Marajás demitidos de Colombo armam golpe contra Pelé e Beti Pavin


Pois é meu povão, meu trabalho parece não ter terminado ainda...
Descobri um grande furo de reportagem !
Quero que, antes de mais nada. me digam se isso não dá demissão por justa causa a funcionário concursado, fica a pergunta aos procuradores do município de Colombo...
Mas, qual é a bomba ?
Muito simples, os antigos comissionados de Jota 'propina' Camargo, que não sabemos ainda se eram 500, 600, 700, 800 ou mais, resolveram contra-atacar, estão armando, veja o que diz uma mensagem de celular, enviada pela ex-comissionada da 'caterva':

Traduzindo:
Olá, a intenção do grupo podre da Beti é reunir os cargos comissionados na segunda-feira e fazer foto sensacionalista, para denegrir a imagem do J. E é óbvio que não tem estrutura para atender a todos. Então não vamos cair no jogo deles. Conversem com seus próximos e avisem. E vamos nos organizar para irmos em momentos separados. Ok. Deus é justo e seremos vitoriosos nisso...
Beijos Keli 
9663-xxxx.

Sabem quem é esta Keli ?
É Keli Carneiro, a esposa do ex-chefe de gabinete do Jota, Cícero Alves. Cícero que também assumiu a secretaria de turismo. Cícero que era sócio do filho de Jota, Gustavo, na falida folk. Keli Carneiro também é filiada ao PT de Colombo e é ex-funcionária de Onéias Ribeiro. Keli estava na relação de comissionados, os famosos marajás de Colombo...
Ela mandou esta mensagem para todos os ex-comissionados marajás de Colombo, até mesmo para os que nem sabem direito aonde fica a nossa bela Colombo, isso mostra que eles são extremamente organizados...
O diabo da coisa, é que as mensagens e os números já estão em posse das autoridades competentes, GAECO, polícia federal, ministério público estadual, ministério público federal...
Veja estas fotos deles juntos:

Casal Cícero Alves e Keli Carneiro

Cícero na 'falida' folk, aonde era sócio do filho de Jota, Gustavo.



Cícero, Keli, 1º dama(?) Ivone e Gilmar

Eurico dino, Gilberto agrolombo, Cícero, Jota, Onéias e Painho

Preparando o golpe ?

Caterva reunida

Pois é povão, o jogo sujo e rasteiro desta caterva ainda vai longe.
Na verdade eles tem é muita sorte, porque o Pelé e a Beti Pavin não são de humilhar ou menosprezar ninguém. Beti quando foi prefeita não agiu assim, Pelé, enquanto prefeito não agirá assim.
Quanto a estrutura, a equipe de Pelé e Beti tem capacidade de sobra para atender todos os 500, 600, 700, 800 ou mais marajás do Jota demitidos. Aliás, até mesmo aqueles verdadeiros fantasmas que nunca apareceram em Colombo, mas recebiam seu poupudo pagamento.
O medo desta caterva, é que o povão de Colombo veja o tamanho da quantidade de marajás do Jota.
Não se preocupem, a polícia federal sabe quem são cada um, para isso já existe uma investigação federal a muito tempo...
Muita gente que se achava graúda e intocável irá para detrás do xilindró...
O crime organizado sempre acaba caindo...
E não se preocupem, o ministério público federal, a polícia federal e o GAECO logo logo conversarão com vocês...





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LISTA DE SECRETÁRIOS DE PELÉ PODERÁ SAIR AMANHÃ

O prefeito de Colombo, José Renato Strapasson( Pelé), poderá divulgar hoje (07), os nomes que vão compor o secretariado na gestão 2013/2016, o anúncio deverá ser feito em reunião no gabinete da Prefeitura. A expectativa da divulgação dos nomes é cercada de muito suspense, mas deve se concentrar em nomes conhecidos e comprometidos com a construção de uma Colombo para todos nós. Muito foi comentado sobre a criação de novas secretarias, mas isso não foi decidido até o momento . O prefeito Pelé e  Beti Pavin, já anteciparam publicamente que haverá mudanças em todas as pastas. 
O nosso Blog a título de sugestão, entende que deveria ser criado novas pastas no Poder Legislativo, como; Segurança e Trânsito, Esporte e Lazer. Portanto, até a tarde de ontem não havia oficialmente divulgado os nomes dos futuros integrantes que farão parte dessa mudança, embora interlocutores dessem como certo vários nomes. O único nome confirmado é de Aziolê Pavin, que ocupará a Secretaria da Educação, Aziolê foi escolhida durante a campanha pelos professores que apoiavam a prefeita eleita Beti Pavin, e o próprio prefeito interino(Pelé), que já confirmou nas redes sociais.

