PPS discute possibilidade de receber Serra

Presidente do partido, Roberto Freire diz que vai acolher tucano de 'braços abertos'

Patrícia Britto

SÃO PAULO - O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), apresentou ontem ao partido a possibilidade de a legenda acolher o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com vistas à disputa pela Presidência da República em 2014.

Ao abrir a reunião da Executiva Nacional do partido, Freire disse que a oposição não tem conseguido se posicionar como deveria.

"Há questões que deveriam ser discutidas, mas não estão sendo. Mesmo quando nós o fazemos, pelo nosso tamanho, há dificuldade de que seja ouvido. O Serra bem que poderia representar isso."
O presidente do PPS disse que, após a eleição presidencial de 2010, Serra entrou em "processo de afastamento" com a direção do PSDB. "Nessa oportunidade, foi aventada a ideia de que ele poderia sair do PSDB e vir para o PPS."

O encontro, que acontece até amanhã em São Paulo, discute as estratégias de atuação do partido para os próximos dois anos e as alternativas eleitorais para 2014.

Conforme a Folha publicou anteontem, Serra vem analisando a possibilidade de deixar o PSDB para concorrer mais uma vez à Presidência no próximo ano. Dentro do partido, o nome mais cotado para a disputa é o do senador Aécio Neves (MG).

Ontem, Roberto Freire afirmou que, se o tucano quiser deixar o PSDB, será recebido no PPS "de braços abertos".

Segundo Freire, a possível ida de Serra "tem a ver com a ideia de uma nova formação política" dentro do PPS.

O deputado destacou ainda que não está descartada a criação de uma nova legenda, a partir da fusão do PPS com outras siglas, mas não adiantou quais poderiam ser.

O deputado lembrou que a sigla já havia discutido apresentar candidatura própria para a Presidência. Ele negou, entretanto, que uma possível candidatura própria ocorra apenas para viabilizar a ida de Serra ao partido.

No encontro, também foi citado o nome da ex-senadora Marina Silva (sem partido) como opção para uma candidatura própria do PPS ao Planalto.

Fonte: Folha de S. Paulo
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Para Serra, "falta de assunto" traz seu nome de volta ao noticiário

Raymundo Costa

BRASÍLIA - Serra: ex-governador teria dito a amigos que são "totalmente fake" as notícias de estaria articulando sua saída do PSDB ou a criação de uma nova sigla

Duas vezes candidato derrotado do PSDB, José Serra nunca desistiu de subir a rampa do Palácio do Planalto como presidente da República. No entanto, "são totalmente fake", como ele diz aos amigos, as notícias de que estaria articulando sua saída do PSDB, partido do qual é um dos fundadores, ou a criação de uma nova sigla.

Nem Serra sabe ao certo, no momento, o que vai fazer no futuro próximo. Sua saída do PSDB é mais uma provocação - no bom sentido da emulação de ideias - de amigos mais próximos, do que uma real intenção do tucano.

Nesta madrugada, o senador Aécio Neves, hoje pule de dez na preferência dos tucanos para candidato em 2014, embarcou para uma viagem de dez dias aos exterior. Mas deixou acertada, para a volta, uma conversa com José Serra e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

A cúpula do PSDB, de maioria aecista, aposta na unidade ou em pelo menos separar Geraldo Alckmin de José Serra, adversário declarado do mineiro. Sem o maior colégio eleitoral do país, Aécio não tem chance na disputa, assim como as derrotas em Minas Gerais foram fatais para as candidaturas de Serra.

Há muito ressentimento entre os integrantes das duas principais seções do PSDB. Os paulistas, e não apenas Serra, sentiram-se abandonados por Aécio nas três eleições de perderam para o PT.

Em 2006, Alckmin foi a um comício em Minas sozinho, depois de muito tentar marcar uma atividade conjunta com Aécio. A resposta era que o atual senador estava sem espaço na agenda. Alckmin foi só e descobriu que Aécio estava em outro município bem próximo.

