Constitucionalistas venezuelanos divergem sobre obrigatoriedade de juramento de Chávez

Leia o Blog da Dilma. Reproduzido Opera Mundi:
“O que vai acontecer em 10 de janeiro?” é a pergunta que a maioria dos venezuelanos se faz desde a internação do presidente Hugo Chávez em Havana, em 9 de dezembro do ano passado. Isso porque, conforme dita a Constituição do país, essa deveria ser a data do juramento do líder venezuelano, reeleito em 7 de outubro para um quarto mandato. No entanto, com o agravamento de sua saúde, membros do governo afirmaram recentemente que a posse seria uma mera formalidade e que Chávez não precisaria passar pelo protocolo desta quinta-feira para ser ratificado na Presidência.
O vice-presidente Nicolás Maduro, em entrevista à emissora VTV, foi quem anunciou que essa seria a postura do governo. “A Constituição estabelece que, como formalidade, (Chávez) deve apresentar seu juramento perante a Assembleia em 10 de janeiro, mas já em 10 de janeiro começa o novo período constitucional e o presidente continua em suas funções. Com isso, se estabelecerá o momento em que poderá prestar juramento perante o TSJ (Tribunal Supremo de Justiça)”, disse.
“Não é o dia 10 de janeiro que estabelece se o presidente está em falta absoluta ou falta temporária; não tem nada a ver. Hugo Chávez Frias foi eleito para ser presidente da República e seguirá sendo depois do dia 10 de janeiro, que não reste dúvida a ninguém”, afirmou o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello.
Por outro lado, a oposição diz que os preceitos constitucionais do país devem ser seguidos à risca, do contrário, o chavismo estaria dando um “golpe de Estado”. Em entrevista coletiva, Julio Borges, da aliança opositora MUD (Mesa da Unidade Democrática), afirmou que a alternativa proposta pelo chavismo pretende apenas evitar que Cabello assuma o poder.
“O que a Constituição diz é que, não estando o presidente, quem deve substituí-lo é a outra pessoa escolhida por votos, que é o presidente da Assembleia. Estão interpretando da maneira mais retórica que podem a Constituição com um só propósito, que nunca Diosdado Cabello, como presidente da AN possa ser presidente encarregado da Venezuela", declarou Borges ao lado de outros opositores.
O complexo debate atual, portanto, gira em torno de diferentes interpretações da Carta Magna venezuelana, bem como da necessidade ou não de a Constituição ser aplicada à risca em um caso tão delicado e inédito.
De acordo com o artigo 231 da Constituição, “o candidato eleito tomará posse do cargo de presidente em 10 de janeiro do primeiro ano de seu período constitucional, mediante juramento frente à Assembleia Nacional”. Para o advogado constitucionalista José Ignácio Hernández, a palavra “mediante” comprova a necessidade da presença de Chávez em seu juramento.
“É uma formalidade disposta na Constituição como condição necessária para exercer o cargo de presidente, pois permite dar certeza sobre a assunção do cargo de presidente, delimitando entre outras coisas, as responsabilidades inerentes ao cargo. É também uma formalidade necessária, pois o mandato presidencial se extingue fatalmente por razão de tempo”, explica. Segundo ele, por isso é necessária a posse formal no dia 10, “pois o período anterior à data já terá vencido e formará, inexoravelmente, parte da nossa história”.

Opinião contrária tem a advogada constitucionalista Carmen Romero, para quem a Constituição não pode servir como lei. “As constituições emanam um sentimento do povo, e por isso não podem ser taxativas, estáticas”, defende. Segundo ela, a tese de que o juramento se trata de uma formalidade é válida, tendo em vista que o presidente já teve seu mandato proclamado frente ao CNE (Conselho Nacional Eleitoral), logo após a vitória na eleição de 7 de outubro.

