Tucano de bico verde?

Presidente do oposicionista PPS quer refundar o partido em 2013 e espera contar com Serra e Marina

Pedro Venceslau

“Novo”PPS quer Marina e Serra em 2014”

O deputado federal Roberto Freire espera em 2013 refundar e ampliar o seu PPS. Sua grande inspiração é a metamorfose que transformou o Partido Comunista Italiano em Partido Democrático nos anos 90. Ele contou à coluna que seu projeto é ousado: reunir na sigla os dois políticos que, hoje, ao seu ver, simbolizam a nova esquerda brasileira: Marina Silva e José Serra. “Conversei sobre isso com os dois.

Esse projeto não está atrelado a candidaturas presidenciais e não significa a criação de um novo partido”, esclarece. Freire diz, ainda, que não conversou com Serra sobre lançar a candidatura dele à Presidência em 2014 pelo PPS. “Ele gosta de conversar, mas não está nada decidido. Por enquanto, o papel do Serra é assumir a liderança da oposição nas críticas à condução desastrosa da economia no governo Dilma. Não criaremos uma legenda só para disputar a eleição.” Como de praxe, o ex-governador assiste de camarote o debate sobre seu futuro sem emitir sinal de fumaça.

“Serra é mais contundente que Aécio”, diz Roberto Freire

Para o deputado Roberto Freire, o ex-governador José Serra “é um legítimo político de esquerda”. Ainda segundo o presidente do PPS, o (ainda) tucano tem uma postura muito mais “contundente” na oposição do que o senador mineiro e presidenciável Aécio Neves.

PT repete promessa de priorizar reforma política

Novo líder do PT na Câmara, o deputado José Guimarães prometeu para 2013 o que o partido já tinha prometido em 2012, 2011 e 2010. “Teremos como agenda central a campanha pela reforma política.Vamos colher 1 milhão de assinaturas para fazer valer a vontade da sociedade.”

Curtas

Líder do PSD na Câmara e principal articulador de Gilberto Kassab no Congresso Nacional, o deputado Guilherme Campos espera presidir a Comissão de Finanças da casa. “As chances são boas”, disse ele à coluna.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), segue fazendo a reforma do seu secretariado de maneira homeopática. Ele anunciou ontem o médico José Aurichio Jr. (PTB) como seu novo secretário de Esportes. Ele entra no lugar do advogado José Benedito Pereira Fernandes, que também é do PTB.

O deputado tucano Carlos Sampaio entregou ontem na Câmara um requerimento para que Guido Mantega vá ao Congresso explicar as "manobras contábeis” para atingir o superávit primário.

Em 2012, nada menos que 182 mil pessoas participaram das visitas guiadas ao Congresso Nacional.
É grande a expectativa no PT sobre qual será o papel de José Genoino na Câmara dos Deputados em 2013. Há quem defenda que ele fique submerso no baixo clero...

E por falar em PT. O partido espera reforçar em 2013, quando completa 33 anos, o número de mulheres em seus quadros de direção.

Apesar do recesso, a Câmara dos Deputados anda movimentada ultimamente. Chegará a 34 o número de suplentes que assumirão o mandato em definitivo ou de forma temporária. Por enquanto, foram 31 mudanças na Casa. Outras 2 devem acontecer até sexta.

Pronto, falei

“A presidente Dilma está dando razão àqueles que duvidavam de sua capacidade como gestora”
José Carlos Aleluia -Vice-presidente do DEM

Fonte: Brasil Econômico
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Cúpula do PPS debate aproximação com tucano

Paulo Gama

SÃO PAULO - A Executiva Nacional do PPS inicia hoje encontro em que deve discutir alternativas eleitorais para a disputa de 2014, entre elas a aproximação do partido com o ex-governador José Serra (PSDB). O assunto deve estar na pauta da reunião de amanhã.

Ontem, a Folha mostrou que Serra vem manifestando a aliados a intenção de deixar a sigla para concorrer ao Planalto no ano que vem. Uma alternativa considerada pelo tucano é o embarque no PPS, partido que vem reduzindo seu tamanho desde que deixou a base de sustentação do governo Lula e ingressou na oposição, em 2004.

Segundo o deputado federal Rubens Bueno (PR), secretário-geral do PPS, o partido não descarta acolher o tucano como alternativa para 2014. "É um nome considerado, não há dúvida, assim como a Marina [Silva]", disse, em referência à ex-ministra que deixou o PV em 2011.

Ele diz que a Executiva também discutirá a fusão com outras siglas, "para abrir a janela legal" que permitiria a filiação de políticos sem risco de perda de mandato.

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse que "o partido está aberto para Serra, Marina, para qualquer líder que se enquadre no projeto".

Fonte: Folha de S. Paulo
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Candidatura de Aécio independe do futuro de Serra, diz tucano

Presidente do PSDB reafirma que mineiro deve ser nome tucano em 2014 a despeito de desejo do ex-governador

Sem espaço no partido, Serra avalia mudar de sigla para concorrer à Presidência novamente no ano que vem

Catia Seabra

BRASÍLIA - O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), reafirmou ontem a candidatura do senador Aécio Neves (MG) para a Presidência da República, independentemente das pretensões eleitorais do ex-governador José Serra.