Os paulistas também não esquecem a chapa "Lulécio". E Serra, particularmente, sempre esteve convencido de que sua rejeição em Minas era estimulada por Aécio Neves. Enfim, há muitas arestas a serem aparadas entre os líderes das duas seções, antes que se possa declarar eventual unidade para 2014.

Mesmo assim seria (a unidade) algo a ser encarado com reservas - todos os candidatos do PSDB, desde 2002, foram lançados sob a égide da unidade, mas depois, em algum momento da campanha, foram publicamente traídos e "cristianizados" de forma cruel.

Para José Serra, a volta repentina de seu nome ao noticiário combina bem com "a falta de assunto" que toma conta dos jornais durante o recesso do Congresso, conforme comentou recentemente com amigos.
Cita até o exemplo do almoço de Aécio com Fernando Henrique, Pedro Malan, Edmar Bacha e Armínio Fraga, tratado como o primeiro dos tucanos com os "pais do Real", desde que FHC deixou o governo.

Na realidade, em 2010, Serra não só trocou ideias com Malan, Pérsio Arida e Armínio, como mantinha planos de levar Armínio de volta para o governo, se vencesse a eleição, numa área heterodoxa para ele - o Ministério da Educação.

O PSDB também vê o dedo do PT na volta do noticiário sobre as divisões tucanas, de vez que o assunto imediatamente ganhou repercussão na rede de blogueiros simpáticos ao governo e até na voz de dirigentes petistas.

As manchetes sobre uma suposta intenção de Serra de fundar um novo partido caíram como uma luva para o PT no momento em que o noticiário é desfavorável ao ex-presidente Lula, tanto no que se refere ao mensalão como ao caso de Rosemary Noronha, ex-chefe do escritório da Presidência da República, em São Paulo, enredada numa rede de tráfico de influência.

No entanto, o dia D do PSDB começa a se configurar já no mês de março, com as convenções municipais do partido. É quando a nova correlação de forças ficará mais clara, pois, até agora, cada tucano faz a leitura que mais lhe favorece do resultado das eleições municipais. Em abril serão realizadas as convenções estaduais. Maio é a data limite dos tucanos, com a realização da convenção nacional.

Aécio é o candidato a presidente do partido de todos os que apoiam sua indicação para candidato à Presidência da República. Ele próprio tem dúvidas sobre a eficácia de o presidente do PSDB ser também o candidato a presidente da República. Os interesses partidários nem sempre são os mesmos, às vezes são até conflitantes.

Fonte: Valor Econômico
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Marina bate martelo sobre nova sigla, que terá tucano e petista

Legenda também deve ter dissidentes do PSOL; ideia é montar estrutura para candidatura ao Planalto nas eleições de 2014

Eugênia Lopes

BRASÍLIA - A um ano e oito meses da eleição presidencial, a ex-senadora Marina Silva decidiu criar um partido para lançar sua candidatura à sucessão da presidente Dilma Rousseff. O embrião da futura legenda será o Movimento Social Nova Política, movimento suprapartidário lançado no ano passado pela ex-ministra do Meio Ambiente no governo Lula.

Inicialmente, Marina pretendia anunciar a intenção de recolher as quase 500 mil assinaturas necessárias para formar a nova legenda na semana que vem, mas foi aconselhada a adiar para fevereiro, na reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional. A ideia é que o novo partido seja formado com políticos oriundos de várias legendas.

Desde meados do ano passado, Marina tem intensificado os contatos com lideranças políticas que vão desde integrantes do PSOL até o PSDB. Uma dessas lideranças é a ex-senadora e atual vereadora por Maceió Heloísa Helena, do PSOL, que já sinalizou sua adesão à nova sigla. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), também sondado, declinou do convite: seu projeto é ser, igualmente, candidato à presidência em 2014.

Nomes como o do deputado Walter Feldman (SP), que ameaçou deixar o PSDB e admitia a possibilidade de aderir ao PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab, são dados como certos no novo partido. Sem espaço no PT do Rio de Janeiro, o deputado Alessandro Molon é outro alvo de Marina Silva. Ele quer ser candidato a prefeito, em 2016, e teme mais uma vez ser alijado do processo, com ocorreu no ano passado.

