Expansão do PIB em 2013 cai para 3,26%, indica Focus

Previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 estava em 3,30% na semana passada

Eduardo Cucolo

BRASÍLIA - A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,30% para 3,26% na pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. Para 2012, a estimativa de expansão segue em 0,98%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 1,03% e 3,75%.

A projeção para o desempenho do setor industrial em 2012 continua negativa e piorou, ao passar de -2,31% para -2,36%. Para 2013, economistas preveem avanço industrial de 3,00%, abaixo da projeção de 3,50% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de retração de 2,27% para 2012 e de expansão de 3,75% em 2013 para o setor.

Analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2012 de 35,01% para 35,00%. Para 2013, a projeção segue em 34%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 35,10% e 34% do PIB para cada um dos dois anos.

Inflação

A projeção de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2012 subiu pela quinta semana consecutiva, de 5,71% para 5,73%, de acordo com a pesquisa Focus. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,58%. Para 2013, a projeção passou de 5,47% para 5,49%. Há um mês, estava em 5,40%.

A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses caiu de 5,53% para 5,52%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,44%.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2012 no cenário de médio prazo segue em 5,69%. Para 2013, a previsão dos cinco analistas continua em 5,52%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 5,59% e de 5,57% para cada ano, respectivamente.

Entre todos os analistas ouvidos pelo Banco Central, a mediana das estimativas para o IPCA em dezembro de 2012 subiu de 0,68% para 0,69%, acima do 0,54% previsto há um mês. Para janeiro de 2013, segue em 0,75%. Há quatro semanas, estava em 0,67%.

Selic estável

A taxa básica de juros (Selic) deve ficar no patamar atual de 7,25% ao ano até maio de 2014. As projeções entre janeiro de 2013 e abril de 2014 foram mantidas.

Para maio do próximo ano, a estimativa caiu de 7,75% para 7,25%. Para junho, recuou de 8,13% para 7,88%.

Nas expectativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no cenário de médio prazo se manteve em 7,25% no fim de 2013.

Câmbio

As projeções para a taxa de câmbio no final de 2013 recuaram nas estimativas dos analistas consultados. Para o fim deste ano, a mediana das projeções passou de R$ 2,09 para R$ 2,08, mesmo valor projetado quatro semanas antes. Para o fim de janeiro, a estimativa passou de R$ 2,06 para R$ 2,05.

Na mesma pesquisa, o mercado financeiro manteve a previsão de taxa média de câmbio de R$ 2,07 no fim de 2013. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,08. A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo para o fechamento de 2013 seguiu em R$ 2,12.

IGP-DI

A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2013 subiu de 5,34% para 5,37%, na pesquisa Focus. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa segue em 5,31%. Quatro semanas atrás, o mercado previa altas de 5,25% para o IGP-DI e de 5,29% para o IGP-M.

A pesquisa também mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2013 segue em 4,88%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 4,95% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Economistas mantiveram ainda a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - para 2012 em 3,50%. Para 2013, a projeção caiu de 3,35% para 3,30%. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, 3,50% e 3,50%.

Déficit

O mercado financeiro reduziu a previsão de déficit em transações correntes em 2012 e 2013. A mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente em 2012 caiu de US$ 53,56 bilhões para US$ 53,31 bilhões. Há um mês, estava em US$ 54,00 bilhões.

Para 2013, a previsão de déficit nas contas externas passou de US$ 63,00 bilhões para US$ 62,10 bilhões. Há um mês, estava em US$ 65,00 bilhões.

Na mesma pesquisa, economistas reduziram a estimativa de superávit comercial em 2013 de US$ 15,22 bilhões para US$ 15,00 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 15,60 bilhões.

A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões para 2012 e para 2013, mesmos valores de quatro semanas atrás.