Outra secretaria que chama a atenção é a da Saúde, tema central da última eleição municipal, a saúde sofreu muitos questionamentos durante a campanha e nos debates. O mais cotado para o posto era de Humberto Blanco, mas poderá ser confirmado a  Dra. Dalimar, que já havia recebido o convite. A atual secretária é a Dra. Ivone Busato, esposa de prefeito J. Camargo. 
Outro nome que deve ser divulgado amanhã é a do chefe do monitoramento, essa função poderá ser exercida por Gilmar Gonçalves dos Santos( Mestre Besouro). A secretaria de habitação pode ser confirmada Tania Mara Tosin e como diretor Rodrigo Cruz. Rodrigo já ocupou o cargo de assessor-diretor da Cohapar - Companhia de Habitação do Paraná . Para a procuradoria  do município, tudo indica que serão divulgados o nome da Dra. Eliane Tosin e do Dr. Anderson Cunha, assim como já estaria definido o nome de Márcio Ferro, para a Secretária da Fazenda. A pasta da Secretaria da Administração poderá ser ocupada por Gilberto Pavin. A Secretaria de Ind, e Comércio, o nome cotado é do empresário Osmir Alberti .
 No entanto, os nomes divulgados acima, tem grandes chances de ser oficializado no dia de hoje, pois são setores prioritários para que o prefeito comece a administrar a cidade de Colombo. A divulgação do secretariado inicia uma outra disputa nos bastidores: a composição das diretorias, cargos de segundo escalão. Atraem maior interesse as chamadas diretorias especiais que, embora sejam subordinadas aos secretários da pasta pertinente, estarão acima hierarquicamente das demais diretorias.

OPINIÃO DO "POLVO"
No campo das hipóteses há versões dando conta de vários nomes para diversas secretarias e cargos, pois até a tarde de ontem a situação se mostrava indefinida para diversos setores. Essa indefinição faz surgir várias listas, veja abaixo alguns nomes que não estão destacados.





Secretária de Obras e viação : Norton, Balão, Painho, Bertinardi, Sugestão " Rodrigo Cruz  em vez de diretor de habitação poderia assumir a secretária de obras".
Secretária da Saúde : Dra. Dalimar de Lucca Moreira, Dr João Carlos Baracho (Presidente da AMP) 
Procuradores do Município : Dra. Eliane Tosin, Mariana Strapasson e Cassio Strapasson,
Administração : Gilberto Pavin, Evandro Busato, Giovani (Pudim)
Secretária de Urbanismo e Habitação: Tania Mara Tosin.
Diretor de Urbanismo e Habitação Rodrigo Cruz.
Regional do Osasco : Ângelo Alberti.
Regional do Maracanã: Wilson Vieira.
Chefe de Gabinete : Lirani Sampaio, Ana Cirstina, Vera Pavin e Anderson Rosa.
Esporte: Pacheco, Toninho da Liga, Alésio, Vardão, Taxinha irmão do Alex, Magno.
Colombo Previdência : Sidney Guarisse, Eliseu Ribeiro.
Meio Ambiente e Agricultura: Rose Cavalli, Pedro Ademir.
Agricultura : Pedro Ademir, Antônio Ricardo,
Mestre de Cerimonial : Léo Barbosa, Raul show, Still, Ademir Eventos.
Assessor de imprensa: Osni Mendes, Joel Cordeiro,
Dep. da juventude : Thiago de Jesus, Julli Lima, Cris, (.....LOCOS).
Turismo : Chiquinho do Paraná, ET de Colombo.
Ouvidoria : Prof. Cesar, Osvaldo de Mello.
Secretária da Fazenda: Marcio Ferro, Evandro Busato, Giovani (Pudim)
Departamento Anti-Drogas: Silvano, Coronel Xavier, Coronel Sanderson, Capitão Muller. (Transformar em secretária de segurança publica e transito).
Secretária de Educação e Cultura: Aziolê Pavin e Claudinei Duarte Lima.
Secretária de Industria e Comercio: Ormir Alberti, Irineu Paris.


