Manchetes dos principais jornais do País

O GLOBO
Estado tem 36 mil pessoas em áreas de alto risco
Oposição a Chávez apela a militares
Atraso emperra projeto espacial
Mantega poderá ser convocado
Na Copa, internet 4G sob ameaça

FOLHA DE S. PAULO
Escassez de luz faz Dilma convocar o setor elétrico
Mudança na lei faz prisões realizadas pela PF caírem 40%
Bancos do mundo terão exigências menos rígidas
Brasil cobra tarifa demais, diz indústria eletrônica
Polícia de SP só esclarece uma das 24 chacinas do ano passado

O ESTADO DE S. PAULO
‘Orçamento paralelo’ do governo federal chega a R$ 200 bilhões
BCs aliviam exigências para os bancos
Diário de prisão detalha relação de Vieira com Rose
Fim das férias
Venezuela deve enfrentar impasse constitucional

VALOR ECONÔMICO
Desafio da Petrobras em 2013 é conter a queda na produção
Ibama perto de liberar linhões da Região Norte
Investimentos em PE favorecem candidatura de Eduardo Campos

BRASIL ECONÔMICO
Óleo e gás, infraestrutura e varejo vão alavancar a economia este ano
Congresso terá pauta polêmica no fim do recesso
Governo quer ampliar vendas para os Brics
“O Brasil não pode ser xiita e fechar mercado”
Termelétrica se queixa de limites para expansão

CORREIO BRAZILIENSE
O fim do jeitinho para entrar na universidade
A ferrovia que não saiu do papel
A boa vida do bicheiro

ESTADO DE MINAS
A Pampulha sem o brilho da Copa
Escárnio: boa vida de Cachoeira cai na rede
Vestibular: Sistema de seleção unificada está com inscrições abertas
Prostituição no caminho dos jogos

O TEMPO (MG)
Imóvel perto de universidade tem peso de ouro em janeiro
Anatel estuda reajustar o preço da ligação em 0,56%
Campanhas deixam partidos endividados em todo o país

GAZETA DO POVO (PR)
Compra da casa própria é principal objetivo do curitibano para 2013
Discurso de Assad faz União Europeia e EUA pedirem renúncia
47% das reservas não têm plano de manejo
Curitiba na mira do TC por falta de dados de instituto
Dilma tem o desafio de domar o Congresso
Kireeff pedirá a Beto subsídio para transporte de Londrina


ZERO HORA (RS)
Usuário sofre para acessar internet 3G no Litoral Norte
Após o juro, governo quer baixar tarifas
Os gastos do seu deputado em viagens

JORNAL DO COMMERCIO (PE)
Produtividade da Petrobras cai com privilégio ao pré-sal
Inscrições para o Sisu começam hoje pela internet
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O que pensa a mídia - editoriais dos principais jornais do País

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Agenda de Rose em 2012 inclui festas e homenagem a Lula

Lista de compromissos oficiais de Rosemary tem exposições, lançamentos de livros e entrega de título a ex-presidente

Rafael Moraes Moura

BRASÍLIA - Um apreço por festas e cerimônias oficiais e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Obtida por meio da Lei de Acesso à Informação, a agenda oficial da ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República, Rosemary Noronha, revela uma rotina de reuniões internas, abertura de exposições, lançamento de livros e palestras sobre "medicina do comportamento" - e quase nada de suas relações com os integrantes do esquema dos pareceres.

Na agenda de Rose em 2012 consta apenas um encontro com o então diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Rubens Vieira, no dia 10 de maio, às 10h. No fim de semana, reportagem da revista Veja mostra que, entre 2007 e 2011, os compromissos da ex-chefe de gabinete abrangiam reuniões com dirigentes de fundos de pensão e do Banco do Brasil. Em 2012, a agenda indica compromissos mais frugais que os da época em que Lula era presidente.

Segundo o Ministério Público Federal, Rose desempenhou função decisiva na nomeação de Paulo Vieira e de seu irmão Rubens para os cargos de diretor na ANA e da Anac, respectivamente, em troca de favores, pagamentos e outras vantagens.

De acordo com a agenda oficial, Rose fez questão de prestigiar pessoalmente, em 21 de maio, a entrega do título de cidadão paulistano a Lula, com quem mantinha uma relação íntima. Ela também compareceu ao ato de comemoração dos 30 anos do PT, em 29 de junho.