Para Hernández, porém, caso Chávez não compareça a sua posse, o cargo ficará vazio, pois o período presidencial anterior terá expirado. “Inclusive em caso de reeleição, o período presidencial sempre dura seis anos. Portanto, a Presidência da República, como cargo, ficará sem titular”, pontua.
No entanto, segundo Carmen, o presidente pode pedir uma permissão à Assembleia Nacional para que seu tempo de repouso seja ampliado, apresentando um atestado dos médicos que o estão tratando. “Um procedimento seguido por todos os trabalhadores do país e o presidente nada mais é do que um trabalhador – ele está amparado pela lei orgânica do trabalho”, diz a advogada. “Em seguida”, continua, “os deputados irão decidir se concedem ou não a ampliação dessa licença de repouso”.
Outra opção de acordo com a constitucionalista é que, frente à extraterritorialidade, o presidente pode solicitar fazer o juramento na Embaixada da Venezuela em Havana. “Isso não consta taxativamente em nossa Constituição, porque na Venezuela nunca tinha acontecido algo assim, mas nossa Carta Magna leva em conta os direitos do povo acima de qualquer norma e, se foi a vontade dele que o presidente cumprisse outro mandato, esse cenário de posse fora do país pode acontecer”, destaca.
Apesar de não estar claro qual passo exatamente será tomado na quinta-feira, o governo venezuelano convocou uma manifestação de apoio ao presidente em frente ao Palácio de Miraflores, no mesmo dia em que ele deveria fazer o juramento para o novo mandato. Chávez permanece em Havana sendo tratado após passar por uma quarta cirurgia contra um câncer na região pélvica.
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Taboleiro Grande: Após decretar Estado de Emergência, Prefeitura inicia trabalho de limpeza da cidade.

Imagem: João Moacir.

Após decretar Estado de Emergência no Município de Taboleiro Grande, devido ao caos deixado pela gestão anterior, a atual Prefeita, Klébia Bessa (PSD), paulatinamente, inicia a implementação do seu modelo de administrar.

Prometendo acabar com os vícios administrativos do passado e disposta a fazer uma limpeza geral nas ações intricadas de sua antecessora, "Klebinha" mostra-se firme no seu propósito de mudar a "cara da cidade" (em todos os aspectos).

Por falar nisso, a Secretário de Obras e Urbanismo, Tarcísio Bessa, já recebeu o aval da Prefeita para começar o processo de limpeza das ruas e avenidas da cidade, visivelmente, abandonada pela Ex-prefeita, Maria Miriam (PMDB).

Como a nova gestão, aparentemente, não adotará a postura de só criticar quem deixou de fazer algo de relevante pelo município...

O Governo Klébia Bessa começa em ritmo acelerado visando compensar o atraso vivenciado pelo município nos últimos anos.

Assim que se faz!
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Os boatos sobre o apagão de energia

Por Luis Nassif, em seu blog:

Na Folha de ontem, a jornalista Eliana Cantanhede forneceu a manchete, ao anunciar uma reunião de emergência do setor elétrico. Segundo a matéria, “a reunião foi acertada entre Dilma, durante suas férias no Nordeste, e o Ministro das Minas e Energia Edison Lobão”.

“Dirigentes de órgãos do setor tiveram que cancelar compromissos para comparecer”, dizia a matéria. Mais: “Dez dias depois de dizer que é "ridículo" falar em racionamento de energia, a presidente Dilma Rousseff convocou reunião de emergência sobre os baixos níveis dos reservatórios, para depois de amanhã, em Brasília.

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Segundo a jornalista, “oficialmente, estarão presentes ao encontro de quarta-feira os integrantes do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico), que é presidido pelo ministro das Minas e Energia e é convocado, por exemplo, quando há apagões de grandes proporções, como ocorreu mais de uma vez em 2012”.

Existe um órgão denominado de Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que reúne-se mensalmente para analisar o setor. Participam da reunião o Ministro, o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Agência Nacional de Águas (ANA), entre outras.

As reuniões são mensais e agenda do ano é definida sempre no mês de dezembro do ano anterior. Portanto, desde o mês passado a tal reunião “extraordinária” estava marcada.

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O mercado de energia elétrica é dividido em dois segmentos. Há os contratos de longo prazo, firmados entre grandes consumidores (entre os quais as distribuidoras) e fornecedores; e o chamado mercado spot, com compras de curto prazo.

