Manchetes dos principais jornais do País

O GLOBO
Maquiagem de R$ 200 bi garantiu meta do governo
Venezuela enfrenta semana decisiva
Reforma agrária patina com Dilma

FOLHA DE S. PAULO
Dilma acelera criação de empresas estatais
Sete morrem na primeira chacina do ano em São Paulo
Incerteza política na Venezuela recai sobre a economia

O ESTADO DE S. PAULO
Chavistas tentam estender mandato na Venezuela
Sigilo cerca despesa oficial com cartões
FHC vira "guru" da campanha de Aécio

CORREIO BRAZILIENSE
Crédito para a casa própria crescerá 20%
Corrida à Mesa Diretora

ESTADO DE MINAS
PBH refém da Câmara
Candidatos já põem o bloco na rua
Falta mais que dinheiro
Fora dos trilhos

O TEMPO (MG)
Custo com salário de vereador aumenta até 140% em Minas
Pequenos aderem ao cartão
Uso de álcool na adolescência aumenta risco de dependência

GAZETA DO POVO (PR)
Violência tira mais anos de vida do brasileiro do que doenças
Pesquisa mostra PT com vantagem na eleição de 2014
Ex-atletas, dos campos para os gabinetes
Posse de Chávez pode ser adiada, diz vice do país

ZERO HORA (RS)
Estádios gaúchos :: Negócio novo, torcida nova
Humor e poder: Dilmas criadas para fazer graça

JORNAL DO COMMECIO (PE)
É muito stresse!
Sem Chávez, Venezuela pode ficar mais violenta
Mais uma denúncia liga Lula a Rosemary
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O que pensa a mídia - editoriais dos principais jornais do País

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Sem saudades - Fernando Henrique Cardoso

Melhor imaginar que algo de positivo ocorrerá no futuro porque, de 2012, pouco restou de bom. Nos acontecimentos públicos, quanto desalento

É quase uma constante começar o ano novo com um balanço sobre o que finda e com votos de esperança para o futuro. Neste janeiro, não fosse a reiteração da esperança, haveria dificuldades em manter o ânimo. Melhor imaginar que algo de positivo ocorrerá no futuro porque, do ano que se encerrou, pouco restou de bom. Na vida pessoal, é distinto. Cada um fará o balanço que melhor lhe aprouver; eu pessoalmente nada de monta tenho a lastimar. Mas, nos acontecimentos públicos, quanto desalento. Ainda bem que a História não se repete automaticamente. Vade retro !

Comecemos pela economia e pelas finanças internacionais. Quando parecíamos estar saindo da recessão que se arrastava desde 2008, a recuperação mundial se mostrou mais lenta, e a crise na Europa, ainda mais profunda. É desolação para todos os lados. Os americanos, mais pragmáticos, nadam de braçada em um mar de dólares trocados por títulos de solvência difícil, à custa do resto do mundo. Este não sabe o que fazer com a taxa de câmbio para se defender da inundação de dólares enquanto os Estados Unidos postergam o dia do ajuste final. Sua taxa de desemprego continua elevada, embora não em ascensão; não exibem retomada vigorosa da economia, sem todavia cair no abismo fiscal anunciado pela imprensa, o fiscal cliff . Ou melhor, estão mergulhados nele, mas com escafandro: mantêm as ruas aquietadas e vão contornando sem violência os que protestam nas praças, como no caso do movimento Occupy. Não conseguem, é verdade, escapar do abismo político das posições radicalmente distintas entre republicanos e democratas, muito maior do que aquele no qual está imerso o Tesouro. Os dois partidos não se entendem para definir uma política fiscal que alivie as aperturas do Tesouro, pois os republicanos não aceitam impostos que taxem mais os ricos, nem apoiam medidas que deem alívio às dificuldades dos mais pobres, sobretudo na questão da saúde. A sociedade americana parece bloqueada.

Os europeus pretendem levar a sério o que os americanos dizem, não o que fazem. Pilotam a economia com rédea de ferro, ortodoxos como ninguém conseguira antes. E a economia, tal como o cavalo do inglês que, quando aprendeu a viver sem comer, morreu, vai de austeridade em austeridade desfazendo o tão penosamente construído modelo social europeu, rompendo, ou melhor, sufocando o Estado de bem-estar social e destruindo as bases de um pacto de convivência aceitável. É governo caindo por todo lado, e desemprego fazendo as famílias gemerem sem ilusões. E nada de o PIB crescer nem de as contas públicas melhorarem: da crise de liquidez do setor bancário privado passaram à quebradeira dos Tesouros nacionais, enquanto o euro continua intrépido como se fosse bandeira da Alemanha triunfante. Esta, por sua vez, torna-se capenga pela falta de quem compre as mercadorias que sua produtividade torna baratas em comparação com as produzidas além fronteiras.

