Esse monte de gente em seus carros e esse monótono e diário engarrafamento. Por quê?



Por que todo mundo resolve sair de carro na mesma hora, se sabe que vai pegar esse maldito engarrafamento?

Por que não esperam um pouco, vão a um cinema, uma lanchonete, até o trânsito melhorar?

Por que tem que ser assim, e sempre assim, todo dia?

Por que esse idiota com esse carro velho não pegou um ônibus ou metrô? Essa gente nunca ouviu falar em transporte público?

Essa mulher aqui ao lado. Feia, muito pintada, mal pintada, exageradamente pintada, e falando no celular. Por que ela não dá ordens pra empregada ao sair de casa? Ou quando chegar em casa?

Olha lá, o babaquinha pegando acostamento. Vai engarrafar todo mundo, mas ele se acha esperto. Mané.

Todos os carros em volta do meu estão apenas com o motorista. Será que nunca ninguém ouviu falar numa coisa chamada transporte solidário?

Pra que serve a porra do governo que não faz uma campanha educativa, incentivando a porra, o caralho, o fodido transporte solidário?

Porra, se pelo menos eu tivesse alguém com quem conversar...

Ah, ainda tem o babaca que, a cada movimento dos carros, buzina. Dá vontade de ficar parado pra ver o que ele faz:

- Passa por cima, babaca!

Ele buzina.

Puta que pariu, será que as pessoas ainda não entenderam que se todo mundo sair de casa com seus carros ao mesmo tempo a cidade não anda? 

Eu não aguento mais isso. Vou pegar o acostamento, porque essa porra já encheu.

Bibi.

- Bibi é o caralho, mané!



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Sobre 'invasores' do Jardim Botânico: Você já viu a versão da Globo. Leia agora a de uma historiadora

As Organizações Globo, que sempre estiveram, estão e estarão na contramão dos interesses populares, vem fazendo uma campanha contra o que chama de invasão de uma área do Jardim Botânico, cobrando a remoção dos "invasores" (como sempre defenderam a remoção e extinção das favelas e favelados).

Como é grande e oligopólico o poder das Organizações Globo (leia aqui O poder das Organizações Globo é um risco para a democracia no Brasil) a maioria das pessoa tem apenas a visão Global (de Globo) do que está acontecendo. Por isso, reproduzo aqui uma outra visão, que mostra que, talvez, invasores sejam os invadidos. Que tal?

Artigo de Laura Olivieri, Historiadora, doutora em Serviço Social, coordenadora técnica do Museu do Horto (www.museudohorto.org.br) e coordenadora de projeto do Museu da Pessoa (www.museudapessoa.net) [Fonte].

No dia 4 de abril de 2013, agentes da Polícia Federal e do Batalhão de choque da PM chegaram ao Horto Florestal do Rio de Janeiro, a mando de uma juíza federal da 23ª Vara Federal, Maria Amélia Almeida Senos de Carvalho, que sentenciou uma liminar a favor da reintegração de posse para o Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IPJBRJ) de uma casa que estaria em “área de risco” e “dentro do parque”.  

Essa injustiça aconteceu a despeito de a Superintendência de Patrimônio da União (SPU) —legítima gestora das terras da União em conflito fundiário nesse caso— ter determinado na Advocacia Geral da União (AGU) a suspensão de todas as ações de reintegração de posse referentes à essa querela, justamente por entender que cabe a ela, SPU, legislar sobre a posse de terras que são propriedade da União e que as mesmas podem e devem, desde a constituição de 1988, assumir a responsabilidade social do Estado em benefício de trabalhadores residentes há mais de cinco anos no lugar.

No Horto, as famílias de moradores são posseiras históricas, visto que residem há décadas e, em alguns casos, há séculos na região. Igualmente posseiro histórico dessas terras é o Jardim Botânico, apesar do equívoco reafirmado constantemente pelo discurso hegemônico de atribuir a propriedade das terras do Estado a essa instituição. Portanto, a primeira construção que esse artigo busca desmobilizar é de que a comunidade do Horto estaria “dentro do Jardim Botânico”. Isso não é verdade e essa falácia precisa ser desconstruída, a partir do conhecimento histórico sobre a região do Horto e divulgada 

O Horto Florestal do Rio de Janeiro existe oficialmente no mapa da cidade desde 1875. Antes, contudo, a região já era ocupada por senhores e trabalhadores escravos de um Engenho de açúcar fundado em 1578 por Mem de Sá, chamado Engenho D´El Rey —e que mudou de nome e de sede em 1695, passando a se chamar Engenho Nossa Senhora da Conceição da Lagoa. Já no século XVIII o Horto sediava uma Fazenda de café cuja casa Grande era pioneira no Brasil em seu estilo arquitetônico: O Solar da Imperatriz.

