MSNP, o partido da Marina com ex petistas


Um grupo de 312 militantes do PT do Piauí se desfiliou do partido para integrar o Movimento Social Nova Política, que está sendo organizado em todo o país pela ex-senadora e ex-candidata à Presidência pelo PV Marina Silva. "A ideia do movimento é se tornar um novo partido, caso Marina seja candidata novamente, ou mantê-lo suprapartidário, para forçar mudanças na política.

 Hoje o PT é muito parlamentar, a base foi esquecida", comenta Luter Gonçalves, um dos fundadores do PT no Piauí. O auditor e fundador do movimento Márcio Araújo afirmou que a ideia é priorizar o combate à corrupção. No dia 19, haverá um encontro para marcar a fundação do movimento no Piauí. Marina Silva não vai aos encontros nos estados até obter o apoio em várias regiões do país.Vamos aguardar para ver se a notinha do Globo se confirma
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Dilma faz novo aceno a Eduardo

BRASÍLIA - Enquanto setores do PT estão em pé de guerra com o PSB desde a eleição municipal e se sentem incomodados pelas pretensões eleitorais do governador Eduardo Campos (PSB), a presidente Dilma Rousseff fez mais um gesto de aproximação: almoçou com o socialista no sábado, na Base Naval de Aratu, em Salvador, onde ela passa férias desde o dia 28.

O governador baiano Jaques Wagner (PT) - já citado como coordenador da campanha à reeleição de Dilma - participou do encontro. Essa foi a segunda vez, depois das eleições municipais, que Dilma teve um encontro privado com Eduardo. O primeiro ocorreu em novembro, no Palácio da Alvorada, com a presença de dirigentes de PT e PSB.

Os dois governadores chegaram à Base Naval de Aratu por volta das 13h e só deixaram o local às 19h. Além das mulheres de Wagner e Eduardo, a família de Dilma também participou do almoço.

No PT, o governador da Bahia é um dos principais defensores da tese de que o partido deve estreitar os laços com Eduardo, em vez de tratá-lo com desconfiança. Para Wagner, o PT está empurrando o socialista não só para um voo solo em 2014, mas também aproximando-o ainda mais de Aécio Neves (PSDB-MG). Uma candidatura presidencial do socialista em 2014 pode favorecer o tucano, já que divide a base aliada.

Em novembro, Dilma se empenhou em desanuviar o ambiente e procurou deixar claro que não partilhava das rusgas entre PT e PSB. Parabenizou Eduardo pelo crescimento do PSB e disse que tinha ficado satisfeita com o bom desempenho do aliado. O debate sobre as eleições de 2014, à época, foi delicadamente deixado de lado, para alívio de Campos. Pessoas próximas ao socialista afirmaram que ele estava receoso com a possibilidade de a presidente perguntar se ele seria candidato, mesmo o PSB acumulando dois ministérios ? Integração Nacional e Portos.

Dilma trabalha para manter o PSB na sua base de apoio e tenta se dissociar das rusgas que ficaram entre petistas e socialistas depois das eleições municipais. Os principais problemas aconteceram no Recife e em Fortaleza, onde os dois partidos romperam a aliança e os candidatos do PSB derrotaram os do PT.

Fonte: Jornal do Commercio (PE)
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O PT em seu labirinto – Editorial / O Estado de S. Paulo

Agita-se o Partido dos Trabalhadores (PT). Após a agressiva mobilização em defesa dos condenados no processo do mensalão, a vanguarda petista começa a propor, a seu modo, uma reflexão sobre os rumos do partido, aquele que se orgulhava de ser modelo de correção radical e que hoje é pilhado em sucessivos escândalos. Ingênuos podem ver nisso um mea culpa, um esforço para retornar às origens "puras" do partido, mas, em se tratando de PT, não cabe nenhuma ingenuidade: digladiam-se forças para a ocupação dos espaços perdidos pelas lideranças mensaleiras e, principalmente, para salvar as aparências do lulismo, emparedado por denúncias de cama e mesa.

A mais recente manifestação da cúpula petista, a carta convocatória para o 5.º Congresso Nacional do PT, a ser realizado em 2014, dá uma ideia dessa crise. O documento reafirma as linhas gerais da defesa do legado de Lula e diz que o ex-presidente, assim como o partido, é vítima de uma campanha de difamação "insidiosa", semelhante à que sofreram os presidentes Getúlio Vargas e João Goulart. O primeiro suicidou-se, em 1954, denunciando "as forças e os interesses contra o povo" que o pressionavam. "Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes", escreveu Getúlio, quando se descobriu que os porões do Palácio do Catete haviam se transformado num mar de lama em que chafurdavam Gregorio Fortunato e a sua quadrilha. Lula não parece inclinado a gesto tão dramático, mas o discurso é o mesmo, como mostra o documento petista: "A verdade é que os donos do poder não aceitam essa irrupção de pobres na vida social e política do País".

