Venezuela: Eleição presidencial deve ser marcada para 14 de abril


A Venezuela deve realizar nova eleição presidencial em 14 de abril. O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) ainda não confirmou a data, mas conforme fontes consultadas por Opera Mundi no chavismo e analistas eleitorais, esse deve ser o dia em que Nicolás Maduro, presidente interino, enfrentará seu adversário opositor, provavelmente o governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles.

Ontem, após tomar posse, Maduro comunicou que pediu urgência ao CNE. "Nós fazemos, em primeiro lugar, um chamado para que o Poder Eleitoral, no uso de suas atribuições, avalie e tome a decisão, e, no dia que fizer a convocação, nós estamos prontos para ir à eleição", afirmou. "Sem medo, com segurança, com força. Nos sentimos seguros quanto à democracia venezuelana, quanto ao sistema de votação", assegurou, antes de afirmar: "Que vença quem tiver de vencer, que decida o povo".

Será uma corrida contra o tempo, já que os candidatos terão pouco mais de um mês para convencerem o eleitor. De acordo com o jornalista especializado em eleições, Eugenio Martínez, os maiores desafios para o CNE serão a auditoria do sistema de votação e a organização do voto no exterior. "O mais chamativo do cronograma eleitoral da presidencial é que as inscrições começariam amanhã", afirmou. Ou seja, ainda no período de luto nacional e com Chávez sendo velado na Academia Militar. (...)


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A Corrupção Atravessa Milênios




"Soldados, oficiais da Lei: não intimidem ninguém; não façam denúncias falsa para extorquir dinheiro; sejam dignos dos seus salários."

Será isto uma ordem do dia em algum quartel da Polícia Militar , ou em alguma delegacia policial no Brasil?

Não, por incrível que possa parecer esta exortação tem 2.000 anos.
Fui encontrá-la no Evangelho de Lucas, Cap.3 V. 14.

Quanta modernidade! Parece com os dias de hoje.
Quer dizer, esta prática fora da lei é tão antiga que o Evangelho já a anotava.

A mesma coisa se dá com a corrupção de funcionários públicos.

No século XV quando Marco Polo volta à China pela segunda vez leva nas caravelas uma tropa de padres jesuítas que seguem para a China com a missão de evangelizar os orientais.
A China de então tinha centenas de principados. Para passar de um a outro havia uma aduana, um alfândega. Como se , por exemplo , Caxambu (MG) fosse um principado e o seguinte São Lourenço(MG), com uma aduana na fronteira.
Os jesuitas levaram jumentos carregados de relógios. Os relógios eram a tecnologia de sucesso do momento, como os tablets de hoje.
Em cada aduana presenteavam os funcionários com os relógios para poderem passar de cidade em cidade, de principado a principado.

Isto há mais de seiscentos anos...

Se isto acontecia entre soldados romanos e jesuitas diante de funcionários chineses , o que não acontecia então entre senadores e demais políticos dos grandes reinos e impérios?

Mudam os tempos, permaneceram os costumes.

Até quando?
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8 de Março: PT reafirma compromisso com construção de uma sociedade igualitária


Moção aprovada pelo Diretório Nacional homenageia e conclama as mulheres a se engajar na luta pela reforma do sistema político nacional


Leia a íntegra do documento aprovado pelo DN:
Moção do DN sobre o Dia Internacional da Mulher
O Diretório Nacional do PT, reunido em Fortaleza no dia 01 de março de 2013, parabeniza as mulheres brasileiras e os movimentos de luta em defesa dos direitos das mulheres pelas importantes e crescentes conquistas que têm alcançado,tendo em vista a celebração do Dia Internacional da Mulher.
E se junta aos movimentos em defesa dos direitos das mulheres.
Ao ratificar seu compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, o Diretório Nacional conclama todas as mulheres a se engajar efetivamente na luta por uma ampla e profunda reforma do sistema político nacional, pois só assim poderemos assegurar as bases necessárias para de fato transformarmos a realidade e construirmos uma sociedade paritária.

Diretório Nacional do PT
Fortaleza, 1º de março de 2013
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*Via sítio do  PT Nacional  http://www.pt.org.br
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Tarso: “O que está em jogo vai além dos pedágios. É a relação do Estado com a sociedade”




Desde a década de 1980, o tema dos pedágios desempenha um papel central na vida política do Rio Grande do Sul. O debate sobre a administração das estradas ultrapassa a dimensão meramente econômica, envolvendo concepções sobre a própria natureza do Estado. Para o governador Tarso Genro, que decidiu mudar o modelo de pedagiamento vigente há décadas e motivo de muitas reclamações por parte dos usuários, o que está em jogo neste processo vai além da questão dos pedágios em si. “Trata-se, fundamentalmente, do tipo de relação entre Estado e sociedade que interessa à maioria da população e não apenas a determinados grupos econômicos”. (por Marco Aurélio Weissheimer, Especial para o Sul21). 
CLIQUE AQUI  para ler a entrevista, na íntegra.
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Venezuela: “Darle en la madre a los fascistas”


A FORÇA DO CHAVISMO SEM CHÁVEZ

por Rodrigo Vianna*

Poucos carros, ruas vazias. Um cenário estranho em uma Caracas sempre tomada por gigantescos congestionamentos. No dia seguinte à morte de Hugo Chávez, escolas não funcionaram. Repartições públicas e lojas também fecharam as portas. Era quase possível escutar o silêncio nas ruas centrais.