O deputado Reguffe (PDT-DF) também estaria em conversa com a ex-senadora para migrar para a nova sigla, assim como o deputado Domingos Dutra (PT-MA).

A interlocutores, Marina tem repetido que quer montar um "partido diferente". Já está certo que a nova sigla não vai aceitar doações de pessoas jurídicas - serão aceitas apenas as oferecidas por pessoas físicas. Ela também defende que a legenda reserve cota de 50% das vagas para os filiados que tenham "ativismo autoral", deixando-os livres para empunhar as bandeiras e teses que quiserem.

Corrupção. O combate à corrupção será outro tema. "Me preocupa uma certa aproximação dela com a extrema esquerda. A campanha de 2010 foi feliz porque ela conseguiu ocupar um espaço de centro esquerda", observa o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), cuja relação com Marina ficou estremecida desde a saída dela do PV.

Há dois anos Marina conquistou 20 milhões de votos na corrida pela Presidência da República, chegando em terceiro lugar, atrás de Dilma Rousseff e do tucano José Serra. Ela está confiante nesse capital político, que considera suficiente para viabilizar a nova legenda. Está certa ainda de que, em 2014, tem mais chances do que o senador tucano Aécio Neves de ir para um embate com Dilma Rousseff, num eventual segundo turno. Sua avaliação, sobre o caso, é que o PSDB está enfraquecido, o que pode abrir espaço para a sua candidatura.

Depois de passar pelo PT e, em seguida, pelo PV, Marina decidiu criar um novo partido por ter críticas severas às legendas existentes. Por isso não aceitou o convite do presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), para ingressar no partido.

A ex-senadora terá, no entanto, de correr contra o tempo para viabilizar a nova sigla até o final setembro, prazo fatal para que possa se candidatar nas eleições de outubro de 2014. Além disso, ela terá de superar obstáculos como o projeto de lei em tramitação no Congresso que impede que novos partidos tenham acesso pleno ao dinheiro do fundo partidário e ao tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV, antes de disputarem uma eleição.

Fonte: O Estado de S. Paulo
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PSDB do Rio recorre a economistas para dar palanque a Aécio

Diretório estadual tucano, sem nomes competitivos, fala em Malan, Franco, Armínio e Bacha, que não demonstram entusiasmo

Luciana Nunes Leal

RIO – Sem candidatos competitivos no Rio de Janeiro desde meados dos anos 1990, o PSDB está em busca de um nome para disputar a sucessão do governador Sérgio Cabral (PMDB) em 2014 e oferecer um palanque forte ao provável candidato tucano à Presidência da República, o senador e ex-governador mineiro Aécio Neves. Uma tarefa árdua.

O plano de fugir dos políticos tradicionais esbarra na falta de entusiasmo dos escalados pelo partido, quatro economistas de destaque no governo Fernando Henrique Cardoso: o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan; os ex-presidentes do Banco Central Gustavo Franco e Armínio Fraga e um dos pais do Plano Real, Edmar Bacha.

Depois de Armínio declarar que não é "do ramo" nem tem vocação para a disputa eleitoral, Bacha também anunciou que não pretende concorrer ao governo. "Tem muita gente na minha frente", brincou o economista. "Pode me cortar", afirmou Bacha, que disse torcer para o partido encontrar um nome forte para disputar o governo do Rio.

Formuladores. Aécio tem conversado com Malan, Armínio e Bacha, e conta com eles como formuladores do discurso para a candidatura presidencial de 2014. "Em outras eleições majoritárias já cogitamos os nossos economistas, mas nunca se concretizou. Agora, com o projeto da presidência, Aécio pode motivá-los", diz o presidente do PSDB-RJ, Luiz Paulo Corrêa da Rocha.

