A "Cura" - 2

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O PIG* e as manifestações...



*PIG - Partido da Imprensa Golpista

**Charge do Kayser
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Remake


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Bandeira Vermelha Já Estava em Rebelião de 165 Anos Atrás



250px Horace Vernet Barricade rue Soufflot Há Exatos 165 Anos as Barricadas de Paris
Pintura retrata as barricadas, já estava lá a bandeira vermelha dos protestos.

Com as manifestações que vem ocorrendo em todo o País sou levado a procurar na História fatos similares.
Embora semelhantes não são necessariamente iguais.

E por coincidência na data de hoje em 1848 ( há 165 anos atrás) iniciava-se em Paris as barricadas operárias na luta contra o poder dominante.

Lamentavelmente deixou um saldo de 10.000 mortos ( se aproximarmos à nossa época seriam hoje em torno de 100.000 mortos ao menos).

Um oficial da repressão, de nome Cavaignac, recebeu poderes ditatoriais para por fim à rebelião.
Em 22 de Junho de 1848 o governo tomou severas medidas para controlar e reprimir os operários, depois dos levantamentos comunistas de 15 de Maio.

O fechamento das Oficinas Nacionais - que empregavam 110 mil operários - provocaram uma forte contestação por parte dos operários fabris.

Contra tais decisões Auguste Blanqui, líder socialista, comandou em junho de 1848, as insurreições operárias de Paris.
Desempregados e sem meios de sustento, os operários revoltaram-se espontaneamente levantando barricadas e dispostos a enfrentar o novo poder estabelecido e controlado pela burguesia.
"Nós queremos uma República democrática e social", dizia um cartaz afixado pelos revolucionários.
Para tentar suprir o desacato ao poder a Assembleia Nacional Constituinte decretou estado de sítio e nomeou o ministro da Guerra, general Louis-Eugène Cavaignac,chefe do poder executivo, dando-lhe poderes ditatoriais para que este reprimisse a revolta popular.

O general Cavaignac foi ajudado por forças vindas "espontaneamente" das províncias.
Nobres, burgueses, e padres marcharam ombro a ombro para ajudar Cavaignac a massacrar os insurretos de Paris.

A insurreição operária parecia bem encaminhada até ser esmagada, à força de bala, pela ação implacável de Cavaignac.
Os jornais foram suspensos, as reuniões públicas proibidas e as associações políticas postas sob o controle da polícia.

Estava afastado o perigo de uma "revolução social" e a burguesia pôde seguir em frente.
22 de junho, uma data histórica.
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No auge do clima golpista no país, secretário de Segurança do Rio diz que pode convocar o Exército. Não faltava mais nada

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, não conhece o ditado "cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça". Ou um outro, que diz que não se fala em corda em casa de enforcado. Ou não teria falado a besteira de que chamaria o Exército, "poria a tropa nas ruas" (como na época da ditadura), "Se necessário for"...

Ora, secretário, trate menos de sua campanha política, e não fale uma besteira dessas. Se a Secretaria sob seu comando não tem como controlar as manifestações, peça demissão. Que, aliás, se o governador não fosse o omisso Cabral, que só aparece em oba-oba, já teria sido decidida.

Afinal, a PM do Rio lançou 4000 bombas nas manifestações. Muitas vencidas. E agora contam com 2000 fora do padrão brasileiro, com o dobro de gás lacrimogênio . Uma PM que chegou a jogar bomba no hospital Souza Aguiar, para que os feridos não pusessem ser atendidos e depois processarem o estado. WQue deixou o pau comer por mais de duas horas em frente à Alerj, sem nenhuma atitude. E o secretário ainda quer chamar o Exército...




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