A Folha noticiou ontem que Serra avalia sair do PSDB para viabilizar seu sonho de disputar a Presidência mais uma vez em 2014.

Um dos destinos é o PPS ou uma legenda oriunda da fusão desta sigla com outras menores, o que permitiria a filiação de políticos sem risco de perda de mandato.

Pesará ainda na decisão de Serra o espaço que ele e aliados terão na nova cúpula do PSDB, que será eleita em maio. Para Guerra, "Aécio deve ser o presidente do PSDB", alicerçando sua campanha para Planalto. "O Brasil precisa da candidatura de Aécio neste momento."

A tendência hoje é que Aécio, que é rival de Serra na disputa interna de poder, assuma o controle do partido.

"Desconheço esse assunto. Serra não me falou em trocar de partido. Ele falou em ficar uns dias pensando na política e no Brasil. Sempre imagino o Serra, satisfeito ou contrariado, dentro do PSDB", disse Guerra.

Um dos articuladores da campanha de Aécio, o presidente do PSDB de Minas, Marcus Pestana, afirma que "a percepção majoritária no PSDB é pela necessidade de renovar e apresentar propostas com olho no futuro."

"Nove entre dez tucanos enxergam no Aécio o líder desse novo ciclo."
A exemplo de Guerra, Pestana lançou dúvidas sobre a real disposição de Serra deixar o PSDB. Ele afirma que só a permanência do tucano no partido é coerente com sua história.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também disse não acreditar que Serra vá deixar o partido.

"Não acredito nisso. O Serra é um dos fundadores do PSDB, um dos melhores quadros do partido. Acho que o caminho do Serra é cada vez mais PSDB", afirmou ontem.

No comando do PSDB, a avaliação é a de que Serra tenta aumentar seu "valor de mercado" ao ensaiar a saída.

Tucanos lembram que o PPS não oferece estrutura para uma campanha presidencial. Sem palanque sólido, Serra corre o risco de desaparecer na corrida presidencial.

Para tucanos, sem ter muito para onde ir além do PPS, Serra terá dificuldades de arregimentar aliados para seu projeto político.

Líder do PSDB na Câmara, o deputado Bruno Araújo (PE) diz que Serra será uma "agente fundamental" para o sucesso do partido na eleição do ano que vem.

Colaborou Paulo Gama, de São Paulo

Fonte: Folha de S. Paulo
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Tucanos minimizam possibilidade de saída de José Serra

2014. Segundo jornal, ex-governador pretende viabilizar candidatura

Líderes do partido em Minas e São Paulo esperam sigla unida para eleição

Isabella Lacerda

A possibilidade de o ex-governador José Serra deixar o PSDB para viabilizar sua candidatura à Presidência da República, em 2014, foi minimizada, ontem, por aliados do tucano.

Segundo deputados paulistas ligados a Serra, "o tucano nunca cogitou isso".

Reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", divulgada ontem, mostra que, queixando-se de isolamento dentro do partido, o ex-governador estaria avaliando se transferir para outra legenda, ou fundar uma nova sigla, a exemplo do PSD, idealizado por Gilberto Kassab.

Segundo interlocutores de Serra, ele ainda não desistiu do sonho de chegar ao Palácio do Planalto. A hipótese de mudança teria sido objeto de discussão nos últimos dois meses, após a derrota dele na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Para um dos fundadores do PSDB, o ex-deputado federal Arnaldo Madeira, no entanto, a hipótese é "uma especulação fora de hora". "Não acredito que isso vá acontecer. Ele nunca disse nada nem parecido com isso para mim", afirmou o tucano, que coordenou o programa de governo de Serra nas eleições de 2012.

Na mesma linha, o deputado federal por São Paulo Antonio Carlos Mendes Thame ressalta que nos últimos tempos "nenhum acontecimento foi suficiente para que essa possibilidade fosse ventilada".
Ontem, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse não acreditar na desfiliação de seu colega de partido. "Acho que o caminho do Serra é cada vez mais PSDB", declarou.

Nos últimos meses, o tucano com maior viabilidade para ser lançado para a disputa em 2014 é o senador mineiro Aécio Neves. Internamente, porém, o mineiro e o paulista são rivais. Em 2010, os dois chegaram a protagonizar uma disputa interna, já que ambos pleiteavam a candidatura à Presidência.

Para o presidente do PSDB de Minas, Marcus Pestana, o fato de Serra ter sido um dos fundadores do PSDB pesa a favor da sua permanência no partido. "Tenho certeza que, em 2014, as oposições estarão unidas. Podemos ter divergências de estilos, mas temos a convicção de que precisamos tirar o PT do poder. Aécio e Serra têm conversado nos últimos meses", disse.

