PPS pressiona contra Lula

Oposição quer saber se ex-chefe de gabinete da Presidência tinha poderes no BB

BRASÍLIA - O Congresso está em recesso, mas a oposição não dá trégua ao governo e anunciou que entrará amanhã com um requerimento no Ministério Público Federal de São Paulo pedindo a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha.

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), disse ontem que a representação é importante porque apareceram novas suspeitas, além das levantadas na Operação Porto Seguro, realizada pela Polícia Federal, no fim do ano passado. A investigação revelou que Rosemary teria participado de uma rede de tráfico de influência em benefício de negócios particulares. Rosemary foi afastada.

Em outra frente, o PPS protocolou ontem na Câmara pedido para que a Comissão Representativa do Congresso se reúna e aprove um requerimento solicitando ao Ministério da Fazenda que esclareça se Rosemary teria influencido ou não na escolha de dirigentes do Banco do Brasil (BB) e do Previ, o fundo de pensão dos seus funcionários. A denúncia é da revista Veja desta semana, que levanta também a suspeita de que Rosemary possa ter pressionado o BB para que adquirisse o banco Nossa Caixa. Os dois pedidos de investigação foram feitos pelo PPS. O PSDB também prometeu cobrar mais informações.

“Ela gozava da intimidade do ex-presidente Lula para fechar negócios escusos. A quebra dos sigilos é fundamental para esclarecer toda essa sujeira. Inclusive para saber se houve envolvimento, ou não, do ex-presidente da República nessa história", disse Bueno.

Ontem, Rosemary se apresentou na 5ª Vara Federal Criminal em São Paulo. Em dezembro, uma juíza determinou que, a partir de janeiro, Rosemary se apresente à Justiça de 15 em 15 dias.

Fonte: O Dia (RJ)
Clique para ver...

Campos diz a Dilma que PSB será fiel em 2013, mas não descarta candidatura

João Domingos

BRASÍLIA - Os afagos que a presidente Dilma Rousseff vem fazendo no governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como o almoço na Base Naval de Aratu, em Salvador, no último sábado, serviram para selar a permanência do PSB na base parlamentar do governo no Congresso durante este ano. Mas não conseguiram ainda tirar do também presidente nacional do PSB o compromisso de que ele não disputará a Presidência da República no ano que vem.

Uma coisa é o acordo para evitar conflagrações num ano em que a presidente busca sossego para fazer um terceiro ano de governo voltado para a consolidação das obras de infraestrutura e costura de uma base aliada sólida que possa garantir sua reeleição; outra é a disputa presidencial, confidenciou ao Estado um interlocutor de Eduardo Campos. No almoço de sábado ficou decidido que o PSB evitará qualquer tipo de ataques ao governo.

O governador de Pernambuco é visto no meio político como um potencial candidato à Presidência, ou em 2014 ou em 2018, o que preocupa o PT. Correligionários de Campos não escondem que o PSB, partido que mais cresceu proporcionalmente nas eleições municipais do ano passado, tem a pretensão de conquistar a vaga de vice-presidente numa reeleição de Dilma em 2014 como um trampolim político para credenciar Eduardo Campos para um voo solo.

Campos vinha fazendo críticas à política econômica do governo Dilma. Em entrevista ao Estado em 17 de dezembro, o governador disse que a presidente terá de retomar o crescimento econômico de forma urgente no primeiro trimestre. Caso contrário, previu, terá perdido todo o ano de 2013.

O governador da Bahia, Jaques Wagner(PT), também participou da conversa. Estavam presentes no almoço, ainda, as mulheres dos dois governadores, a mãe da presidente Dilma, sua filha Paula e o neto Gabriel.

Os dois governadores chegaram à Base Naval de helicóptero, por volta do meio-dia. Saíram às 19 horas. De acordo com assessores de Campos e Wagner, Dilma quis fazer do almoço um encontro familiar, com conversas amenas. Mas falaram também de política. E muito.