Movimento havia na região do Forte Tiúna – onde fica o comando das Forças Armadas da Venezuela. O corpo de Chávez foi levado até ali por uma multidão entristecida. Mas não desesperada. Os chavistas pareciam preparados para a partida do líder. Um mar de camisas vermelhas cercava o carro fúnebre. A pé, seguia o herdeiro político de Chávez, Nicolás Maduro – ex-sindicalista, foi motorista de ônibus em Caracas antes de se transformar num dos mais habilidosos assessores de Chávez. Chanceler da Venezuela, rodou o mundo, e parece ter aprendido muito. Virou vice e sucessor do líder bolivariano.

A oposição, claro, mantem certa moderação nesse momento difícil. Houve alguns rojões, comemorações discretas nos bairros mais ricos – antichavistas. O mesmo ocorreu em Miami (Brizola dizia que no Brasil a esquerda não faria expurgos se chegasse ao poder porque “a burguesia brasileira não caberia em Miami”; a burguesia da Venezuela, pelo visto, é bem menor, e ocupou muitos espaços por lá…).

Capriles, líder da oposição, deve concorrer com Maduro na eleição que ocorre em menos de um mês. Maduro (chavista) é favorito. Capriles vai jogar para o futuro. Ele é novo, aposta que Maduro não conseguirá resolver problemas como a falta de (alguns) produtos nos supermercados e a violência urbana crescente. São problemas concretos, inegáveis. Não se trata de “propaganda” imperialista. Mas, claro, a imprensa conservadora exagera nas tintas.

Detalhe: a violência urbana cresce, também, no Estado de Miranda – administrado por Capriles (o que retira parte dos argumentos que ele poderia usar na campanha). Outro detalhe: faltam produtos nos mercados da classe média, isso é fato, mas o governo mantém uma impressionante rede de abastecimento estatal – a rede Mercal – que permite ao povão comprar comida a preços baratos, sem depender de atravessadores e especuladores.

No Chile, em 73, Allende caiu quando a direita parou caminhões e provocou desabastecimento. A Venezuela chavista conhece essa história. Allende caiu, também, porque as Forças Armadas chilenas eram dominadas por uma oficialidade de extrema-direita. Chávez fez diferente: cultivou e purgou o Exercito!

Na Venezuela, o ministro da Defesa foi pra TV ontem e disse: “vamos enfrentar os fascistas, nas urnas”. A expressão, em espanhol, foi um pouco mais dura e direta: ”darle en la madre a los fascistas”. Um recado de que os militares estão com Maduro. Estão com o chavismo.

No Brasil, muita gente tem dificuldade para entender isso: aqui na Venezuela, o chavismo tem um braço armado e outro civil. Os dois andam juntos. Soldados vão pras manifestações, fardados mas sem armas na mão, como qualquer cidadão. Esse binômio Forças Armadas + povo organizado é que permitiu a Chávez debelar o golpe de 2002 – quando Estados Unidos insuflaram a elite “miameira” a derrubar o presidente. O povo foi pras ruas e, com apoio das Forças Armadas, debelou o golpe.

Esse mesmo binômio se mostrou ontem nas ruas de Caracas. É a quarta vez que venho a Caracas, sempre na função de repórter. E a capacidade de mobilização do chavismo sempre me impressiona. O povão agora forma uma fila imensa, em frente ao Forte Tiúna, pra ver o corpo de Chávez. Evo Morales, Cristina Kirchner, Pepe Mujica passaram por lá. Lula e Dilma devem chegar entre quinta e sexta-feira.

Chávez é um novo Bolívar, dizem alguns. Exagero? Não creio. E há uma diferença: Bolívar morreu sem ver consolidado o sonho de uma América ibérica unida contra o Império do Norte. Chávez conseguiu mais, ajudando a costurar essa unidade: UNASUL, CELAC e o enterro da ALCA devem-se, também, à coragem e à determinação de Hugo Chávez. Trata-se de uma mudança impressionante, num subcontinente que, 15 anos trás, tirava os sapatos para os EUA.

Essa é também obra de Hugo Chávez. Por isso ele é detestado pelos norte-americanos. E respeitado por líderes como Correa, Lula, Mujica, Kirchner. Aliás, vejam aqui o vídeo de Lula sobre Chávez.

A oposição venezuelana espera o corpo baixar à sepultura, para retomar as campanhas de desestabilização. A oposição acredita que a morte de Chávez levará ao enfraquecimento do chavismo. Pelo que vejo nas ruas, tenho dúvidas. Há dificuldades imensas – num país em que o petróleo é dádiva mas é também fraqueza, a impedir o florescimento de uma indústria forte. Isso Chávez não conseguiu reverter. A Venezuela importa quase tudo, com os dólares que obtém da venda do óleo.

A fragilidade econômica existe. Mas o chavismo parece enraizado, de forma profunda. Há milhões de pessoas dispostas a defender esse modelo político em que, pela primeira vez, o dinheiro do Petróleo não ajudou só a bancar carros baratos e viagens da classe média para Miami. Não. A Venezuela de Chávez usou o dinheiro do Petróleo para reduzir a desigualdade e zerar o analfabetismo.

Essa é a força do chavismo. Concreta, palpável e imensa – como a multidão que segue a gritar em torno do Forte onde acontece o velório: “eu sou Chávez, todos somos Chávez”.

*Via Blog Escrevinhador  http://www.rodrigovianna.com.br
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