POR QUE LULA?


Por Jefferson Lima

“Observei nas últimas semanas do ano de 2012 a forma como nosso ex presidente Lula vem sendo atacado pela oposição conservadora, coordenada pela mídia golpista que tenta desmoralizar a esquerda, o PT e todo nosso legado.

Essa oposição é a mesma que governou o Brasil durante anos, que articulou os golpes de 54 e 64, e que agora quer destruir a maior liderança política da história deste país. Esses mesmos “atores” que não foram capazes de apresentar um projeto nacional durante as décadas que governaram o Brasil desde a redemocratização, e que foram derrotados em 2002 por um ex operário.

Eu me pergunto quais são os reais motivos desse ódio da elite burguesa que tenta destruir nosso companheiro Lula?

1 - Não é fácil para eles aceitarem que Lula, como o primeiro ex-operário na história brasileira, tenha ocupado o posto mais importante da nação.

2 - Eles não aceitam que 40 milhões de brasileiros(as) tenham saído da linha de pobreza, através de programas como Fome Zero, Bolsa Família e pelo aumento real do salário mínimo.

3 - Eles não aceitam a criação da Secretaria Nacional de Juventude, do Conselho Nacional de Juventude, e que a juventude fosse incluída através de programas como ProUNI, Projovem, expansão das universidades, bolsa atleta.

4 - Eles não aceitam a criação de 14 universidades federais e 214 escolas técnicas em oito anos, além da entrada de 750 mil jovens no ensino superior por meio das bolsas do Programa Universidade para Todos(ProUni). Hoje, centenas de milhares de jovens negros, índios e pobres estão sendo os primeiros membros de suas famílias a contarem com o diploma universitário.

5 - Eles não aceitam que um nordestino e retirante posicione o Brasil no cenário da política mundial, e respeite os países da África e América Latina da mesma forma que respeita a Europa e os EUA.

 casa natal de Lula

6 - Eles não aceitam que 15 milhões de brasileiros(as) tenham assinado suas carteiras de trabalho no governo de Lula.

7 - Eles não aceitam que, no governo Lula, o Brasil tenha retomado o crescimento, reduzido a pobreza, a desigualdade social e investido na agricultura familiar, através do PRONAF (Programa de Apoio à Agricultura Familiar), seis vezes mais do que no de FHC.

Além de ter criado outros programas para a área, como o de Aquisição de Alimentos, que compra diretamente a produção dos agricultores. Por volta de 50% dos estabelecimentos de agricultura familiar estão no Nordeste.

8 - Eles não aceitam que, no Governo Lula, o PIB do país tenha batido recorde, que a inflação tenha sido sempre controlada e que se tenha executado importantes obras como a duplicação da BR 101, construção de novas refinarias e estaleiros no Brasil.

9 - Eles não aceitam o fim das privatizações e a participação popular direta nas discussões de políticas públicas através das 72 conferências nacionais realizadas durante os oito anos de governo Lula.

10 - Eles não aceitam a inclusão social do povo pobre, negro e indígena do Brasil através das cotas nas universidades.

11 - Eles não aceitam que grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas serão sediados no Brasil graças a articulação do ex-presidente Lula.

12 - Eles não aceitam a humildade, o diálogo, aprovação e a popularidade que Lula tem com o povo brasileiro. O ex-presidente representa a cara do povo do nosso país.

13 - Eles não aceitam que o PT, Lula e o povo brasileiro tenham elegido a primeira mulher presidenta deste país, e que ela tenha dado continuidade a todos os projetos de mudança do país iniciados na gestão de Lula.

Coloquei 13 pontos, mas poderia colocar outros milhares de motivos para justificar o ódio da direita que faz oposição ao Brasil. Foram muitas as transformações que o país passou e vem passando nos dias de hoje. Tudo isso graças ao trabalho do nosso companheiro Lula.

Somos nós, o povo, que não vamos aceitar e nos calar diante da injustiça que é a criminalização do ex-presidente Lula, do PT e de qualquer movimento social. Vamos continuar sempre na defesa da maior liderança popular da história do Brasil, e do maior partido da América Latina, para manter o rumo do nosso país e cada vez mais aprofundar as necessárias mudanças através do governo da presidenta Dilma.

Por fim, deixo uma frase do nosso guerreiro Lula ao final dos oito anos de governo: “Podem ficar certos de que, quando eu deixar a presidência , cada partícula das coisas que conquistamos terá tido a participação de todo povo brasileiro”.

FONTE: escrito por Jefferson Lima, Secretário Nacional de Juventude do PT. Transcrito no portal do PT (http://www.pt.org.br/noticias/view/artigo_por_que_lula_por_jefferson_lima)[Imagens do google adicionadas por este blog ‘democracia&política’].
Clique para ver...

SAFRA 2012/2013



Do blog do Rui Daher, no “Terra Magazine”

“Voltemos aos trilhos e trilhas agropecuários de 2013, embora, sabem todos, assim não corre o calendário das lavouras e criações em nosso clima subtropical, aliás, em certas regiões quase nada sub.