O Parque Jardim Botânico foi fundado por D. João VI em 1811 e trouxe a terceira onda populacional da região, composta por trabalhadores escravos daquela grande obra, a terceira oficialmente fundada no local pela Coroa.

O Horto sempre foi palco da história oficial de nossa cidade. Igualmente, foi lugar do quilombismo histórico nas matas da Freguesia da Gávea, tendo abrigado, perto de 1888, um importante reduto de quilombolas  [2]   : o mocambo das Margaridas (SILVA, 2003, p. 74)  [3]   , rota de fuga para os Quilombos da Sacopã (na atual Fonte da Saudade) e das Camélias (no atual Alto Leblon). Os moradores guardam essa memória e são resilientes em sua resistência histórica.

No dia quatro de abril houve cinco horas de negociações pacíficas, embora as forças federais e militares estivesses presentes nas trincheiras do conflito. Encontravam-se também alguns parlamentares e seus representantes bem como quadros da SPU, da OAB e da Comissão parlamentar de Direitos Humanos, os quais intermediavam as negociações de paz entre moradores, lideranças comunitárias e agentes federais encarregados da ordem de despejo.

Graças à adesão dos intermediários e à atuação da presidente da AMAHOR e do advogado que apoia esta associação de moradores foi possível a construção de um acordo em que os moradores se mudaram temporariamente para dois imóveis da União enquanto aguardam a autorização para retornarem ao Horto, seu lugar de origem e de identidade, quando da implementação da Regularização Fundiária proposta pela SPU, a legítima gestora das terras em conflito.

A SPU contratou uma pesquisa de mapeamento e diagnóstico da UFRJ que, em dezembro de 2010 concluiu sua análise e a encaminhou para avaliação das partes envolvidas na querela. A comunidade aprovou a proposta, ainda que nela houvesse algumas orientações de remanejamento de casas em que estivessem em locais de risco (risco aqui entendido como socioambiental, ou seja, para o meio ambiente e sobretudo para o próprio morador devido a condições adversas de moradia). O IPJBRJ a recusou alegando que precisava de espaço para expandir o seu arboreto, patrimônio público natural, e para o avanço das pesquisas botânicas. Causas nobres de fato, mas não mais importantes do que a vida humana e o direito humano fundamental à moradia de famílias tradicionalmente enraizadas no território.

A proposta de Regularização Fundiária apresentada pela SPU foi conduzida com ética administrativa, competência acadêmica e conhecimento técnico suficientemente notórios e com a legitimidade política da instituição gestora das terras da União e responsabilidade social.   O estudo ainda levou em consideração um levantamento realizado pelo ITERJ, em 2005 e se baseou nos critérios do direito à moradia e das obrigações sociais do Estado e suas propriedades, ambos referenciais importantes da constituição brasileira de 1988 e marcos teóricos do processo de democratização das instituições nacionais. Portanto, afirmar que a SPU teria conduzido com improbidade administrativa o processo acima exposto é um outro construto falacioso que esse texto busca desmentir.

Voltando à primeira desconstrução a que nos propusemos, é importante que se rememorem dados. Até os anos 1950 havia uma fronteira espessa e pantanosa entre o parque e a comunidade. No final dessa década, uma tempestade arrancou o bambuzal que fazia a divisa natural .

Nessa época, após o temporal, o Jardim Botânico permitiu que os trabalhadores do parque e moradores do Horto construíssem casas mais perto do trabalho e muitos residentes da região do entorno do Solar da Imperatriz e do chamado Hortão se mudaram para a localidade adjacente, batizada de Caxinguelê. Para atender esses moradores do Horto, foi erguida a Escola Municipal Julia Kubitschek, fundada pelo presidente Juscelino Kubitschek e que era um dos marcos da fronteira. Do outro lado, no sopé da colina por onde passa o Aqueduto histórico do Horto (construído por escravos no século XVIII para o abastecimento de água na região da Lagoa Rodrigo de Freitas  [4]   ) havia um portão que delimitava os dois espaços, hoje conflitantes. 

Mas foi somente nos anos 1990 que o Jardim Botânico se tornou Instituto de pesquisa e começou a expandir o seu arboreto, justamente em direção à comunidade. Se hoje algumas casas do Caxinguelê estão “dentro do parque” como se afirma no discurso hegemônico, elas assim estão porque foi o IPJBRJ que avançou e as incorporou dentro dos novos limites de seus portões. Portanto, é imperativo desmentir que os moradores do Horto são invasores...

