Caso Escola Base: Globo terá de pagar R$ 1,35 mi


A Rede Globo foi condenada a pagar R$ 1,35 milhão para reparar os danos morais sofridos pelos donos e pelo motorista da Escola Base de São Paulo. Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada e Maurício Monteiro de Alvarenga devem receber, cada um, o equivalente a 1,5 mil salários mínimos (R$ 450 mil).

A assessoria de imprensa da Globo afirmou que a emissora "está recorrendo e que não divulga a informação por questão de estratégia jurídica"
.
Os jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e a revista IstoÉ também já foram condenados. Em todos os casos já julgados, ainda não houve decisões do Superior Tribunal de Justiça.Segundo o site Espaço Vital, a decisão contra a Globo foi tomada por unanimidade na manhã de quarta-feira pela 7ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP. O TJ entendeu que a atuação da imprensa deve se pautar pelo cuidado na divulgação ou veiculação de fatos ofensivos à dignidade e aos direitos de cidadania.

Em março de 1994, a imprensa publicou reportagens sobre seis pessoas que estariam envolvidas no abuso sexual de crianças, alunas da Escola Base, localizada no Bairro da Aclimação, em São Paulo. Jornais, revistas, emissoras de rádio e de tevê basearam-se em "ouvir dizer"  sem investigar o caso . Quando foi descoberto, a escola já havia sido depredada, os donos estavam falidos e eram ameaçados de morte em telefonemas anônimos.
Clique para ver...

A entrevista de Dilma ao Le Monde

Paulo Nogueira
Diário do Centro do Mundo

Dilma parece ter descoberto que só vai conseguir mesmo ser ouvida direito na mídia internacional

Há algo de muito errado ou na presidenta Dilma ou na mídia brasileira quando, para dar uma entrevista relevante, ela opta por publicações estrangeiras, como foi o caso, agora, do Le Monde.

Faça sua escolha.

Imaginemos que Dilma considerasse a mídia brasileira para falar o que pensa sobre a questão da corrupção e do cerco a Lula.

A qual publicação ela poderia dar uma entrevista sem que se sentisse num terreno francamente hostil? Ao Globo de Merval? À Veja de Reinaldo Azevedo? À Folha de Otavinho? Ao Estadão de Dora Kramer?

A Petrobras teve que fugir da justiça brasileira e recorrer à justiça americana para processar Paulo Francis por calúnias, num caso célebre.

Dilma parece ter que fugir da imprensa brasileira para se manifestar.

Ela disse duas coisas importantes sobre o tema da corrupção. A primeira é óbvia: este é um drama mundial, e não brasileiro. Basta ver os levantamentos de institutos como a Transparência Internacional. (Nos últimos dez anos, aliás, a posição do Brasil na lista da TI melhorou.)

A segunda, embora óbvia também, foi parcialmente elíptica. Combater a corrupção não deve se confundir com “caça às bruxas”.

Mais correto teria sido dizer “caça a Lula”.

Se você se deixa levar pelo noticiário da grande imprensa, Lula não apenas percorreu todos os degraus possíveis da escada da corrupção como está indiretamente ligado a um assassinato.

É um “mar de lama”, para usar a expressão com que o arquiconservador Carlos Lacerda martelou o governo de Getúlio Vargas.

Vargas criou o voto secreto, que impediu que industriais e fazendeiros vigiassem se seus empregados votavam em quem eles queriam. Trouxe também uma legislação trabalhista que deu direitos inéditos a trabalhadores que se esfolavam de segunda a segunda, sem férias.

Os industriais de então opuseram todo tipo de resistência aos direitos outorgados por Vargas. Vargas estava aperfeiçoando o capitalismo, assim como Ted Roosevelt fizera nos Estados Unidos duas décadas antes. Mas para os industriais brasileiros ele estava “assassinando” o capitalismo.

De tudo isso, resultou o “mar de lama”, a expressão com a qual os grandes jornais desestabilizaram o governo de Vargas até levá-lo ao suicídio, em 1954. O “mar de lama” de Lacerda era tudo – menos uma vontade genuína de extirpar a corrupção.

O patriotismo pode ser o último refúgio do canalha, como ensinou o escritor inglês Samuel Johnson. Também o “combate à corrupção”, aspas, pode ter uso sinistro, como o feito por Lacerda com seu “mar de lama”.

