A volta do terrorismo fiscal

Por Luis Nassif, em seu blog:

No final do ano escrevi um post em meu Blog, “Para entender o jogo da Economia (http://goo.gl/EULAV).

Nele, procurei explicar os seguintes pontos:

1- A lógica das mudanças econômicas, com as mudanças radicais em curso, redução de juros, melhoria do câmbio, estímulos ao crédito e investimento, ênfase nas obras de infraestrutura etc.

2- Existe um período de adaptação das empresas ao novo quadro econômico, em que os resultados demorar para aparecer.

3- Mudanças radicais não se processam com todos os problemas previamente equacionados. Coloca-se o barco para navegar e vão se corrigindo os problemas à medida em que surgem. O importante é não perder os fundamentos da economia.
4- Finalmente mostrava a enorme dificuldade da Fazenda em explicar o todo. E que isso abriria campo para toda sorte de explorações, dos grupos que perderam com o fim da farra de juros e câmbio aos grupos que usam a economia para disputas políticas etc.

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Ontem foi a vez de se instalar o terrorismo nas contas públicas.

Contabilidade pública é matéria complexa, que dá margem a toda sorte de interpretações especialmente junto ao público leigo.

Mas há uma prova do pudim de fácil avaliação: a relação dívida líquida/PIB do país. Quando as contas públicas estão descontroladas, a relação aumenta; quando sob controle, a relação diminui.

No final de novembro, a dívida líquida representava 35,4% do PIB, contra 36,4% do final de 2011. Já esteve em mais de 50%.

É um feito expressivo, ainda mais levando-se em conta o baixíssimo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e as isenções tributárias.

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O restante é a chamada masturbação da contabilidade.

Por exemplo, o “escândalo” em torno do aumento dos “restos a pagar” no orçamento público.

Toda despesa pública obedece a três estágios: Empenho, Liquidação e Pagamento.

O Empenho é o ponto de partida, a garantia de que o dinheiro estará reservado para o pagamento do fornecedor. A Liquidação consiste na verificação dos serviços prestados e na comprovação de que o fornecedor está habilitado a receber o crédito. Depois, procede-se ao Pagamento e, obviamente à extinção do débito.

Todas essas despesas precisam obedecer ao regime de Competência – isto é, acontecerem no mesmo ano do Empenho. Se o bem ou serviço não for entregue até o final do exercício, a despesa é inscrita nos Restos a Pagar, para assegurar o pagamento assim que o compromisso for atendido. E nem sempre o cronograma das obras é gregoriano, começando e encerrando no ano fiscal.

Há muito “resto a pagar” porque depois de um 2011 morno, aceleraram-se as obras em 2012. Mas, se tem Empenho, tem a obra, ora

A crítica que tem que ser feita é quanto ao ritmo das obras em si, se os atrasos são explicáveis ou não, se frutos de problemas administráveis ou não. Não esse terrorismo fiscal.
Os aportes do Tesouro no BNDES

Outro terrorismo é tratar como despesa primária os recursos do Tesouro emprestados aos bancos que emprestam aos clientes, que, na sua imensa maioria, quitarão os financiamentos tomados. A carteira de crédito do BNDES tem um dos menores índices de inadimplência do mercado. Se os recursos são para investimento privado e se o risco de crédito é pequeno, onde a irresponsabilidade fiscal?
O fetiche do superávit primário

Do mesmo modo, essa loucura de manter o fetiche do superávit primário (o que o governo economiza nas despesas operacionais, em relação aos gastos). Superávits não são peças sagradas,. Funcionam como agentes anticíclicos: quando a economia está aquecida, aumenta-se o superávit; quando se arrastando, como é o caso atual, reduz-se o superávit, sem perder o controle sobre o ponto central: a relação dívida/PIB.
O Fundo Soberano

O mesmo vale para o Fundo Soberano. Em período de economia crescendo, utilizou-se o aumento da receita fiscal para constituir o Fundo Soberano (recursos para a aquisição de reservas cambiais). Quando a economia patina, como foi o caso do pibinho, utiliza-se a poupança para garantir o superávit. São movimentos anticíclicos, disponíveis em qualquer economia. O mesmo vale para a antecipação de pagamento de dividendos das estatais.
Resgate de fundos para meta fiscal é liberado

O Diário Oficial da União publicou resolução do Conselho Deliberativo do Fundo Soberano do Brasil, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que autoriza o resgate de cotas do Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE) até o limite de R$ 12,6 bilhões. Embora a autorização tenha sido desse limite, o governo admitiu que resgatou R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano para tentar cumprir a meta de superávit primário de 2012, em uma operação considerada normal pela equipe econômica.
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1% x 99%





... ou "partilha da pimenta"


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Pau dos Ferros: Minguada no Legislativo, oposição não será problema para Fabrício.

Antônio Avelino, Tércia Batalha e Kasumaro Kened integram o bloco oposicionista no Legislativo.