Fonte: O Estado de S. Paulo
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‘Orçamento paralelo’ do governo federal chega a R$ 200 bilhões

Despesas do governo roladas de um ano para o outro, chamadas de restos a pagar, devem chegar a R$ 200 bilhões em 2013, segundo estimativa do portal Contas Abertas. Essas sobras cresceram tanto que são tratadas pelos especialistas como um orçamento paralelo do governo federal. Desde 2002, o valor desta conta foi multiplicado por dez. Para o economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, o aumento é uma combinação de “dificuldades financeiras para acomodar gastos, inoperância dos ministérios e bagunça orçamentária”

Restos a pagar do Orçamento devem chegar a R$ 200 bilhões este ano

Para especialista, aumento do valor combina ‘dificuldade de acomodar gastos, inoperância dos ministérios e bagunça orçamentária’

Fernando Dantas

RIO - Os restos a pagar do Orçamento federal devem chegar à marca recorde de R$ 200 bilhões em 2013, segundo estimativa do portal Contas Abertas, especializado em contas públicas. Os restos a pagar são despesas de orçamentos anteriores, que não foram pagas, e que são roladas para a frente. Em 2002 e 2003, os restos a pagar estavam em torno de R$ 20 bilhões, o que significa que foram multiplicados por dez em uma década.

O aumento de 2012 para 2013 deve ser de R$ 58,9 bilhões, quase quatro vezes maior do que a média anual de aumento de restos a pagar de 2009 a 2012, que foi de R$ 15,3 bilhões. "Uma conta de R$ 200 bilhões pode ser chamada de tudo, menos de restos a pagar", critica o economista José Roberto Afonso, especialista em assuntos fiscais.

Gil Castelo Branco, secretário-geral do Contas Abertas, diz que "os restos a pagar são um orçamento paralelo, tão ou mais relevante que o Orçamento oficial em algumas rubricas, como investimentos".

Ele nota que os restos a pagar de investimentos em 2013 (há diversos outros tipos de despesa também), estimados em R$ 73,5 bilhões, serão bem maiores que todo o investimento federal em 2012, de R$ 46,8 bilhões. Além disso, em 2012 foram feitos mais investimentos de restos a pagar (R$ 25,3 bilhões) do que os investimentos do próprio Orçamento do ano, de R$ 22 bilhões.

Quando se toma o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o mesmo padrão se repete. Foram pagos R$ 21,3 bilhões de investimentos de restos a pagar, e apenas R$ 18,2 bilhões do Orçamento de 2012.

O aumento de restos a pagar de investimentos em 2013 foi de R$ 16,2 bilhões, quase três vezes maior do que a média anual de aumento da mesma rubrica de 2009 a 2012, que foi de R$ 5,7 bilhões.

Dentro da estimativa do Contas Abertas de restos a pagar de investimento para 2013, o item principal é transporte rodoviário, com R$ 7,7 bilhões. O economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, nota que os investimentos em transporte estão caindo desde 2010 como proporção do PIB. No valor acumulado até novembro, saiu-se 0,33% do PIB em 2010 para 0,29% em 2011 e 0,22% em 2012.

Para Velloso, o aumento dos restos a pagar nos últimos anos é uma combinação de "dificuldade financeira de acomodar gastos e cumprir a meta de superávit primário, inoperância dos ministérios e bagunça orçamentária".

Entraves. Os restos a pagar correspondem a despesas que foram "empenhadas", passo inicial da execução orçamentária, mas que deixam de ser pagas. Algumas vezes, explica Castelo Branco, isso ocorre por falta de uma licença ambiental, ou porque o Tribunal de Contas paralisa a obra por alguma irregularidade, entre outros motivos. Ele observa que os restos a pagar começaram a crescer "como bola de neve" no início da década passada e, naquela época, eram usados também como mecanismo de cumprimento do superávit primário, quando as metas fiscais brasileiras eram severamente vigiladas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Assim, muitas vezes os empenhos eram feitos, permitindo ao político exibir ao seu eleitorado uma "conquista" de alguma obra de interesse local, mas os recursos não eram efetivamente liberados.