Vargas ainda tentou mitigar o cerco da grande imprensa da época criando condições para que surgisse um jornal com uma visão menos arcaica e menos vinculada aos interesses dos ricos, a Última Hora, de Samuel Wainer. (Wainer seria atacado por Lacerda até pelo fato de ser judeu.)

Mas não foi bastante.

A história parece estar se repetindo. Assim como houve uma caça não à corrupção mas a Getúlio Vargas, agora o que se tem é uma caça não à corrupção, e nem às bruxas, mas a Lula.

Dilma fez bem em dizer isso. Foi um gesto parecido com o olhar glacial que ela endereçou a um sorridente Joaquim Barbosa no enterro de Niemeyer. É como se ela estivesse dizendo à mídia brasileira: “Vamos deixar de hipocrisia e farisaísmo. Quem é bonzinho mesmo aí? A família Marinho? Ah, bom saber.”

Os mais otimistas podem acreditar que por trás da campanha está um propósito de moralização. Quem é menos romântico sabe que o que no fundo se deseja é o retorno a tempos em que o BNDES funcionava como pronto-socorro de empresas quebradas, à custa do contribuinte, e em que Roberto Marinho designava ministros das Comunicações depois de receber uma concessão de tevê e financiamentos estatais a juros de mãe.

Não era o capitalismo de Adam Smith, ou de David Ricardo. Era ação entre amigos. Capitalismo é risco e concorrência – e isso não havia.

As empresas brasileiras tinham reserva de mercado – algo que ainda existe, por incrível que pareça, para a mídia –, e quem pagava por essa mamata era a sociedade, obrigada a comprar produtos caros e ruins.

Os discípulos de Lacerda – nenhum com uma fração de seu talento, mas herdeiros da mesma dose colossal de maldade — continuam a se bater obstinadamente por um capitalismo que é a negação do capitalismo.

O verdadeiro capitalismo – aquele que é efetivamente sustentável – está na Escandinávia, nas admiráveis Dinamarcas, Finlândias e Noruegas da vida, terras libertárias, transparentes, pujantes, empreendedoras, competitivas, e onde ninguém é melhor que ninguém por causa da conta do banco.

Paulo Nogueira é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo
Clique para ver...

Datena: “VALÉRIO FEZ O QUE FEZ E A MÍDIA AINDA LHE DÁ MORAL”

José Luiz Datena
Por Eduardo Guimarães


“Na edição da última quarta-feira (12) do programa da TV Bandeirantes “Brasil Urgente”, o jornalista e apresentador José Luiz Datena defendeu Lula e atacou a mídia de forma indignada. A abordagem que fez, aliás, talvez seja a mais perfeita que se fez, até aqui, para esse processo de verdadeira caça ao ex-presidente. Confira, abaixo, as palavras textuais do jornalista.

Marcos Valério tenta manchar a vida de Lula, o presidente de maior aceitação deste país. Valério não tem moral. Quem é Marcos Valério para acusar Lula? Acho até que Lula deve se defender com mais veemência; gostei da resposta do governo… Valério fez o que fez e a mídia ainda dá moral p’ra um bandido desse?”

Esse é o ponto. Datena, na mesma argumentação, falou em “inversão de valores”. A qualquer um que não viva no Brasil e que não acompanhe sua política, será difícil explicar o clima que se criou na mídia contra um presidente que deixou o poder aprovado por 80% dos brasileiros.

O estrangeiro desinformado sobre a realidade pátria por certo inferiria que aquele homem que está sendo apresentado nas primeiras páginas dos jornais como culpado das acusações que lhe faz um escroque que transitou por todos os partidos com seus esquemas de corrupção, os quais distribuiu absolutamente sem preconceitos de ideologia ou orientação política, certamente foi um governante muito malsucedido.

Se você explicar ao neófito em política tupiniquim que, muito ao contrário, durante os oito anos de Lula o Brasil se tornou uma potência emergente, pagou a dívida externa, descobriu uma das maiores reservas de petróleo do planeta, viu a renda de sua população disparar, o desemprego praticamente sumir, a pobreza e a concentração de renda finalmente refluírem como nunca antes na história deste país, aí é que o observador alienígena entrará em parafuso.