Wagner defende a ideia de dar a Campos a vaga de vice na chapa de Dilma Rousseff nas eleições de 2014. O problema é que o dono da vaga hoje é o PMDB, o principal aliado do governo. E o presidente do partido, também vice-presidente da República, Michel Temer, já disse que o PMDB está comprometido com a chapa de Dilma Rousseff no ano que vem. E que só pensará em candidatura própria em 2018.

Pressões. Campos vem sofrendo pressão dentro do próprio partido, por parte de empresários importantes e também de oposicionistas, para sair candidato a presidente no próximo ano. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já o procurou para dizer que deve deixar uma possível candidatura para 2018, garantindo-lhe apoio do PT.

No final do ano, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) afirmou que 2018 será de fato a vez de Campos. E que o PT não lançará candidato. Mas Campos não confia nessa promessa nem acha que os petistas vão desistir de lançar candidato próprio.

Sedução tucana. Na tentativa de manter Eduardo Campos longe da oposição, especialmente do senador Aécio Neves (PSDB), com quem o pernambucano tem ótima relação. a presidente Dilma tem atendido a todos os pedidos do governador. Além da liberação de R$ 1 bilhão para Pernambuco executar a construção de um canal que vai transportar água do Rio São Francisco para o agreste pernambucano, a presidente garantiu o financiamento de cerca de R$ 2,4 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para construção de fábrica da Fiat no Estado.

Câmara. No acordo para não criar marolas com o governo federal, Eduardo Campos comunicou à presidente Dilma Rousseff que a candidatura do deputado Júlio Delgado (MG) à presidência da Câmara não tem o apoio da direção nacional do PSB. Trata-se, segundo os esclarecimentos de Campos, de uma candidatura avulsa do deputado.

O governador tem dito que essa candidatura não garante nenhuma vantagem para o PSB e partiu de um desejo pessoal de Delgado e assim vai continuar. O governo apoia a candidatura do peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN). Ainda que a disputa no Congresso tenha sido aparentemente contida, o mesmo não se pode dizer sobre as articulações políticas para 2014.

Fonte: O Estado de S. Paulo
Clique para ver...

PT tem de ceder a aliados, afirma governador

João Domingos

Para Marcelo Déda, sigla terá de reconquistar a confiança da base aliada e mantê-la coesa para ficar no poder após 2014

BRASÍLIA - O enquadramento do PT será o maior desafio de Dilma Rousseff na tentativa de conquistar mais um mandato na eleição de 2014, na opinião de auxiliares palacianos e de políticos petistas ligados à presidente da República.

"A grande tarefa do PT para a eleição presidencial não é negociar com a base aliada o que o partido pensa e deseja, mas o que os outros querem para manter essa mesma base coesa e forte", afirma o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), conselheiro próximo da presidente.

"O PT precisa ter paciência para ouvir os aliados, suas angústias, suas críticas. E tem de dizer a eles a importância que têm para o projeto de governo, muito acima das fronteiras do próprio PT. Esse é o grande desafio da presidente da República e do nosso partido", diz o governador.

"Se recuperarmos a relação de confiança, já estaremos no caminho certo", completa Déda, segundo quem a maneira de agir do PT ajudará Dilma a equalizar as forças no Congresso, uma das tarefas principais da presidente para os dois anos que restam de seu mandato. A tarefa de convencer os petistas a cederem espaço, porém, não será fácil, adverte o governador.

Economia. Parte do PT, por exemplo, acredita que Dilma só será reeleita se o País crescer 4,5% ao ano, o que depende de inúmeras variáveis na economia.

Com 78% de popularidade fechados no final do ano, Dilma tem a convicção de que só manterá esse índice favorável se vencer desafios enormes, diz o governador de Sergipe. Ela terá, por exemplo, de evitar uma desaceleração econômica maior do que a de 2012, em que o Produto Interno Bruto (PIB) poderá ficar menor do que 1% - depois de várias previsões otimistas da equipe econômica -, manter o atual nível de emprego, pôr em prática o pacote de melhorias na infraestrutura e retirar mais 6 milhões de pessoas da linha de pobreza. Dilma não poderá, segundo Déda, ficar apegada apenas à bandeira do combate à miséria. Outros projetos destinados à chamada nova classe média terão de aparecer, na avaliação de petistas ligados ao Planalto.

