destes rincões
lampejas brilhos de punhaladas.

Inútil tudo! Vê que estou firme.
Nenhum receio me turba o aspeto,
nenhuma sombra me nubla o olhar.
Contigo sempre conto medir-me
frio, impassível, bravo e correto
como um guerreiro que ia a ultramar.

Reconciliemo-nos, velho Inverno!
Nem és tão rude! Tão frio não sou...
Venha um abraço muito fraterno.

Olha...
Esta lágrima que rolou
não a repares...
É de homenagem
a alguém que aos céus se fez de viagem,
e nunca... nunca! Nunca mais voltou...
...

*Aureliano de Figueiredo Pinto foi, sem sobra de dúvida,  o expoente maior da poesia regionalista gaúcha. Médico, poeta e romancista nascido em Tupanciretã/RS, era santiaguense por adoção - e 'de coração'. 

**Poema postado originalmente neste Blog em 31/05/2008.
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Vândalos no CN



*Charge do Kayser  ('Aprendendo Com as Ruas')
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Lição das Ruas

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Por que Barbosa afrontou Dilma?


Cada membro da assessoria de imprensa do ministro Joaquim Barbosa merece até o último centavo de seu salário, pois não passa um dia sem que assessorado obrigue assessores a produzirem verdadeiros malabarismos para explicar seu comportamento bizarro.
Durante a recepção ao Papa Francisco no Rio de Janeiro, enquanto este e Dilma Rousseff, lado a lado, recebiam cumprimentos de autoridades e personalidades, Barbosa cumprimentou o líder religioso e ignorou a presidente.
A falta de educação de Barbosa foi tão acintosa que até a comentarista de uma rede de televisão notou (veja o vídeo ao fim do texto). Em pouco tempo, os grandes portais de internet já comentavam a afronta do presidente do Judiciário à presidente do Executivo.
À noite, começou a ser divulgada mais uma “explicação” da assessoria de imprensa de Barbosa para o inexplicável, como a criada quando insultou pesadamente um jornalista de O Estado de São Paulo por perguntá-lo sobre um assunto que não queria comentar.
Veja a explicação que os heroicos assessores do temperamental presidente do STF produziram:
O ministro e várias outras autoridades ficaram com a presidente Dilma em uma sala, antes da chegada do papa e, como os dois já tinham se cumprimentado e conversado antes, provavelmente, Barbosa achou que não era o caso de cumprimentá-la novamente
É ocioso dizer que não cola. Joaquim Barbosa pode ser um desequilibrado, mas não é burro. Sabe perfeitamente que todas as normas mais comezinhas de convivência social impõem que até adversários se cumprimentem em situações solenes. Um homem ignorar uma mulher após cumprimentar outro homem ao lado dela é só um agravante. (...)
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