Rússia concede asilo temporário a Snowden por um ano, renovável. Quero ver valentia dos EUA agora


Segundo a lei russa, o asilo temporário é concedido por um ano e pode ser renovado por mais 12 meses. Os trâmites para Snowden receber o asilo temporário podem levar até três meses. Durante este tempo, ele receberá um certificado que lhe permitirá permanecer na Rússia.

O ex-agente da CIA Edward Snowden submeteu ao Serviço Federal de Migração da Rússia um pedido de asilo temporário, de acordo com o advogado Anatoly Kucherena.

"Já que Snowden não pode sair da área de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo, preencheu todos os formulários necessários ali, escreveu a solicitação de asilo e a entregou ao empregado do Serviço Federal de Migração da Rússia", disse Kucherena.

Nos próximos dias Snowden permanecerá na área de trânsito do aeroporto ou vai para um centro de alojamento temporário, de acordo com o Serviço Federal de Migração da Rússia. Kucherena relata que por agora Snowden não pode sair da área de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo já que acaba de solicitar o asilo.

Além disso, Kucherena disse que Snowden ainda não tem planos de viajar para a América Latina. "Em conversas comigo, ele [Snowden] não disse nada sobre a possibilidade de ir para outro país depois de receber asilo na Rússia. Aparentemente ainda não tomou uma decisão final", disse Kucherena.[Fonte]

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A OCUPAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE E A INDIGÊNCIA POLÍTICA DO SEU PRESIDENTE

Covardia: o "doutor" Thiago e o seu patético "Gabinete da Crise", escondidos na Assembléia Legislativa pouco antes da cacetada da juíza da 1ª Vara da Fazenda de Porto Alegre, que entendeu a manifestação do Bloco de Luta pelo Transporte 100% Público como pacífica e sem danos ao patrimônio público.

     Os fatos envolvendo a ocupação do plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre por integrantes do “Bloco de Luta pelo Transporte 100% Público” remetem a diversas reflexões, notadamente quanto à capacidade de certos representantes políticos municipais para o equacionamento de situações como a ora vivida pelo parlamento da capital gaúcha.

     A coisa começou na quarta-feira, dia 10/07 quando, ao final da sessão plenária, integrantes do movimento mencionado ocuparam o plenário da Câmara pleiteando a implantação do passe livre para estudantes, idosos e desempregados, bem como a transparência dos procedimentos que levam à fixação das tarifas do transporte coletivo em Porto Alegre.

     A partir deste fato, diversas rodadas de negociação passaram a ser desenvolvidas pela presidência da Câmara e representantes de algumas bancadas de partidos com representação no Legislativo da Capital.

     Na madrugada de sábado (13/07), encaminhava-se um acordo: de um lado, os vereadores se comprometiam a apresentar um projeto dispondo sobre a transparência dos procedimentos de fixação das tarifas, bem como encaminhar, ao Poder Executivo, a proposta relativa ao passe livre, uma vez que tal projeto envolve a mobilização de recursos públicos; de outro lado, o presidente da Câmara, ver. Dr. Thiago Duarte, do PDT (ele se autodenomina exatamente assim, apesar de não possuir o título acadêmico referido, tendo apenas graduação como médico), pedia que a desocupação do plenário ocorresse até o meio-dia de domingo (14/07).

     Levada a questão à assembléia dos manifestantes, a primeira parte foi aceita sem reparos; quanto à segunda, pediram que a desocupação ocorresse na manhã de segunda-feira, uma vez que havia seminários agendados para o domingo, visando discutir e elaborar os projetos a serem encaminhados aos vereadores. O presidente da Câmara não aceitou a desocupação na segunda-feira e partiu, ainda no sábado, para a propositura de uma ação de reintegração de posse do plenário Otávio Rocha, ocupado pelos manifestantes.

     Decidindo liminarmente a questão, o juiz plantonista do Foro Central de Porto Alegre deferiu a reintegração, mas determinando o seu cumprimento somente em dias úteis, das 6 às 20h, o que remetia para a manhã de segunda-feira. Na verdade, a decisão do juiz foi salomônica, pois preservava a autoridade do presidente da Câmara, deferindo o pedido, mas também dava tempo para a conciliação dos interesses, uma vez que os manifestantes se comprometiam a desocupar o espaço na manhã do mesmo dia, tudo de forma a evitar um conflito que se prenunciava de grandes proporções.

     A partir daí, um festival de decisões estapafúrdias passou a se descortinar por parte daqueles que – destaque para o presidente da Câmara – tinham nas mãos todos os instrumentos para uma solução pacífica para a contenda, com exceção das bancadas do PT e do PSOL, que buscavam uma solução negociada para o impasse.

     Contrariado por não ter o pedido de desocupação ainda no domingo atendido, o presidente da Câmara, “Dr.” Thiago Duarte, se recusou a receber os projetos dos manifestantes, inaugurando um conflito permeado por uma sucessão de atos patéticos que apenas depuseram contra a capacidade das forças políticas conservadoras que dominam a Câmara para a solução de conflitos como este, nascido das intensas mobilizações da sociedade brasileira ocorridas em junho.

     Os manifestantes, a seu turno, decidiram não desocupar o plenário da Câmara enquanto não tivessem as suas propostas recebidas pelo presidente da mesma.

     O “Doutor” resolveu, então, transferir o ônus da sua incapacidade política e de seus aliados, de resto integrantes da base do prefeito José Fortunati (PDT), para o colo do governador Tarso Genro (PT), alegando que o governador se recusava a permitir que a Brigada Militar do Estado atuasse para expulsar, em cumprimento a uma ordem judicial para a qual não tinha ainda sido notificada, os ocupantes do plenário da Câmara. Chegou a ameaçar – pasmem – em pedir o impeachment do governador por isso.