Na opinião do governador sergipano, a presidente deverá ainda mostrar que não tolera a corrupção, o que se faz necessário para neutralizar a emergente força do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal. Embora não tenha filiação partidária nem tenha dado demonstrações de interesse por candidatar-se, o certo é que o governo considera o relator do processo do mensalão uma incógnita que poderia se animar com a recente popularidade. No Palácio do Planalto existe uma preocupação com o fato de pesquisa feita pelo Instituto Datafolha no final do ano passado ter apresentado Joaquim Barbosa com média de 10% da preferência do eleitorado na primeira vez em que foi mencionado em tal tipo de questionário.

Para o cientista político Fábio Wanderley Reis, hoje não há como duvidar de que Dilma é a favorita à reeleição. "Acho que a oposição tem um quadro muito complicado pela frente. Não há uma liderança que justifique uma aposta precoce. O senador Aécio Neves (já apresentado como candidato dos tucanos para 2014) não decola. Uma aposta no Eduardo Campos (governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB) ainda não pode ser feita, porque não sabemos ao certo o que ele quer."

Reis acha que hoje Dilma agrega, para o eleitor, a herança mítica do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsa Família, ganhos salariais, e imagem de gestora que reduziu o desemprego. "Dilma só não vence a eleição se fizer uma bobagem muito grande, capaz de abalá-la. Não essas besteiras que são feitas todos os dias, porque essas não colam."

O cientista político não acredita nem que a preocupação com as condições de atendimento à saúde e falta de segurança pública possam prejudicar o projeto de reeleição da presidente.

"Esses são temas que aterrorizam a classe média. Não é novidade para o grosso do eleitorado, que vive isso no seu cotidiano. Como já aconteceu em outras eleições, ele parece não se importar com isso quando deposita o voto na urna."

Fonte: O Estado de S. Paulo
Clique para ver...

Aécio se prepara para 2014 ouvindo time de conselheiros

Reuniões frequentes no Rio ocorrem sob coordenação de FHC, e área econômica foi primeiro foco

Objetivo do tucano é identificar as fragilidades de Dilma e ouvir soluções

O senador Aécio Neves (PSDB) tem se reunido sistematicamente com especialistas de áreas como economia, segurança pública e educação para indentificar fragilidades no governo Dilma Rousseff e afinar o discurso para o lançamento de seu nome à Presidência da República em 2014.

A articulação é feita pelo tucano nos bastidores, tanto que as principais consultas já acorreram há quase seis meses. Os encontros são feitos no Rio de Janeiro, e todos têm a coordenação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, considerado guru e principal fiador da pré-candidatura do mineiro.

Em cada um desses passos, o ex-governador, além de aglutinar munição contra o discurso de continuidade que deve ser adotado por Dilma nas próximas eleições, ouve alternativas para cada um dos problemas enfrentados pelo país.

A primeira área sob estudo é a econômica. O tucano já se reuniu por quatro vezes com três atores de peso da equipe do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: Edmar Bacha, Armínio Fraga e Pedro Malan. Responsáveis pela implantação e manutenção do Plano Real, eles aconselharam Aécio sobre quais são as principais deficiências nos campos fiscal, monetário e de desenvolvimento e como elas poderiam ser enfrentadas.

Na mira do senador mineiro também já estão vários outros setores. Na área da segurança pública, o sociólogo e coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade (Crisp) da UFMG, Cláudio Beato, tem sido o principal consultor, também para a elaboração de uma plataforma consistente.

Já na educação, o ex-governador se encontrou com especialistas da Universidade de São Paulo (USP).

"Em 2013, ele vai estar com uma dinâmica bem mais afirmativa. O objetivo é conseguir uma decolagem segura para o poder em 2014. Ele também vai ouvir consultores de áreas como saúde, transporte e meio ambiente", argumenta o presidente do PSDB de Minas, deputado Marcus Pestana.

Para o deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), as principais respostas buscadas por Aécio dizem respeito às questões sociais e de infraestrutura.