2013 mal começou, mas já se pode dizer que dificilmente será um bom ano para a oposição. Certamente, não para a oposição institucionalizada que sem contar com representatividade política suficiente se expõe às suas incertezas. 

Isso é mau para os adversários do sistema governista, especialmente por estar sendo outro ano desfavorável, depois de vários negativos. Acresça-se a isso que suas perspectivas de curto e médio prazos também não são alvissareiras. 

Passado complicado, presente difícil, futuro incerto. Principalmente quando se trata de representantes dos quadros da oposição com cargos públicos. Cada vez mais minguados!

Agora, por exemplo, dos nove vereadores eleitos em Pau dos Ferros, apenas três deverão compor a bancada de oposição ao Prefeito, Fabrício Torquato (DEM), fato que certamente implicará no trabalho de fiscalização dos edis ao Executivo.

Sem poder fazer muita coisa, já que o número de parlamentares oposicionistas é insuficiente para derrubar algum projeto elaborado pelo Chefe do Executivo ou instaurar alguma CPI... 

Podemos supor que a oposição pau-ferrense na Câmara Municipal não deverá gerar maiores problemas ao atual Prefeito, Fabrício Torquato, que conta com seis vereadores em sua bancada (dois terços).

Por outro lado, com a governabilidade de sua gestão garantida no Poder Legislativo, Fabrício Torquato não poderá se dar ao luxo de colocar a culpa nos seus adversários, caso a sua administração não decole, pois estará livre para colocar em prática as suas ações de governo sem maiores entraves.

Parafraseando um velho e sábio adágio Popular: "Fabrício está com a faca e o queijo na mão!"
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Governadora troca assessor de comunicação.


A Assessoria de Comunicação do Governo Rosalba Ciarlini (DEM) sofreu alterações em seu comando.

O Diário Oficial do Estado publicou, nesta quarta-feira (09), a exoneração do antigo titular do cargo, Alexandre Mulatinho. Em seu lugar, já está nomeado o também jornalista Paulo Araújo. 

A mudança é mais uma ação da governadora na tentativa de reverter o desgaste da sua administração, que enfrenta crises em áreas consideradas fundamentais da administração pública, como a saúde e segurança.

Pelo visto, a Chefe do Executivo acredita que trocando o seu assessor de comunicação melhorará a sua imagem perante a opinião pública. 

Por falar nisso, o investimento em marketing pessoal aparenta ser uma das grandes armas dos políticos do DEM para garantir-lhes a aprovação popular.

Tática de manipulação midiática que vem dando certo em muitos lugares, principalmente, onde os eleitores deixam-se levar pelos sofismas de alguns oportunistas de plantão. 

Lamentável...
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Gurgel desmente jornal: “Não há qualquer decisão sobre investigar Lula”


Estadão mente!

O jornal "O Estado de S. Paulo" publicou na edição dessa quarta feira 09/01, uma matéria na qual afirma que, "Procurador decide pedir investigação das acusações de Valério contra Lula". Agora a tarde,  uma nota do  Procurador  Geral da República Roberto Gurgel,  desmente o jornal

 O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, divulgou uma nota nesta quarta-feira (9) negando que já tenha decidido investigar o ex-presidente Lula com base na acusação feita  por  Marcos Valério, como noticiou  mentirosamente o jornal "O Estado de S. Paulo".

O procurador afirma  que, ainda não iniciou a análise do depoimento de Marcos Valério, pois aguardava o término do julgamento da AP 470 . Esclarece ainda que somente após a análise poderá informar o que será feito com o material. Portanto, não há qualquer decisão em relação a uma possível investigação do caso Lula".

Leia a nota de Gurgel

Nota de Esclarecimento sobre depoimento de Marcos Valério
Ao contrário do que foi publicado nesta quarta-feira, 9 de janeiro, pelo jornal "O Estado de São Paulo", a Secretaria de Comunicação do Ministério Público Federal informa que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ainda não iniciou a análise do depoimento de Marcos Valério, pois aguardava o término do julgamento da AP 470 (mensalão). Esclarece ainda que somente após a análise poderá informar o que será feito com o material. Portanto, não há qualquer decisão em relação a uma possível investigação do caso.
Como pode se observar, o Estadão que em 2010 publicou um editorial apoiando o então candidato José Serra  do PSDB  á presidência da República, ainda não desceu do palanque

Nota

Em nota divulgada nesta quarta-feira, Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, declarou..."Em relação à manchete de primeira página do jornal O Estado de S. Paulo de hoje, segundo a qual o 'MPF vai investigar Lula', lamento profundamente que o jornal tenha induzido ao erro seus leitores e outros órgãos da imprensa, já que não há hoje nenhuma decisão oficial sobre o assunto por parte da Procuradoria-Geral da República, de acordo com manifestação oficial do órgão desmentindo a matéria. Estranho tal equívoco na primeira página de um jornal tão tradicional como O Estado de S. Paulo, e prefiro acreditar que não existiu nenhum viés mal-intencionado no ocorrido."
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