Até a China, cujo aparelho produtivo, baseado em exportações, foi criado em aliança com as multinacionais, teve de ajustar-se às circunstâncias, pois lhe falta hoje o vigor do mercado externo de outrora. O país reconstitui penosamente seus objetivos; por ora, essa transição não se completou, e o velho modelo já não produz os mesmos exuberantes resultados. Tenta aumentar o consumo doméstico e criar a rede de proteção social indispensável para dar ânimo às pessoas e fazê-las, em vez de poupar para a velhice e a invalidez, consumir. Ao mesmo tempo, com demanda interna insuficiente, a China reduz suas compras de commodities e busca exportar mais os muitos produtos manufaturados que fabrica. O Brasil sofre com isso. Se aqui a crise não produziu um tsunami, suas marolas converteram-se em marasmo, que obriga à navegação à vela em tempos de calmaria.

Se pelo menos a situação política mundial desse algum sinal de melhoria, haveria consolo. No final de 2011, meus votos foram pela construção de uma melhor governança global, processo que se avizinhava. Não foram atendidos, demos marcha a ré. As esperanças suscitadas pelo G-20 viraram poeira, e, pelo menos até agora, a regulação do mercado financeiro virou balela. No plano das relações de poder, apesar dos avanços já alcançados - as razoáveis relações sino-americanas, o deslocamento do eixo do mundo para a Ásia, a progressiva aceitação da Rússia como parte do jogo de poder mundial e o reconhecimento do peso político específico de alguns dos países de economia emergente, como o Brasil -, não houve progresso de monta. O que parecia um ressurgimento que permitiria o reconhecimento do mundo árabe-islâmico como parceiro global - a Primavera Árabe - ainda é uma incógnita. Como se não bastassem a desastrada intervenção europeia na Líbia, que resultou em faccionalismo e violência, a revolta fomentada na Síria, com enorme custo humano, o fracasso da intervenção ocidental no Afeganistão e o congelamento de uma situação política precária no Iraque, há ainda o impasse nas relações palestino-israelenses. Este, graças à aceitação pela ONU do Estado Palestino na condição de observador, junto com a enigmática revolução egípcia, poderá ser rompido. Sabe-se lá usando quais meios. Oxalá não os nucleares, pretextando a nuclearização do Irã.

Há, portanto, boas razões para desconfiar de que 2013 nos prepare dias melhores. Resta o consolo de que entre nós brasileiros, a despeito do já dito e do desapontador "pibinho", que parece desenhar outro apenas melhorzinho para o ano em curso, pelo menos o Judiciário desempenhou seu papel. Sem me regozijar pelo que não me anima - a desolação da cadeia para quem quer que seja -, é forçoso reconhecer que as instituições republicanas funcionaram. Há choro e ranger de dentes entre alguns poderosos. Há tentativas desesperadas de negar as evidências e acusar de farsa o que é correto. Mas tem prevalecido a serenidade dos que acreditam, como diz a bandeira dos mineiros sobre a Liberdade, que a Justiça pode tardar, mas não falha. São meus votos.

Fonte: O Globo, O Estado de S. Paulo e Zero Hora (RS)
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Mais uma denúncia liga Lula a Rosemary

Ex-secretária faria intermediação entre Lula e o BB

SÃO PAULO - A ex-secretária da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, intermediava pleitos do Banco do Brasil para o ex-presidente Lula. Entre 2007 e 2010, Rose, como era conhecida, teve 39 reuniões com ocupantes de postos importantes na instituição, 25 delas com vice-presidentes. As informações foram divulgadas pela edição desta semana da Veja e, segundo a revista, as reuniões constam na agenda de Rose, apreendida durante a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Rose foi indiciada pela PF pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico de influência e corrupção passiva.A atuação de Rose como intermediária entre diretoria do Banco do Brasil e Lula foi confirmada à revista pelo ex-vice presidente do Banco do Brasil, Ricardo Oliveira: "A Rose levava as demandas institucionais do banco para o presidente. Esse contato direto foi muito positivo", disse Oliveira à revista. Na agenda da ex-secretária constam 16 reuniões com Oliveira, que seria um dos aliados de Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil.

