Quero Meu Partido e Minhas Bandeiras na Avenida



Ambiguidade. Esta é a palavra chave capaz de levar qualquer mamífero à loucura.
É a base do estudo de Pavlov.
Ver Lula abraçando Maluf; ver Dilma abraçando Marins; ver Renan escolhido para presidir o Congresso, ver Sarney em festa com Collor e dirigentes petistas; ver Aldo Rabelo votando na questão do Código Florestal; ver o PCdoB fazendo alianças com o PP e o DEM; ver Jacques Wagner abraçando ACM Neto; ver o PT desvalorizando a CDH e permitindo que Feliciano tomasse seu lugar......tudo isso vai juntando na cabeça da massa e vai formando uma ambiguidade que leva à perda da noção do real, do palpável.

A juventude então...idealista, romântica, avessa à hipocrisia da política fica ainda mais desesperada que os mais velhos,  como nós que já há muito  desiludidos com uma classe política fisiológica por excelência.
A ambiguidade a enlouquece.
Por isso vai ás ruas dizendo que não querem Partidos ...sendo contra tudo e todos...age como uma criança que perdeu a confiança na autoridade paterna: desamparada grita chora, protesta...uma parte dela sente raiva, muita raiva e parte para quebrar tudo à sua volta.

Outra parte ainda crê que se comportando no protesto pode conseguir que a autoridade paterna venha a demonstrar respeito, afeto e atenção por ela

O desprezo que a classe político partidária teve para com o povo, sobretudo após a eleição de Dilma, levou à essa desconfiança e à esses protestos de agora.
O afastamento dos dirigentes das suas bases , o imobilismo da militância e das lideranças...tudo isso contribuiu para que a Direita midiática plantasse dia a dia as sementes da discórdia, da desconfiança que advieram da ambiguidade política.

HÁ SIM QUE LEVAR BANDEIRAS POLÍTICO PARTIDÁRIAS  ÀS MANIFESTAÇÕES DE AMANHÃ. Disse-o bem Ruy falcão.

Que história é essa de ter vergonha e medo de dizer que se tem um Partido? Ou é culpa pelo abandono em que deixaram as suas bases?

Política popular se faz nas ruas, com comícios, com  reuniões amplas, com orientação às massas.
Sem orientação de lideranças  forjadas e experimentadas as manifestações descambam para as mãos de fascistas, de baderneiros, de gangues e deixam de ser  festas de crianças sadias para se transformarem em birra de crianças traumatizadas e desamparadas.

A minha bandeira é verde-amarela com muito orgulho, mas a minha bandeira ideológica é vermelha e não tenho vergonha dela, não a enrolo e nem a escondo.

Que as duas estejam amanhã em todas as manifestações do país.


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Grande Irmão


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Retomada das ruas deve ser comemorada e servir de exemplo



O dia de ontem pode ser considerado um marco na história recente do Brasil. Em todo o país, jovens e cidadãos de classe média, mas também populares, saíram às ruas em sua maioria pacificamente para protestar.

Protestar contra a repressão – não vamos apagar essa demanda, como fez a mesma mídia que pediu repressão histericamente dois dias antes em editoriais, incluindo todos os três jornalões dos barões da mídia –, por melhores condições de vida, transporte melhor e mais barato.

Os atos mostraram sua natureza democrática, pluralista e aberta, espontânea em parte, organizada pelas redes por centenas de grupos de jovens que protestam contra os gastos na Copa e mais recursos para a educação.

Houve ainda setores políticos protestando contra governos, sejam os de Sérgio Cabral, Geraldo Alckmin, Fernando Haddad ou Dilma Rousseff. Mas é importante ressaltar que foram poucos e pontuais os protestos contra o governo Dilma, ao contrário do que gostaria a direita e certa mídia.  Até mesmo nas reportagens dos jornalões isso fica claro. 

Mesmo assim, o editorial da Folha de S.Paulo de hoje recorre à manipulação da direita ao dizer que os brasileiros estão "aflitos" com a situação econômica do país e com a "incapacidade" do Estado de apresentar soluções. Tenta fazer uma associação que não encontra eco na realidade.