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A tragédia carioca

A cada início de ano os brasileiros estão acostumados ao noticiário das tragédias ocasionadas pela chuva no Rio de Janeiro. São vidas perdidas, casas destruídas e sonhos levados pela enxurrada. É claro que contra as forças da natureza ninguém pode lutar, mas a incompetência histórica dos governos fluminenses contribui para piorar o que já está ruim.

Este ano vimos as estrelas globais irem protestar na orla de Copacabana e Ipanema pedindo o veto às novas partilhas dos royalties do petróleo. Sérgio Cabral e os globais reclamavam dos prejuízos para o Rio de Janeiro caso os Estados não produtores ficassem com uma fatia maior desta bilionária verba.

Tudo bem, Dilma vetou a proposta do Congresso e o RJ começa 2013 da mesma forma que 2012: com o caos ocasionado pela chuva e os cofres abastecidos com as verbas dos royalties –enquanto a maioria dos governadores pode ficar sem a parcela de janeiro do FPE.

Ai fica pergunta: o que o governo do Rio tem feito com esta verba dos royalties? Por que tantos cariocas ainda moram em zonas de risco, em encostas de favelas e morros?

Este dinheiro não deveria estar sendo usado para construir casas populares em locais longe de perigo? Mas não, grande parte dos royalties é usada para manter a folha de pagamento dos servidores.

Algo de muito errado ocorre há 500 anos na República brasileira. Erro este que ocasiona injustiças na nossa utópica Federação e faz milhares de cidadãos morrerem pela incompetência do Estado.
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Por que o público foge da TV aberta

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Conforme notícia divulgada pela Folha de São Paulo nesta semana, a Rede Globo fechou o ano passado com a pior audiência de sua história. Segundo dados do Ibope, em 2012 ela teve, em média, 14,7 pontos (cada ponto equivale a 60 mil domicílios).

A emissora ainda amarga o pior índice em seu principal programa jornalístico, o Jornal Nacional, que, ano passado, teve média de 28,1 pontos contra o pico de audiência, que ocorreu em 2006, de 36,4 pontos.

Todavia, é equivocada a percepção de muitos de que se trata de um problema isolado da Globo. Houve queda de audiência de todas as TVs abertas no ano que passou em relação a 2011.

Apesar de a Globo ter fechado 2012 com 14,7 pontos contra 16,3 em 2011, a Record teve 6,2 pontos contra 7, 2, o SBT 5,6 pontos contra 5,7, a Band 2,5 pontos contra 2,5 e a Rede TV! liderou a queda, tendo perdido 37% de sua audiência no ano passado, tendo cravado 0,9 pontos contra 1,4 em 2011.

E não foi só. O número de aparelhos ligados em televisões abertas caiu perto de 5%.

O resultado negativo mais “vistoso”, claro, foi o da Globo, que, ao longo da última década, vem perdendo mais audiência do que as concorrentes, sobretudo devido ao avanço da Record e à forte perda de audiência do Jornal Nacional.

Sobre o ainda mais assistido telejornal do país, a perda de audiência acima da média certamente se deve, em boa parte, à utilização do informativo como arma na incessante guerra da Globo contra o governo federal e o PT.

A cobertura do julgamento do mensalão, por exemplo, irritou profundamente até o público que não gosta do PT. Tentando influir a qualquer preço na eleição municipal do ano passado, sobretudo na de São Paulo, o núcleo de jornalismo da Globo, às vésperas do segundo turno, produziu um dos maiores absurdos que se viu na televisão brasileira.

