São Francisco do Oeste: Oposição elege novo Presidente do Legislativo e impõe derrota fragorosa à Prefeita, Gildene Barreto.


Em São Francisco do Oeste, a eleição interna para a escolha do novo Presidente da Câmara de Vereadores possibilitou que o grupo oposicionista impusesse uma derrota fragorosa à Prefeita, Gildene Barreto (PTB), que não logrou êxito ao tentar emplacar no comando do Legislativo a Vereadora "Bibia" (DEM).

Isto só aconteceu porque o Vereador, em tese governista, Cícero Gomes (DEM), aliou-se aos parlamentares da oposição, candidatou-se à presidência e, surpreendentemente, obteve todos os votos dos edis adversários da Chefe do Executivo.

Tal acontecimento tem gerado boatos, futricas e buxixos a respeito da, possível, conduta infiel do atual Presidente do Legislativo que teria "passado a perna" em todo o grupo governista (do qual ainda faz parte?) para comandar o Legislativo Oestense.

O que todos querem saber agora é se o parlamentar adotará uma postura de oposição ao "Governo Gildene Barreto", em retribuição ao apoio recebido pelos colegas oposicionistas (correndo o risco de ser punido por infidelidade partidária), ou se voltará a agir em consonância com o pensamento dos líderes governistas.

Com a palavra, o ilustre Presidente do Legislativo Oestense...
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O SETOR DO PETRÓLEO ATÉ 2012 E PERSPECTIVAS PARA O FUTURO

Getúlio Vargas, com petróleo brasileiro nas mãos

Publicado pelo “Correio da Cidadania” e transcrito no blog “de um sem mídia”

Por Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia

“O Brasil é um país com relativo baixo grau de soberania. Não cabe aqui descrever o conceito de soberania, que vai além do de defesa da nação, nem tampouco falar sobre as inúmeras vantagens de ser soberano. Entretanto, os governantes de um país com alto grau de soberania podem tomar livremente decisões benéficas para a sua sociedade, sendo o inverso também verdadeiro.

O grau de soberania evolui positiva ou negativamente no tempo. O grande salto que o setor de petróleo brasileiro conseguiu foi graças ao arcabouço institucional, contido na lei 2.004 de 1953, criado em um período de alto grau de soberania. Essa lei criou o monopólio estatal do petróleo e deu permissão para a criação da Petrobras, que seria a executora desse monopólio em nome da União. O interessante é que, na época, o Brasil não possuía uma gota de petróleo. Entretanto, a sociedade de então, menos manipulada pela mídia que a atual, teve a capacidade de impor sua vontade.

Nos anos 1980 e 1990, houve busca incomum do capital internacional por expansão da dominação sobre as sociedades de diversos países, tratando-se da agressiva fase “neoliberal” do capitalismo. Um passo imprescindível para qualquer dominação consiste na posse da mídia pelo capital, fato não desleixado nessa fase, quando houve forte catequese e alienação da sociedade.

Chamo esse processo recente de “dominação cultural”, porque se buscou dissimulá-la, incluindo até suportes ideológicos que induziram péssimas decisões dos dominados, contra si próprios.

No Brasil, nessa fase, foi feita uma reforma profunda no setor do petróleo, com a aprovação da lei 9.478 de 1997, através da qual o escancararam ao capital internacional.

As pessoas não se dão conta do dano que essa lei causou e ainda causa à nossa sociedade. Quando uma área é concedida à empresa estrangeira, sob os auspícios dessa lei, se ela descobre petróleo, todo o óleo pertence a ela, perdendo o Brasil a possibilidade de ação geopolítica. Mais: a empresa estrangeira escolhe levá-lo, invariavelmente, para o exterior e nunca terá que abastecer o mercado nacional.

Além disso, todo o lucro da atividade também vai para o exterior. Se já não bastasse, não se compram equipamentos, materiais, instalações e serviços no Brasil para a fase de implantação do campo, que é a fase dos grandes investimentos. Tais empresas não contratam projetos e desenvolvimentos no país e quase não empregam brasileiros. Deixam no país somente o royalty e a participação especial, que chegam a 12% do valor da produção, um percentual médio para diferentes campos. Então, cabe a pergunta: como a nossa sociedade é beneficiada pelo fato de parte do petróleo do planeta estar localizado aqui?

FHC nomeou o então genro, David Zylbersztajn, para presidir a ANP e conduzir as medidas generosas para as empresas estrangeiras

Até hoje, os defensores do capital estrangeiro dizem na grande mídia, onde têm grande espaço, que o setor do petróleo ficou “ativo” depois da introdução da lei 9.478. Em parte, eles têm razão, pois o setor ficou movimentado, inclusive com grande participação da Petrobras. Mas eles não complementam que essa movimentação, quando não se trata do quinhão da Petrobras, representa quase nenhum benefício para nossa sociedade.