Por fim, você dará o golpe de misericórdia na vítima desavisada da politicagem à brasileira: dirá que esse homem que há menos de dois anos elegeu candidata que escolheu monocraticamente e que, há pouco, bancou outro “poste” e o elegeu de forma brilhante no maior colégio eleitoral do país, está sendo acusado por um criminoso condenado.

Um detalhezinho aos que dirão que o PT participou dos esquemas desse escroque: os políticos que esses caras-de-pau apoiam, os do PSDB, envolveram-se com Marcos Valério da mesma forma que tantos outros. Se os esquemas de Valério não enlameiam todos os tucanos, tampouco enlameiam todos os petistas.

Datena está coberto de razão, pois. É bom essa gente ir tratando de respeitar essa maioria esmagadora que continua apoiando o ex-presidente Lula, dando-lhe enorme aprovação, inclusive em pesquisas recentes em que aparece como favorito para disputar a sucessão de Dilma ou só perdendo para aquela que ele mesmo, afinal, foi quem indicou aos brasileiros.”

FONTE: escrito por Eduardo Guimarães em seu blog “Cidadania”  (http://www.blogdacidadania.com.br/2012/12/datena-valerio-fez-o-que-fez-e-a-midia-ainda-lhe-da-moral/).
Clique para ver...

LULA REAGE E A MÍDIA SENTE O TRANCO

Por Altamiro Borges, em seu blog


Acusado, Lula ataca a imprensa e volta a falar em candidatura”. O título abjeto da [tucana] “Folha” de sexta-feira indica que a mídia tucana ficou preocupada com as palestras e as conversas do ex-presidente na sua viagem a Paris. Na sua escalada denuncista contra Lula, com base em acusações sem provas, a mídia preferia ver o ex-líder operário acuado e abatido. Mas, ao que parece, ele resolveu reagir e sair da defensiva. Falou até em reeditar as “caravanas da cidadania”, percorrendo o país para alertar o povo sobre as manobras golpistas.

BANQUEIROS, CORRUPTOS E JORNAIS

Durante o seminário promovido pelo “Instituto Lula” e pela “Fundação Jean-Jaurès”, o ex-presidente criticou as visões preconceituosas que marcaram o seu governo. Ele também atacou as políticas neoliberais e defendeu uma “nova governança” mundial. No trecho mais incisivo, Lula desmascarou a mídia rentista. "Quando um político é denunciado, a cara dele sai de manhã, de tarde e de noite no jornal. Vocês já viram a cara de algum banqueiro no jornal? Sabe por que não sai? Porque é ele que paga as propagandas nos jornais”.

Já em conversas de bastidores, o ex-presidente teria afirmado que “estou doido de vontade de fazer caravanas” pelo país. Bastou essa senha para a mídia tucana sentir o tranco e reagir nervosa. “Para conter desgaste, petista quer percorrer país”, afirma, novamente, a [tucana] “Folha”. Ela lembra que, na primeira experiência das “caravanas da cidadania”, Lula percorreu 359 cidades brasileiras. Essa disposição de falar diretamente com o povo é o que mais apavora a direita midiática e partidária.

Saindo da defensiva? A conferir!

A postura mais arrojada do ex-presidente pode sinalizar uma mudança de postura no enfrentamento da onda denuncista da oposição. Nos últimos meses, a direita está na ofensiva: julgamento midiático no STF do chamado “mensalão do PT”; escandalização do episódio Rosemary Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo; e, nesta semana, as novas acusações de Marcos Valério, o mentor do chamado “valerioduto”. Lula, o PT e as forças de esquerda estavam acuados.

Agora, o ex-presidente ataca as elites e mostra disposição para percorrer o país. Já o PT, indica que está disposto a brigar para defender o legado do ex-presidente e parte pra cima da direita udenista. A sigla consegue aprovar um “convite” para FHC, mentor dos tucanos, explicar a temida “Lista de Furnas” – esquema de desvio de grana da estatal mineira para candidatos do PSDB – e fala em retomar o processo de criação da, ainda mais temida, CPI da “Privataria Tucana”, sobre as criminosas privatizações das estatais. [OBS deste ‘democracia&política’: Sobre o mensalão do PSDB, sugiro relembrá-lo lendo nos seguintes linkshttp://democraciapolitica.blogspot.com.br/2012/08/mensalao-do-psdb-ministerio-publico.htmlhttp://democraciapolitica.blogspot.com.br/2012/01/caixa-dois-tucana-de-furnas.html].