Uma informação incorreta, como esta, poderia provocar oscilações de monta nas cotações do mercado spot. Poderia fazer empresas suspenderem planos de investimento, montarem planos de contingência.

Não afetou o mercado porque as grandes empresas, os grandes investidores dispõem de canais de informação específicos. E a própria Internet permitiu a propagação do desmentido do MME acerca do caráter “extraordinário” da reunião.

Mas a falsa notícia levantou até o argumento de que os problemas eram decorrentes da redução da conta de luz – que sequer ocorreu ainda.

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De concreto, existe a enorme seca que assola o nordeste, que reduziu as reservas do sistema. Atualmente os reservatórios da Região Nordeste operam com 31,6% da sua capacidade, e os da Região Norte com 41,24%.

Limitações ambientais, além disso, obrigaram a uma mudança na arquitetura das novas usinas hidrelétricas, substituindo os grandes lagos pela chamada tecnologia de “fio d’água”.

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Mas o modelo prevê um conjunto de usinas termoelétricas de reserva. Sempre que há problemas no fornecimento, elas são autorizadas a operar até que o sistema convencional volte a dar conta do recado.

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O episódio mostra, em todo caso, a dificuldade, hoje em dia, de se dispor de informações objetivas. Na Internet, há um caos informacional; nos jornais, uma sobreposição diária das intenções políticas sobre a objetividade das matérias.
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José Serra se junta a Roberto Freire para chegar ao Palácio do Planalto em 2014


A imprensa divulgou matéria hoje informando que  Serra está se queixando  de isolamento dentro de seu partido, PSDB, e avalia com apoiadores sair do partido para viabilizar sua candidatura à Presidência da República em 2014.Segundo aliados, ele ainda não desistiu do sonho de chegar ao Palácio do Planalto, nem que para isso tenha de se filiar a outro partido.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire (SP) conta que, desde o ano passado, discute com Serra o projeto de criação de um outro partido. "Poderíamos criar uma nova sigla. Isso foi conversado com Serra", admite Roberto  Freire, reconhecendo que a disputa pela Presidência ainda está em seu horizonte. "Serra continua ativo."

Serra, o eterno candidato á presidência

Serra, contudo, não parece convencido a abrir caminho para caras novas. E deixou isso claro no primeiro discurso após a derrota para a prefeitura paulistana: "Esse contato (com o eleitorado) renovou a minha energia, a minha disposição e as minhas ideias a respeito da cidade e a respeito do Brasil".

Verdade ou não, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, quer levar José Serra para o seu secretariado. Embora tenha negado ontem, por meio da assessoria, que tenha convidado o candidato derrotado à prefeitura paulistana para a pasta estadual da Saúde.Um expert nas manias de Serra brinca que essa certeza poderá vir muito tardiamente. "Do jeito que ele é, se tiver uma posse marcada para as 15 horas, é bem capaz que confirme o convite para assumir o cargo às 14h30", completou o aliado. O recall serrista não desmente a piada.

Para outros integrantes do PSDB, porém, é arriscado trazer novamente Serra para a ribalta política. "É ruim para o Serra, porque é como se um síndico virasse porteiro, diz. E, para Alckmim, também é um tiro no pé.

 O governo dele é cobrado para ter renovação e ele responde com o Serra?", ironizou o tucano. Ele lembra que o eleitorado paulistano mostrou, nas últimas eleições, ao eleger Haddad, que quer políticos novos, renovação.
Há o temor no PSDB  de que o reinado do partido no governo do estado de São Paulo esteja ameaçado. A vitória de Fernando Haddad para a prefeitura da capital e a natural "fadiga de material" após 18 anos de tucanato no Palácio dos Bandeirantes - serão 20 anos em 2014 - ameaçam a reeleição de Alckmin no ano que vem.

Para nublar ainda mais o tempo em São Paulo, os tucanos estarão espremidos entre duas fortalezas petistas: o governo federal e a prefeitura paulistana. O Palácio do Planalto já deu todos os sinais de que vai fortalecer ao máximo a gestão de Haddad. Este, por sua vez, "importou" uma equipe de técnicos federais para o secretariado municipal com a intenção de transformar a prefeitura em um front avançado das experiências exitosas aplicadas pela União.