Em 2007, a Petrobras descobriu o Pré-Sal, com a expectativa de existência de muito petróleo na área. O governante brasileiro de então surpreendeu, pois, após ele próprio já ter promovido quatro rodadas de leilões sob a lei 9.478, declarou que iria propor novo marco regulatório, específico para essa área. Implicitamente, estava reconhecendo que o marco caracterizado pela lei 9.478 era prejudicial para nossa sociedade.

Mas, infelizmente, 28% dessa área já haviam sido leiloados sob a lei 9.478, nos governos FHC e Lula. É muito difícil avaliar quantos barris de petróleo já foram entregues através das concessões que estão nesses 28% da área do Pré-Sal, mas não me espantaria se cerca de 20 bilhões de barris forem aí descobertos pelas empresas estrangeiras, na pior situação com relação ao usufruto para nossa sociedade. Mais uma vez, isso reflete nosso baixo grau de soberania.

Em ato contínuo, as empresas estrangeiras arquitetaram um plano de ação para se contraporem à “recaída nacionalista” do governo brasileiro. De um lado, um exército de lobistas foi despachado para o Congresso e o Executivo. De outro, professores universitários, líderes empresariais, supostos especialistas, sempre citados pela mídia do capital, políticos, representantes do Instituto Brasileiro do Petróleo, que congrega a fina flor das petroleiras estrangeiras, foram todos ativados para espalharem na mídia do capital que a lei 9.478 também deveria ser usada no Pré-Sal.

Felizmente, o governo Lula se manteve firme e um novo marco regulatório foi gerado, para tristeza das petroleiras estrangeiras. Assim, chegou-se à lei 12.351 de 2010. Não se trata do arcabouço institucional do sonho dos brasileiros bem intencionados, mas é muito melhor que a lei 9.478. Quem é socialmente comprometido e está bem informado quer o retorno do monopólio estatal do petróleo, desde que haja controle social sobre ele. Porém, todos reconhecem que não é impossível, mas politicamente difícil, de ser aprovado com a mídia do capital sendo contra. Ter a mídia contra nosso povo [como temos] baixa nosso grau de soberania.

A lei 12.351 coloca a Petrobras em todos os contratos de partilha com no mínimo 30% de participação e como operadora, o que é muito bom, pois a operadora é quem decide as compras e só a Petrobras compra no país. Segundo cálculo da “Associação de Engenheiros da Petrobrás” (AEPET), cerca de 50% do petróleo produzido caberá ao Estado brasileiro comercializar. Foi criada uma estatal que, dentre outras funções, conferirá a contabilidade de todos os consórcios. Houve, também, a criação de um fundo social que será abastecido pelas ofertas ganhadoras dos diversos leilões.

Esse é um ponto da lei que traz preocupação, porque se está apostando que as ofertas de parcela do lucro líquido da produção do campo serão boas, uma vez que todas as empresas querem ganhar as áreas. Não é prudente confiar o sucesso do plano a decisões das empresas estrangeiras, porque, apesar de elas aparentarem estar competindo, podem ter feito um acordo secreto de não competição. Para se corrigir essa brecha da lei 12.351, há a necessidade de os editais das rodadas conterem a oferta mínima para cada área.

O rendimento desse fundo social, como o nome diz, só poderá ser utilizado em finalidades pré-determinadas de grande impacto social. Se funcionar corretamente, esse fundo será uma contribuição considerável, pois aumentará os recursos para setores carentes e de grande impacto social, como educação e saúde.

Mas, como esse fundo será abastecido com moeda forte, resultante da venda de petróleo, se fosse estabelecido no Brasil, teria chance de trazer a “doença holandesa” para nossa economia. Assim, ele será um fundo soberano no exterior, com todos os percalços que passam fundos no exterior, como a dificuldade de encontrar investimento seguro com boa rentabilidade, as armadilhas dos “papéis tóxicos”, que buscam nos pegar, e a opção ‘default’, que são os papéis do governo estadunidense com rendimento muito baixo. Por essa razão, o professor Carlos Lessa recomenda que a Petrobras só produza o que o Brasil consome, deixando muito petróleo no subsolo, que é a melhor forma de se obter bom rendimento. O problema dessa sugestão é que ela diminui muito a parcela do fundo destinado às aplicações nobres. Porém, merece mais estudo.

Note-se que, ao aprovar uma lei com esse conteúdo, o Brasil aumentou seu grau de soberania. Entretanto, a manutenção de um grau de soberania requer muito esforço do povo e dos governantes, porque o assédio despudorado de colonização vive ocorrendo. 2012 foi um ano bastante dedicado ao debate sobre os royalties, o que é humano e compreensível. No entanto, sem alarde, houve invasão de empresas estrangeiras fornecedoras de bens para o setor do petróleo no país. Na maior parte das situações, elas adquiriram empresas brasileiras genuínas, fornecedoras tradicionais do setor, que poderiam competir com elas. Notem que, não sendo o sistema capitalista perfeito, as empresas buscam sempre formar oligopólios e monopólios. Por outro lado, os órgãos brasileiros de defesa da concorrência são, infelizmente, fracos do ponto de vista político.