O PÂNICO DIANTE DA CPI DA PRIVATARIA

Quinta-feira, o presidente da Câmara Federal, Marco Maia (PT-RS), admitiu a possibilidade de referendar a instalação da CPI, proposta pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-S). No início deste ano, ela já tinha obtido o número necessário de assinaturas para sua criação. Uma manobra pragmática, porém, acabou protelando o debate. Agora, a proposta volta à tona. “Estou analisando o que vou fazer”, comentou o titubeante Marco Maia. A CPI da Privataria Tucana só depende do seu aval para ser criada.

Caso não ocorram novas cenas de covardia, que tanto caracterizam o cretinismo parlamentar, o embate político no Brasil pode tomar outro rumo. Lula saindo da defensiva e entrando em contato direto com o povo; os partidos que protagonizaram o novo ciclo político aberto por seu governo com mais coragem para peitar a oposição udenista. É isso o que incomoda e mete medo na direita midiática e no seu braço político, composto pelo PSDB, o DEM e o PPS. A conferir!”

FONTE: escrito por Altamiro Borges, em seu blog. O autor é jornalista, secretário de Questão da Mídia do PCdoB e presidente do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé. Artigo publicado no portal “Vermelho”  (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=201319&id_secao=1) [Imagem do Google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’].
Clique para ver...

RESILIÊNCIA DE DILMA É DESAFIO PARA OPOSIÇÃO

Por Fernando Rodrigues, no portal UOL [do Grupo tucano “Folha”]


“A oposição [incluindo a mídia, o PGR e o STF] contavam com alguma avaria na aprovação da presidente Dilma Rousseff por causa do baixo crescimento da economia somado à série de escândalos envolvendo o PT. Mas a pesquisa CNI/Ibope foi um balde de água fria nos adversários do governo.

A aprovação pessoal de Dilma é 78% segundo levantamento realizado nos dias 6 a 9 dez 2012. Essa taxa é 1 ponto acima dos 77% apurados em setembro –ou seja, trata-se de oscilação mínima, dentro da margem de erro. Em resumo, a aprovação de Dilma é estável e permanece num patamar muito elevado (maior do que a de seus antecessores nesta mesma época do mandato).

O que isso significa? Que o brasileiro continua muito otimista e generoso com Dilma Rousseff. O fato de o país estar a dois anos andando de lado na economia [por conta da crise externa na Europa e EUA] não tem sido, nem de longe, um fator importante para que os eleitores cogitem de deixar de dar apoio à presidente da República.

Essa resiliência de Dilma é um desafio para a oposição. A aposta de PSDB, DEM e PPS se resume a dois pontos. Primeiro, usar a economia estagnada para desmantelar a imagem de boa administradora que Dilma vendeu durante sua campanha presidencial em 2010. Segundo, fazer colar na presidente algum tipo de responsabilidade compartilhada por causa dos escândalos nos quais o PT está envolvido.

Nada disso está dando certo.

Chama a atenção na pesquisa CNI/Ibope o fato de que o julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal) tenha sido o assunto mais lembrado pelos entrevistados: 23% citaram esse caso.

Ou seja, apesar da [da inusitada e estranhamente muito coincidente com o processo eleitoral atuação do STF e do PGR e da] cobertura intensa da mídia [em prol da oposição], os brasileiros parecem não estar ligando muito para o assunto. O mesmo vale para a “Operação Porto Seguro” da Polícia Federal (que deflagrou esquema de venda de pareceres técnicos, envolvendo a ex-chefe da Presidência em São Paulo, Rose Noronha). Só 10% citaram o “Rosegate” entre os assuntos mais lembrados do noticiário recente.

Tudo considerado, se depender da repugnância dos brasileiros sobre casos de corrupção, a oposição deve ser desenganada sobre suas chances de virar o jogo. Até agora, 10 anos depois de o PT chegar ao poder, a trinca PSDB-DEM-PPS não encontrou uma forma eficaz de furar o bloqueio nas mentes dos eleitores.”

FONTE: escrito por Fernando Rodrigues no portal UOL [do Grupo tucano “Folha”]  (http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2012/12/14/resiliencia-de-dilma-e-desafio-para-oposicao/) [Imagem do Google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’].
Clique para ver...
 
Copyright (c) 2013 Blogger templates by Bloggermint
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...