Retomada das ruas deve ser comemorada e servir de exemplo
O dia de ontem pode ser considerado um marco na história recente do Brasil. Em todo o país, jovens e cidadãos de classe média, mas também populares, saíram às ruas em sua maioria pacificamente para protestar.
Protestar contra a repressão – não vamos apagar essa demanda, como fez a mesma mídia que pediu repressão histericamente dois dias antes em editoriais, incluindo todos os três jornalões dos barões da mídia –, por melhores condições de vida, transporte melhor e mais barato.
Os atos mostraram sua natureza democrática, pluralista e aberta, espontânea em parte, organizada pelas redes por centenas de grupos de jovens que protestam contra os gastos na Copa e mais recursos para a educação.
Houve ainda setores políticos protestando contra governos, sejam os de Sérgio Cabral, Geraldo Alckmin, Fernando Haddad ou Dilma Rousseff. Mas é importante ressaltar que foram poucos e pontuais os protestos contra o governo Dilma, ao contrário do que gostaria a direita e certa mídia. Até mesmo nas reportagens dos jornalões isso fica claro.
Mesmo assim, o editorial da Folha de S.Paulo de hoje recorre à manipulação da direita ao dizer que os brasileiros estão "aflitos" com a situação econômica do país e com a "incapacidade" do Estado de apresentar soluções. Tenta fazer uma associação que não encontra eco na realidade.
Não é à toa que uma das razões dos protestos é a própria cobertura da mídia sobre as manifestações. Volto a dizer: a mesma mídia que clamou por repressão contra os manifestantes.
A imensa maioria dos participantes era e é de jovens protestando e nos dizendo claramente que é hora de avançar nas reformas e nas mudanças, começando pela forma de governar e fazer política.
Claro que a direita sempre vai procurar tirar proveito e manipular as manifestações a favor de seus objetivos, mas a retomada das ruas deve ser comemorada e deve nos servir de exemplo. Fizemos mal em sair das ruas. E precisamos ouvir a voz das ruas e da juventude que luta.
A mobilização é nosso DNA, ao lado da negociação, do diálogo e da democracia, principalmente a participativa. Nunca devemos esquecer ou abandonar nossa origem democrática e popular, o nosso objetivo de continuar mudando o Brasil. (por José Dirceu)
(Foto: Marcelo Camargo/ABr) - Via http://www.zedirceu.com.br
Como o Poema de Drummond, Nasce Um Flor na Rua: O MPL
Não adianta tentar pintar com cores outras o fenômeno do Passe Livre que se alastra pelo Brasil.
Não são exatamente contra este ou aquele Partido; contra esta ou aquela personalidade política.
É um movimento espontâneo que reflete um desejo inconsciente de segmentos da população. Segmentos que emergem representando a nacionalidade.
Não vi em nenhum momento gritos ou faixas como "Fora Dilma", "Fora o PT", vi sim gritos e protestos contra o Governo Alckmin por reprimir manifestação pacífica e legítima.
Sem nenhuma base popular, e distante de qualquer movimento social a Direita - leia-se PSDB, PPS e DEM _ há década não tem poder de mobilização para nenhuma manifestação no País.
Não adianta querer culpá-la pelas manifestações, ela é impotente para tal, excetuando a potente violência policial que sempre pautou o Governo do PSDB de SP, mestre em aplicar o cilício da Opus Dei aos cidadãos que se manifestem.
O PT por sua vez, com Dilma na Presidência, tem desmobilizado suas bases e militância. Fato alertado até por Direções Nacionais do Partido.
A manutenção do Poder e a conciliação pela governabilildade tem imobilizado os movimentos sociais, tem esterilizado ou desestimulado qualquer manifestação popular.
Dentro deste marasmo, em que pese qualquer participação oportunista de lideranças menores como o PSOL, PSTU, PCO e outros, o MPL se me permite o poeta Drummond, emerge como "uma flor que nasce na rua , furou o asfalto, furando o tédio, o nojo e o ódio."
Atrás desta flor vem outros protestos, o povo sabe que as Copas são necessárias, lucrativas e boas para o País e sua imagem, mas não se conforma que não se faça mais neste País pela saúde , Educação, Transportes e Segurança. Vê sendo gastas fortunas para a construção de estádios para práticas esportivas imediatistas e não percebe a mesma vontade política na construção de Escolas, Hospitais, delegacias ou Vias de transportes para produção e cidadãos.
Começa a não se conformar sobretudo de que esteja de fora das decisões nacionais, ignorando os acordos e negociatas feitas em Brasília à revelia das massas populares.
Se o PT, se as lideranças nacionais e regionais legítimas não se potencializarem podem ser desautorizadas ainda mais - e nas ruas - pelo que de mais novo aconteceu neste País desde os Cara-Pintadas.