Esse estratagema ainda é usado hoje, na visão de Castelo Branco e Velloso. Mas os analistas fiscais também acham que o gigantesco acúmulo de restos a pagar cria um orçamento paralelo, que dá margem de manobra para o governo gastar e investir, sem as amarras do Orçamento oficial e da sua tramitação complexa e sujeita à permanente guerrilha política do Congresso Nacional. "Com os restos a pagar, o governo não precisa que o Orçamento de 2013 seja aprovado tão cedo, ele pode ir tocando os seus gastos com essa autorização orçamentária que já possui."

Mas os especialistas notam que há uma enorme contrapartida negativa no crescimento dos restos a pagar.

Para Castelo Branco, o País está perdendo completamente o princípio da anualidade, já que o Orçamento é feito para um exercício (ano fiscal), e para que a sociedade possa acompanhar o que está sendo feito neste exercício - agora há orçamentos paralelos que derivam de múltiplos exercícios. "Estamos acompanhando o Orçamento pelo retrovisor", critica o economista.

José Roberto Afonso lembra que o processo orçamentário está na raiz da democracia moderna, o que significa que o governo não pode criar impostos ou gastos sem a chancela dos representantes do povo, que estão no Legislativo. Mas, com o enorme orçamento paralelo dos restos a pagar, o governo na prática pode escolher que projetos tocar, desamarrando-se de uma forma que pode até favorecer a corrupção. "No fundo, o que temos é um cheque em branco", diz Afonso, que defende a revisão da legislação tributária e do mecanismo dos restos a pagar, criado há meio século apenas para facilitar a transição entre exercícios fiscais, mas que foi completamente distorcido.

Fonte: O Estado de S. Paulo
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Zé da Velha e Silvério Pontes - Ainda me recordo (Pixinguinha)

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Somos todos poetas – Murilo Mendes

Assisto em mim a um desdobrar de planos.
as mãos vêem, os olhos ouvem, o cérebro se move,
A luz desce das origens através dos tempos
E caminha desde já
Na frente dos meus sucessores.
Companheiro,
Eu sou tu, sou membro do teu corpo e adubo da tua alma.
Sou todos e sou um,
Sou responsável pela lepra do leproso e pela órbita vazia do cego,
Pelos gritos isolados que não entraram no coro.
Sou responsável pelas auroras que não se levantam
E pela angústia que cresce dia a dia.

In: A poesia em pânico. Rio de Janeiro, Cooperativa Cultural Guanabara, 1938.
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MANIFESTO PELA VERDADE

Este esclarecimento é dirigido a todos os colombenses, de nascimento ou de coração, que conhecem e amam esta cidade, são 120 anos de uma bonita história, uma crônica de pessoas fortes que vieram de todas as partes para construir um município rico e que tem muito potencial.O interesse deste é elucidar alguns fatos, que vem sendo deturpados por alguns entes de nossa sociedade, algumas coisas que talvez por terem pouca publicidade são distorcidas, há de se saber que em outubro de 2012 tivemos eleição municipal, onde 4 candidatos disputaram a prefeitura de nossa cidade e outros 400 disputaram 21 vagas no legislativo, destes 4 três eram ligados ao ex-prefeito que “comandou” nossa cidade por 8 longos anos e Beti Pavin, que tinha o apoio do Governador do Estado de alguns deputados. 

Vale aqui lembrar que a candidata do PSDB Beti Pavin obteve 52% dos votos, agora porque ela AINDA não assumiu? , esta questão é facilmente explicável; durante a gestão de nosso supracitado ex-prefeito as contas da Candidata foram desaprovadas pela câmara municipal, pode parecer justo diante de um mundo político tão obscuro, mas o que pouca gente lembra é que dos 13 vereadores daquela legislatura 10 eram inteiramente subordinados ao prefeito sendo o julgamento da câmara meramente de cunho POLÍTICO, isto é evidentemente comprovado quando sabemos que depois deste fato Beti Pavin teve TODAS as suas contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado, órgão técnico competente em contas públicas e certamente muito mais imparcial do que a antiga composição da Câmara Municipal de Colombo. 
Após todos este mal explicados e conturbados fatos, Beti Pavin foi convidada pelo Governador Beto Richa para ser a presidente do partido em Colombo e consequentemente candidata, passada a aclamadora convenção ela, em virtude dos fatos acima citados concorreu a prefeitura amparada por uma ferramenta jurídica que possibilitou seu nome na disputa. 