Não é à toa que uma das razões dos protestos é a própria cobertura da mídia sobre as manifestações. Volto a dizer: a mesma mídia que clamou por repressão contra os manifestantes. 

A imensa maioria dos participantes era e é de jovens protestando e nos dizendo claramente que é hora de avançar nas reformas e nas mudanças, começando pela forma de governar e fazer política. 

Claro que a direita sempre vai procurar tirar proveito e manipular as manifestações a favor de seus objetivos, mas a retomada das ruas deve ser comemorada e deve nos servir de exemplo.  Fizemos mal em sair das ruas. E precisamos ouvir a voz das ruas e da juventude que luta.

A mobilização é nosso DNA, ao lado da negociação, do diálogo e da democracia, principalmente a participativa. Nunca devemos esquecer ou abandonar nossa origem democrática e popular, o nosso objetivo de continuar mudando o Brasil. (por José Dirceu) 

(Foto: Marcelo Camargo/ABr) - Via http://www.zedirceu.com.br
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Como o Poema de Drummond, Nasce Um Flor na Rua: O MPL

marasmo Nasce Uma Flor Na Rua : o Movimento Passe Livre
Quebrando o marasmo...
Não adianta tentar pintar com cores outras o fenômeno do Passe Livre que se alastra pelo Brasil.
Não são exatamente contra este ou aquele Partido; contra esta ou aquela personalidade política.
É um movimento espontâneo que reflete um desejo inconsciente de segmentos da população. Segmentos que emergem representando a nacionalidade.
Não vi em nenhum momento gritos ou faixas como "Fora Dilma", "Fora o PT", vi sim gritos e protestos  contra o Governo Alckmin por reprimir manifestação pacífica e legítima.
Sem nenhuma base popular, e distante de qualquer movimento social a Direita - leia-se PSDB, PPS e DEM _  há década não tem poder de mobilização para nenhuma manifestação no País.
Não adianta querer culpá-la pelas manifestações, ela é impotente para tal, excetuando a potente  violência policial que sempre pautou o Governo do PSDB de SP, mestre em aplicar o cilício da Opus Dei aos cidadãos que se manifestem.
O PT por sua vez, com Dilma na Presidência, tem desmobilizado suas bases e militância. Fato alertado até por Direções Nacionais do Partido.
A manutenção do  Poder  e a conciliação pela governabilildade  tem imobilizado os movimentos sociais, tem esterilizado ou desestimulado qualquer manifestação popular.
Dentro deste marasmo, em que pese qualquer participação oportunista de lideranças menores como o PSOL, PSTU,  PCO e outros, o MPL se me permite o poeta Drummond, emerge como "uma flor que nasce na rua ,  furou o asfalto, furando o tédio, o nojo e o ódio."
Atrás desta flor  vem outros protestos, o povo sabe  que as Copas são necessárias, lucrativas e boas para o País e sua imagem, mas não se conforma que não se faça mais neste País pela saúde , Educação, Transportes e Segurança. Vê sendo gastas fortunas para a construção de estádios para práticas esportivas imediatistas e não percebe a mesma vontade política  na construção de Escolas, Hospitais, delegacias ou Vias de transportes para produção e cidadãos.
Começa a não se conformar sobretudo de que esteja de fora das decisões nacionais, ignorando os acordos e negociatas feitas em Brasília à revelia das massas populares.
Se o PT, se as lideranças nacionais e regionais legítimas não se potencializarem podem ser desautorizadas ainda mais -  e  nas ruas -   pelo que de mais novo aconteceu neste País desde os Cara-Pintadas.
E acreditem, se há algo que pode levar estes novos Cara-pintadas a melar o jogo, a virar a mesa  no Sistema PT_PSDB é o fato destes senhores do eixo Oposição-Situação terem jogado o País neste marasmo e  neste joguinho medíocre de Poder com cartas marcadas, onde nenhuma militancia e nem o povo são chamados a participar.
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