Em 23 de outubro, a uma semana do segundo turno, logo após o horário eleitoral gratuito, o Jornal Nacional levou ao ar uma matéria que teve duração só comparável às coberturas de grandes catástrofes como a de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque, nos Estados Unidos, quando terroristas derrubaram as Torres Gêmeas do World Trade Center

Dos 32 minutos de duração da edição do JN naquele dia, 18 minutos foram gastos com o julgamento. E o que é pior: não houvera absolutamente nada de especial, naquele dia. Assim, o telejornal se limitou a importunar o telespectador com “melhores momentos” do julgamento.

Aliás, o ineditismo do tempo gasto na reportagem foi de tal monta que virou até matéria de jornal no dia seguinte, na Folha de São Paulo, e ainda gerou representação da ONG Movimento dos Sem Mídia ao Ministério Público Eleitoral acusando a emissora de fazer uso político de uma concessão pública em período eleitoral, contrariando a legislação.

O julgamento do mensalão foi tão martelado por toda a programação da Globo que passou a ser comum ouvir pessoas comentando que não agüentavam mais o assunto. Contudo, a queda mais pronunciada de audiência da Globo e do JN se deve a um processo mais amplo.

Outras emissoras não se beneficiaram da queda de audiência da Globo porque também incorrem em manipulação de notícias, mas, acima de tudo, porque todas as emissoras abertas insistem em uma programação que qualificar de medíocre soa até benevolente.

O público que pode, foge para a televisão a cabo. Quem não pode, recorre à internet. Sobretudo para se informar.

Agora, por exemplo, está sendo anunciado que o Brasil voltará a ser assolado por nada mais, nada menos do que a DÉCIMA TERCEIRA edição do Big Brother Brasil, com bebedeiras, promiscuidade e mediocridade invadindo nossos domicílios.

Alternativa ao BBB? A Record apresenta algo ainda pior, uma cópia malfeita, mais brega, ainda que menos promíscua: o reality show A Fazenda.

Novelas? Apesar de Globo e Record, acima de todas, reunirem bons elencos, as tramas são sofríveis, repetitivas. As histórias são sempre as mesmas, com pequenas variações. Ainda que o público para essas porcarias ainda se mantenha, vem diminuindo percentualmente em relação ao conjunto da população.

O progressivo aumento do nível de escolarização e cultura do brasileiro vai provocando fuga de uma programação cuja produção chega a ser cara só para produzir lixo cultural em estado puro.

Para que se informar pelos telejornais se, pela internet, você fica sabendo antes das notícias e ainda pode ter acesso a diversos ângulos delas?

No Jornal Nacional, por exemplo, o espectador sofre tentativa de manipulação, com notícias distorcidas sob interesses políticos e econômicos e, em geral, não fica sabendo do outro lado da moeda.

Há cada vez mais gente, portanto, produzindo seus próprios informativos pela internet. Hoje você pode montar uma rede de sites e blogs nacionais e internacionais e se informar em muito maior profundidade.

Claro que ainda é restrito o contingente de pessoas que montam seu portfólio informativo com base em critérios mais racionais e via internet, mas esse contingente cresce de forma exponencial.

O que ocorre no Brasil é uma tendência mundial. Nos EUA, por exemplo, a televisão aberta tem baixa audiência, muito mais baixa do que no Brasil, percentualmente.

Agora, a cereja do bolo: nos próximos anos, as operadoras de telefonia deverão começar a produzir conteúdo para transmitirem via TV digital ou internet, inclusive em celulares. E sem uma regulação das comunicações eletrônicas, a Globo e congêneres estarão ferradas.

Explico: as teles vêm aí com arcas incontáveis de dinheiro para investir em conteúdo, com seus faturamentos dez vezes maiores do que das emissoras tradicionais, inclusive da Globo. Sem regulação do setor, até ela será engolida.

Talvez por conta disso vemos o governo Dilma impassível diante do clamor de setores da sociedade por uma “lei da mídia”, pois a tecnologia deverá levar Globo e companhia limitada a baterem na porta do governo pedindo regulação, por incrível que pareça.

Muitos – entre os quais me incluo – estão contrariados com a postura da presidente Dilma de renegar qualquer intenção de dar ao Brasil uma legislação moderna para esse setor tão crucial, até porque há medo de que os barões da mídia arranquem de um governo aparentemente acovardado uma regulação feita sob medida para os interesses deles.