Nessa mesma década, o IPJBRJ obteve a posse do Solar da Imperatriz para nele fundar a Escola Nacional de Botânica. Dali em diante foi fácil argumentar que a região situada entre o monumento e o arboreto era toda território do Instituto. Mas não é assim porque nessa linha reta que o IPJBRJ quer traçar (e vem traçando com abertura de estradas no Horto, à beira do rio) há centenas de casas, famílias e memórias que não podem ser suprimidas pela necessidade da pesquisa botânica e da expansão do que quer que seja. Não sem antes se considerar as vidas e os direitos humanos instalados ali, historicamente.

Por conhecer essa história a fundo, é meu dever, como historiadora, repassá-la adiante. A missão de transmiti-la é do Museu do Horto, projeto social de memória que eu construí com os moradores do Horto para reafirmar a sua identidade histórica no lugar desse conflito. A razão de interpretar é do leitor e a capacidade de aceitar ou não as verdades e as injustiças é da consciência de cada cidadão.  

Vale a pena assistir o vídeo em que Emília Maria de Souza, liderança comunitária do Horto, fala as verdades à imprensa no dia da reintegração de posse sobre os acontecimentos da manhã do dia 4 de abril. E elogia o 23 Batalhão da PMERJ. 

A seguir há uma galeria de fotos tiradas por Pedro Marins Maciel e Ana Paula Amorim. Muitas das informações aqui apresentadas foram coletadas com o trabalho de memória oral. Trechos de depoimentos dos moradores foram selecionados e apresentados no documentário Horto Lugar de memórias


[2]   Quilombolas eram escravos que resistiam ao sistema colonial escravista que se refugiavam normalmente nas matas e buscavam ressignificar costumes e crenças africanos.
[3]   SILVA, Eduardo.  As Camélias do Leblon e a Abolição da Escravatura  . São Paulo: Cia das Letras, 2003.
[4]   A Lagoa chamava-se nessa época de Lagoa de Sacopenapã, nome indígena.

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Deputado Henrique Fontana lamenta decisão da Câmara de cancelar votação sobre reforma política


Líderes partidários da Câmara não chegaram a um acordo para a votação dos principais pontos da reforma política
O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) lamentou a decisão do colégio de líderes da Câmara Federal em suspender a votação da Reforma Política. A maioria dos líderes partidários decidiu apenas que o único dispositivo da reforma a ser votado é a coincidência de mandatos eletivos. No entanto, o vice-líder do governo Dilma na Câmara considera que a reforma tem que haver um acordo de procedimento para votar todos os itens previstos, como financiamento público exclusivo para as campanhas, fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais (vereadores, deputados estaduais e federais), voto em lista flexível e maior democracia popular.
“Eu lamento a decisão da maioria dos líderes partidários, que mais uma vez, impede o país de ver, assistir e acompanhar uma reforma do sistema político brasileiro. Eu defendi uma proposta que na minha concepção vai melhorar o sistema eleitoral brasileiro. O que eu esperava encontrar hoje aqui na casa era o compromisso das bancadas de entrarem no plenário e apresentarem propostas alternativas, se no caso, contrárias, por exemplo, ao financiamento público de campanha e se querem defender a continuidade do atual sistema de financiamento privado onde as grandes empresas é que financiam a maior parte das campanhas. Posso dizer com segurança que as 200 grandes empresas do país é que financiam a democracia brasileira na atualidade, e isso é muito ruim para o sistema democrático republicado brasileiro”, concluiu Henrique Fontana.
*Via http://www.henriquefontana.com.br      -     Grifos deste blog
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O 'legado do PAN' foi abaixo. O da Copa vai pelo mesmo caminho. Maracanã entra em novas obras depois da Copa

Morador do Rio sabe: durante as desapropriações, os adendos bilionários aos contratos etc. para o PAN de 2007, realizado aqui, a expressão mais usada por autoridades foi a tal "legado do PAN".

Esse legado, pelo que eu sei, é que nada foi investigado, das mutretas denunciadas à exaustão.

Porque o tal legado mesmo está indo por água abaixo. O velódromo construído teve que ser demolido, pois não serve para Olimpíadas (e todos sabiam que o Rio era uma cidade potencialmente olímpica, inclusive com uma candidatura anterior).

O Engenhão, segundo recentes informações, é um prédio podre, onde não funciona o sistema hidráulico, os painéis são de última categoria, e agora se descobre que a construção da cobertura foi mais uma obra mal feita, que ocasionou a interdição do estádio por sabe-se lá quanto tempo.

Agora, para as Olimpíadas de 2016, novas e intensas desapropriações estão sendo feitas. Benesses para as construtoras, criadas.

O autódromo do Rio, onde se disputaram provas de Fórmula 1 e Fórmula Indy, vai abaixo.

O estádio de atletismo Célio de Barros, no Complexo do Maracanã, também.  Assim como o Complexo Maria Lenk, de natação, no mesmo local. E o antigo e tombado prédio do antigo Museu do Índio.

