Cid articula "visita solidária" a Lula


O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), um grupo de governadores deve fazer uma "visita de solidariedade" ao ex-presidente Lula, ainda hoje em São Paulo.

Cid Gomes disse em seu perfil no Twitter que o encontro visa o "reconhecimento" da figura do ex-presidente. "Estamos, alguns governadores, nos programando para uma visita de solidariedade e de reconhecimento ao ex-presidente Lula", informou Cid.

O governador do PSB ainda articula quem o acompanhará na visita. Segundo a assessoria de imprensa de Lula, o encontro será à tarde no Instituto Lula.

Lula retornou ao trabalho ontem, comemorando o bicampeonato mundial do Corinthians. "Hoje, todo corintiano que se preze tem mil motivos para estar feliz", disse 

Após turnê internacional de 18 dias, Lula participou de reuniões internas para fazer um balanço de suas viagens e discutir das atividades do Instituto Lula em 2013.
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OPINIÃO DO DIA – Celso de Mello: ‘inadmissível’

Inadmissível o comportamento de quem, demonstrando não possuir necessário senso de institucionalidade, proclama que não cumprirá uma decisão transitada em julgado emanada do órgão judiciário que, incumbido pela Assembleia Constituinte de atuar como guardião da ordem constitucional, tem o monopólio da última palavra em matéria de interpretação da Constituição

A insubordinação legislativa ou executiva ao comando de uma decisão judicial, não importa se do STF ou de um magistrado de primeiro grau, revela-se comportamento intolerável, inaceitável e incompreensível. Qualquer autoridade pública que descumpra uma decisão do Judiciário transgride a própria ordem constitucional, e assim procedendo expõe-se, em consequência de seu comportamento, aos efeitos de uma dupla e inafastada responsabilidade, a responsabilidade penal por infração possivelmente ao artigo 319 do Código Penal, que define o crime de prevaricação. Reações corporativas ou suscetibilidades partidárias associadas a um equivocado espírito de solidariedade não podem justificar afirmação politicamente irresponsável e juridicamente inaceitável.

Celso de Mello, ministro do STF no seu voto da última sessão do mensalão.
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Manchetes dos principais jornais do Brasil

O GLOBO
A última sessão do mensalão - Supremo cassa deputados e alerta direção da Câmara
Joaquim poderá decidir sozinho sobre prisões
Justiça proíbe Rosemary de deixar São Paulo
STF suspende urgência sobre royalties

FOLHA DE S. PAULO
STF manda Câmara cassar os deputados e conclui julgamento
Fux suspende votação de vetos de Dilma sobre royalties
Estrutura obsoleta causou apagão que atingiu 12 Estados
STF poder 'errar por último' não deixa de ser uma humildade

O ESTADO DE S. PAULO
STF decide cassar deputados e Congresso diz que vai recorrer
Liminar impede votação sobre veto aos royalties
Apagões tiveram causas 'primárias'
Planalto vê má-fé em declarações de Paulo Vieira
Novo mínimo deverá ser de R$ 674,96

VALOR ECONÔMICO
Bancos captam bilhões em colocações privadas
Bons lucros estão fora do Ibovespa
Dois conflitos entre o STF e o Legislativo
Innova, da Petrobras, atrai o interesse de quatro empresas
Concessão de aeroportos vai excluir grupo já contemplado
São Martinho compra ativos da São Carlos

BRASIL ECONÔMICO
4G vai gerar mercado de R$ 18 bi para fabricantes de smartphones
Companhias aéreas se unem para discutir gargalos do setor
PIB será maior e a inflação menor em 2013, diz Tombini
O dia D dos royalties

CORREIO BRAZILIENSE
STF adverte Câmara e enquadra mensaleiros
Nunca houve tanto divórcio em Brasília
GDF antecipa os salários

ESTADO DE MINAS
Cassados
Projeto livra 3 mil acusados de corrupção
R$ 674,96: Salário mínimo para 2013 será votado até amanhã
Câmara de BH: MP denuncia 12 vereadores por fraude
Royalties: Ministro Fux, do STF, suspende a votação do veto

O TEMPO (MG)
Supremo cassa deputados e encerra sessão do mensalão
Fux derruba urgência para votação de vetos dos royalties
Minas Gerais perde para Goiás o 2º lugar na moagem de cana

GAZETA DO POVO (PR)
STF cassa deputados e encerra julgamento do mensalão
Justiça nega prisão de Rosemary e determina apreensão de apartamento de Paulo Vieira
Fux, do STF, suspende sessão do Congresso sobre veto a royalties