Todavia, apesar de também ter essa preocupação, penso que a passividade do governo federal pode – apenas pode – ser uma estratégia para negociar em posição de força quando a própria família Marinho, entre outros, bater-lhe à porta pedindo uma “lei da mídia”.

A ver.
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Dilma e o compromisso da continuidade

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Foi-se metade do governo Dilma. Restam-lhe, portanto, dois anos. Diz-se que, para os governantes, os primeiros dois passam devagar e que eles se sentem como se tivessem a eternidade pela frente. E que os segundos voam, pois o fim do mandato se torna um dado cada vez mais palpável e mais presente no dia a dia. Esse não é apenas um sentimento. A segunda metade é, de fato, mais curta.

Desde antes do fim do terceiro ano, a sucessão torna-se assunto principal. Cessam as inovações e as experiências. A pauta do governo fica limitada e a cobrança de resultados intensifica-se. É preciso ter coisas, de preferência “concretas”, para pôr na mesa. Tudo começa a girar em torno de um objetivo central: reeleger-se ou escolher quem possa vencer a eleição que vem a seguir.

A segunda metade dos governos costuma ter, portanto, dois tempos distintos: um terceiro ano predominantemente administrativo, mas já político, e uma “reta final”, marcadamente política. Se Dilma estivesse mal, se a população se sentisse insatisfeita com ela, os dois anos que tem pela frente seriam suficientes para que revisse rumos e encontrasse meios de consertar problemas.

Já vimos isso acontecer com governadores e prefeitos. São muitos os casos dos que conseguiram recuperar a imagem depois de atravessar dificuldades no começo. Mas Dilma está bem. Na verdade, muito bem. Segundo dados das pesquisas CNI-Ibope, ela saiu da eleição de 2010 com a imagem de que faria uma administração “ótima” ou “boa”. Em dezembro daquele ano, era assim que pensavam quase dois terços (62%) dos entrevistados pelo instituto.

Depois de ter alcançado, em março de 2011, a marca de 68% de avaliações positivas, Dilma foi a 55% em julho (sempre de acordo com o Ibope). De lá para cá, cresceu sistematicamente. A cada pesquisa, foi batendo os recordes de seus antecessores em igual momento. Nenhum presidente da República foi mais bem avaliado que ela. Nem Lula.

Nas mais recentes, seus números igualam ou ultrapassam as expectativas da população antes que começasse a governar. Em outras palavras: a maioria imaginava que seria uma presidenta “ótima” ou “boa” e acha que é isso que ela está sendo.

Para o eleitorado, quando disputou e venceu a eleição de 2010, Dilma fez uma promessa fundamental: faria um governo de continuidade. Era o que as pessoas queriam. Apesar das dificuldades, elas entendem que Dilma cumpriu seu compromisso nos primeiros 24 meses do mandato.

Ela manteve as políticas mais claramente identificadas com Lula, como o Bolsa Família, o ProUni, o Minha Casa Minha Vida. Não houve mudança na retórica ou em sua implementação. Foram ampliadas e aperfeiçoadas. Prosseguindo a principal opção da política econômica que herdou, renovou a aposta no mercado interno e continuou a procurar a expansão do emprego, da renda e do consumo.

As pesquisas mostram que insistir nas políticas do governo Lula nunca foi demérito para ela. A vasta maioria da população não desejava que fossem alteradas ou esperava que quem havia sido parte importante do governo anterior as mudasse. Com o agravamento da crise na economia internacional, essa continuidade mostrou-se mais significativa. Em vez de retroceder e voltar à prática conhecida de “apertar os cintos”, diminuindo gastos públicos e controlando a moeda, o governo manteve suas escolhas. E as aprofundou.

No segundo semestre de 2012, o governo mudou o discurso e passou a agir para corrigir velhas distorções no funcionamento da economia, algumas particularmente prejudiciais ao cidadão comum. Juros estratosféricos, impostos exorbitantes, preços abusivos da energia elétrica, incompetência e falta de transparência das prestadoras de serviços públicos básicos, coisas que as pessoas consideravam males eternos e sem remédio, começaram a mudar.