O texto afirma que, graças às "distorções do sistema político", Lula teve de aliar-se ao que há de pior na política brasileira, como Sarney, Collor e Maluf, para "dar sustentação parlamentar ao governo". A direção petista argumenta que só assim foi possível manter o poder e enfrentar as elites, que, embora tenham se beneficiado da era Lula, jamais admitiram o "êxito de um nordestino, sem educação formal, como presidente da República". A missão histórica do lulopetismo está, portanto, acima de quaisquer considerações éticas. Aliás, dissemina-se há algum tempo, entre pensadores simpáticos ao PT, a ideia de que a corrupção é intrínseca ao capitalismo e que os pobres, agraciados com a fartura creditícia patrocinada pelo governo petista, não estão nem um pouco preocupados com os malfeitos, razão pela qual mantêm seu apoio a Lula e à presidente Dilma Rousseff. O clamor pela ética na política, prossegue a tese, restringe-se às "elites". O documento petista é claro sobre isso, ao dizer que "denúncias sobre corrupção sempre foram utilizadas pelos conservadores no Brasil para desestabilizar governos populares".

Antes de chegar ao poder, porém, quem utilizava denúncias de corrupção como bandeira política era o PT, cujo líder máximo apontou a existência de "300 picaretas" no Congresso. Hoje, sabe-se, o governo petista costuma comprar o apoio desses "picaretas". O documento do PT admite que o partido já não é mais o mesmo, pois "perdeu densidade programática e capacidade de mobilização sobre setores que nos acompanharam nos primeiros anos de nossa existência". Traduzindo: rasgou suas bandeiras e abandonou os que acreditavam nelas, distanciando-se de sua militância. Admitir isso não é penitência, mas estratégia. A cúpula petista, conforme diz seu texto, acredita que seja necessário retomar as discussões programáticas para fortalecer sua "capacidade de intervenção na conjuntura", isto é, para pressionar Dilma a atuar com mais firmeza em favor dos interesses do partido. Aqui e ali, militantes têm manifestado descontentamento com a presidente por sua suposta leniência em relação à mídia e aos empresários. Portanto, para entender esse movimento interno no PT não se pode esquecer de que a sucessão de 2014 já começou, que Dilma não é a presidente dos sonhos dos petistas e que Lula precisa de palanque sólido para defender-se e continuar a construir a tal "narrativa petista".
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PSDB busca unidade nacional e modernização do discurso

Partido estuda lançar candidatura de economista ao governo do Rio

Paulo Celso Pereira

BRASÍLIA - Com a economia patinando e os índices de popularidade da presidente Dilma Rousseff elevados - porém estáveis - há cerca de um ano, os dirigentes do PSDB começam a se mobilizar para organizar a estrutura e as propostas do partido. O objetivo é evitar repetir os problemas enfrentados nas últimas duas eleições nacionais, quando o partido chegou ao ano do pleito sem sequer ter discurso e candidatos definidos. Para chegar em 2014 forte, cresce na legenda a ideia de fazer um congresso que redefina as bandeiras do partido para o país.

Um dos mais próximos aliados do favorito para o ser candidato tucano à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), o deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) preparou um documento com sugestões para o congresso do partido, que deve ocorrer entre março e maio. O texto já foi entregue à bancada do partido na Câmara, ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ao próprio Aécio.

- Este é um ano de reorganizar o partido, analisando cada estado. Precisamos de uma profissionalização maior e mobilizar as bases - explica Pestana.

A realização do congresso pode ser sacramentada ainda este mês, na próxima reunião da Executiva Nacional do partido. Ela é um dos poucos pontos que hoje colocam do mesmo lado os grupos paulista e mineiro da legenda.

Pela primeira vez desde a fundação do partido, em 1988, o favorito para ser o candidato tucano à Presidência não saiu do diretório paulista. Mas, para contemplar a ala paulista, parte dos dirigentes no estado exige que o ex-governador José Serra tenha um espaço relevante na nova direção partidária. A seu favor, Aécio tem o apoio explícito do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de muitos deputados de São Paulo, além de contar com uma relação sem conflitos com o governador Geraldo Alckmin.