Assim como foi destruído (após ter passado por duas grandes reformas, uma específica para o PAN), o Maracanã, bem tombado que o Iphan autorizou vir abaixo, com justificativa que ainda vai ser apurada.

Como se não bastasse, leio horrorizado que o Maracanã (cujas obras iniciais estavam orçadas em menos de R$ 500 milhões e já alcançaram a estratosférica quantia de R$ 1 bilhão), o Maracanã, dizia, tem que entrar em obras novamente após a Copa, para atender exigências do Comitê Olímpico.

A atual reforma (mais correto seria dizer reconstrução) do Maracanã para a Copa de 2014 começou no dia 13 de agosto de 2010. Pouco menos de um ano antes (em 2 de outubro de 2009), o Rio fora escolhido sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Já se sabia, portanto, que o outrora “maior e mais belo estádio do mundo” seria palco das duas principais competições esportivas do planeta.

Como é possível que toda a obra (que custou cerca de R$ 1 bilhão) não tenha sido concebida numa parceria da CBF com o COB, já pensando nos dois eventos? Como é aceitável que agora o Comitê Rio-2016 mande um ofício ao governo do Estado, avisando que novas reformas precisarão ser feitas, entre outras coisas, para aumentar os túneis de acesso ao campo e reforçar a cobertura, que necessita suportar 120 toneladas (para manter suspenso um gigantesco placar no meio-campo), em vez das 80 projetadas?

É muita incompetência, não? Ou algo bem pior. Afinal, novas obras geram novos (super?) faturamentos, novas comissões, eventualmente novas empreiteiras (algumas ligadas a bicheiros e que tais) etc. Vide a vergonhosa história do Engenhão, que, aliás, também está no pacote olímpico...

Possíveis cambalachos à parte, o mais grave é o risco (praticamente uma certeza) de se ter mais um ou dois anos de Maracanã fechado, em prol de duas cerimônias olímpicas: a de abertura e a de encerramento, pois para os Jogos em si, ou seja, para o torneio de futebol, o estádio já estaria pronto.

Se o governo do Estado e a prefeitura tivessem um mínimo de preocupação com o dinheiro público, com as finanças dos clubes e com o prazer e a segurança dos torcedores diriam, agora, um sonoro NÃO ao comitê da Rio 2016. Entre modificar e fechar novamente o Maracanã e alterar detalhes das cerimônias das Olimpíadas o que faz mais sentido? O que indica o bom-senso?

O problema é que, nos dias de hoje, esperar sensatez, austeridade e equilíbrio da maioria dos nossos dirigentes esportivos e dos nossos políticos, equivale mais ou menos a aguardar a chegada de Papai Noel, no pé da lareira, ou do Coelhinho da Páscoa, no jardim. Haja paciência para aturar tantos desmandos. Essa sim é uma tarefa olímpica...[Fonte]

Como a notícia foi publica numa coluna de O Globo, o vice-governador Pezão correu para responder ao colunista:

No domingo à tarde, um dia antes da nota oficial do Governo, o Vice-Governador Luiz Fernando Pezão me ligou para garantir que o Maracanã não voltará a ser fechado, nem sofrerá novas reformas depois do Mundial, como é desejo o Comitê Rio-2016:

 — Não vejo necessidade alguma de um placar pendurado no meio do campo. Teremos quatro novos, moderníssimos, que atenderão a qualquer demanda. Quanto a largura dos túneis, no Pan de 2007 era pior e mesmo assim demos um jeito de entrar com as alegorias criadas pela Rosa Magalhães (carnavalesca responsável pela cerimônia de abertura).

Coordenador de Infraestrutura do Governo, Pezão foi enfático na conversa que teve comigo:

— O Comitê Organizador da Rio-2016 terá que adaptar as cerimônias à conformação do Maracanã e não o contrário. Repito e garanto: não haverá qualquer obra de modificação do Maracanã após essa que está sendo finalizada agora. Apenas fora do Complexo (ou seja, do estádio propriamente dito) e que não implicarão no seu fechamento e constam como encargos do futuro concessionário, já discriminadas no Edital de Licitação.

Agora, você que me lê, raciocine comigo. A Copa vai acontecer em 2014. Mesmo ano em que acabam os mandatos do governador Sergio Cabral e de seu vice, Pezão. Se não vai ter poder algum (a não ser que se eleja governador), como Pezão pode afiançar uma coisa dessas?

A palavra dele deve ser mais um "legado da Copa".  Porque tenho certeza que o Comitê Olímpico vai impor as obras, e o carioca vai ficar mais um novo tempo sem o Maracanã. E ainda vai pagar por isso...
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Diversidade



*Charge do Kayser - 'Pastor'
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