Alguns serristas aconselham o tucano a permanecer na sigla, mesmo tendo que disputar a indicação com Aécio. 

Fonte: O Tempo (MG)
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Aécio ouve empresários para formular programa

Raymundo Costa

BRASÍLIA - FHC com Aécio: um dos mais ativos defensores da candidatura de Aécio, ex-presidente acha que senador mineiro deveria lançar já sua postulação

O PSDB deve antecipar o congresso previsto para este ano, a fim de atualizar o programa do partido. O encontro deve ocorrer no máximo até o fim de maio, quando os tucanos planejam eleger o senador Aécio Neves para presidente da sigla.

No segundo semestre, Aécio deve viajar pelo país, já com um discurso configurado pelo novo programa. Encontros cada vez mais frequentes com economistas, acadêmicos e empresários levaram a cúpula do PSDB a acreditar que a presidente Dilma Rousseff terá problemas para se reeleger em 2014.

Além dos encontros com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-senador Tasso Jereissati e os economistas Pedro Malan, Armínio Fraga e Edmar Bacha, o senador mineiro também já fez uma rodada de conversas com boa parte do PIB nacional - desde os bancos de investimentos às grandes empreiteiras nacionais.

O Valor apurou que os empresários, todos de peso mas que pediram para não ser identificados, têm demonstrado grande apreensão com o que chamam de "intervencionismo" do governo Dilma Rousseff. Apesar de o discurso de Aécio ser mais favorável a parcerias com o setor privado, boa parte dos empresários duvida que o tucano seja efetivamente candidato em 2014.

Fernando Henrique Cardoso é um dos mais ativos defensores da candidatura de Aécio pelo PSDB. Por ele, o senador mineiro lançaria já sua candidatura. FHC também tem servido de cicerone para os encontros de Aécio Neves com os economistas, acadêmicos das mais diversas áreas e os pesos-pesados da economia. Fernando Henrique considera que Aécio deve se posicionar logo como o "líder" de uma candidatura de oposição ao PT.

Politicamente, o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, resume a avaliação do partido para 2013: "O ano começa com expectativas novas, e elas não são boas: a crise mundial permanece, o governo é cada vez mais refém do PMDB, está operacionalmente complicado e agora corre o risco de ter de administrar um "apagão" elétrico".

Segundo o presidente do PSDB, está evidente que o governo Dilma é "operacionalmente" incapaz. Ele diz que as obras da Transnordestina "estão sendo paralisadas", a refinaria de Pernambuco "é um escândalo" e que não vê possibilidade - devido à incapacidade operacional e gerencial do governo - de a presidente cumprir os novos prazos para a transposição do rio São Francisco".

"Como a presidente vai reduzir a tarifa da energia, se ao mesmo tempo convoca uma reunião para discutir "apagão" e racionamento de energia? É uma incoerência. Falta transparência ao governo nessa discussão". Guerra também chama a atenção para a situação financeira dos municípios, segundo o tucano, precária pois foi deles que a equipe econômica tirou o dinheiro para fazer as desonerações da linha branca e da indústria automobilística - o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) compõe o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

A base do governo, por outro lado, segundo a avaliação da cúpula do PSDB, "não tem nenhuma unidade" e ficará mais fragilizada à medida que se fortaleçam opções surgidas dentro da própria coalizão governista, caso do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos.

A oposição também tem seus problemas, reconhece Sérgio Guerra, especialmente a falta de unidade e de um discurso mais vigoroso que seja entendido pela população. Esse discurso deve ser o programa a ser aprovado no congresso tucano.

Nos próximos dias, Guerra e Aécio devem se reunir para definir a data. A intenção é que o seminário seja realizado ainda sob a gestão de Guerra, cujo mandato se encerra em maio.

A cúpula do PMDB, majoritariamente aecista, está especialmente atenta à situação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que em tese pode ser um postulante à indicação do partido em 2014. A ideia é ajudá-lo em tudo o que for possível para que dispute a reeleição em São Paulo. Não se acredita na possibilidade de José Serra, candidato em 2002 e 2010, deixar o PSDB ou trocar de sigla.

Os primeiros meses de 2013 serão dedicados à agenda legislativa e à reconstrução do PSDB no Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul, todos grandes colégios eleitorais, especialmente Rio e Bahia, Estados onde os tucanos têm sucessivamente sofrido derrotas humilhantes. Aécio já deve atuar nessas articulações, o que deve incluir conversas difíceis como com a seção baiana, um tradicional reduto serrista dos tucanos.

No segundo semestre, se tudo ocorrer como planejado pela maioria da cúpula do PSDB, Aécio, já na condição de presidente do partido, começa as conversas com os líderes e dirigentes de outras siglas. Os tucanos não conseguem esconder que procuram por um nome forte no Rio de Janeiro. Já se especulou até sobre a possibilidade de Marina Silva ser atraída para o projeto. Questionado, Sérgio Guerra se limita a sorrir e dizer: "Esse Aécio tem uma sorte!".

Fonte: Valor Econômico
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