ZERO HORA (RS)
STF fecha mensalão em conflito com a Câmara

JORNAL DO COMMERCIO (PE)
Mínimo deve ir a R$ 674,96
Caso mensalão divide poderes
Desmatamento é autorizado em Suape
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O que pensa a mídia - Editoriais dos principais jornais do Brasil

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A última sessão do mensalão - Supremo cassa deputados e alerta direção da Câmara

Celso de Mello faz dura advertência contra reações corporativas e diz que insubordinação é inaceitável

Parlamentares mensaleiros só terão de entregar o mandato após os recursos; Marco Maia diz que vê ingerência na Câmara e que vai recorrer

Depois de 138 dias e 53 sessões, o Supremo Tribunal Federal concluiu ontem o julgamento dos 37 réus do mensalão e decidiu, por cinco votos a quatro, que os três parlamentares condenados perderão seus direitos políticos e, em consequência, seus mandatos, mas somente após o julgamento de todos os recursos judiciais. O ministro Celso de Mello, que deu o voto de desempate, advertiu que qualquer desobediência à decisão do STF seria "intolerável, inaceitável e incompreensível" e que a insubordinação sujeita a autoridade a ser processada por crime de prevaricação. Mas o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), insistiu que, pela Constituição, a última palavra sobre cassação é da Câmara. Segundo ele, a Casa vai recorrer assim que sair o acórdão do STF: "A decisão tomada pelo tribunal não encerra o assunto. Vamos utilizar todos os mecanismos para convencer que não é razoável ingerência na prerrogativa da Câmara."

Celso de Mello: desobediência da Câmara será intolerável

Para ministro, é "inadmissível" que deputados descumpram decisão sobre mandatos

André de Souza, Carolina Brígido

Celso de Mello. Quem descumprir decisão do Supremo está cometendo crime de prevaricação, destaca ministro

BRASÍLIA - O ministro Celso de Mello, mais antigo integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou ontem em plenário que qualquer desobediência à decisão do STF será "intolerável, inaceitável e incompreensível". Embora não tenha citado nomes, o recado tinha destinatário: o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), que sustenta caber apenas aos congressistas decidir sobre perda de mandato dos três deputados condenados no mensalão. Mello afirmou ser inadmissível descumprir decisão do STF, o que seria uma reação corporativa e uma usurpação.

- Inadmissível o comportamento de quem, demonstrando não possuir necessário senso de institucionalidade, proclama que não cumprirá uma decisão transitada em julgado emanada do órgão judiciário que, incumbido pela Assembleia Constituinte de atuar como guardião da ordem constitucional, tem o monopólio da última palavra em matéria de interpretação da Constituição - disse Celso de Mello.

Segundo o ministro, uma autoridade que descumpre decisão judicial está sujeita a ser processada por crime de prevaricação (quando o agente público retarda ou deixa de praticar ato previsto em lei para satisfazer interesse pessoal). A pena para o crime de prevaricação é de três meses a um ano de detenção, mais pagamento de multa.

- A insubordinação legislativa ou executiva ao comando de uma decisão judicial, não importa se do STF ou de um magistrado de primeiro grau, revela-se comportamento intolerável, inaceitável e incompreensível. Qualquer autoridade pública que descumpra uma decisão do Judiciário transgride a própria ordem constitucional, e assim procedendo expõe-se, em consequência de seu comportamento, aos efeitos de uma dupla e inafastada responsabilidade, a responsabilidade penal por infração possivelmente ao artigo 319 do Código Penal, que define o crime de prevaricação - afirmou o ministro. - Reações corporativas ou suscetibilidades partidárias associadas a um equivocado espírito de solidariedade não podem justificar afirmação politicamente irresponsável e juridicamente inaceitável.

Marco Maia não reage

Apesar da defesa da Câmara, Marco Maia preferiu, ontem, não reagir ao contra-ataque de Celso de Mello e atribuiu as declarações do ministro ao calor da emoção do julgamento.

- O Supremo Tribunal Federal, não sendo infalível, pode errar. Mas a alguém deve ficar o direito de errar por último. A alguém deve ficar o direito de decidir por último, de dizer alguma coisa que deva ser considerada como erro ou verdade. Por isso mesmo, cabe assinalar a submissão de todos nós, particulares, servidores civis, chefes militares ou dirigentes políticos, ao império das decisões judiciais, em especial naquelas do Supremo Tribunal Federal já transitadas em julgado - disse Maia.

Fonte: O Globo
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