No dia 7 de outubro abertas as urnas a soberana vontade do povo foi confirmada Beti teve a maioria esmagadoras dos votos, vencendo os três demais candidatos. Isso mostrou que o povo está cansado, está consciente, muitas mentiras foram empregadas durante o pleito, que não foi nem um pouco fácil, tendo a candidata que lutar contra a máquina, contra meios de comunicação comprados, mas enfim a vontade de nossa gente ganhou, o anseio popular venceu!! Porém, apesar da histórica e memorável vitória que traduziu o desejo do povo, Beti Pavin não pode assumir no dia 1º, somente e afirmo, somente por conta da morosidade de nossos tramites judiciais, que infelizmente não a julgaram em tempo hábil, para que pudesse ser diplomada e tomar seu lugar de direito dentro da cidade, lugar para onde foi reconduzida pelo voto. 
Assim sendo em virtude de complexos tramites jurídicos que impossibilitaram sua posse no dia 1º, realizaram-se eleições para a mesa diretora do legislativo, e como dita a lei, na ausência de chefe no executivo, esta vaga e preenchida pelo presidente do legislativo (Câmara municipal), quem ganhou este pleito foi o Sr. José Renato Strapasson, vereador com larga experiência administrativa, pessoa séria e competente, aqui deixo claro que os integrantes da outra chapa também possuíam diversas qualidades, porém o tramite politico quis que assim fosse, e ganhou José Renato, pertencente ao mesmo grupo politico de Beti Pavin, um dos vereadores que sempre a defendeu e esteve do lado da verdade, uma verdade nem sempre contada por quem podia faze-la... 

Destarte no dia 1º de Janeiro Pelé como é conhecido José Renato, assumiu a prefeitura de Colombo, tendo convidado a prefeita eleita Beti Pavin para fazer parte como voluntária de sua equipe de governo, Beti também possui vastíssima experiência no executivo pois já ocupou a prefeitura por 2 vezes sendo lembrada como a mãe dos colombenses, por seu carisma e afeto por nossa gente. 
Resta claro e evidente que estes fatos provocaram o profundo descontentamento do grupo que outrora comandava o município, provocando diversos descontentamentos, e sim é justo que causem porque este grupo que ai esteve pouco fez em 8 anos e agora as peças corretas serão colocadas no lugar, a verdade mais uma vez venceu, a coragem de dizer prevaleceu, nós que aqui moramos sabemos o descaso que enfrentamos... em uma terra que somente os “amigos” tinham chance. 
O projeto do grupo que agora está a frente da prefeitura é voltado para o povo que será prioridade única e absoluta desta gestão, combater e consertar 8 anos de descasos não é fácil, tarefa árdua tem o prefeito pela frente, ao contrário do que vem sendo veiculado por muitos na cidade nesta gestão ninguém é fantoche de ninguém, são pessoas competentes e capacitadas em uma sinergia única e exclusivamente voltada para o bem de nossa população.
Quero dizer que SIM nós estaremos na boca do povo, mas como um dos melhores governos que esta cidade já teve... uma marca profunda na historia dessa cidade está sendo feita, e como maior juíza deste caso todo, nos tivemos uma que nunca foi a uma escola ela se chama URNA e ali foi mostrada a verdade. 


CASSIO STRAPASSON 
Assessor Parlamentar e Secretário da Comissão de Segurança Pública do Legislativo Paranaense. 




Colombo, 06 de Janeiro de 2013
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