Contudo, a questão consegue ser mais complicada, porque não se trata só da defesa da concorrência. Obviamente, as fornecedoras estrangeiras de bens querem participar da exploração do Pré-Sal e, como a Petrobras é a operadora única dos novos blocos dessa área, elas compreenderam que só podem participar se estiverem instaladas no Brasil. Técnico do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ouvido em palestras, não tinha tanta preocupação com a desnacionalização da nossa economia, que ocorre em diversos setores. Ele parte do princípio que, se as compras de um programa governamental ocorrem em empresas locais, não importando a origem do capital dessas empresas, a meta de maximizar salários e impostos no país estará sendo satisfeita.

Esse técnico não compreende que a empresa brasileira de capital nacional (empresa brasileira genuína) traz maiores benefícios para a nossa sociedade que a empresa brasileira de capital estrangeiro (subsidiária estrangeira), a começar pelo fato de o lucro da primeira tender a ficar no Brasil, enquanto o da segunda, necessariamente, irá para o exterior. Assim, comprar em uma subsidiária estrangeira instalada no país é melhor do que comprar o produto importado, mas é pior do que comprar junto a uma empresa brasileira genuína. A errada compreensão desse fato faz parte da dominação cultural citada.

Aparecendo na nossa realidade o Pré-Sal, alguns pensadores corretamente advogaram que fosse feito novo plano de desenvolvimento para o país, pois as demandas do setor de petróleo seriam tão grandiosas que alavancariam o desenvolvimento do todo. Tal plano não foi feito e a remessa para o exterior dos lucros do suprimento de bens para o Pré-Sal está sendo garantida. Não houve, infelizmente, a decisão política que consiste em se ser soberano.

Sobre essa questão, faz falta a proteção à empresa brasileira genuína, que constava do Artigo 171 da Constituição de 1988 e foi revogado durante a reforma da Constituição promovida pelo governo FHC[/PSDB/DEM]. Mas, hoje, anos após esse auge do neoliberalismo, a nossa soberania ainda é vilipendiada por vários órgãos do governo, como, por exemplo, o BNDES, quando financia empresas estrangeiras instaladas no Brasil, inclusive para facilitar as privatizações.

A participação das empresas estrangeiras em alguns dos setores industriais brasileiros já ultrapassa 50%. Por mais desgosto que nos traga, o baixo grau de soberania, caracterizado pelo grande patrimônio das empresas estrangeiras existentes no país e pela permanência das leis de excelente tratamento dado ao capital estrangeiro, é uma garantia de que não deveremos ser confrontados militarmente. Infelizmente, não é graças ao poder de dissuasão das nossas Forças Armadas.

No entanto, com o advento da descoberta do Pré-Sal, a atratividade de uma exploração não autorizada pelo Brasil, principalmente em mar internacional, aumentou. Em conseqüência da impossibilidade de utilizar bases de apoio no Brasil e estando a África a mais de 4.500 km de distância, pode levar as empresas a usarem grandes navios já retirados de uso, estacionados como plataformas auxiliares. Nesse caso, a logística será muito difícil, mas não impossível de ser resolvida. Enfim, tudo dependerá do preço do barril. Se algo desse tipo acontecer, iremos lamentar a baixa prioridade dada principalmente pelo governo FHC à construção do submarino nuclear.

A pesquisadora Ana Esther Ceceña, no artigo “Estratégias de dominação e mapas de construção da hegemonia mundial”, após pesquisa em documentos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, lembra que as Forças Armadas desse país [EUA] são planejadas para atender a uma lista de objetivos, dentre os quais está “assegurar o acesso incondicional ao fornecimento de energia em qualquer local do mundo”.

A discussão sobre os royalties é relevante, mas é criadora de um biombo que encobre outros debates. Se o preço de venda de um barril de petróleo for considerado a US$ 100, valor que se mantém há algum tempo no mercado mundial, se for tomado como custo máximo do barril do Pré-Sal US$ 40 e subtraídos os US$ 15 por barril dos royalties, sobram US$ 45 por barril de lucro. Então, volta a questão já citada: como garantir que o fundo social ficará com pelo menos uns US$ 30 por barril?

Faz sentido distribuir a riqueza a um maior número de brasileiros. No entanto, faz sentido também que os estados e municípios produtores ou confrontantes de campos marítimos devam receber algo mais. Consta que a proposta do deputado Zarattini ia nesta direção. Não pode existir uma unidade na Federação que seja duramente penalizada, à medida que o único ICMS cobrado no destino é o do petróleo e o único royalty socializado é o do petróleo. Dessa forma, daqui a pouco, pode surgir um maluco propondo um Movimento Separatista Fluminense.