Produziremos de tudo muito e um pouco. Mais do que nossos recursos naturais, clima e espaço territorial, nisto mandam o mercado, aí entendidos consumo e preços.

Para a próxima safra, o bom e velho mercado de produtos, que este é mercado, o resto é escrituração, será bastante favorável. Até mesmo o clima promete poucas surpresas desagradáveis.

No plano interno, a garantia vem do crescimento do PIB, reflexos positivos nos empregos, renda e consumo e uma boa pitada de política. Afinal, a economia em 2013 ajudará muito a campanha eleitoral de 2014.

No plano externo, ajudam demanda voltando a crescer, preços estáveis em patamares altos e câmbio pouco mais ajustado.

Assim, ano a ano, o campo vai variando suas escolhas, movendo vocações regionais, tomando um gol contra aqui, dando uma goleada acolá.

Grãos, cana-de-açúcar, café e, infelizmente se esvaindo, laranja, juntos, ocupam 93% da área plantada com lavouras.

Segundo a CONAB, “Companhia Nacional de Abastecimento”, o Brasil terá plantado 52 milhões de hectares (+2%) para colher, em 2013, 180 milhões de toneladas de grãos (+8%). Um recorde.

Entram aí, desde os expressivos, na ordem, soja, milho (duas safras), arroz, trigo, algodão e feijão (três safras), que representam 99% da produção, até sorgo, aveia, cevada, amendoim, triticale, girassol, mamona, canola e centeio, também na ordem.

Viram? Fazemos quase tudo. Inclusive, talvez, o que não se deveria, caso houvesse planejamento agrícola.

Deles, apenas o algodão passará por horrores, com os preços em dramática queda. Tanto que seu plantio já caiu quase 30%.

Os demais grãos, sobretudo soja e milho, voltados também para o mercado externo, com o aperto dos estoques mundiais, manterão bons preços, ainda que abaixo do pico.

Para a cana-de-açúcar, na safra 2012/13, entregamos 8,5 milhões de hectares de terra (+2%) para produzir 600 milhões de toneladas do produto (+6%).

Um clima melhor do que nas duas safras anteriores fez aumentar a produtividade média para 70 t/ha. Ainda é muito baixa. Há regiões com alta aplicação de tecnologia que alcançam 100 t/ha.

A queda nos preços internacionais do açúcar e a política interna de preços dos combustíveis estão nas justificativas do setor para diminuir seus investimentos em tecnologia e aumento na capacidade de moagem.

O café teve, no ano passado, a maior colheita de sua história (51 milhões de sacas). Neste ano, de baixo ciclo, deverá ter queda de 10%.

Há controvérsias. As floradas foram atraentes e os chumbinhos pegaram bem. Nesta época do ano, contudo, as corretoras mundiais brincam de esconde-esconde para atiçar o sentido das cotações. Ruim não será.

Situação péssima mesmo é a da citricultura, que não bastassem guerras internas envolvendo indústria, produtores e dezenas de associações especializadas em promover uma paz nunca alcançada, afetada por fantástica queda no consumo de suco de laranja, altos estoques e baixas cotações.

O complexo das carnes lida com demanda ainda acesa e oferta equilibrada. Mesmo com o boi brasileiro em suspeita e os frangos e suínos sofrendo altos custos de produção, ninguém deixará de ganhar dinheiro e crescer na atividade.

Mas e aí? Nenhum vilão para trazer alguma emoção a esse roteiro?

Claro que sim. Sem eles, o que fariam os super-heróis?

Existe uma concentração brutal no setor de insumos para a agropecuária. É um fato mundial que inclui e, pior, realça o Brasil. Preços são administrados para maximizar os lucros da indústria e diminuir os da produção de alimentos, fibras e energia. No próximo capítulo.”
 
FONTE: do “blogdoruidaher”, no portal “Terra Magazine” http://terramagazine.terra.com.br/blogdoruidaher/blog/2013/01/04/perspectivas-para-a-agropecuaria-na-safra-20122013/[Imagem do google adicionada por este blog ‘democracia&política’].

Clique para ver...

UM QUARTO DA RIQUEZA BRASILEIRA É CONCENTRADA EM SEIS CAPITAIS

São Paulo detém 11,8% do PIB nacional

Por Assis Ribeiro, do “Correio Braziliense”


“O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro está concentrado em poucas cidades. Seis capitais são responsáveis por 24,9% de tudo o que o país produz em riquezas. São Paulo detém 11,8% do PIB nacional, seguido por: Rio de Janeiro (5%), Brasília (4%), Curitiba (1,4%), Belo Horizonte (1,4%) e Manaus(1,3%).

Os dados fazem parte da pesquisa “Produto Interno Bruto dos Municípios 2010”, do “Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística” (IBGE). Somadas, as riquezas dessas seis cidades, que abrigam 13,7% da população, correspondem a um quarto da geração de renda nacional.