     Mas isto ainda foi pouco: aconselhado por alguns dos mais ineptos, reacionários e mal-intencionados integrantes dos partidos que o apóiam, o presidente fechou a Câmara e foi esconder-se na Assembléia Legislativa do Estado, presidida pelo deputado Pedro Westphalen, (PP), que no RS tem como base o latifúndio, instalando lá um “gabinete de crise”, de onde passou a disseminar idiotices como a de que havia sido impedido pelos manifestantes de entrar na Câmara, e que o governador estava perpetrando um “golpe político” ao não permitir que a Brigada Militar procedesse à retirada dos manifestantes do plenário da Câmara.

     No entanto, uma pedra (uma pedra não, um Everest) apareceu no caminho: decidindo sobre um agravo de instrumento interposto pelo Diretório Central dos Estudantes da PUCRS, a juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre, em sede de retratação parcial, suspendeu a liminar concedida pelo juiz plantonista no sábado, observando que “considerando o certificado pelos Oficiais de Justiça que compareceram à Câmara de Vereadores e verificaram a presença de mais de 400 pessoas, inclusive, crianças, em uma ocupação pacífica e organizada. [e que] Também, não há indícios de depredação do patrimônio público pelos manifestantes.[e]Dessa sorte, entendo que a medida drástica de retirada forçada desses cidadãos não é o melhor caminho, neste momento”, e marcando uma audiência de conciliação para o dia 17/07, quarta-feira, às 15h.

     Pergunta instantânea: não teria sido mais adequado se o “Doutor” presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre tivesse recebido, na primeira hora da segunda-feira, os projetos elaborados pelos manifestantes no domingo, ao invés de mergulhar a instituição numa sucessão de medidas estúpidas e oportunistas como se refugiar no gabinete do presidente da Assembléia Legislativa e tentar transferir a responsabilidade pela sua incapacidade política para o governador sob a alegação de que este não mandou a polícia reprimir os manifestantes?

     A resposta é sim, até mesmo porque, se houver um rasgo de sensatez a iluminar o presidente da Câmara, é o que ocorrerá na audiência de conciliação da quarta-feira 17/07. Mas, ao contrário, e vislumbrando, de forma oportunista, tirar proveito político do episódio, o “Doutor”, na verdade, atirou no próprio pé, seja pela incapacidade de avaliar adequadamente a questão, seja pela influência recebida de cérebros cuja inteligência somada não superaria a de uma galinha. (Aliás, a legislatura que se inicia já dá sinais de ser a mais medíocre da história recente da Câmara Municipal de Porto Alegre – mas isto já é outra história).

     Por fim, deve ser esclarecido que não se está a defender aqui a ocupação do plenário da Câmara de Porto Alegre mesmo por mensageiros daquelas que podem ser consideradas as mais nobres causas, mas sim, de mostrar como a falta de inteligência e a covardia, diante de um fato concreto, daqueles em cujas mãos está a solução do problema, agravada por um oportunismo político amazônico, podem jogar uma instituição – no caso um Poder Municipal – no ridículo e no descrédito.
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Finalmente, Espanha oferece explicações e pedidos de desculpas ao presidente boliviano Evo Morales





Finalmente, o colonizador pede desculpas ao colonizado, mesmo que mais de 500 anos depois.

O embaixador espanhol na Bolívia, Angel Vazquez, entregou uma carta explicativa ao governo boliviano em que pede desculpas pela agressão contra o presidente Evo Morales, quando, no último dia 2 de julho, a Espanha bloqueou o trânsito por seu espaço aéreo do avião boliviano procedente da Rússia. 

A informação foi resenhada pelo jornal La Razon e o correspondente da Telesur em Bolívia, Freddy Morales. Na nota oficial, presume-se que o diplomata espanhol ofereceu a La Paz explicações sobre o que aconteceu. 

Até essa data, a Espanha se recusava a reconhecer o incidente, alegando que houve um mal-entendido entre as duas partes. 

Além de Espanha, o espaço aéreo foi bloqueado ao avião boliviano que transportava o presidente Evo Morales por França, Itália e Portugal. 

O ataque a Morales, que colocou sua vida em risco, foi condenado por países e organizações regionais da América Latina como União de Nações Sul-Americanas (Unasul), o Mercado Comum do Sul (Mercosul), a Comunidade da América Latina e Caribe (CEPAL), a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) e a Organização dos Estados Americanos (OEA). [Fonte]
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Melô dos Coxinhas - poema de Paulo Leminski, cantado por Caetano Veloso



Recebi via e-mail, do leitor Fernando Andrade, a "Melô dos Coxinhas", do poeta curitibano Paulo Leminski. Divido com vocês.


De repente
me lembro do verde
da cor verde
a mais verde que existe
a cor mais alegre
a cor mais triste
o verde que vestes
o verde que vestiste
o dia em que te vi
o dia em que me viste

De repente
vendi meus filhos
a uma família americana
eles têm carro
eles têm grana
eles têm casa
a grama é bacana
só assim eles podem voltar
e pegar um sol em Copacabana 

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Na íntegra: 'O que sou nunca escondi' (2009) - Um documentário sobre Geraldo Vandré



Dirigido por Alexandre Napoli, Helena Wolfenson e William Biagioli.

Projeto experimental em Videojornalismo - PUC-SP.
Orientação de Renato Levi.
56 minutos / São Paulo- SP / 2009 [Informação da pg. do Youtube]

Dica do Náufrago da Utopia, de Celso Lungaretti.
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