Não obstante o ponto a que se chegou, deve-se buscar ainda trazer um mínimo de paz para a Federação. A alternativa “sentar de novo para rediscutir o royalty” é impossível. A mudança da Constituição para que o ICMS sobre o petróleo passe a ser cobrado na origem, que é uma questão de justiça, é difícil de ser aprovada no Congresso. Resta uma alternativa boa, que se trata da revogação da lei Kandir para a exportação de petróleo. Essa medida viria ao encontro da diretriz ditada pelo próprio governo, que concorda com a exportação de petróleo, desde que com o maior valor agregado possível. Além disso, talvez motive as petroleiras estrangeiras a quererem abastecer o mercado nacional. Ela tem o único inconveniente de não repercutir muito no curto prazo, mas, com a entrada da produção do Pré-Sal, as arrecadações serão bem representativas. Tem também a vantagem de não se tratar de recurso que possa gerar cobiça em outros estados.

Tenho curiosidade de saber como será a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que eventualmente apresentarão ao Supremo o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. A dúvida é se irão questionar também o destino dos royalties a serem pagos pela produção da área do Pré-Sal. Três secretários do governador Sergio Cabral fizeram artigos recomendando a mesma distribuição dos royalties existente na lei 9.478. Aliás, esses secretários sugeriram que o Pré-Sal fosse explorado seguindo completamente essa lei.

Mais um exemplo de domínio cultural: dirigente da ANP deu declarações demonstrando ter pressa em retomar os leilões de petróleo e que deverá incluir o campo de Libra na primeira rodada com blocos da área do Pré-Sal. Para os que não estão a par, já se sabe que Libra pode conter até 15 bilhões de barris de petróleo, não se tratando, portanto, de um bloco onde, se pesquisado, poderá eventualmente ocorrer petróleo. A pergunta gritante que fica é: por que toda essa doação de patrimônio público? Sobre Libra, a posição que deveria ser exigida do governo por todos brasileiros é que este reservatório seja transferido sem leilão para a Petrobras, que assinaria, com relação a ele, um contrato de partilha com a União, seguindo estritamente o que dita o artigo 12 da lei 12.351.

O noticiário volta a falar que a rodada de leilões de blocos do Pré-Sal irá gerar grande quantidade de bônus. Desejam incutir o conceito de que a existência das rodadas é boa, tanto que bônus são gerados. Os bônus são parcelas ínfimas quando comparados com os lucros gerados pelas atividades petrolíferas.

Os movimentos sociais dariam uma grande contribuição social se aceitassem umas poucas mudanças no texto do seu projeto, que já está no Congresso. Por exemplo, a reivindicação de a Petrobras voltar a ser 100% estatal é quase impossível. Começa que ela nunca foi 100% estatal, pois, desde sua criação, era prevista a venda de uma parte de suas ações em bolsas. Existe por trás dessa reivindicação o conceito de que, ao vender ações, a empresa está se comprometendo a distribuir os lucros na mesma proporção que os donos de ações possuem do capital total. Isto é um engano, pois a empresa só tem que distribuir dividendos, que têm relação com o lucro, mas não existe a relação direta pressuposta.

Foi errado o governo FHC vender ações da Petrobras na Bolsa de Nova York. Mas somente porque, para vender nessa Bolsa, o governo brasileiro foi obrigado a assinar compromissos com órgãos do governo estadunidense, perdendo-se, portanto, graus de liberdade na administração da empresa.

Posso dar, também, mais duas sugestões aos movimentos sociais. Em primeiro lugar, sugiro que o conceito de fundo social seja introduzido na proposta, inclusive com mecanismo de seu abastecimento. Notar que monopólio estatal, Petrobras, como agente executora do monopólio em nome da União, e fundo social não são incompatíveis. Finalmente, sugiro que, no capítulo relativo aos royalties, copiem tudo que for finalmente acordado entre Executivo e Legislativo federal, governadores e prefeitos. Contudo, reformulem o percentual que irá para esses royalties, passando de 15% para 30%. Assim, os estados e municípios produtores ou não produtores e quem mais recebe passariam a receber em dobro. E não se está cometendo nenhum erro, porque não há necessidade de centralização de recursos antes da aplicação social.

