A Democracia no Carnaval de Rua do Rio

bols O Democrático e Acessível Carnaval de Rua do Rio
Bola Preta: 1.800.000 foliões na rua. Gradil de proteção mal planejado atrapalhou dispersão do Bloco e colocou em risco a segurança dos foliões.

Em boa hora um Decreto da Prefeitura do Rio procura regular e defender o direito democrático da população brincar seu carnaval em blocos de ruas como sempre foi tradição carioca.

Fui fundador do Bloco Mel , em Salvador, em 1983. Numa época em que tranformação do carnaval de rua baiano engatinhava.

De lá pra cá o comércio do carnaval da Bahia e suas micaretas, tomou proporções gigantescas.
Transformando espaços públicos em privados, e vips; estabelecendo currais, cordinhas etc. etc. que tem por objetivo excluir quem não pagar preços cada vez mais inacessíveis por abadás e camisetas.

A comercialização é tamanha na Bahia que até os outrora combativos presidentes de Grêmios estudantis hoje em boa parte são cooptados por dirigente de blocos para vender abadás aos colegas de escola.
Há teses de mestrado sobre isto que me chegaram ás mãos.
Alguns Grêmios passam a ser uma extensão deste comércio.
Ser Presidente de Grêmio pode ter virado um negócio lucrativo, onde antes era cultural e ideológico.

A estrutura dos blocos baianos possui a mesma estrutura do antigo Partido facista italiano: um líder que delega poder a "capitães", que delegam a "sargentos! , e estes sim comandam a "tropa".
Uma estrutura verticalizada de dominação e poder. O Presidente do Bloco ( ou Presidenta ) , a Diretoria (capitães) e os vendedores (sargentos).

Isto não pode acontecer na tradição carioca.

Mas, por outro lado há que se pensar na sobrevivência dos blocos cariocas.

Verbas, financiamentos públicos e privados, apoio logístico etc. etc. tem que ser pensados para esse carnaval de rua que voltou com toda a força nos últimos anos ma Cidade que é Maravilhosa.

Por exemplo: na esteira que leva à comercialização há o Corpo de Bombeiros exigindo dos blocos ambulâncias, médicos, paramédicos,enfermeiros, balões de oxigênio etc. etc..
Mas, se a rua é espaço público, da polis, e os blocos não são comerciais, competiria à Prefeitura cumprir a exigência da presença nas ruas de ambulâncias, médicos... enfim toda esta parafernália que com muita justiça o Corpo de Bombeiros pede.

Mais e sempre mais banheiros públicos; mais e mais segurança pública para evitar assaltos e dar proteção aos foliões nas vias...e por aí vai.

Se é justo o Decreto da Prefeitura garantindo a democratização do carnaval de rua, proibindo cordinhas e áreas vips, por outro lado passa a ser obrigação do Poder Público se organizar para atender às demandas dos cidadãos que estão nas ruas brincando sob a proteção das autoridades.

A Bahia teve suas razões e condições que levaram á comercialização do carnaval de rua ao nível que chegou.

O Rio tem condições diferentes e pode ter caminhos diferentes da Bahia, garantindo a democracia e o acesso fácil à diversão a toda a população, sem discriminação e exclusão. Mas para isto a Prefeitura tem que repensar e se preparar para essa nova e brilhante fase do carnaval carioca.
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NASCEU DORIVALDO, MINHA PERSONAGEM EM DONA XEPA


Estão Nascendo as Personagens em “Dona Xepa”



Emilio2 Estão Nascendo as Personagens em Dona Xepa
                                              Eu e Emílio confraternizando após as gravações


Ontem nasceram o Dorivaldo e o Benito.
Quem são estes dois?
Dorivaldo é a minha personagem em "Dona Xepa". A nova novela da Record, iniciando as gravações.
A personagem é qualificada como: simpático, educado, doce, romântico. Solteirão, boa praça estilo malandro de antigamente. Compositor e toca no cavaquinho composições, transformando a sua realidade em músicas.
Benito é a personagem do Emílio Dantas na mesma novela.
Personagem qualificada como: rapaz trabalhador, bondoso e esforçado.Sobrinho de Dorivaldo. Ajuda no "Chorivaldo" bar do tio, e mora com ele.
Pois então, ontem gravamos nossas primeiras cenas para a novela.
E afinal nasceram estas personagens que até então estavam apenas no papel.
Foi uma tarde muito abençoada de gravações. Um clima muito agradável entre toda a equipe.
Ao final, Emílio e eu, posamos para a posteridade. rsrsrsrsrsrs
Xepa vem aí, e bombando!
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PT, 33 ANOS DEPOIS...



'A NAÇÃO É O POVO E O ESTADO A SUA EXPRESSÃO'

"Os trabalhadores querem a independência nacional. Entendem que a Nação é o povo e, por isso, sabem que o País só será efetivamente independente quando o Estado for dirigido pelas massas trabalhadoras. É preciso que o Estado se torne a expressão da sociedade, o que só será possível quando se criarem as condições de livre intervenção dos trabalhadores nas decisões dos seus rumos. Por isso, o PT pretende chegar ao governo e à direção do Estado para realizar uma política democrática, do ponto de vista dos trabalhadores, tanto no plano econômico quanto no plano social. O PT buscará conquistar a liberdade para que o povo possa construir uma sociedade igualitária, onde não haja explorados e nem exploradores. O PT manifesta sua solidariedade à luta de todas as massas oprimidas do mundo." (Manifesto de fundação do PT, no Colégio Sion, em São Paulo, em 10 de fevereiro de 1980.(LEIA MAIS AQUI))

                                  (Carta Maior; Domingo, 10/02/2013)
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EPA! EPA! VEM AÍ DONA XEPA !!!


bemvindOtv Primeiro Dia de Gravação em Xepa
                                                                  Nervosão!!!