E acreditem, se há algo que pode levar estes novos Cara-pintadas a melar o jogo, a virar a mesa no Sistema PT_PSDB é o fato destes senhores do eixo Oposição-Situação terem jogado o País neste marasmo e neste joguinho medíocre de Poder com cartas marcadas, onde nenhuma militancia e nem o povo são chamados a participar.
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Não são exatamente contra este ou aquele Partido; contra esta ou aquela personalidade política.
É um movimento espontâneo que reflete um desejo inconsciente de segmentos da população. Segmentos que emergem representando a nacionalidade.
Não vi em nenhum momento gritos ou faixas como "Fora Dilma", "Fora o PT", vi sim gritos e protestos contra o Governo Alckmin por reprimir manifestação pacífica e legítima.
Sem nenhuma base popular, e distante de qualquer movimento social a Direita - leia-se PSDB, PPS e DEM _ há década não tem poder de mobilização para nenhuma manifestação no País.
Não adianta querer culpá-la pelas manifestações, ela é impotente para tal, excetuando a potente violência policial que sempre pautou o Governo do PSDB de SP, mestre em aplicar o cilício da Opus Dei aos cidadãos que se manifestem.
O PT por sua vez, com Dilma na Presidência, tem desmobilizado suas bases e militância. Fato alertado até por Direções Nacionais do Partido.
A manutenção do Poder e a conciliação pela governabilildade tem imobilizado os movimentos sociais, tem esterilizado ou desestimulado qualquer manifestação popular.
Dentro deste marasmo, em que pese qualquer participação oportunista de lideranças menores como o PSOL, PSTU, PCO e outros, o MPL se me permite o poeta Drummond, emerge como "uma flor que nasce na rua , furou o asfalto, furando o tédio, o nojo e o ódio."
Atrás desta flor vem outros protestos, o povo sabe que as Copas são necessárias, lucrativas e boas para o País e sua imagem, mas não se conforma que não se faça mais neste País pela saúde , Educação, Transportes e Segurança. Vê sendo gastas fortunas para a construção de estádios para práticas esportivas imediatistas e não percebe a mesma vontade política na construção de Escolas, Hospitais, delegacias ou Vias de transportes para produção e cidadãos.
Começa a não se conformar sobretudo de que esteja de fora das decisões nacionais, ignorando os acordos e negociatas feitas em Brasília à revelia das massas populares.
Se o PT, se as lideranças nacionais e regionais legítimas não se potencializarem podem ser desautorizadas ainda mais - e nas ruas - pelo que de mais novo aconteceu neste País desde os Cara-Pintadas.
E acreditem, se há algo que pode levar estes novos Cara-pintadas a melar o jogo, a virar a mesa no Sistema PT_PSDB é o fato destes senhores do eixo Oposição-Situação terem jogado o País neste marasmo e neste joguinho medíocre de Poder com cartas marcadas, onde nenhuma militancia e nem o povo são chamados a participar.
“As manifestações pacíficas são legítimas e próprias da democracia. É próprio dos jovens se manifestarem” (Presidenta Dilma)
A manifestação é a própria democracia, afirma o ministro Gilberto Carvalho
O ministro-chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (17), afirmou que a manifestação é própria da democracia, e que o governo quer estabelecer um diálogo com os grupos que têm se manifestados nos últimos dias. Hoje, o ministro recebeu representantes de grupos que fizeram manifestações no último fim de semana no Distrito Federal.
“A manifestação é própria da democracia. O nosso projeto político cresceu no país fazendo mobilização. Mobilização é muito bem-vinda. Por isso que nós estamos preocupados em fazer uma discussão, uma aproximação, um diálogo, e elevarmos o nível dessa discussão porque esses jovens têm alguma coisa a nos dizer. Esses jovens nos apontam angústia… E se alcançam uma grande repercussão de mobilização é porque corresponde ao anseio de muita gente. Então é próprio da nossa atitude ouvir e valorizar isso”, defendeu.
Gilberto Carvalho já havia conversado com manifestantes no último sábado, durante a partida de abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão. Segundo Carvalho, é próprio do governo estar atento, ter a humildade de ouvir, e procurar compreender o processo para reagir de maneira adequada.
“Eles são portadores de mensagens, e nós temos que compreender. É por isso que eu fiz questão, durante o próprio jogo, estive lá, conversando com os manifestantes. Foi um gesto de diálogo, de entendimento. E fiquei muito feliz de eles terem aceitado, parte deles, virem aqui. (…) Acho que foi um bom início de conversa, e acho que eles nos trazem reivindicações que consideramos importantes para gente tratar”, comentou. (via Blog do Planalto)
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