Se for aprovado o projeto dos movimentos sociais, o grau de soberania do Brasil crescerá e o povo estará sendo mais bem atendido. Contudo, as forças do capital são poderosas e, neste momento, estamos perdendo a batalha. A menos que surja uma conscientização da sociedade, o que acho difícil; graças à falta de democratização da comunicação de massas, sou pessimista. O Pré-Sal será entregue a conta-gotas, rodada após rodada, a Petrobras não terá capacidade para participar de todos os leilões e o povo nem saberá que está sendo roubado. As televisões anunciarão que foram arrecadados, na rodada tal, tantos milhões de reais de bônus, esta nova versão das miçangas dos índios. O povo está dominado culturalmente.”

or Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia,ublicado no “Correio da Cidadania” e transcrito no blog “de um sem mídia” (http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com.br/2013/01/petroleo-setor-petroleo-ate-2012.html). [Imagens do google e pequenos trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’].
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O “QUARTO PODER” SE ASSANHA


Quarto poder” é uma expressão criada para qualificar, de modo livre, o poder das mídias em alusão aos outros três poderes típicos do Estado democrático: Legislativo, Executivo e Judiciário. Essa expressão refere-se ao poder dos meios de comunicação quanto à sua capacidade de manejar a opinião pública, a ponto de ditar regras de comportamento, influenciar as escolhas dos indivíduos e da própria sociedade.

Por Robson Sávio Reis Souza

O filme “Mad City” discute o poder dos media sobre a opinião pública, mostrando a manipulação da mídia para favorecer os interesses de terceiros; a sua capacidade de construir e destruir mitos; a sede por notícias e aquilo que se diz notícia; a dúvida do que seria o verdadeiro jornalismo. Analisa, também, o sensacionalismo e o circo construído em cima de determinados fatos.

No Brasil, o poder da grande mídia tem sido objetivo de muitas reflexões. Venício A. Lima, neste “Observatório da Imprensa”, nos oferece importantes interpretações sobre a influência da grande mídia   (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed717_o_poder_da_midia_contradicoes_e_(in)certezas). Um dado importante a ser destacado é que a grande mídia já não exerce mais a influência decisiva que exerceu em campanhas eleitorais no passado, determinando o curso da história. Numa sociedade que se democratiza a passos largos, o povo dá evidentes mostras de sua autonomia e, nesse cenário, o quarto poder começa a se posicionar para reforçar cada vez mais o Judiciário, em mais uma guinada à direita.

O LADO CONSERVADOR

A grande mídia age dessa forma não porque deseja um Judiciário independente e democrático. Muito pelo contrário. Age dessa forma porque deseja, ardorosamente, que os togados – distantes do povo e incrustrados nos suntuosos tribunais – não se “contaminem” com os ventos democratizantes – que garantem a pluralidade, a diversidade cultural e a igualdade de direitos. Para os cartéis midiáticos, é importante que o Judiciário se mantenha afastado dos anseios populares e democráticos para respaldar as arbitrariedades perpetradas cotidianamente pelo quarto poder – que se julga acima do bem e do mal, a tal ponto de querer determinar, antes mesmo do pronunciamento dos tribunais, quais são as penas, quem são os réus; enfim, quem são os bandidos malvados que devem ser eliminados a qualquer custo; ao arrepio da própria lei que, paradoxalmente, tenta defender.

Todos os grandes veículos de comunicação, nos últimos dias, caminham em uníssono para a blindagem do Judiciário, representado neste momento pelo STF. Por outro lado, insuflam, criminosamente, a população contra os demais poderes, sendo o “patinho feio” da vez o poder legislativo. É claro que se avizinham mudanças significativas, via legislação, nesse “estado de coisas” que pariu, foi conivente e edificou uma mídia tão venal, autoritária, refratária e golpista nesta República ainda de poucos. E essas empresas de comunicação buscam se alinharem a um Judiciário – não menos refratário – para manter as coisas como elas são; em outras palavras, esse establishment, numa sociedade que ainda não conseguiu fazer a sua “reforma agrária do ar”.

Todos os países democráticos já conseguiram avançar em legislações de controle social da mídia. Os poucos países que não avançaram nesse pantanoso terreno buscam manter os privilégios dos grandes meios de comunicação calçados em decisões justamente do poder judiciário. Não é à toa que os togados representam, historicamente, o lado conservador das sociedades. Vide, recentemente, a disputa que se instalou na Argentina: respaldado em decisões judiciais, o grupo Clarín – aquele império erguido em acordos e em circunstâncias pouco confessáveis – busca no poder judiciário postergar as modificações democratizantes advindas com a Ley de medios.

UM GOLPE QUE SE AVIZINHA

Voltando a nossas plagas, inúmeros articulistas e comentaristas políticos brasileiros têm demonstrado o perigo de um poder autocrático, como o Judiciário, definir os rumos da vida social. Mauro Santayanna, por exemplo, escreveu que “todas as leis, que estabelecem as regras de convívio na sociedade e organizam e normatizam a ação do Poder Judiciário e do Executivo, têm que ser discutidas e aprovadas pelos parlamentares, para que tenham a legitimidade, uma vez que representam a vontade popular. Só o poder legislativo, conforme a obviedade de sua definição, outorga estatutos ao governo e, em alguns casos, reforma o próprio Estado, se for eleito como poder constituinte. O parlamento, ao receber do povo o poder legislativo, não pode delegá-lo a ninguém, nem mesmo a outras instituições do Estado”.