Oliveira disse ainda, segundo a revista, que Rose foi acionada, por exemplo, para convencer o presidente a aprovar a compra da Nossa Caixa pelo banco, um negócio bilionário, de R$ 5,3 bilhões.

O Banco do Brasil informou em nota encaminhada à revista que a relação da instituição com Rose sempre foi institucional. A revista afirma que Rose cobrava, em troca, ingressos para shows, eventos em resorts e almoços em restaurantes caros, que eram pagos pelo banco.

A Operação Porto Seguro revelou que, além de receber "pequenos agrados", Rose foi beneficiada duas vezes pelo Banco do Brasil. Seu ex-marido José Cláudio Noronha foi nomeado para o conselho de administração da Aliança Brasil Seguros, a seguradora do BB que hoje se chama Brasilprev, usando um diploma falso de curso superior.

O atual marido, João Batista de Oliveira, dono da pequena empresa New Talent, conseguiu um contrato de R$ 1,1 milhão com a Cobra Tecnologia, subsidiária do banco, para uma obra de reforma. Também neste caso, houve documento falso: um atestado de capacidade técnica emitido para a New Talent pela Associação Educacional e Cultural Nossa Senhora Aparecida, mantenedora da faculdade Facic, que pertencia a Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas e também indiciado pela PF.

A Assessoria de Imprensa do Instituto Lula informou que as informações contidas na reportagem não atingem o ex-presidente Lula. Em relação à declaração do ex-vice-presidente do BB que, segundo a revista, teria dito que Rose "levava demandas institucionais do banco para o presidente", a assessoria comunicou que essa era uma das atribuições do cargo de Rose como chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo e que não vê irregularidades nisso.

Fonte: Jornal do Commercio (PE)
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Oposição quer que PF apure relação de Rose e BB

Ex-chefe de gabinete de Lula teria tido 39 reuniões com integrantes da cúpula do banco entre 2007 e 2010

Fernanda Krakovics, Silvia Amorim

brasília e são paulo Partidos de oposição no Congresso Nacional, como o PPS e o DEM, defenderam ontem que a Polícia Federal apure a natureza dos contatos frequentes entre a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha e integrantes da cúpula do Banco do Brasil (BB) e da Previ, além de empresários. A relação de contatos foi divulgada neste fim de semana pela revista "Veja", que atribui a Rosemary a intermediação de pleitos do Banco do Brasil junto ao ex-presidente Lula. Entre 2007 e 2010, Rose, como era conhecida, teria tido 39 reuniões com ocupantes de postos importantes do BB, 25 delas com vice-presidentes.

Segundo a revista, as reuniões constam da agenda de Rose, apreendida durante a Operação Porto Seguro, da PF. Rose foi indiciada pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico de influência e corrupção passiva.

O PPS ainda vai apresentar requerimento de informações ao Ministério da Fazenda, pedindo que o Banco do Brasil explique o porquê de tantos encontros com a chefe de gabinete.

- Vamos dar entrada via Comissão Representativa do Congresso. Queremos saber o porquê de tantas reuniões, queremos que o BB explique isso. Além disso, estamos estudando a possibilidade de entrar no Ministério Público em São Paulo e vendo que medidas cabem em relação ao ex-presidente Lula. Ela falava em nome dele - disse Rubens Bueno, líder do PPS na Câmara.

O ex-vice-presidente do BB Ricardo Oliveira disse à "Veja" e confirmou ao GLOBO que Rose intermediava pleitos institucionais do banco junto ao ex-presidente Lula, inclusive a aprovação da compra da Nossa Caixa, um negócio de R$ 5,3 bilhões.

- Até então, os assuntos estavam entre coisas que se podia supor de baixo alcance, entre Rosemary e Paulo Vieira. Mas agora os alvos são interesses no Banco do Brasil, em fundos de pensão e até empresários, interesses maiores - disse o presidente do DEM, senador Agripino Maia.

A assessoria de imprensa do Instituto Lula informou que o conteúdo da reportagem não atinge o ex-presidente Lula. O advogado de Rose, Celso Vilardi, disse que as reuniões faziam parte da rotina de trabalho dela.

- São compromissos que dizem respeito ao dia a dia de trabalho dela. O restante trata-se de ilações da revista "Veja" que não condizem com a realidade - afirmou.

Fonte: O Globo
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