Tentativa de solução para o Rio

Secretário da Casa Civil de Alckmin, Edson Aparecido evita individualizar o debate, mas acredita que a unidade da nova direção é o primeiro passo para um cenário alvissareiro para 2014:

- Se conseguirmos montar uma direção que represente governadores, bancadas no Senado e na Câmara, prefeitos, começamos bem. A segunda medida é o partido modernizar suas bandeiras e o discurso. Precisamos modernizá-los frente à nova realidade do país. A terceira questão é exatamente fazer crescer a interlocução do PSDB com a sociedade civil. É fundamental que essas bandeiras tenham maior enraizamento no conjunto da sociedade, nos grandes centros urbanos, no segmento produtivo, nas classes populares.

O Rio encabeça a lista de problemas do PSDB. Com o governo do estado e a prefeitura alinhados ao governo Dilma e há anos sem um candidato tucano forte, o partido cogita lançar em 2014 um dos economistas que tiveram papel chave no governo Fernando Henrique Cardoso: o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, o ex-presidente do BNDES Edmar Bacha ou os ex-presidentes do Banco Central Gustavo Franco e Armínio Fraga.

Os quatro vêm participando de encontros com FH e Aécio e são vistos como uma aposta de risco, mas uma alternativa diante da falta de quadros populares. O próprio presidente estadual do PSDB, deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, confirma a possibilidade de o partido lançar um dos economistas:

- Estamos em busca de quadros que tenham viabilidade eleitoral e política. Malan e Armínio Fraga são nomes de excelência, que podem fortalecer uma chapa de governador ou de senador. Como também Edmar Bacha e Gustavo Franco, que já são filiados.

Fonte: O Globo
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A questão internacional: mais uma diferença - Marcus Pestana

Insisto hoje na série de artigos sobre as linhas que distanciam os dois maiores partidos do Brasil. Sem, é óbvio, achar que essa correlação estará mantida para todo o sempre por algum "decreto celestial" ou menosprezar forças políticas emergentes. Mas a disputa entre projetos que amadurecerá em 2013, preparando o ambiente da disputa presidencial de 2014, exige nitidez programática e explicitação dos fundamentos que inspiram cada alternativa.

Já mencionei aqui a visão em relação à questão democrática, ao papel do Estado, ao funcionamento da economia e à Federação, como pontos balizadores das diferenças entre PSDB e PT. Trato hoje do posicionamento frente ao mundo globalizado marcado por uma crise de hegemonia política nos Estados Unidos que se aproxima do chamado "abismo fiscal", por uma Europa sitiada por grave crise econômica sem horizonte visível de superação e por um capitalismo de Estado avassalador que projeta a China como maior economia mundial. Há diferenças substantivas que nos distanciam, tanto no plano da diplomacia internacional como dos desdobramentos da economia mundial.

O PT optou por uma reedição reciclada do terceiro-mundismo calibrada com uma aspiração de liderança mundial que nos levaram a um alinhamento problemático com governos autoritários no Irã, na Líbia, em Cuba e na América Latina. Os arroubos "bolivarianos" nas parcerias com Chávez e a Venezuela, com a Bolívia e Evo Morales e sua recente nacionalização das empresas espanholas da Iberdrola, com Cristina Kirchner e sua confusa política econômica e com Cuba, que ainda resiste ao restabelecimento da democracia, produzem desconfiança e afugentam investidores, embora a condução da política brasileira não se confunda com a de seus parceiros. Também na questão econômica, a dubiedade do governo Dilma e do PT emite sinais contraditórios ao patrocinar tentativas de consolidação de "players" globais e a atração de capitais estrangeiros nas concessões e PPPs, mescladas com intervencionismos e um protecionismo disfarçado, que mantém a economia brasileira como uma das mais fechadas do mundo.

O PSDB se coloca a favor de uma estratégia sem ambiguidades, que retome o velho e bom pragmatismo do Itamaraty, desidratando a retórica eivada de ideologia anacrônica, e que busque alianças estratégicas que permitam ao Brasil atrair investidores e desencadear um ousado movimento de inserção soberana e competitiva nas grandes cadeias produtivas mundiais. Isso implica ações de defesa comercial pontuais, mas numa agressiva integração global, já que o consumo interno é insuficiente para assegurar o desenvolvimento sustentado e as necessárias taxas de crescimento que temos condições de produzir.

Não é pouca coisa. A sociedade brasileira terá que escolher o caminho. Mas não é por falta de alternativa que vamos ficar emparedados pelos limites do nacional-desenvolvimentismo fora de lugar e suas convicções terceiro-mundistas.

Marcus Pestana, deputado federal (PSDB-MG)

Fonte: O Tempo (MG)
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