Ontem o meu primeiro dia de gravação como o "Dorivaldo" de "Dona Xepa", a nova novela da Record que iniciou esta semana as gravações.

A personagem é um boêmio, tipo malandro das antigas, romântico, generoso, etermo apaixonado por Xepa, dono do bar "Chorivaldo" especializado em MPB, mais específicamente em "chorinhos" que Dorivaldo compõe e toca com seu cavaquinho.

A base do figurino da personagem relembra o grande Bezerra da Silva.

Pois anteontem à tarde, mergulhado a decorar as falas para a gravação, o meu amigo e colega Giusepe Oristânio me telefonou para saber como eu estava.
Ressalte-se que Giusepe também estará em "Xepa" fazendo um deputado.
Perguntou-me se estava nervoso.

-"Está dando nervosinho?" Indagou entre ironia e carinho.
- "Tá dando nervosão, amigo!" respondi do outro lado.

Mesmo com todos estes anos de profissão a gente sempre fica ansioso, apreensivo para o início de qualquer trabalho.

Há um cavalo de corrida dentro da gente esperando a largada. Impaciente... a energia sem margens, difusa, tentando a todo custo colocar-se dentro dos limites da raia por onde vamos iniciar a corrida.
Não é uma corrida contra competidores externos: é contra nós mesmos, na superação dos nossos limites.

O desejo de acertar o tom da personagem. De harmonizar o ritmo e a melodia das falas da personagem...

De dar vida a uma criatura que ainda está sendo gestada apenas na nossa cabeça, pois afinal, a criação da personagem se completa com o trabalho do ator.

Começa pelo autor, passa pelo figurino, cenografia, iluminador, visagista (maquiagem, cabelo, caracterização), direção...mas o sopro de vida é dado pelo criatividade do ator.

Então não há como não ficar nervoso...é uma grande energia formada por toda uma equipe...dezenas de outros atores...técnicos...produtores...

Quando estiverem lendo estas linhas já terei gravado dentro do "Estúdio E" do Recnov , no Rio de Janeiro, dando vida ao Dorivaldo.

Que Deus me abençoe e a nós não desampare!
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Um GARCIA jamais fica de joelhos



Nem descalço, nem de joelhos


Por Leandro Fortes*

Toda essa movimentação de corvos e abutres em torno da saúde de Marco Aurélio Garcia, inclusive a denúncia (!) da Folha de S.Paulo dando conta de que ele foi operado com recursos dos SUS, esconde um recalque dolorido em relação ao assessor internacional da Presidência da República.
Garcia, chamado de MAG pelos amigos (dele, eu não o conheço), é um dos principais articuladores do Foro de São Paulo, o movimento contra-hegemônico das esquerdas latino-americanas à política de submissão da região aos interesses dos Estados Unidos e das corporações capitalistas do Velho Mundo.
Nos anos 1990, foi a iniciativa de Marco Aurélio Garcia que alimentou nosso sentimento de soberania e autodeterminação quando tudo o mais era ditado pelo Consenso de Washington e pelo FMI, cartilhas às quais o governo brasileiro, da ditadura militar aos anos FHC, seguiu como um cordeirinho adestrado.
Eleito Luiz Inácio Lula da Silva, coube a Garcia, ao lado dos embaixadores Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães, reorientar a diplomacia brasileira de modo a tirar o Brasil, uma imensa nação potencialmente rica e poderosa, de sua condição subalterna e levá-lá a um protagonismo inédito e, de certa forma, perturbador dentro da ordem mundial.
Ao fazer isso, Garcia fez o mundo lembrar o ponto de degradação a que tínhamos chegado: em 2002, o embaixador Celso Lafer, ministro das Relações Exteriores, chanceler do Brasil no segundo governo FHC, foi obrigado a tirar os sapatos no aeroporto de Miami, por ordem de um zelador da alfândega dos EUA.
Em vez de dar meia volta e fazer uma reclamação formal à Casa Branca, Lafer botou o pezinho para fora e o rabo entre as pernas. Foi o auge da política dos pés descalços e da diplomacia de joelhos.
Então, essas pessoas que, hoje, sem um argumento melhor, ficam pateticamente perguntando se Marco Aurélio Garcia ao menos entrou na fila do SUS, estão, na verdade, naquela empreitada envergonhada, pessoal e impublicável dos que torciam secretamente pelo avanço dos tumores que um dia atormentaram a vida e o futuro político de Lula e Dilma Rousseff.
Sem voto, sem popularidade e despidos de humanidade, jogam todas as fichas no câncer – ou na fraqueza do coração – alheio.
*Leandro Fortes é jornalista da revista Carta Capital, fonte desta postagem.
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