Roberto Amaral afirma: “Ao contrário do Executivo e do Legislativo, o Judiciário, no Brasil, é o único dos poderes republicanos que desconhece a única legitimidade conhecida pela democracia, aquela derivada da soberania popular. Em vez de mandatários da vontade da cidadania, expressa em eleições periódicas das quais derivam mandatos certos, os membros do Judiciário – agora me refiro aos Tribunais superiores, a começar pelo STF –, são nomeados pelo Presidente da República; em vez de exercerem mandatos a termo (como os titulares dos poderes Executivo e Legislativo em todas as instâncias) suas investiduras relembram a monarquia, pois são vitalícias”.

Por fim, Eduardo Guimarães nos alerta para um golpe que se avizinha caso a sociedade continue imobilizada contra as forças reacionárias que se assanham nos últimos tempos no Brasil: “Afirmo que a sociedade está indignada com mídia, oposição e Judiciário por conta do que essas forças, hoje discricionárias, estão perpetrando contra a democracia. E o que é que a sociedade recebe dos que prometeram representá-la? Deram vazão à sua voz? Não, acovardaram-se miseravelmente. E o pior é que não pagarão sozinhos um preço desse imobilismo que terá que ser pago”.

INDEPENDÊNCIA DOS PODERES

Em contrapartida, manchete de sexta-feira (21/12) do jornal “O Globo” – cuja organização que o sustenta foi erguida e consolidada em tempos, circunstâncias e condições pouco memoráveis – acusa o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), de intimidar ministros do STF, quando o que está ocorrendo no Brasil é justamente o contrário.

Para além da briga pelo “grito mais alto e definitivo”, há que se registrar outro fato: a grande mídia, aliada de primeira hora a segmentos da direita enrustida e raivosa brasileira, não tolera que o “andar de baixo” tenha autonomia. Além de demonstrar independência nas eleições municipais, o povo também exibe a mesma autonomia em relação à formação da uma opinião pública: nas últimas pesquisas de opinião publicadas pelo Datafolha e Ibope, o percentual dos que “confiam muito” na imprensa caiu de 31% para 22% e os “não confiam” de jeito nenhum nos jornais subiu de 18% para 28%. Aos poucos, separa-se o joio do trigo; ou seja, a opinião publicada não é a opinião pública. É neste cenário que a crescente judicialização da política, no Brasil e no mundo; um risco à democracia. Não podemos esquecer que o Judiciário é o poder menos transparente, menos democrático, mais aristocrático e mais distante da “vida como ela é”, como dizia Nelson Rodrigues.

Enganam-se aqueles que rejubilam com os arroubos autoritários do Judiciário. A quem interessa que um poder tão distante do povo possa se sobrepor às demais instituições republicanas?

O mesmo Tribunal que condena “mensaleiros” também concede inúmeros habeas corpus para que criminosos fiquem calados em Comissões Parlamentares de Inquérito, obstaculizando investigações do Legislativo e reforçando a ideia de que CPI’s sempre viram pizza (a quem interessa a deslegitimação do Legislativo?); livra banqueiros corruptos de prisão (concedendo, na calada da noite, duas limares em menos de 24 horas) ou é o mesmo que deu fuga a Salvatore Cacciola e que absolveu o ex-presidente Fernando Collor por inexistência de provas. Evidente que muitas das decisões do Supremo estão eivadas de interesses políticos. Paradoxalmente, é a política (como jogo e disputa do poder) que o Supremo tenta deslegitimar, ao interferir na independência dos poderes das instituições republicanas.

DONOS DA VERDADE

Se existe um poder totalmente sem controle no Brasil, este poder chama-se Judiciário. Prova disto, é que nem mesmo o Conselho Nacional de Justiça consegue fazê-lo transparente. “Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a ‘juizite’”, disse a ministra Eliana Calmon, ex-presidente do Conselho Nacional de Justiça à revista que se tornou a porta-voz-mor da direita refratária e perversa brasileira: “Veja”.

Temos inúmeros políticos de conduta duvidosa no Legislativo e no Executivo, é verdade. Mas esses dois poderes, não obstante suas mazelas, possuem mecanismos de prestação de contas e controles interno e externo muito mais efetivos. O voto, por exemplo, é um desses mecanismos. E não venham dizer que o povo não sabe votar. Isso é conversa de gente preconceituosa, que detesta a verdadeira democracia, na qual todos têm os mesmos direitos e deveres.