 Segundo estrategistas tucanos, se os petistas mantiverem a tática do "novo", adotada com a escolha de Haddad, o quadro ficará ainda mais complicado. Nessa perspectiva, o nome que o PSDB aposta no horizonte é o do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. "É um quadro ainda não testado eleitoralmente e que está livre do mensalão , avaliou uma pessoa ligada a Serra.
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Bom ano para a informação

Por João Peres, na Revista do Brasil:

As eleições dos últimos anos têm sido fundamentais para fazer a sociedade atentar para o surgimento de novas vozes no jornalismo. À medida que a internet alcança mais brasileiros, torna-se mais fácil para o cidadão acessar diversas visões sobre um mesmo tema. O último pleito, em outubro, não teve bolinha de papel a sacudir cocurutos, mas claramente se dividiu entre os meios de comunicação que evocaram o bate-boca político e os que se prestaram a destacar temas de fato relevantes para os cidadãos.

Alguns se arrastaram sofregamente durante três meses pelos corredores do Supremo Tribunal Federal (STF) em busca de notícias que pudessem complicar este ou aquele candidato em meio ao julgamento da Ação Penal 470, do mensalão . Outros compararam planos de governo, esmiuçaram propostas, entrevistaram personagens importantes na formulação das ideias. O resultado está nos números.

Segundo dados do Ibope, as páginas de notícias apresentaram crescimento de 15% na audiência em outubro frente a igual período do ano passado. No caso da Rede Brasil Atual, a expansão foi de 42%, e o site chegou a seu maior nível de acesso da história, com 410 mil visitantes.

Apesar das dificuldades impostas por certo candidato, os repórteres da RBA estiveram presentes nos principais lances da disputa, especialmente em São Paulo. A revelação, feita por nossa reportagem, de que foi o então prefeito José Serra (PSDB) quem eliminou um programa de prevenção aos incêndios em favelas virou tema de debate obrigatório entre os candidatos no primeiro turno. Na segunda fase da disputa, pudemos mergulhar a fundo nos planos de governo de cada postulante.

Os dados indicam, ainda, existir um grupo de leitores ávido por informações aprofundadas. Enquanto nos grandes portais o tempo médio de cada visita raramente passa de dois minutos, na RBA o leitor investe mais de seis minutos conectado e lê em média três notícias por visita. Entre janeiro e novembro, o número de acessos cresceu 31%, as visualizações 69% e a duração média da visita, 119%.

Séries de reportagens ajudaram o leitor a formar opinião: as heranças da ditadura (1964-1985) ainda vivas em nosso país, os entraves para dar um basta ao trabalho escravo, o uso prático da Lei de Acesso à Informação, a resistência das universidades paulistas à adoção de sistemas de cotas, o tráfico de pessoas. Sobre esse tema, aliás, só em 5 de novembro os leitores de um dos mais acessados portais de notícias souberam que o Brasil tem 241 rotas pelas quais atuam os traficantes. Quatro meses antes, em 13 de julho, a RBA trouxe essa questão, em um conjunto de 14 textos em torno do assunto.

Para os meios que fazem da informação uma propriedade privada, as crises de vendas e de audiência nem sempre se combatem com a melhoria da qualidade e a aposta na credibilidade. Alguns fecham jornais, outros apelam ao telemarketing, oferecendo descontos de 50% a 100% nas assinaturas. Mas conforto, mesmo, encontram nos ombros de sempre. Antes de ganhar uma reportagem de capa na edição paulistana de Veja, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, liberou R$ 1,2 milhão de verba pública para produtos do Grupo Abril.

E ainda há quem se queixe das migalhas recebidas pela nova mídia. Na tentativa de descobrir algum privilégio praticado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República com suas verbas de publicidade, o jornal Folha de S. Paulo constatou que os grandes privilegiados são ele próprio, junto com os grupos Globo, Record, Estadão e Abril. Muy independentes, não? Felizmente, está crescendo o número de leitores que procuram outras fontes para se informar. E, felizmente, estão encontrando.
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