Artistas e celebridades entrarão na pré-campanha

A participação de artistas no projeto do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) de disputar a Presidência já é dada como certa pelas lideranças tucanas. A adesão dos famosos deve acontecer de maneira semelhante às disputas eleitorais em Minas, em 2002 e em 2006, quando ele disputou o governo do Estado.

Segundo um nome do partido, que preferiu não ser identificado, o senador tucano circula bem entre o meio artístico, o que facilitaria a adesão. "Nossas campanhas sempre contaram com a ajuda do meio artístico, então, é natural que eles participem", afirmou.

Uma celebridade que já "vestiu a camisa" é o ex-jogador de futebol Ronaldo, que participou de parte dos encontros com economistas ligados ao governo de Fernando Henrique Cardoso.

Fonte: O Tempo (MG)
Clique para ver...

Serra pode deixar PSDB por 2014, dizem aliados

Serra avalia deixar o PSDB para disputar a Presidência

Tucano reclama de isolamento, mas deve esperar eleição da nova direção em maio

Alguns aliados, porém, o aconselham a ficar e disputar a indicação com o senador Aécio Neves, hoje favorito

Catia Seabra

BRASÍLIA - Queixando-se de isolamento dentro do PSDB, o ex-governador José Serra avalia com apoiadores sair da sigla para viabilizar sua candidatura à Presidência da República em 2014.

Segundo aliados, ele ainda não desistiu do sonho de chegar ao Palácio do Planalto, nem que para isso tenha de se filiar a outro partido.

Apesar das dificuldades operacionais, não foi descartada a fundação de uma nova sigla, a exemplo do PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab.

A hipótese de mudança foi objeto de discussão nos últimos dois meses, após derrota de Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Dentro do PSDB, o nome mais forte hoje para disputar a Presidência é o do senador Aécio Neves (MG), que é rival de Serra internamente.

Alguns serristas, porém, aconselham o tucano a permanecer na sigla e disputar a indicação com Aécio.

Prazos

Uma possível filiação de Serra a outro partido teria que acontecer até outubro - um ano antes das eleições.

Hoje, no entanto, o único abrigo disponível seria o diminuto PPS (13ª bancada da Câmara). Ainda assim, Serra enfrentaria resistência da ala que defende aproximação com Dilma Rousseff.

Presidente nacional do PPS, Roberto Freire (SP) conta que, desde o ano passado, discute com Serra o projeto de criação de um outro partido. "Poderíamos criar uma nova sigla. Isso foi conversado com Serra", admite Freire, reconhecendo que a disputa pela Presidência ainda está em seu horizonte. "Serra continua ativo."

Já neste ano, após passar as festas do fim de ano na Bahia, Serra recebeu Freire para uma análise do cenário nacional. Para Freire, é desnecessário discutir a mudança agora. "Enquanto ele não decidir efetivamente [se é candidato], não adianta."

Ainda segundo tucanos, Serra avisa que vai submergir até depois do Carnaval. Um de seus principais apoiadores -que foi seu vice no governo de São Paulo-, Alberto Goldman afirma que ele só deverá tomar uma decisão depois de maio, mês em que ocorrerá a eleição da nova Direção Nacional do PSDB.

Caso seu grupo saia enfraquecido da disputa, aumentam as chances de ele abandonar a legenda.

Segundo Goldman, a troca de partido já foi discutida. Mas ele "espera passar o tempo". "Serra não pendurou as chuteiras. Está ouvindo os aliados", diz Goldman.

"Serra ainda não verbaliza. O fato é que ele está amadurecendo. Teve 45% dos votos, tem capital", acrescenta.

A hipótese de mudança não conta, porém, com adesão de todos os serristas. Aliados dizem não haver sigla com estrutura suficiente para uma campanha à Presidência nem tempo hábil para a criação de uma nova.

O ideal, argumentam, é que Serra tente se fortalecer dentro do PSDB como alternativa a Aécio.

A Folha não conseguiu falar ontem com o ex-governador, que é fundador do PSDB.

Fonte: Folha de S. Paulo
Clique para ver...
 
Copyright (c) 2013 Blogger templates by Bloggermint
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...