E em relação ao Judiciário, o que podemos dizer em termos de transparência, controle e prestação de contas à sociedade? Qual a participação popular na configuração do Judiciário? A onipotência das togas, numa democracia, é indesejável. O judiciário tem que ter limites. Não podemos concordar que uma elite jurídica, qual casta incorruptível, venha a determinar os rumos da vida republicana, em detrimento da política. Juízes não podem ser os donos da verdade.

O MEDO DAS ELITES

A democracia só é possível dentro dos marcos do pluralismo das ideias, e as decisões da justiça não podem extirpar a possibilidade do surgimento dos conflitos sociais e da plena mediação de tais conflitos por todos os poderes republicanos, e não somente pelas vias jurídicas e judiciárias.

Estamos, infelizmente, caminhando a passos largos para uma onipotência judicial ou, se preferirmos, para um governo dos juízes, em que as grandes decisões políticas vão se deslocando do âmbito do Legislativo e do Executivo para o do Poder Judiciário. Isso não é avanço institucional; ao contrário, trata-se de retrocesso perigoso.

Terrível pensar numa sociedade onde juízes se colocam no lugar de semideuses, autodeclarando-se os donos da verdade. Não podemos assistir calados e inertes a tal disparate.

A Constituição de 1988, a carta cidadã, estabelece em seu artigo 1º, parágrafo Único: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição.” Portanto, claro e cristalino, não é o Judiciário quem dá a última palavra. No artigo 1º, que inaugura nossa Carta Magna, está instalado o medo das elites – aqui representadas pelo Poder Judiciário e pela grande mídia: o poder emana do povo.”

FONTE: escrito por Robson Sávio Reis Souza, filósofo e professor da PUC Minas. Artigo publicado no “Observatório Imprensa” e transcrito no portal “Vermelho” (
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=202658&id_secao=1)
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O VERSO E O REVERSO DO “MENSALÃO”


“Não é comum, pelo contrário, é inusitada, a oportunidade de ver e ouvir na mídia o relato orquestrado de um golpe político, anunciado com data, pano de fundo e artistas escolhidos a dedo para representar a grande tragicomédia batizada de “mensalão”.

Por Samuel Sergio Salinas

Tudo estava pronto para o êxito dos autores e o desfecho em ritmo de “gran finale”, com a virtude sobrepondo-se ao vício, num momento de glória do intérprete mor, em diapasão com o obscuro e retraído coautor do entrecho que se desmanchou em sons e ruídos dissonantes.

O desenlace, epílogo monumental da conspiração enunciada, ingressaria na execução de um clímax que iria saldar todos os débitos do monstro corrupção, bem simbolizado por coadjuvantes da ousada iniciativa de enfrentar a dita branda dos reis e rainhas do grande cenário pátrio, em passado ainda recente.

O medo de sempre esteve nos bastidores onde se tramavam os momentos subsequentes do sonhado epílogo e impediu que o espetáculo redundasse em drama da democracia, renitente em beneficiar com votos os que propõem mudar o mundo. Dos atores em cena, os que não se fiavam da democracia, o pior seria um bálsamo a suavizar as duras feridas das eleições, mas o alvo era bem maior, a pátria estremeceria com a prisão dos “criminosos”, o destino estaria traçado para o momento em que a desordem desbaratasse o progresso. Não houve, porém, como avançar, ante a maneira desassombrada dos que se opuseram a cassações de mandatos, símbolo do que realmente se pretende cassar os votos.

O “mensalão” desdobrou-se em dois momentos. O primeiro, a elaboração do percurso jurídico da empreitada processual-criminal. Para tanto, se uniram os supremos que buscavam ampliar o cenário com os mais lúgubres terrores da mais rotunda desmoralização do Congresso por seus pares, relés vendedores de seus mandatos, acoitados no templo da virtude onde só um deles mereceria louvor pelo repúdio dos vendilhões.

O Legislativo era o refúgio dos subversivos, assim denominados em fala franca pelo ministro Celso de Melo, palavra dita numa rememoração dos epítetos de vinte e cinco anos de destruição de mais de uma geração de brasileiros. Desnecessário apurar, a velha ordem ressurgia, num espasmo de linguagem. Desnecessário ouvir, comparar; basta apontar o dedo para que todos saibam de onde surge o feio mal dos tártaros pululantes. O desplante é a política e os políticos, é dessa estampa que se busca limpar as estribarias. Pereça a política e salve-se o bem do País com os puros. Mortifica-se a razão, ora, a razão... O que ontem era a ratio jurídica, esculpida em ouro e prata na amada Constituição, hoje é reles, vil marafona, homiziando o mal que brotou do voto, mas pela espada, de corte adusto, deve ser expungido do mundo dos vivos nas masmorras de onde nunca deveria ter saído.