Ao longo de 2012, foram realizadas 13 reuniões com o "escalão avançado da Presidência da República", grupo formado por funcionários da segurança, cerimonial, transporte e outras áreas, que preparam as viagens da presidente Dilma Rousseff. Rose também tinha preocupação com as acomodações do gabinete da Presidência - fez três reuniões para poder discutir "ajustes nas instalações".

O governo informou por meio do Serviço de Informações ao Cidadão do Palácio do Planalto "não haver qualquer documento ou informação acerca de atas de reuniões" envolvendo Rose.

Em 28 de setembro, às 9h, em horário de expediente, Rose assistiu a ciclo de palestras da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, especialista em "medicina do comportamento". O último evento marcado na agenda de Rose é a exposição "A Bienal de Arte Exclusiva para Você", em 22 de novembro, um dia antes da deflagração da Operação Porto Seguro.

Rose foi exonerada do cargo depois que as investigações revelaram sua relação com um grupo que comercializava pareceres técnicos e acelerava processos administrativos em órgãos públicos para beneficiar empresários.

Fonte: O Estado de S. Paulo
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Diário de prisão detalha ligações de Vieira com Rose e ex-adjunto da AGU

Anotações obtidas pelo 'Estado' mostram como acusado de integrar esquema que negociava pareceres de órgãos federais pretende rebater acusações na Justiça

Fausto Macedo e Bruno Boghossian

Isolado no cárcere, Paulo Vieira escreveu seu diário. Em letras miúdas, rabiscou os primeiros passos de sua defesa. As anotações descrevem minuciosamente situações e relacionamentos com personagens como Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, e José Weber Holanda, ex-advogado-geral adjunto da União. Elas revelam um homem angustiado, que quer ir à Justiça apresentar seus argumentos e rebater ponto a ponto a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que lhe confere papel decisivo na suposta trama para compra de pareceres técnicos de órgãos públicos.

O acusado preencheu metodicamente16 folhas, frente e verso, quatro delas destacadas de um bloco, e 12 de papel sulfite com canetas de tintas preta, azul e vermelha - suas únicas companhias na prisão, além da memória.

As frases vão de alto a baixo, sempre aquela escrita espremida, uma e outra expressão grifada. O ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) flagrado em escutas da PF ficou sob custódia de 23 a 30 de novembro.

Os primeiros seis dias ele passou no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Amparado em autorização judicial, que reconheceu sua condição de advogado, foi removido para o Regimento da Cavalaria da Polícia Militar em São Paulo, onde ficou por 48 horas, até ganhar a liberdade por decisão do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3).

No quarto dia de reclusão, 26 de novembro, ele recorre aos céus. "Preso. Meu Deus! Piedade Senhor!" Insurge-se contra uma das imputações penais que recaem sobre ele, por corrupção ativa, artigo 333 do Código Penal. "Trancamento do inquérito. Onde está a participação do 333?"

Registros e reflexões do prisioneiro seguem linha defensiva, não hostiliza ninguém. Confirma relações próximas com o ex-senador Gilberto Miranda (PMDB-AM) e com Rose Noronha, ambos alvos da Porto Seguro. Com ela, ressalta, tem "muitos negócios". Aponta que foi padrinho de casamento de Mirela, filha de Rose.

Aqui e ali escreve ser "amigo" ou "muito amigo" de alguns personagens, como Weber Holanda, o ex-número 2 da AGU acusado de facilitar o trâmite de processos que beneficiariam empresas ligadas à organização. "Weber (advogado) - amigo pessoal, conheço do tempo em que trabalhamos no MEC, sempre debatemos diversas matérias jurídicas."

Dia 25 cita a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) ao abordar liberação de um empreendimento portuário de Gilberto Miranda. "Quem provocou o tema foi a ministra do Meio Ambiente." A ministra afirma que nunca tratou do projeto do ex-senador e que jamais se encontrou com seus emissários.

Vieira diz que conheceu em 2002 Cyonil Borges, ex-auditor do Tribunal de Contas da União que o delatou. "Ficamos amigos." Em outro trecho, escreveu: "O sr. Cyonil tentou s/ sucesso virar sócio meu. (...) Tínhamos plano de ganhar muito dinheiro. (...) Não tendo êxito, virou nosso inimigo".