Em razão disso, cresceu a aprovação das ações do governo em relação, por exemplo, à inflação (entre junho de 2011 e setembro de 2012, a desaprovação caiu de 56% para 45%) e à taxa de juros (a aprovação subiu de 29% para 49%, no mesmo período). Alguns dos poucos temas de política econômica em que a insatisfação predominava diminuíram de gravidade.

Terminamos o ano com o aumento das preocupações relativas à crise, mas com a maioria da população acreditando que o Brasil está mais preparado que o resto do mundo para superá-la. Ainda bem que é pequena a credibilidade do noticiário econômico produzido pela imprensa oposicionista, que nos diz que vivemos à beira do abismo.

As pessoas acreditam que o País e o governo vão bem, seja porque a economia está corretamente administrada, seja porque a opção social que caracteriza as administrações petistas foi mantida. Mas também porque a presidenta está sendo, desde o início, uma boa surpresa. Sua “maneira de governar” é aprovada por 77% e reprovada por 18%. Confiam nela os mesmos 77% e há 22% que dizem que não. Nas duas dimensões, as respostas positivas vêm aumentando desde 2011.

É a primeira vez que temos no Planalto alguém como ela. Que não chega lá para fazer “grandes mudanças”, mas para continuar. Que não exibe uma biografia de “coisas notáveis”, mas um perfil de administradora e gerente. Que não tem passado na política e revela pequena paciência com seus hábitos e personagens.

Com tantas particularidades, ela tinha um enorme desafio quando tomou posse: governar o País sem deixar que a população sentisse saudade de Lula. Não era fácil suceder “o melhor presidente que o Brasil já teve”, de acordo com a opinião majoritária. Mesmo para políticos experientes seria difícil. Imagine-se para quem estava em começo de carreira.

Ao longo do primeiro ano, enfrentou e resistiu ao desgaste de uma série de problemas nos ministérios. Diversos ministros acabaram substituídos, quase todos por suspeita de irregularidades, algumas graves, outras menores. Em nenhum episódio foi vista como conivente ou tolerante. Atravessou-os como a maior interessada no seu esclarecimento, como quem queria aproveitá-los para fazer uma “faxina” na administração federal.

No exterior, sempre foi considerada uma importante liderança, que assumiu, com naturalidade, o papel de porta-voz de um Brasil com mais protagonismo.

O segundo semestre de 2012 tinha todos os ingredientes para ser um inferno astral para Dilma. Na economia, estabeleceu-se uma conjugação perversa de problemas complicados: crise na economia internacional, aumento das pressões inflacionárias internas, uma sensível retração na indústria.

Na política, o jogo pesado da oposição extrapartidária, procurando transformar o julgamento do “mensalão” em um tribunal de condenações ao PT e suas lideranças. A mídia conservadora, o empresariado que a sustenta e os setores da sociedade inconformados com a longa duração da hegemonia petista apostavam que enfraqueceriam o partido.

Com isso, que fragilizariam o governo, seja o desgastando diretamente, seja por meio do aumento do custo político de manter o bloco situacionista em condições operacionais no Congresso. Embora ainda vá correr muita água sob a ponte nesse front, o saldo da atual etapa da guerra do “mensalão” foi negativo para as oposições. O efeito eleitoral imediato que buscavam, ao interferir na eleição municipal, foi pequeno. O julgamento não teve consequências relevantes na escolha dos prefeitos.

Pelo que revelaram as pesquisas, especialmente qualitativas, realizadas durante a eleição, nem Dilma nem o governo estiveram em discussão, sequer entre as parcelas do eleitorado sensibilizadas pelas críticas ao PT. O que reprovavam no partido e no comportamento das lideranças condenadas nunca foi estendido à presidenta. Com isso, assim como enfrentou a piora do cenário econômico dando respostas positivas, ela atravessou o julgamento com a naturalidade de quem não tem contas a prestar pelo que aconteceu em 2005.

A eleição de outubro foi uma espécie de batismo para Dilma. Pela primeira vez, subiu ao palanque para pedir votos para outras pessoas. Nos diversos balanços de resultados publicados pela mídia conservadora, prevaleceu a noção de que ela fora malsucedida no novo papel. Que seus candidatos não emplacaram.