Desde a eleição de Marcello Alencar para o governo do Rio, em 1994, o PSDB tem sido mal sucedido na disputas e muitas vezes abriu mão de candidatura própria. Derrotado na eleição municipal de outubro passado, quando o prefeito Eduardo Paes (PMDB) foi reeleito no primeiro turno, o deputado tucano Otávio Leite, que teve apenas 2,5% dos votos, considera "indispensável" que o partido encontre um candidato já em 2013.

Freixo. Otávio Leite causou estranheza no PSDB ao declarar que o partido devia levar em conta a alternativa da candidatura do deputado Marcelo Freixo (PSOL), segundo colocado na disputa pela prefeitura do Rio no ano passado, com 28% dos votos. O tucano esclareceu que não falava em aliança com o PSOL, mas na importância de haver muitos candidatos à sucessão de Cabral.

"É bom que o Freixo seja candidato em uma eleição que terá o Pezão (vice-governador Luiz Fernando Pezão), o Lindbergh Farias (senador do PT), o Anthony Garotinho (ex-governador e deputado pelo PR). Mas o projeto Aécio 2014 implica em criar um palanque e uma plataforma no Rio, com candidatura própria ao governo colada em Aécio", afirma o deputado.

Freixo encarou como "elogio" a declaração de Otávio Leite, mas não só descarta a aliança com o PSDB como sequer cogita disputar o governo do Estado. "Pelo próprio estatuto do PSOL não temos aliança com partidos tão distantes de nós, como o DEM e o PSDB. A candidatura a governador não está nos meus planos. A gente tem que saber dar os passos certos na hora certa", disse Freixo.

O plano do deputado é disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa e voltar a concorrer à prefeitura do Rio em 2016.

Fonte: O Estado de S. Paulo
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Risco de racionamento - Governo conta com térmicas e São Pedro

ONS admite que tarifa de energia poderá aumentar até 3% em 2014, após queda este ano

Embora o ministro de Minas e Energia. Edison Lobão, tenha descartado a possibilidade de o pais racionar energia, o governo está contando apenas com as chuvas e o uso das usinas térmicas para evitar problemas no fornecimento. Segundo Lobão, já está chovendo em boa parte dos reservatórios, e "a tendência é melhorar daqui para a frente". As tarifas de energia elétrica poderão subir até 3% em 2014, se o pior cenário de previsão das chuvas se concretizar e a quase totalidade das usinas térmicas se mantiver acionada ao longo deste ano, admitiu o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Lobão, porém, diz que está mantida a promessa da presidente Dilma de reduzir a conta de luz em 20%, no mês que vem.

Contando com as chuvas

Se clima não ajudar, governo usará térmicas para garantir fornecimento. Tarifa pode subir até 3%

Danilo Fariello, Mônica Tavares

BRASÍLIA E SÃO PAULO - As tarifas de energia poderão subir até 3% em 2014, se o pior cenário de previsão de chuvas se concretizar e a quase totalidade das usinas térmicas se mantiver acionada ao longo deste ano, admitiu o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, após participar, ontem, da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O governo está, assim, contando com as chuvas e com as térmicas para evitar problemas no fornecimento de energia, embora o risco de apagão tenha sido novamente descartado pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

- Em 2008 (ano de seca mais severa, em que também se cogitou o risco de racionamento), no dia 21 de janeiro, não havia uma gota de chuva. Agora, no dia 9 de janeiro, nós já temos chuva em boa parte do Brasil, portanto, nos nossos reservatórios, que estão com alguma dificuldade hoje, a tendência é melhorar daqui para frente - disse Lobão.

O Comitê discutiu medidas que poderão ser adotadas para afastar o risco de um racionamento, entre as quais, o uso permanente das térmicas mais caras, hoje só acionadas quando o nível dos reservatórios cai demais. O Comitê - do qual também faz parte o ministro e representantes da Eletrobrás, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) - analisou ainda opções para reduzir o impacto nas tarifas do custo das térmicas.

Chipp disse que, no pior cenário de chuvas, com as térmicas mais caras acionadas o ano inteiro em 2013, o custo mensal médio desse uso será de R$ 400 milhões. Isso poderia levar a um aumento de tarifas entre 2% e 3% em 2014, dependendo das ações que o governo adotar para reduzir esse impacto.