À Polícia Federal, Cyonil sustenta que Vieira lhe ofereceu R$ 300 mil por um laudo. "Nunca ofereci dinheiro para Cyonil fazer parecer", rebate o ex-diretor da ANA, na anotação do dia 27.

Declara amizade com Evangelina Pinho, ex-superintendente da Secretaria de Patrimônio da União, denunciada por favorecer o grupo. "Mora em imóvel de minha propriedade em Brasília, alugado a ela no 1.º semestre", afirma, no dia 29.

Bens. Em outras páginas, que intitula "elementos de defesa, o que ouvi do processo", Vieira afirma que os pareceres que redigiu foram solicitados por órgãos públicos. "Era muito comum o pessoal pedir minha opinião em processos (...) pela minha experiência." Fala da parceria com o advogado Marco Antonio Negrão Martorelli, a quem a Procuradoria da República atribui função de "testa de ferro jurídico da quadrilha". "Fiz pareceres e estudos para o escritório do Martorelli desde 2008."

O roteiro de defesa nega captação de recursos públicos. Ele afirma que jamais enriqueceu nos cargos que ocupou na administração. Descreve seus bens e o período em que foram adquiridos: 2006, casa, três terrenos; 2007, terrenos, sala; 2010 (já na diretoria da ANA), flat, quatro imóveis (obtidos em leilões).

Incomoda-o as instalações na prisão. "Condição da sala é péssima. Verificar possibilidade de prisão domiciliar." É dia 30.

Fonte: O Estado de S. Paulo
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Racionamento de luz acende sinal amarelo

Pouco depois de descartar problema, Dilma chama reunião de emergência por causa de nível baixo dos reservatórios

Participantes tiveram que cancelar agendas; técnicos criticam governo e veem risco 'acima do prudencial'

Eliane Cantanhêde

Dez dias depois de dizer que é "ridículo" falar em racionamento de energia, a presidente Dilma Rousseff convocou reunião de emergência sobre os baixos níveis dos reservatórios, para depois de amanhã, em Brasília.

A reunião foi acertada entre Dilma, durante suas férias no Nordeste, e o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que a presidirá. Balanço e propostas serão levadas diretamente à presidente.

Dirigentes de órgãos do setor tiveram de cancelar compromissos para comparecer.

Na avaliação do governo, os níveis dos reservatórios estão até 62% abaixo dos registrados no ano passado e a situação tem piorado por causa do intenso calor, sobretudo no Sudeste.

Com temperaturas que chegam a 40 graus em cidades como o Rio de Janeiro, o consumo de energia com ar condicionado, ventilador e refrigerador tem disparado.

Técnicos do setor acusam Dilma de estar centralizando as decisões e dizem que, se o racionamento não é uma certeza, também não pode ser simplesmente descartado. Um deles diz que o risco "está acima do prudencial".

Mesmo antes da reunião, já vinham sendo tomadas medidas extras para garantir a produção de energia, como a reativação da usina de Uruguaiana, parada desde 2009, e o acionamento a plena capacidade das usinas térmicas, muito mais caras do que as hidrelétricas.

Há duas ironias, conforme análise dos órgãos do setor.

Uma é que a situação só não fugiu ao controle porque o crescimento econômico de 2012 foi pífio, na ordem de 1%. Se tivesse sido de 4,5%, como previra o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o consumo da indústria estaria bem maior e haveria risco imediato de faltar energia.

A segunda ironia é que a reunião governamental e o sinal amarelo pela falta de chuvas ocorrem justamente quando enchentes assolam o Rio de Janeiro, deixando milhares de desabrigados.

Além da preocupação pontual, com o momento presente, o governo teme que a situação se mantenha ao longo deste ano, pressionando todo o setor no último trimestre e no início de 2014.

Quanto à Copa, há certa tranquilidade, porque os estádios, preventivamente, estão sendo equipados com modernos e potentes geradores.

Oficialmente, estarão presentes ao encontro de quarta-feira os integrantes do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico), que é presidido pelo ministro das Minas e Energia e é convocado, por exemplo, quando há apagões de grandes proporções, como ocorreu mais de uma vez em 2012.

Participarão a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a ANP (agência de petróleo), a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

O CMSE se reporta ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), órgão de assessoria direta da Presidência da República. É possível que também o conselho venha a ser convocado proximamente por Dilma para debater a questão.

Fonte: Folha de S. Paulo
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