É uma avaliação incorreta. Nunca é decisiva a influência do apoio presidencial na escolha dos prefeitos. Como mostra nossa história recente, presidentes mal avaliados não enterram seus candidatos e mesmo os mais populares não fazem milagres. De positivo, a principal contribuição que podem dar é servir de argumento para correligionários e aliados, permitindo que usem com proveito seu nome e realizações.

Isso Dilma ofereceu a candidatos do Brasil inteiro, o que a torna corresponsável pelos bons resultados de seu partido. O saldo de sua entrada direta na eleição em determinadas cidades não deve ser medido pelo número de prefeitos eleitos – mesmo que tenha desempenhado papel nada irrelevante na vitória de Fernando Haddad, a mais importante. Ao subir ao palanque, ela mostrou-se mais do que uma administradora competente ou uma “gerente”. Assumindo papel eleitoral, Dilma sinalizou para o sistema político que faz parte dele, à sua maneira, mas de forma plena. O que ela não podia era se recusar a essa identificação.

Em termos dos indicadores de popularidade, aconteceu na eleição municipal de 2012 o que ocorrera nas anteriores: uma alta da aprovação. Se todos os antecessores se beneficiaram, não havia razão para imaginar que não se repetiria com Dilma.

Ao olhar as pesquisas disponíveis, o que se vê é que o PT está indo para a próxima eleição presidencial com nítido favoritismo. Nas que estão sendo feitas atualmente, seus dois possíveis candidatos lideram com folga. Seja Lula, seja Dilma, têm, sozinhos, mais de quatro vezes a soma dos adversários.

Quando um partido tem um nome com 60% e outro com 70% das intenções de voto, a decisão a respeito de qual deve concorrer deixa de ser eleitoral e passa a ser exclusivamente política. Quando, juntos, têm 80% dos votos espontâneos, a questão se torna estratégica e não instrumental.

Muita coisa pode acontecer até o fim de 2013 e o início de 2014, quando a escolha tiver de ser feita. A guerra do “mensalão” não terminou e novas batalhas vão acontecer no futuro próximo, agora que os antilulopetistas se descobriram tão amigos de alguns integrantes do Judiciário.

Nada sugere que a imagem do governo venha a atravessar perturbações significativas em 2013, a ponto de impactar na eleição. Salvo uma hecatombe altamente improvável, o mais certo é que Dilma e o governo mantenham níveis de aprovação semelhantes aos de agora.

Devemos a Fernando Henrique Cardoso uma curiosidade de nosso sistema político: em um país que cultua o futebol, todo ano de eleição presidencial tem Copa do Mundo (se ele não tivesse reduzido para quatro anos o mandato em troca da reeleição, as duas só coincidiriam a cada 20 anos). Temos suficiente experiência para saber que as duas coisas não são relacionadas. Ganhar ou perder nos gramados foi irrelevante nas eleições de 1994 para cá. Em 2014, o caso é outro. Não que a eleição dependerá do futebol.

O relevante é a outra Copa que, simbolicamente, estaremos disputando. Um campeonato para mostrar ao mundo e a nós mesmos que somos capazes de organizar com competência o evento. Onde os adversários serão nossos problemas crônicos – nos transportes, nas comunicações, na saúde, na segurança pública, na mobilidade urbana, nos aeroportos e rodovias.

Essa Copa é mais importante para as pessoas do que o resultado esportivo. Elas lamentarão muito mais se ocorrerem falhas na organização do que se a Seleção for goleada. Se houver problemas, a responsabilidade será do governo federal e da presidenta. Tudo o que acontecer de ruim cairá em seu colo. E podemos apostar a quem nossa “grande imprensa” atribuirá a culpa.

A final da Copa do Mundo vai acontecer em 13 de julho de 2014. Dali a dois meses e meio, teremos a eleição. Tudo o que conhecemos hoje sobre a opinião pública brasileira aponta para o favoritismo do governo. O que ele não pode é ignorar que será julgado na véspera, pelo que ocorrer na Copa do Mundo.

Se existe uma prioridade para Dilma nos próximos dois anos, é organizar uma Copa do Mundo sem problemas. Ao menos, sem os problemas evitáveis.
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