O voto “justiceiro” de Celso de Melo, juiz mais antigo, de quem deveria brotar o vigor do que disse na sua ainda jovem carreira, imolou-se no altar da mais atroz das incoerências jurídicas, altar onde a ironia rivaliza com a moralidade. Se duas são as razões da lei maior, ora optando por uma, ora por outra, a razão decai em indignidade, sem falar na incerteza. O fundamento da lei é a razão, uma só a impor-se. Se duas são criadas, uma delas é falsa. Vamos a Kant, pois um filósofo desse quilate merece servir à causa de que razão, moral e liberdade caminham juntas, ou se desfazem na poeira do caminho. É o imperativo categórico, muito conhecido, mas nem sempre cultivado: “Obra de tal modo que ‘la máxima de tu voluntad puede valer siempre al mismo tempo como principio de una legislación universal’.” A aporia é catastrófica, ao duplicar a vontade entre o ser ou não ser da vida jurídica, devota da moral e da inteireza, que não compreende, nem aceita, a dobrez de convicções díspares e contrapostas, muito menos as admite nos tribunais ou fora deles.

No mensalão, houve crimes que receberam sentença, e uma traição que ficou impune.

Preparou-se, durante anos, o desenrolar dos acontecimentos. Os atores, o momento, a jurisprudência de última hora, um julgamento estereotipado no modelo de Nuremberg, a mudança, também de última hora, de um voto decisivo que, na sua brutal incoerência, petrificou o tribunal, que ouviu mudo e quedo um dos discursos mais tristes da história judiciária brasileira.

Os indícios, lamentavelmente robustos, de que os propósitos não eram somente condenar, mas ferir a democracia, que não é feita de juízos e juízes inquisitoriais, ainda estão pendentes, embora desgastados pelo tempo e a incoerência. O Supremo Tribunal, ressaltadas as exceções e votos conhecidos, de senhoras e cavalheiros, ofereceu um espetáculo que desmerece o que mais se pede nesses casos, a serenidade para o bem julgar. Os acusados sofreram as maiores verrinas, que somaram aos delitos as penas da infâmia. Não há, não havia razão desse acréscimo verbal, a não ser como forma de buscar nas invectivas o que não se encontrava nos autos.”

FONTE: escrito por Samuel Sergio Salinas, procurador de Justiça aposentado do Estado de São Paulo, sociólogo, jornalista e escritor autor de diversos livros. Foi um dos fundadores do Ministério Público Democrático do Estado de São Paulo. Artigo publicado no portal “Vermelho” (
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=202677&id_secao=1)
[Imagem obtida no google e adicionada por este blog ‘democracia&política’].
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EUA IMITAM URSS NO AFEGANISTÃO


RETIRADA DO AFEGANISTÃO TRAZ ECOS DA URSS

“Arquivos soviéticos mostram que Gorbachev viveu em 1989 dilemas similares aos enfrentados hoje pelo governo Obama.
Um jovem presidente assume o governo com a promessa de mudança e decide pôr fim a uma guerra impopular e dispendiosa. Ele busca uma saída honrosa, promete apoio financeiro a longo prazo para seus aliados em Cabul e defende uma reconciliação com a insurgência.

Mas alguns assessores insistem numa retirada mais lenta e propõem que milhares de soldados permaneçam no país para treinar e dar apoio às forças afegãs.

Essa é uma descrição quase exata do quebra-cabeça enfrentado pelo presidente Barack Obama quando se prepara para uma visita crucial do líder afegão, Hamid Karzai, na próxima semana.

Mas esse relato está nos arquivos secretos soviéticos que descrevem a disputa, a portas fechadas, de Mikhail Gorbachev com o politburo e os comandantes das Forças Armadas para por fim à intervenção soviética no Afeganistão. O envolvimento de Moscou começou com o ataque de um comando, um golpe e alvos modestos no Natal de 1979, mas depois de uma década transformou-se no que Gorbachev chamou de “ferida em sangue”. Conflito.

A retirada de 1989 é lembrada pela humilhação da URSS e os consequentes confrontos entre facções em todo Afeganistão, lançando o país numa guerra civil selvagem, que acabou colocando o Taleban no controle e criando um refúgio seguro para a Al-Qaeda.

Mas estudiosos que analisaram os arquivos soviéticos destacam outras lições para o governo Obama, que coordena a saída das forças de combate até o fim de 2014. “O que os soviéticos fizeram corretamente foi continuar a assistência militar em larga escala ao regime deixado no país após sua retirada final”, disse Mark N. Katz, professor da George Mason University. “Enquanto o regime afegão recebeu dinheiro e armas foi bem-sucedido e se manteve no poder por três anos”, disse.”

FONTE:divulgado pela agência “Estado” e transcrito no site “DefesaNet” (http://www.defesanet.com.br/ecos/noticia/9175/Retirada-do-Afeganistao-traz-ecos-da-URSS).
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