Só se fala nas vitrines quebradas do Leblon, mas naquele mesmo dia Rocinha parou acusando PM de assassinato

No mesmo dia em que houve a manifestação no Leblon em frente ao prédio do governador Sergio Cabral, um outro grupo de manifestantes, a poucos quilômetros dali, fechou o Túnel Zuzu Angel, que liga a Gávea a São Conrado. Eles protestavam contra o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, de 47 anos,que foi levado por dois PMs da UPP da Rocinha e sumiu como Conceição, que ninguém sabe, ninguém viu.

Moradores da Rocinha, na Zona Sul do Rio, fazem uma manifestação em frente a um dos acessos da favela, na Autoestrada Lagoa-Barra, que está parcialmente fechada. Eles acusam policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) pelo desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, de 47 anos, que foi visto pela última vez no domingo, há três dias, após voltar de uma pescaria. De acordo com a doméstica Elizabeth Gomes da Silva, sua mulher, Amarildo foi levado a um posto da UPP para prestar esclarecimentos, mas não retornou.

(...) Segundo a assessoria de imprensa do Comando de Polícia Pacificadora, Amarildo foi levado para a base da unidade da Rocinha no domingo de manhã, por se parecer com um suspeito procurado pelos policiais. Ao constatar que não se tratava da mesma pessoa, a polícia teria liberado Amarildo. O CPP não soube informar quem era o suposto suspeita e tampouco quanto tempo Amarildo ficou na base. [Fonte]

No entanto, estranhamente, as câmeras de monitoramento da Rocinha não flagraram a saída do pedreiro. E até ontem a PM não conseguiu dizer nem com que suspeito Amarildo era parecido.

Ontem, a cúpula da Segurança Pública do Rio prometeu à família de Amarildo intensificar as investigações sobre o caso. Os GPS das viaturas da UPP da comunidade e as imagens gravadas na favela serão analisados. O coordenador do CPP decidirá hoje se irá afastar os dois soldados que fizeram a abordagem.

(...) Além do paradeiro do pedreiro, as autoridades prometeram apurar as denúncias sobre supostas arbitrariedades cometidas por policiais militares lotados na Rocinha. Filho de Amarildo, Anderson Gomes, de 21 anos, conta que está sendo ameaçado dentro da favela.

- Existe um bonde de uns 15 PMs que agem como xerifes dentro da comunidade - afirma ele. [Fonte]

A indignação contra as vitrines quebradas pelos "vândalos" encobre o possível assassinato de um trabalhador inocente por soldados da PM.

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Aeromoça dá instruções em voo da FAB: 'Atenção,senhores figurões dos Três Poderes, sejam bem-vindos a bordo da FAB'




Charge do Maurício Ricardo, originalmente aqui.


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Secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, versus deputado Marcelo Freixo. Quem diz a verdade?

Ontem à noite, enquanto o pau comia no Leblon, o deputado Marcelo Freixo disse, em sua conta no Twitter:

Acabo de receber uma ligação do Beltrame. Se desculpou e disse que não sabia e não concordava com a atitude do comando da PM. Pois é!

A atitude a que se refere o deputado é a de cobrança que lhe foi feita, também via twitter, pela PM (@PMERJ), o que gerou insatisfação na rede:

O Comando da solicitou apoio do Dep e do Pres Comissão DH da e ambos recusaram-se a apoiar a

Hoje, o secretário Beltrame negou, por intermédio de uma nota, ter falado sobre o assunto com o deputado, e ainda insinuou que Freixo estava querendo colher dividendos políticos:

1- O Secretário de Estado de Segurança sempre recebeu parlamentares, autoridades, organizações não governamentais e jamais se negou a prestar esclarecimentos quando convocado.
2- Em nenhum momento, o secretário ligou para se desculpar em seu nome ou em nome de qualquer outra instituição com o deputado Marcelo Freixo.
3- Em telefonema ao deputado ontem, o secretário apenas adiou um encontro marcado para hoje, quinta-feira, 18/07.
4- Se o deputado avalia que colherá dividendos políticos envolvendo o secretário, a sua estratégia está equivocada.

Freixo respondeu via twitter, quando foi cobrada sua posição diante da nota:

Ontem recebi uma ligação do Beltrame para mudar o horário da reunião de hoje. Ele afirmou q não sabia dos telefonemas do Cel Erir.
Afirmou também que não concordava com essa atitude. Espero que tenha a dignidade de dizer a verdade.
 Enquanto as autoridades batem cabeça, as ruas fazem a festa.



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Vídeo bem humorado de @rafucko, jovem preso (e já solto) na manifestação da noite passada no Leblon

Sem humor, a vida não tem graça. E um dos principais manifestantes do #ForaCabral postou um divertido vídeo no Youtube, onde se confessa viciado em protesto.

Também em sua página no Facebook, @rafucko afirmou que PMs forjaram flagrante contra ele.

O vídeo, para ver até onde pode ir a dor de cabeça de Sergio Cabral.



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Lula: ruas querem “ampliar alcance da democracia”

“Democracia não significa voto de silêncio”, afirma o ex-presidente brasileiro em artigo sobre os protestos no Brasil

Em artigo publicado no jornal International Herald Tribune e no site do The New York Times, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que os protestos ocorridos no Brasil recentemente indicam não uma recusa à política, mas um desejo de “ampliar o alcance da democracia”.
Reprodução do artigo de Lula no 'New York Times', na versão digital, nesta terça-feira (16) (Foto: Reprodução)
“Muitos analistas atribuem os recentes protesto a uma rejeição à política. Eu penso precisamente oposto: eles refletem um desejo de ampliar o alcance da democracia, de encorajar as pessoas a participarem mais integralmente do processo”, escreveu Lula no texto, intitulado “Mensagem da juventude brasileira”.
A análise de Lula começa apontando o papel das redes sociais na política, não apenas no Brasil. “Os jovens, teclando rapidamente em seus smartphones, tomaram as ruas de todo o mundo”, afirma ele, no primeiro parágrafo. Em seguida, Lula avalia que é mais fácil explicar por que os jovens vão às ruas em países não democráticos, como Egito e Tunísia, em 2011, ou em que o desemprego atinge altos níveis, como Espanha e Grécia. 
[Reprodução da página do NYT na Internet com o artigo de Lula]
O caso brasileiro, acredita Lula, teria outro sentido. Depois de vários sucessos, entre eles a mais baixa taxa de desemprego da história e expansão sem paralelos da economia e de direitos sociais, uma nova geração de estudantes teria tomado as ruas. Esses jovens, muitos deles filhos de famílias pobres, lutam para obter o que seus pais nunca tiveram.
“Estes jovens não viveram a repressão da ditadura militar nos anos 1960 e 1970. Não viveram a hiperinflação dos anos 1980, quando a primeira coisa que fazíamos ao receber o contracheque era correr ao supermercado e comprar o máximo de coisas, antes que os preços subissem, no dia seguinte. E pouco se recordam dos anos 1990, quando a estagnação e o desemprego deprimiam o país. Eles querem mais”, escreve.
Lula afirma que os jovens querem qualidade dos serviços públicos, mas não apenas:  querem acesso a lazer e cultura, instituições mais transparentes e reformas na política e no sistema eleitoral. “Democracia não significa voto de silêncio”, diz ele, complementando: “Apenas na democracia um índio pôde ser eleito presidente da Bolívia, um afro-americano presidente dos EUA. E só numa democracia um metalúrgico e uma mulher puderem ser escolhidos presidentes do Brasil.”
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