Com chuvas, impacto será mínimo

No melhor cenário, indicado pelas condições meteorológicas a que o governo têm acesso hoje, as chuvas serão mais intensas até o fim de abril, quando as térmicas mais caras poderão ser desligadas. Com mais chuvas, o impacto do uso das térmicas no preço das tarifas deverá ser mínimo em 2014, diz Chipp:

- Com o retorno das chuvas, desligaremos as térmicas mais caras primeiro.

Segundo fontes, o leque de medidas em estudo pelo governo é bastante variado. Entre as principais ações, destacam-se acelerar os investimentos em geração e transmissão; aumentar a curva de aversão ao risco do limite mínimo dos reservatórios de água (o que permitiria ligar as térmicas por mais tempo); manter as térmicas ligadas ao longo de todo o ano; sancionar a renegociação de excedentes de energia contratados por grandes consumidores; aplicar aos consumidores residenciais e de baixa tensão a "bandeira tarifária" (com variações sazonais da tarifa anual conforme o volume dos reservatórios e o preço da energia no atacado); e conceder mais incentivos aos chamados microgeradores de energia elétrica, como residências, prédios e estabelecimentos comerciais com placas de geração de energia solar, por exemplo.

Mal terminou a reunião do CMSE, Lobão convocou uma entrevista coletiva em que descartou a hipótese de um novo racionamento de energia, como ocorreu em 2001. O ministro negou ainda que faltará gás natural das indústrias, por causa de um desvio do fornecimento para o acionamento de usinas termelétricas.

- Não haverá agora, e espero que jamais haja novamente, desabastecimento de energia elétrica neste país - disse Lobão. - Na reunião de hoje (ontem), ficou a tranquilidade reiterada de que o país possui um estoque de energia firme e em condições de atender a todas as nossas necessidades.

Na avaliação do governo, o custo maior com as térmicas em 2013 é razoável, para afastar um novo risco de racionamento. O governo indicou ontem, portanto, que lançará mão de todas as possibilidades para evitar um racionamento, que poderia abalar o crescimento do país e a popularidade do governo.

Lobão admite atrasos em obras

Com os principais reservatórios das bacias dos rios Parnaíba e Rio Grande em condição crítica, o Brasil têm acionado as usinas térmicas com custo mais caro de geração, movidas a óleo diesel e gás. Essa energia é paga em parte por encargos e em parte pelas distribuidoras, que depois apresentam seus custos à Aneel, que poderá repassá-los à tarifa dos consumidores finais.

O ministro reconheceu que há atraso nas obras do setor elétrico, conforme revelou o GLOBO ontem. Ele culpou, principalmente, questões socioambientais, como a demora na liberação de licenças e intervenção de grupos indígenas em construções de usinas hidrelétricas como Jirau, Santo Antônio, em Rondônia, e Belo Monte, no Pará.

- Os atrasos realmente existem, infelizmente em todas as obras do país, não apenas no setor elétrico.

O ministro garantiu que, independentemente da variação das tarifas por conta do uso das térmicas, haverá já no próximo mês a redução das contas pagas pelos consumidores em 20% prometida pela presidente Dilma Rousseff.

Analistas do JPMorgan avaliaram ontem que, graças às mudanças estruturais no sistema, o risco de um racionamento de energia no Brasil, como ocorrido em 2001, é improvável, permanecendo inferior a 10%.

Após dois dias seguidos de quedas, as ações de empresas do setor elétrico se recuperaram ontem e ajudaram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a fechar em alta. O Ibovespa subiu 0,74%, aos 61.578 pontos. Entre as cinco maiores altas, quatro foram de papéis de elétricas. As ações PNB da Cesp tiveram a maior valorização e subiram 6,71% e os papéis PN da Cemig, 5,58%. O dólar comercial teve queda de 0,04%, para R$ 2,037 na venda.

Fonte: O Globo
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