Em todo o Brasil, com 5.565 municípios, metade de toda a renda nacional é produzida por apenas 54 municípios. A outra metade do PIB é dividida entre os demais 5.511 municípios.

De forma geral, as capitais concentram, especialmente, atividades do setor de serviços, como bancos, financeiras, comércio e administração pública, exceto o caso de Manaus, onde existe uma participação maior do setor industrial, por causa da Zona Franca.

Fora as capitais, 11 municípios se destacam na participação do PIB, todos com equilíbrio entre serviços e indústria, agregando 8,6% da renda do país: Guarulhos (SP), com 1%; Campinas, 1%; Osasco, 1%; São Bernardo do Campo (SP), 0,9%; Betim (MG), 0,8%; Barueri (SP), 0,7%; Santos (SP), 0,7%; Duque de Caxias (RJ), 0,7%; Campos dos Goytacazes (RJ), 0,7%; São José dos Campos (SP), 0,6%; e Jundiaí(SP), 0,5%.

A concentração de renda é fenômeno presente em todo o país, com maior ou menor grau. Na Região Norte, com 449 municípios, 50% da renda é produzida por apenas seis municípios. No Nordeste, o fenômeno da concentração também é evidente, com 21 dos 1.794 municípios responsáveis por agregar metade da renda regional.

No Sudeste, 50% da renda é produzida por apenas 15 dos 1.668 municípios. No Sul, com 1.188 municípios, 27 deles respondem por 50% da renda. No Centro-Oeste, com 466 municípios, somente Brasília responde por 42,8% do PIB.”

FONTE: reportagem de Assis Ribeiro, do “Correio Braziliense”. Transcrita no portal de Luis Nassif (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/um-quarto-da-riqueza-e-concentrada-em-seis-capitais) [Imagem do google adicionada por este blog ‘democracia&política’].
Clique para ver...

O "LULISMO" E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO



Clique para ver...

O GRANDE IRMÃO E O SEU OLHO, por Mauro Santayana



“Estamos no universo orwelliano de “1984”. É quase impossível a alguém andar sem ser monitorado por alguma câmera; vigiado, passo a passo, onde quer esteja, pelos satélites; localizado quando usa o aparelho telefônico celular, e assassinado por controle remoto. Todo esse sistema, que deixa anacrônica a ficção, é dominado, em escala mundial, pelo grande irmão, o governo norte-americano. O sistema financeiro, industrial e militar, que manipula o poder, conta com as maiores empresas internacionais de comunicação eletrônica, por ele controladas.

Contra o voto de pequena minoria, o Congresso dos Estados Unidos acaba de renovar lei do Governo Bush, autorizando a escuta telefônica e o monitoramento de comunicação eletrônica sem autorização judicial, incluindo emails, de cidadãos estrangeiros de todo o mundo, por parte dos serviços secretos norte-americanos – sobrepondo-se à soberania de todas as outras nações.

Embora a desculpa seja a luta contra o terrorismo, não há como saber onde acaba a preocupação com a “segurança nacional” dos Estados Unidos e começa a espionagem comercial e tecnológica, ou a coleta de informações que sirvam para pressionar ou chantagear “inimigos” dos EUA, como os ativistas da democracia ou da transparência, como Julian Assange.

Todos nós, a começar pelos nossos líderes políticos, podemos ser espionados pelos vários serviços norte-americanos, como a CIA e o NSA. Dentro da paranóia ianque, qualquer estrangeiro que não for seu vassalo e assalariado, é inimigo potencial de seu país.

O monitoramento de “inimigos” dos EUA pelos seus serviços de informação não é novidade. Ao longo do século XX, jornalistas, políticos, lideranças sindicais e sociais de todos os continentes foram monitorados, perseguidos, e, em muitos casos, diretamente sequestrados e assassinados por agentes da CIA, ou matadores por ela contratados – conforme vários livros de ex-agentes, que deixaram suas atividades.

Essa legislação de exceção, aprovada logo após 11 de setembro, foi agora incorporada às leis norte-americanas ordinárias. O que os Estados Unidos estão dizendo ao mundo é que, ao aprovar essa lei, colocam sob a proteção de seu poderio militar qualquer assassino a soldo de seus interesses que seja identificado e detido, em qualquer lugar do mundo. É a velha prepotência, denunciada pelos seus pensadores mais eminentes, como o Senador Fullbright – que foi contra a guerra do Vietnã, e se opunha a toda ingerência de seu governo nos assuntos internos de qualquer outra nação, em seu livro “Arrogance of Power”:

O Poder se confunde com a virtude e tende também a ver-se como onipotente. Uma vez imbuído da idéia de missão, uma grande nação facilmente assume que ela possui todos os meios para usá-los como um dever, no serviço de Deus”.

Clique para ver...
 
Copyright (c) 2013 Blogger templates by Bloggermint
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...